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Mundo

Irã lança mísseis contra Israel

por Redação 1 de outubro de 2024

O Irã disparou cerca de 120 mísseis balísticos em direção a Israel nesta terça-feira (1º), segundo as Forças Armadas israelenses. O Irã também confirmou o envio, que culmina a escalada de tensões entre Israel e o Hezbollah nas duas últimas semanas.

A maior parte dos mísseis atingiu Tel Aviv, onde uma série de explosões foi registrada. Israel fechou o espaço aéreo, e todos os aeroportos encerraram atividades. Não havia registro de vítimas até a última atualização desta reportagem, mas um atentado que ocorreu no mesmo momento nos arredores de Tel Aviv deixou oito mortos.

Os mísseis foram lançados por volta das 18h30 no horário local (13h30 pelo horário de Brasília), e demoraram apenas 12 minutos para atingir o território israelense após o lançamento.

Cerca de 20 minutos após uma primeira onda de mísseis, uma segunda leva de artefatos foi lançada, segundo a agência estatal iraniana. A segunda leva não havia atingido o território israelense até a última atualização desta reportagem.

A imprensa iraniana afirmou que a Universidade de Tel Aviv foi atingida, mas não havia relato de vítimas até a última atualização desta reportagem. A imprensa israelense falou de um posto de gasolina atingido.

Imagens de Tel Aviv mostraram mísseis cruzando o céu. Alguns deles foram abatidos pelo Domo de Ferro, um dos poderosos sistemas antimísseis israelenses.

O governo de Israel afirmou que os moradores da cidade se refugiaram em bunkers. Ainda não havia informações sobre vítimas ou danos até a última atualização dessa reportagem.

Além de Israel, Jordânia e Iraque também fecharam seus espaços aéreos.

Atentados
Praticamente ao mesmo tempo em que os mísseis foram lanados, um atentado a tiros ocorreu em Jaffa, pequena cidade nos arredores de Israel. Segundo o site de notícias israelense Ynet, dois terroristas desceram do metrô e abriram fogo contra várias pessoas na Avenida Yerushalayim.

Oito pessoas morreram no ataque, segundo o governo.

Mais cedo, a Casa Branca havia afirmado que o Irã preparava um ataque a Israel com mísseis balísticos e afirmou que um ataque teria “consequências severas”. Washington ainda não havia se manifestado sobre o ataque do Irã até a última atualização desta reportagem.

Os EUA, em paralelo, estão ajudando Israel a se preparar para a ofensiva de Teerã, disse ainda o funcionário do departamento. Um porta-voz das Forças Armadas israelenses afirmou que Israel já espera resposta do Irã e disse que o país está preparado “para qualquer ameaça”.

Esta não foi a primeira ofensiva do Irã contra Israel. Em abril, forças iranianas lançaram 300 drones e mísseis contra o território israelenses em retaliação a um bombardeio ao Consulado do Irã em Damasco, na Síria, que causou a morte de um comandante do Exército iraniano.

Na ofensiva de abril, os drones e mísseis causaram diversas explosões nos arredores de Jerusalém, mas não houve vítimas.

Invasão ao Líbano
Soldados de Israel e do Hezbollah travaram nesta terça-feira (1º) o primeiro combate direto desde o início da guerra na Faixa de Gaza.

O embate aconteceu em um dos vilarejos do sul do Líbano onde o Exército de Israel faz incursões por terra — na segunda-feira (31), as Forças Armadas israelenses anunciaram que invadiram o território libanês para operações pontuais e limitadas contra bases do Hezbollah.

Israel lançou uma operação terrestre “limitada” contra alvos específicos do Hezbollah, no sul do Líbano, nesta terça-feira (1º). A ação conta com tropas do Exército por terra, além do apoio da Força Aérea com aeronaves pelo ar.

O porta-voz dos militares, Avichay Adraee, enviou uma ordem a residentes de mais de 20 cidades do sul do Líbano para que saiam imediatamente de suas casas “para a sua própria segurança”.

A ordem é para que os civis se desloquem para a margem norte do rio Awali, cuja saída pro mar fica praticamente no meio do caminho entre a fronteira com Israel e Beirute. Segundo Israel, o Hezbollah tem usado infraestrutura civil e residentes do sul como escudo humano.

O grupo extremista libanês reagiu à incursão terrestre israelense com disparo de mísseis direcionados, entre outras localidades, a Tel Aviv — de acordo com o Hezbollah, direcionados a instalações do serviço secreto do país, o Mossad. A milícia Houthi, financiada pelo Irã e que atua no Iêmen, também afirmou ter disparado foguetes em direção ao território israelense.

O Hezbollah tem bombardeado o norte de Israel desde outubro de 2023, em solidariedade aos terroristas do Hamas e às vítimas da guerra na Faixa de Gaza. Israel vinha respondendo e repelindo os ataques.

A tensão na região escalou nos últimos dias, com bombardeios de Israel contra alvos do Hezbollah em vários pontos do Líbano, incluindo a capital Beirute. Um dos ataques provocou a morte do chefe do grupo extremista, Hassan Nasrallah, na sexta-feira (27).

A operação terrestre de Israel no Líbano já era esperada. Nesta terça-feira, moradores libaneses na região de fronteira relataram intenso bombardeio, além da presença de helicópteros e drones na área.

Israel disse que estava fazendo “ataques precisos” contra alvos do Hezbollah que apresentavam uma ameaça imediata ao território israelense. Toda a operação tem o apoio de artilharia e da Força Aérea.

Os militares israelenses justificaram a ação para garantir que moradores da região norte do país possam voltar para casa. Essas pessoas deixaram a área por causa de ataques constantes do Hezbollah.

Logo após o início da operação, o Hezbollah lançou pelo menos 10 foguetes contra Israel. Parte dos artefatos foi abatida, enquanto os demais caíram em áreas abertas. Não há informações sobre estragos ou feridos no território israelense.

Já no Líbano, a agência Reuters afirmou que um dos ataques atingiu um edifício usado como acampamento para refugiados palestinos. O alvo do ataque seria Mounir Maqdah, comandante da ala militar da Fatah — grupo político que controla a Cisjordânia e está à frente da Autoridade Palestina. O paradeiro dele é desconhecido.

Até a publicação desta reportagem o Hezbollah e o governo do Líbano não haviam se pronunciado sobre a operação israelense. Informações sobre mortos e feridos também não foram divulgadas.

Os Estados Unidos disseram que concordaram sobre a necessidade de um ataque contra o Hezbollah ao longo da fronteira entre Israel e Líbano. O secretário de Defesa norte-americano, Lloyd Austin, conversou com o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant.

Austin defendeu uma resolução diplomatica para garantir o retorno de civis ao norte de Israel com segurança.

Fonte: G1

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Mundo

Israel manda moradores de mais de 20 cidades do Líbano saírem de suas casas; Hezbollah reage com foguetes

por Redação 1 de outubro de 2024

Israel lançou uma operação terrestre “limitada” contra alvos específicos do Hezbollah, no sul do Líbano, nesta terça-feira (1º). A ação conta com tropas do Exército por terra, além do apoio da Força Aérea com aeronaves pelo ar.

O porta-voz dos militares, Avichay Adraee, enviou uma ordem a residentes de mais de 20 cidades do sul do Líbano para que saiam imediatamente de suas casas “para a sua própria segurança”.

A ordem é para que os civis se desloquem para a margem norte do rio Awali, cuja saída para o mar fica praticamente no meio do caminho entre a fronteira com Israel e Beirute. Segundo Israel, o Hezbollah tem usado infraestrutura civil e residentes do sul como escudo humano.

O grupo extremista libanês reagiu à incursão terrestre israelense com disparo de mísseis direcionados, entre outras localidades, a Tel Aviv — de acordo com o Hezbollah, direcionados a instalações do serviço secreto do país, o Mossad. A milícia Houthi, financiada pelo Irã e que atua no Iêmen, também afirmou ter disparado foguetes em direção ao território israelense.

O Hezbollah tem bombardeado o norte de Israel desde outubro de 2023, em solidariedade aos terroristas do Hamas e às vítimas da guerra na Faixa de Gaza. Israel vinha respondendo e repelindo os ataques.

A tensão na região escalou nos últimos dias, com bombardeios de Israel contra alvos do Hezbollah em vários pontos do Líbano, incluindo a capital Beirute. Um dos ataques provocou a morte do chefe do grupo extremista, Hassan Nasrallah, na sexta-feira (27).

A operação terrestre de Israel no Líbano já era esperada. Nesta terça-feira, moradores libaneses na região de fronteira relataram intenso bombardeio, além da presença de helicópteros e drones na área.

Israel disse que estava fazendo “ataques precisos” contra alvos do Hezbollah que apresentavam uma ameaça imediata ao território israelense. Toda a operação tem o apoio de artilharia e da Força Aérea.

Os militares israelenses justificaram a ação para garantir que moradores da região norte do país possam voltar para casa. Essas pessoas deixaram a área por causa de ataques constantes do Hezbollah.

Logo após o início da operação, o Hezbollah lançou pelo menos 10 foguetes contra Israel. Parte dos artefatos foi abatida, enquanto os demais caíram em áreas abertas. Não há informações sobre estragos ou feridos no território israelense.

Já no Líbano, a agência Reuters afirmou que um dos ataques atingiu um edifício usado como acampamento para refugiados palestinos. O alvo do ataque seria Mounir Maqdah, comandante da ala militar da Fatah — grupo político que controla a Cisjordânia e está à frente da Autoridade Palestina. O paradeiro dele é desconhecido.

Até a publicação desta reportagem o Hezbollah e o governo do Líbano não haviam se pronunciado sobre a operação israelense. Informações sobre mortos e feridos também não foram divulgadas.

Os Estados Unidos disseram que concordaram sobre a necessidade de um ataque contra o Hezbollah ao longo da fronteira entre Israel e Líbano. O secretário de Defesa norte-americano, Lloyd Austin, conversou com o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant.

Austin defendeu uma resolução diplomática para garantir o retorno de civis ao norte de Israel com segurança.

Histórico do conflito
Nos últimos meses, Israel e Hezbollah viveram um aumento nas tensões. Um comandante do grupo extremista foi morto em um ataque israelense no Líbano, em julho. No mês seguinte, o grupo preparou uma resposta em larga escala contra Israel, que acabou sendo repelida.

Mais recentemente, líderes israelenses emitiram uma série de avisos sobre o aumento de operações contra o Hezbollah. O gatilho para uma virada no conflito veio após os seguintes pontos:

Nos dias 17 e 18 de setembro, centenas de pagers e walkie-talkies usados pelo Hezbollah explodiram em uma ação militar coordenada.
A imprensa norte-americana afirmou que os Estados Unidos foram avisados por Israel de que uma operação do tipo seria realizada. Entretanto, o governo israelense não assumiu a autoria.
Após as explosões, o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, disse que estava começando “uma nova fase na guerra”.
Enquanto isso, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu que levará de volta para casa os moradores do norte do país, na região de fronteira, que precisaram deixar a área por causa dos bombardeios do Hezbollah.
Segundo o governo, esse retorno de moradores ao norte do país só seria possível por meio de uma ação militar.
Em 23 de setembro, Israel bombardeou diversas áreas do Líbano. Cerca de 500 pessoas morreram e centenas ficaram feridas. O dia foi o mais sangrento desde a guerra de 2006.
Em 27 de setembro, Israel matou o chefe do Hezbollah por meio de um bombardeio em Beirute.
Na semana passada, as Forças de Defesa de Israel anunciaram que militares estavam se preparando para uma possível operação terrestre no Líbano. Bombardeios aéreos executados pelos israelenses seriam indícios de uma preparação de terreno.

Fonte: G1

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Mundo

Uma tonelada de cocaína embaixo da cama: investigação da BBC encontra inglês suspeito de caso que levou brasileiros inocentes à prisão

por Redação 30 de setembro de 2024

Para Daniel Guerra, velejador brasileiro que aspirava a viajar pelo mundo, aquele anúncio de emprego era um sonho que estava a ponto de se tornar realidade. O anúncio dizia que o proprietário de um iate britânico procurava ajudantes de convés para levar seu barco do Brasil para a Europa — uma das grandes viagens oceânicas do mundo.

Não haveria salário, mas todas as despesas seriam pagas e, o que era ainda mais importante, Daniel acumularia milhas e parte da experiência necessária para alcançar seu maior objetivo. “O meu sonho na época era me tornar capitão de barcos e ir trabalhar na Europa”, lembra Daniel, hoje com 43 anos.

Ao ler o anúncio, postado na internet por uma agência de recrutamento de velejadores, ele conta à BBC que se sentiu “superfeliz, supercontente”.

E as coisas pareciam ainda melhores quando Daniel e seu colega Rodrigo Dantas, que também havia sido contratado para o trabalho através do mesmo anúncio online, conheceram o seu novo empregador britânico.

Eles temiam que se tratasse de um ricaço esnobe ou um influencer posando de uma vida de luxo, um tipo mandão. Mas que nada. George Saul era uma figura sorridente e simpática, pouco afeita às formalidades. Os velejadores, segundo ele, podiam até chamá-lo pelo seu apelido: “Fox” (raposa, em português).

Fox passou até no teste de aprovação dos exigentes pais de Rodrigo, que estavam preocupados com seu filho fazendo uma viagem tão longa em um barco que pertencia a um completo estranho, e pediram para conhecê-lo pessoalmente. Eles gostaram do jeitão do britânico.

Ficaram sabendo que Fox havia trazido o Rich Harvest para o Brasil para reformas e buscava uma tripulação para navegar o veleiro de volta à Europa. Além dos novatos, Rodrigo e Daniel, haveria mais dois, incluindo um capitão qualificado.

Mas, no fim das contas, os pais de Rodrigo não foram os únicos que quiseram verificar se tudo estava nos conformes a bordo do veleiro Rich Harvest. No último porto antes de partir do Brasil, a polícia em Natal passou cerca de seis horas procurando drogas no iate, com a ajuda de um cão farejador. No entanto, eles não encontraram nada.

Naquele momento, os velejadores brasileiros pensaram que se tratava apenas de uma verificação de rotina. Eles já tinham ouvido falar de cocaína plantada em barcos e agora, pelo menos, imaginavam que estava tudo limpo.

“Foi minha primeira viagem internacional [marítima]. Eu imaginei: quando a gente viaja no aeroporto, a gente também passa por uma inspeção, até mesmo alguns cães farejadores trabalham no aeroporto também”, conta Rodrigo. “Pra mim, era como uma busca de rotina.”

Essas preocupações passavam longe quando a tripulação embarcou em sua jornada épica em 4 de agosto de 2017, com o litoral brasileiro desaparecendo lentamente atrás do veleiro.

Com Daniel e Rodrigo, havia mais um tripulante, um brasileiro (com quem a BBC não conseguiu contato e que, por isso, não será nomeado) e um capitão francês. Fox, por sua vez, havia voltado para a Europa de avião dois dias antes.

“Estava um dia lindo, tempo perfeito, sol”, lembra Daniel, que publicou uma mensagem de agradecimento a Fox em sua página no Facebook. O texto dizia: “A vida nos dá oportunidade e irmãos. Sou muito grato pela chance, Fox.”

Após duas semanas de viagem, o veleiro apresentou problemas no motor, obrigando-os a parar em Cabo Verde, um arquipélago próximo da costa da África.

Mas mais uma vez, Daniel e Rodrigo conseguiram ver as coisas pelo lado positivo. O país é um paraíso turístico, e Fox disse que lhes enviaria dinheiro para que aproveitassem as ilhas enquanto os reparos eram feitos em uma marina local.

Assim, Daniel não se preocupou quando outros policiais chegaram para revistar a embarcação. “Eles não encontraram nada no Brasil”, pensou consigo mesmo, “também não vão encontrar nada em Cabo Verde.”

Mas os policiais cabo-verdianos foram mais meticulosos do que os seus colegas brasileiros, usando equipamentos especiais para cortar e expor o interior do barco.

“Eu não podia acreditar na hora. Só conseguia chamar o Fox de filho da p*”, lembra Daniel. “Eu estava furioso, não conseguia aceitar o que estava acontecendo, sabe?”

Daniel diz que percebeu imediatamente que sua situação era ainda mais delicada porque parte das drogas estava escondida em um fundo falso que ficava justamente no quarto dele: “Não é brincadeira. É uma tonelada de cocaína embaixo da tua cama, né? (risos).”

Os brasileiros foram detidos e levados para a prisão. Em março de 2018, a tripulação foi a julgamento em Cabo Verde.

Durante o julgamento, eles argumentaram ser totalmente inocentes. Os acusados insistiram que nunca tinham ouvido falar de Rich Harvest ou de seu dono até responderem ao anúncio de emprego. Apesar disso, eles foram condenados a dez anos de prisão cada um.

Mas se a quantidade de droga apreendida era impressionante, a Polícia Federal do Brasil, que também monitorava o caso, considerava que o “peixe grande” tinha escapado.

Para a polícia brasileira, o cabeça da operação era Fox, cujo veleiro tinha sido objeto de uma informação passada pela Agência Nacional de Combate ao Crime (National Crime Agency, NCA) do Reino Unido antes da saída do veleiro do Brasil.

Mas as coisas pareciam – momentaneamente – estar mudando.

Em agosto de 2018, Fox foi preso na Itália, e as autoridades brasileiras entraram com um processo de extradição para que ele fosse enviado ao Brasil para responder às acusações no caso. Mas a papelada chegou tarde demais, e Fox foi libertado – para grande frustração do delegado brasileiro André Gonçalves.

Gonçalves, que atua na Bahia e investigava o caso, temia que o britânico desaparecesse e se convertesse em fugitivo.

O delegado conta que sua equipe havia mantido Fox e Rich Harvest sob vigilância no Brasil por um bom tempo. A polícia brasileira acredita que as “reformas” que foram realizadas no barco tinham em parte o objetivo de instalar compartimentos secretos na embarcação. As autoridades brasileiras acreditam que as drogas foram carregadas antes de os velejadores brasileiros serem contratados.

Gonçalves admite que, em um primeiro momento, desconfiou que os quatro velejadores também estariam envolvidos.

Mas acrescenta que, ao investigar seus antecedentes, não encontrou nada que os ligasse previamente ao mundo das drogas ou a Fox.

“Quanto mais fundo eu ia, ainda não conseguia encontrar uma conexão. Mas, ao mesmo tempo, isso fortalecia as evidências que tínhamos contra o Fox.”

As declarações de inocência dos velejadores também foram reforçadas por uma fonte inesperada: o britânico Robert Delbos, o homem que, segundo a polícia brasileira, teria coordenado a reforma do barco.

Delbos, 71 anos, foi condenado por tráfico de drogas no Reino Unido em 1988 e cumpriu pena de prisão de 12 anos. Ele tentou contrabandear 1,5 tonelada de maconha para o país.

Antes de Rich Harvest partir do Brasil, policiais sob as ordens de Gonçalves observaram Delbos supervisionando o início das reformas do veleiro.

Inicialmente, suspeitaram que se tratasse da instalação de compartimentos secretos na embarcação, e por isso entraram com um processo de extradição na mesma época em que pediram a extradição de Fox.

Delbos passou alguns meses em uma prisão de segurança máxima no Brasil aguardando julgamento, mas alegou que as drogas também haviam sido colocadas no barco em um momento posterior, sem o seu conhecimento.

Ele foi absolvido após a Justiça decidir que não havia elementos para comprovar que ele sabia dos planos de traficar as drogas.

Em entrevista à BBC, Delbos afirmou que até mesmo os traficantes de drogas possuem códigos de ética, e que Fox os havia violado ao ludibriar os velejadores e usá-los como mulas, sem que eles soubessem, em vez de contratar contrabandistas profissionais.

À medida que cresciam as dúvidas sobre a culpa dos velejadores, suas famílias iniciaram uma campanha pela sua libertação, que ganhou corpo e deu visibilidade ao caso no Brasil.

Em 2019, a Justiça de Cabo Verde anulou as condenações, e os brasileiros finalmente puderam voltar para casa. Fox, por sua vez, voltou para o Reino Unido e nunca foi julgado.

Aos 41 anos, Fox vive em uma casa nos subúrbios de Norwich, no leste da Inglaterra, cidade onde cresceu, frequentou a faculdade e se tornou um exímio velejador amador, habituado a explorar a variada costa do Condado de Norfolk. Ele é empresário e dono de uma empresa imobiliária.

Em março do ano passado, Fox fazia parte de uma associação empresarial local. Em suas redes sociais, chegou a publicar uma foto posando ao lado do então prefeito da cidade, James Wright (é importante ressaltar que não existe nenhum elemento para sugerir que o prefeito tivesse conhecimento das acusações contra Fox).

A BBC abordou o empresário quando ele chegava a um hotel de Norwich para um café da manhã organizado semanalmente pela associação empresarial da qual fazia parte. Fox se recusou a comentar sobre Rich Harvest e o sofrimento causado aos velejadores inocentes.

Questionado sobre as alegações de que seria um traficante de drogas, respondeu: “Não sou”.

Um porta-voz da agência britânica de combate ao crime, NCA, disse que se a polícia brasileira ainda quiser levar o caso adiante, terá de entrar com um pedido de extradição.

O Ministério da Justiça do Brasil afirmou que não comenta casos individuais.

Enquanto isso, Rodrigo Dantas e Daniel Guerra estão tentando reconstruir suas vidas no Brasil, tendo há muito tempo abandonado seus sonhos de se tornarem capitães de barcos.

Rodrigo conta que, ao voltar para casa, teve dificuldades para encontrar trabalho como velejador, porque potenciais empregadores continuaram desconfiando de sua inocência.

Já Daniel afirma que suas ambições prévias de dar a volta ao mundo em um veleiro “ficaram trancadas em Cabo Verde”. Ele diz que perdeu a capacidade de confiar nas pessoas, uma qualidade vital para superar os percalços de uma longa viagem oceânica.

Mesmo agora, diz que ainda se pergunta quem era realmente Fox – aquele britânico “bacana” a quem se sentiu tão grato, cujo anúncio de emprego virou sua vida de cabeça para baixo.

Daniel diz que “gostaria muito de ver a justiça ser feita”, mas não deseja encontrar Fox nunca mais.

Fonte: G1

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Mundo

Se invadir o Líbano, Israel terá à sua espera túneis quilométricos e de difícil acesso do Hezbollah

por Redação 26 de setembro de 2024

Israel tem se preparado para uma guerra com o grupo xiita libanês Hezbollah por quase uma década, e um conflito em grandes proporções se tornou mais provável após a escalada na última semana, com uma série de ataques de ambos os lados. Com a intensificação de bombardeios israelenses no sul, áreas do leste e na capital do Líbano, além da explosão de milhares de dispositivos de comunicação e da morte de líderes do movimento islamista, Israel pode agora estar se preparando para uma invasão terrestre no país vizinho. Mas não será uma tarefa tão fácil quanto contra o Hamas na Faixa de Gaza, já que o Hezbollah é conhecido por sua vasta rede subterrânea, que inclui arsenais escondidos e túneis que se estendem por centenas de quilômetros.

Esses túneis, escavados em rocha sólida, são menos acessíveis e mais difíceis de destruir em comparação com os túneis de Gaza, construídos em solo arenoso. Além disso, especialistas apontam que a infraestrutura militar do grupo, incluindo lançadores de mísseis, está integrada em vilarejos no sul do Líbano, o que torna a tarefa ainda mais desafiadora para Israel.

Parte do arsenal do grupo xiita — estimado em até 200 mil mísseis e foguetes — fica escondido nesses túneis, que foram construídos com a ajuda do Irã e da Coreia do Norte após a guerra de 2006 contra Israel, de acordo com um relatório do Alma, um think tank israelense especializado no Hezbollah. Embora o grupo tenha usado apenas uma pequena fração desse armamento nos combates recentes, suas capacidades se expandiram significativamente, especialmente em relação à precisão de seus mísseis.

Em agosto, o grupo divulgou um vídeo de cerca de quatro minutos que mostrava uma dessas instalações subterrâneas. Intitulado “Nossas montanhas são nossos depósitos”, o registro mostra o que pareciam ser túneis subterrâneos grandes o suficiente para acomodar comboios de caminhões. Alguns deles pareciam transportar mísseis e lançadores pela instalação, identificada como “Imad 4” — uma referência ao principal comandante do Hezbollah, Imad Mughniyeh, morto em um atentado com carro-bomba em Damasco, Síria, em 2008, atribuído a Israel.

A autenticidade do vídeo não pôde ser verificada independentemente.

Nicholas Blanford, especialista do Hezbollah em Beirute e membro sênior do Atlantic Council, disse à AFP em agosto que o vídeo poderia ser um “aviso” para Israel. Na ocasião, o grupo xiita havia acabado de prometer uma retaliação pela morte de Fuad Shukr, comandante sênior do Hezbollah assassinado em um ataque no sul de Beirute. Ele era apontado como responsável por orquestrar um ataque às Colinas do Golã anexadas, que matou 12 crianças no fim de julho.

Para o general de brigada aposentado libanês Mounir Shehadeh, o vídeo mostrou “quão profundos, grandes e complexos [os túneis] são, e quão difícil ou mesmo impossível seria para Israel alcançá-los”.

Já Hany Farid, especialista em perícia digital da Universidade da Califórnia, Berkeley, disse que era “improvável” que tivesse sido gerado por inteligência artificial, mas não descartou o uso de outras tecnologias.

— Algumas das filmagens dos caminhões/motocicletas se movendo pelo túnel têm uma leve aparência de CGI — disse Farid.

Instalações complexas e ‘intransponíveis’
O analista militar Hisham Jaber, um general libanês aposentado, disse que pouco se sabe sobre os bunkers e túneis subterrâneos “ultrassecretos” do Hezbollah. A instalação “Imad 4” é provavelmente uma entre dezenas, disse ele, acrescentando que “as montanhas e os topos das colinas do sul do Líbano são ideais para instalações que são protegidas porque estão no coração de uma montanha”.

— Aviões de guerra não conseguem chegar a essas instalações — disse Jaber à AFP, acrescentando que os combatentes podem permanecer dentro de túneis bem equipados por semanas e que Israel poderia “continuar destruindo o Líbano por meses sem nunca alcançar” os bunkers.

Especialistas dizem que as redes de túneis do Hezbollah começaram a ser construídas em meados da década de 1980, quando as tropas israelenses se retiraram da maior parte do Líbano para uma faixa ocupada ao longo da fronteira sul.

Túneis construídos no início dos anos 2000, por sua vez, foram “projetados para um pequeno número de combatentes descansarem, dormirem e comerem”, disse Blanford, enquanto a instalação no vídeo de agosto “supera completamente aqueles antigos bunkers do tamanho de um homem”.

Daniel Meier, chefe do programa de mestrado em Oriente Médio na Sciences Po Grenoble, disse que o uso de túneis pelo Hezbollah durante a guerra de 2006 com Israel, especialmente na cidade fronteiriça de Bint Jbeil, colocou forte pressão sobre o Estado hebreu “apesar de sua supremacia aérea”.

Depois disso, o Hezbollah começou a construir instalações subterrâneas e túneis mais complexos, disseram especialistas à AFP. Em janeiro de 2019, o Exército de Israel disse ter descoberto e destruído “túneis de ataque transfronteiriços”, alguns escavados sob aldeias da fronteira libanesa que Israel tem atacado repetidamente desde outubro.

Comando e terreno
Há também a vantagem para o Hezbollah de lutar em território conhecido, cuja geografia é composta por um terreno bastante acidentado e montanhoso, ideal para táticas de guerrilha.

Andreas Krieg, professor de estudos de segurança no King’s College London, também destaca a estrutura organizacional em rede do grupo. À Reuters, ele descreveu o Hezbollah como “o inimigo mais formidável que Israel já enfrentou”, não somente devido à quantidade de armamentos ou tecnologia, mas pela sua capacidade de resiliência.

Isso se provou após a morte de líderes importantes em ataques aéreos recentes, com o Hezbollah nomeando substitutos logo depois, seguindo a política do grupo de preencher lacunas rapidamente, como afirmado pelo líder Hassan Nasrallah em discurso em agosto.

O ataque aos dispositivos de comunicação do grupo feriu 1.500 membros, mas isso representou apenas uma pequena parte da força do Hezbollah. Segundo um relatório do Congresso americano, o grupo mantém uma força estimada entre 40 mil e 50 mil combatentes, embora Nasrallah afirme que o número chega a 100 mil — com o adicional de terem recebido treinamento da Guarda Revolucionária iraniana.

Fonte: OGLOBO

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Mundo

Zelensky diz duvidar de ‘interesse real’ do Brasil ao querer mediar acordo de paz: ‘Vocês não terão mais poder às nossas custas’

por Redação 25 de setembro de 2024

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, questionou nesta quarta-feira (25), durante discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) o papel do Brasil como intermediador das negociações de paz entre seu país e Rússia.

Zelensky disse duvidar do “real interesse” de Brasil e China ao pressionarem para liderar o diálogo entre Kiev e Moscou os dois países.

“Vocês não aumentarão seus poderes às custas da Ucrânia”, disse, durante o discurso.

Desde o ano passado, o presidente Lula vem afirmando que quer atuar como mediador de um diálogo entre Rússia e Ucrânia para o fim da guerra, inclusive com um plano de paz específico.

O presidente chinês, Xi Jinping, também tem expressado a vontade de exercer a mediação de uma negociação de paz entre os dois lados. No fim de abril, ele falou por telefone com Zelensky, pela primeira vez desde o início da guerra, e disse que apresentou uma proposta.

O ucraniano, no entanto, diz que não negociará com Moscou enquanto Vladimir Putin for o presidente russo, e exige o cessar-fogo imediato. Em maio deste ano, em encontro com o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, o ex-chaneler brasileiro Celso Amorim, em Kiev, Zelensky afirmou que o único plano de paz possível para terminar a guerra em seu país é o ucraniano.

Logo depois, em junho, Lula acusou tanto Zelensky como Putin de “estarem gostando da guerra” e cobrou um plano de paz. Zelensky já havia acusado o Brasil de priorizar alianças com a Rússia (em referência ao Brics). Lula negou fazer “defesa de Putin” e disse que “não tenho lado, meu lado é o da paz”.

No discurso desta quarta na Assembleia Geral da ONU, o líder ucraniano afirmou que não aceitará uma “paz imposta”.

Na fala, Zelensky acusou também a Rússia de estar planejando um ataque coordenado a usinas nucleares da Ucrânia.

Principal evento da ONU, a Assembleia Geral, na qual líderes ou representantes dos 193 países da ONU fazem discursos, começou na terça-feira (24) e vai até o fim da semana. O presidente Lula falou na abertura da sessão, seguido do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Fonte: G1

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ONU

Na ONU, Lula cobra ações contra mudanças climáticas em meio às queimadas no Brasil: ‘É preciso fazer mais’

por Redação 24 de setembro de 2024

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou nesta terça-feira (24) ações contra mudanças climáticas em meio às queimadas que atingem o Brasil, e admitiu que “é preciso fazer mais”.

Segundo ele, o mundo está “condenado à interdependência das mudanças climáticas”, portanto, é preciso enfrentar o debate sobre o ritmo lento da descarbonização do planeta (leia mais abaixo).

O presidente também narrou o panorama de eventos climáticos atípicos em diferentes territórios do globo e, especialmente, no Brasil. Diante disso, afirmou ser necessário ampliar o enfrentamento.

“O negacionismo sucumbe ante às evidências do aquecimento global. Dois mil e vinte e quatro caminha para ser o ano mais quente da história moderna. Furacões no Caribe, tufões na Ásia, seca e inundações na África, e chuvas torrenciais na Europa deixam um rastro de morte e destruição”, pontou Lula.

“No Sul do Brasil, tivemos a maior enchente desde 1941. A Amazônia está atravessando a pior estiagem em 45 anos. Incêndios florestais se alastraram pelo país e já devoraram 5 milhões de hectares apenas no mês de agosto. O meu governo não terceiriza a responsabilidade e nem abdica da sua soberania. Já fizemos muito, mas sabemos que é preciso fazer muito mais”, exclamou.

Crimes ambientais
O presidente brasileiro ainda elencou as ações que têm sido tomadas pelo seu governo para combater crimes ambientais.

“Além de enfrentar o desafio da crise climática, lutamos contra quem lucra com a degradação ambiental. Não transigiremos com ilícitos ambientais, com o garimpo ilegal e como o crime organizado”, justificou.

“Reduzimos o desmatamento na Amazônia em 50% no último ano e vamos erradicá-lo até 2030. Não é mais admissível pensar em soluções para as florestas tropicais sem ouvir os povos indígenas, comunidades tradicionais e todos aqueles que vivem nela”, emendou.

Vanguarda
Lula acrescentou que o Brasil é um dos países com matriz energética mais limpa do mundo e que está na vanguarda, por exemplo, na produção do hidrogênio verde.

“Nossa visão de desenvolvimento sustentável está alicerçada no potencial da bioeconomia. O Brasil sediará a COP30 em 2025 convicto de que o multilateralismo é o único caminho para superar a urgência climática. Nossa Contribuição Nacionalmente Determinada, a NDC, será apresentada ainda este ano, em linha com o objetivo de limitar o aumento da temperatura do planeta a um grau e meio”, adiantou.

Para justificar a fala, Lula citou que 90% da energia elétrica do país provêm de fontes renováveis como a biomassa, a hidrelétrica, a solar e a eólica. E que o Brasil optou pelos biocombustíveis há 50 anos, antes mesmo que a discussão sobre energias alternativas ganhasse força.

Nesse contexto, o presidente afirmou que é necessário “enfrentar o debate sobre o ritmo lento da descarbonização do planeta e trabalhar por uma economia menos dependente de combustíveis fósseis”.

O petista deu as declarações durante discurso na 79ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Por tradição, o presidente do Brasil é o primeiro chefe de Estado a discursar no evento.

O governo brasileiro tem sido criticado diante do enfrentamento às queimadas no país. Em 2024, o Brasil sofreu com cheia histórica no Rio Grande do Sul e vive a maior seca registrada desde 1950.

Como antecipou o blog do Valdo Cruz, Lula subiu o tom sobre mudanças urgentes na agenda climática, porque o cenário mais grave chegou mais cedo do que se previa e atingiu em cheio o Brasil (leia mais abaixo).

Diante disso, o presidente brasileiro voltou a repetir que nada será feito enquanto os organismos multilaterais, como a ONU, continuarem nas mãos de poucos países.

Seca histórica e queimadas
Os incêndios nos biomas do Pantanal e da Amazônia, por exemplo, são os piores em quase 20 anos, segundo dados do Observatório Europeu Copernicus divulgados nesta segunda (23). Ainda de acordo com a entidade, o fogo afetou a qualidade do ar de boa parte da América do Sul.

?A maior seca da história do Brasil afeta cerca de 1,4 mil cidades em nível extremo ou severo. Esse período de estiagem chegou mais cedo, como um exemplo de mudança climática, que é causada por um conjunto de fatores, começando pelo aquecimento global.

O mundo registrou, em 2024, o mês de agosto mais quente da história. E, dos últimos 14 meses, 13 registraram temperatura média 1,5 ºC mais quente do que o período antes da era industrial.

No interior do Acre, por exemplo, uma semana após chegar a 34 centímetros, o Rio Iaco voltou a registrar a menor marca histórica no município de Sena Madureira, com 31 centímetros na manhã desta segunda. Este já é o terceiro município do estado que alcança a menor cota histórica durante a seca de 2024.

Discursos anteriores
Este é o oitavo discurso em aberturas de assembleias-gerais (2003, 2004, 2006, 2007, 2008, 2009, 2023 e 2024). Em 2005, o presidente fez pronunciamento em uma reunião que antecedeu o debate da Assembleia Geral. Na ocasião, o então chanceler Celso Amorim discursou na abertura do debate.

Combate à fome e à desigualdade, governança global, reforma do Conselho de Segurança da ONU e mudanças climáticas são temas recorrentes nos discursos de Lula.

As mudanças climáticas são abordadas pelo petista pelo menos desde 2004 e foram citadas em 2023, quando o presidente voltou a cobrar o financiamento, pelos países ricos, de ações para a preservação do meio ambiente nas nações emergentes.

Fonte: G1

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ONU

Diabo, ‘bomba’, teorias conspiratórias: Relembre momentos marcantes da Assembleia Geral da ONU, que começa nesta terça

por Redação 24 de setembro de 2024

“O diabo esteve aqui, sinto cheiro de enxofre”.

A frase, dita pelo então presidente da Venezuela, Hugo Chávez, é uma das mais polêmicas e também conhecidas da sessão anual da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), quando líderes dos 193 países membros da organização se reúnem para discursar.

A sessão deste ano, a 79ª da história da ONU, começa nesta terça-feira (24), sob a sombra da iminência de uma nova guerra no Oriente Médio, entre Israel e o Hezbollah, e os avanços das mudanças climáticas.

Ao longo dos anos, as tensões provocadas por conflitos em vigor, rivalidades no quadro geopolítico mundial e ditaduras provocou momentos inusitados durante discursos. Relembre, abaixo, alguns deles:

Chávez chama George W. Bush de diabo
O ano era 2006, e os Estados Unidos e a Venezuela viviam um dos momentos mais tensos nas relações entre os dois países, capitaneados pelos dois líderes na época: Hugo Chávez e George W. Bush.

Chávez acusava Bush de ter apoiado a tentativa de golpe de Estado frustrado na Venezuela, em 2002.

Na sequência, ele fez o sinal da cruz e completou: “neste mesmo lugar, ainda cheira a enxofre”.

Fidel Castro e o discurso mais longo
Já conhecido por pronunciamentos intermináveis, o então líder cubano, Fidel Castro, abriu seu discurso na Assembleia Geral da ONU em 1960 garantindo que, apesar da fama, não demoraria.

A promessa não foi cumprida: ele falou por mais de quatro horas e meia, no discurso que ficou marcado como o mais longo da história da Assembleia Geral.

Atualmente, as falas não costumam passar de uma hora e meia de duração, nos casos mais longos.

Trump chama Kim de ‘homem-foguete’

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump não economizou suas tradicionais falas polêmicas ao discursar pela primeira vez na Assembleia Geral da ONU, em 2017.

Em tom agressivo e ameaçador, disse que, se não tivesse escolhe, “destruiria completamente” o país de Kim Jong-un, a quem chamou de “homem-foguete”.

Netanyahu e a réplica de bomba

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, atualmente um dos centros das atenções por conta de sua guerra em Gaza e da escala de ataques no Líbano, também protagonizou um dos momentos mais marcantes da Assembleia da ONU.

Em 2012, ele levou para seu discurso um cartaz com a réplica de uma bomba. A ideia era defender sua tese de uma iminência de que o Irã, um dos principais rivais de Israel, criasse sua arma nuclear.

O alerta, no entanto, acabou virando motivo de piada à época, por conta de um gráfico simples desenhado dentro da “bomba”.

Kadhafi ‘joga fora’ Carta da ONU
Em 2009, o ex-ditador da Líbia Muammar Kadhafi escolheu fazer uma dura crítica à própria ONU em seu primeiro discurso na Assembleia Geral.

Khadafi, que comandou a Líbia por 42 anos e mais tarde foi alvo de denúncias pela ONU por violação dos direitos humanos em seu país, usou a maior parte dos 100 minutos de seu discurso para criticar o Conselho de Segurança da ONU, do qual a Líbia tinha assento temporário.

No meio do discurso, pegou uma cópia da Carta da ONU, o tratado que estabeleceu as Nações Unidas, e a jogou no chão, por trás de seu ombro.

Ahmadinejad e a teoria da conspiração sobre o 11/09

O polêmico Mahmud Ahmadinejad, então presidente do Irã e que ameaçava constantemente o Ocidente com armas nucleares, protagonizou a maior polêmica da sessão da Assembleia Geral em 2010.

Ele afirmou que o atentado contra as torres gêmeas de Nova York, em 11 de setembro de 2001, foi na verdade causado por um complô dos Estados Unidos, amplificando uma teoria da conspiração de que o Pentágono estava por trás dos ataques, reivindicados pelo grupo terrorista Al-Qaeda.

Como reação, delegações inteiras de diversos países, como a do Reino Unido, da União Europeia, além, é claro, dos Estados Unidos, abandonaram a sessão durante o discurso do iraniano.

Os Estados Unidos qualificaram as palavras de Ahmadinejad de “detestáveis e delirantes”.

Fonte: G1

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Mundo

Bombardeios de Israel no Líbano matam 274; país vive dia mais sangrento desde a guerra de 2006

por Redação 23 de setembro de 2024

O Ministério da Saúde do Líbano disse que 274 pessoas morreram e mais de 1.024 ficaram feridas depois de Israel lançar um ataque aéreo amplo no país. Pouco antes, as Forças de Defesa de Israel haviam alertado a população civil para que se afastasse “imediatamente” de supostas posições e depósitos de armas do grupo extremista Hezbollah.

Entre os mortos estão 21 crianças e 31 mulheres, segundo as autoridades. O governo libanês informou que também há profissionais de saúde entre as vítimas. Já Israel afirmou que atingiu um dos comandantes do alto escalão do Hezbollah, identificado como Ali Karaki.

Pela manhã, Israel atacou regiões do sul e do leste do Líbano. Mais tarde, voltou a bombardear Beirute, a capital do Líbano alvo de um grande ataque na sexta-feira (20).

Cerca de 800 alvos do grupo foram atacados, segundo os militares israelenses. O bombardeio desta segunda é o mais amplo territorialmente já conduzido desde o início da troca de agressões entre as duas partes, há quase um ano.

Os moradores das regiões do Líbano atacadas receberam mensagens de texto e de voz enviadas por Israel alertando sobre a iminência dos ataques.

Esse foi o primeiro alerta do tipo em quase um ano de conflito em constante escalada entre Israel e Hezbollah. O aviso foi enviado após uma intensa troca de tiros no domingo (22), quando o Hezbollah lançou cerca de 150 foguetes, mísseis e drones no norte de Israel. Os ataques foram uma retaliação ao bombardeio israelense que matou cerca de dez comandantes do grupo extremista, sendo um deles do alto escalão.

O primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, denunciou um “plano de destruição” executado por Israel.

O ministro do Interior do Líbano disse que vai converter escolas em abrigos em Beirute, Trípoli e no sul do país para lidar com o “intenso deslocamento” de libaneses no país. As aulas em escolas e universidades foram canceladas.

Já o Ministério da Saúde ordenou que as cirurgias eletivas sejam canceladas em todos os hospitais para que as unidades de saúde tenham espaço para receber os feridos nos bombardeios.

Amplitude inédita
Os caças israelenses atacaram cidades ao longo da fronteira sul do Líbano e no Vale do Bekaa, cerca de 30 km a leste de Beirute. Na capital, há relatos de tráfego intenso de carros saindo da cidade em direção a locais que seriam mais seguros.

Segundo o porta-voz das Forças de Defesa de Israel, residências no Vale do Bekaa estão sendo usadas para alojar mísseis e drones, e os ataques visam atingi-los antes que eles sejam disparados.

A área fica entre aldeias cristãs e muçulmanas xiitas, e não havia sido atingida antes por ataques israelenses. O bombardeio revela que Israel está atacando uma área mais ampla do território libanês a partir de agora — antes, os bombardeios ocorriam exclusivamente no sul do país e no sul de Beirute, considerados bastiões do Hezbollah.

O Hezbollah afirma ter retaliado o ataque com o disparo de “dezenas” de mísseis em direção a Israel, tendo depósitos de armas da base militar de Nimra esntre os principais alvos. Os militares israelenses confirmam 35 disparos, com alguns deles caindo em terra, sem vítimas.

Balanço de forças está mudando, diz Netanyahu
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que havia prometido mudar o balanço de forças na fronteira norte do país, e é exatamente isso o que ele está fazendo.

Ele afirmou também que os bombardeios estão destruindo “milhares” de mísseis e foguetes que estariam apontados para cidades e civis israelenses.

Haifa em alerta
Segundo as Forças de Defesa de Israel, mais de 1 milhão de civis tiveram que buscar proteção em abrigos antibombas na cidade de Haifa, no norte do país.

O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, pediu para que os israelenses obedeçam às sirenes de alerta que indicam bombardeios inimigos e se refugiem em abrigos.

No domingo, foguetes disparados pelo Hezbollah atingiram a cidade de Haifa, ao norte de Israel. Segundo o grupo, o alvo eram complexos industriais militares da empresa Rafael, que desenvolve armas e tecnologia militar.

O ataque foi confirmado pelas Forças de Defesa de Israel (FDI), que afirmaram, no entanto, que os foguetes foram disparados “em direção a áreas civis”.

Em resposta, o Exército israelense realizou bombardeios em alvos do Hezbollah no sul do Líbano.

A troca de agressões entre Israel e Hezbollah se intensificou desde as explosões de pagers e de walkie-talkies de membros do grupo extremista no Líbano na semana passada.

As duas partes vêm trocando agressões desde o início da guerra entre Israel e o Hamas em Gaza. O Hezbollah afirma que os foguetes lançados são uma retaliação contra o massacre de palestinos na Faixa de Gaza, iniciado após os ataques terroristas de 7 de outubro de 2023.

Por conta dos bombardeios partindo do Líbano, moradores do norte de Israel foram evacuados de suas casas.

Na semana passada, o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, afirmou que as operações no Líbano continuariam até que os israelenses removidos pudessem retornar em segurança. A fala indica um conflito prolongado, já que o Hezbollah, apoiado pelo Irã, prometeu lutar até que houvesse um cessar-fogo guerra de Gaza.

Fonte: G1

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Mundo

Lula ‘alienígena’: animal é registrado pela primeira vez no segundo ponto mais profundo dos oceanos

por Redação 23 de setembro de 2024

Imagens raras de uma lula bigfin, conhecida por sua aparência alienígena e tentáculos incrivelmente longos, foram registradas nas profundezas do Oceano Pacífico, na Fossa de Tonga, o segundo ponto mais profundo do planeta. Segundo o portal Olhar Digital, é a primeira vez que a espécie é filmada nesta região.

A captura das imagens foi realizada por cientistas do Centro de Pesquisa de Mar Profundo Minderoo-UWA e da Inkfish, como parte da Expedição Tonga Trench 2024, que tem como objetivo explorar e mapear a Fossa de Tonga.

Iniciada em julho, a missão utiliza submersíveis e módulos de aterrissagem para investigar as profundezas oceânicas. A expedição atual, além de documentar a fauna marinha, busca coletar dados sobre a geologia da região do Horizon Deep, o ponto mais profundo da Fossa de Tonga, que chega a 10.800 metros.

A lula bigfin, por exemplo, foi avistada a 3.300 metros de profundidade, registrada por uma câmera acoplada a um módulo de pesquisa equipado com uma isca de peixe. Até hoje, aconteceram menos de 20 avistamentos dessa espécie.

Lula das “grandes barbatanas”
A lula bigfin pertence à família Magnapinnidae, que em latim significa “grande barbatana”. Essa família é famosa por seus tentáculos extremamente finos e longos, que podem atingir até 8 metros de comprimento.

Até o momento, três espécies da lula foram descritas oficialmente: M. atlantica, M. pacifica e M. talismani. No entanto, os cientistas acreditam que ainda possam existir outras nas profundezas oceânicas.

Fonte: OGLOBO

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Mundo

Após pagers, ‘walkie-talkies’ do Hezbollah explodem em Beirute e no sul do Líbano; 9 morrem

por Redação 18 de setembro de 2024

Um dia após milhares de pagers do Hezbollah explodirem, vários “walkie-talkies” do grupo extremista também foram detonados nesta quarta-feira (18), em Beirute e no sul do Líbano. Nove pessoas morreram e 300 ficaram feridas, segundo o Ministério da Saúde libanês.

Criados na Segunda Guerra Mundial, os “walkie-talkies” são dispositivos de troca de mensagens de voz entre si via ondas de rádio.

A agência de notícias Associated Press afirmou que vários sistemas de energia solar de casas em Beirute também explodiram e que alguns “walkie-talkies” foram detonados durante funerais de vítimas do ataque aos pagers na terça-feira.

Houve relatos de dezenas de pequenas explosões pela capital libanesa, e várias imagens feitas pela cidade nesta manhã mostram focos de incêndio e “walkie-talkies” detonados (veja abaixo).

O caso, o segundo similar em 24 horas, aumentou as tensões na região e repercutiu na Organização das Nações Unidas (ONU). O secretário-geral da ONU, Antonio Gueterres, condenou o uso de ‘objetos civis’ como arma de guerra, e o governo libanês pediu uma reunião no Conselho de Segurança, que será realizada na sexta-feira (20).

Líbano, Irã e Hezbollah acusaram Israel, que ainda não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem. Após o caso, no entanto, o Ministério da Defesa de Israel afirmou que o foco da guerra está mudando para o norte do país (que faz fronteira com o Líbano, onde o Hezbollah atua), segundo a imprensa local.

Fontes do governo libanês disseram à agência Reuters que os dispositivos atingidos nesta quarta também foram adquiridos há cinco meses, na mesma época em que o grupo comprou os pagers que explodiram na terça, em um ataque coordenado que matou 12 pessoas e feriu quase 3.000.

Os pagers — dispositivos de recebimento de mensagem por texto usados nas décadas de 1980 e 1990, antes de os celulares existirem — eram usados pelo grupo extremista como forma de comunicação para evitar rastreamento por Israel, já que, ao contrário de celulares, os pagers não têm GPS.

O Hezbollah, grupo extremista fundado no Líbano, tem atacado o norte de Israel desde o início da guerra na Faixa de Gaza, em outubro de 2023. Assim como o Hamas, o Hezbollah é financiado pelo Irã. Nas últimas semanas, as tensões entre o grupo extremista e Israel aumentaram, após um ataque do grupo a cidades israelenses no norte.

Explosão de pagers

As explosões dos pagers na terça-feira ocorreram em um intervalo de cerca de uma hora em locais como lojas, praças e supermercados. Doze pessoas, entre elas uma menina de 4 anos, morreram, e cerca de 3.000 ficaram feridas.

O governo do Líbano e o Hezbollah acusaram Israel de ter implantado explosivos dentro dos pagers, antes mesmo de que os aparelhos fossem comprados pelo grupo extremista.

Israel não se pronunciou, e os EUA negaram terem tido qualquer participação no ataque. Mas a imprensa norte-americana afirmou, com base em fontes de diferentes governos, que o Mossad, o serviço de inteligência de Israel, foi quem planejou e executou o ataque.

Segundo o jornal “The New York Times”, a suspeita é que Israel implantou explosivos em um lote de pagers encomendado pelo Hezbollah. Os explosivos foram implantados através de um chip, eram indetectáveis e tinham um algoritmo específico para serem ativados, segundo disse nesta quarta a TV libanesa Al Mayadeen.

A publicação afirmou, em reportagem na terça, que uma carga explosiva com menos de 50 gramas foi colocada próxima à bateria, junto a uma espécie de interruptor. Isso possibilitaria que os pagers fossem detonados remotamente.

Os equipamentos haviam sido importados ao Líbano da Gold Apollo, fabricante de pagers com sede em Taiwan. A Gold Apollo, no entanto, informou que os aparelhos foram fabricados por uma empresa sediada em Budapeste. Os pagers foram produzidos pela BAC Consulting KFT, sediada na capital da Hungria.

Fonte: G1

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