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Categoria:

Educação

Educação

TCE encontra alimentos vencidos e irregularidades em escolas de SP durante fiscalização-surpresa

por Redação 1 de outubro de 2025

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) identificou alimentos vencidos e problemas de armazenamento em escolas estaduais e municipais de São Paulo durante uma fiscalização-surpresa realizada nesta segunda-feira (30). Ao todo, foram vistoriadas 371 unidades: 262 municipais e 109 estaduais, distribuídas entre Região Metropolitana, interior e litoral.

Entre as principais irregularidades, destacam-se:

Água imprópria para consumo: 77,84%

Equipamentos quebrados: 31,27%

Alimentos vencidos: 5,41%

Armazenamento incorreto (sem paletes e prateleiras): 28,11%

Falta de controle de temperatura: 34,59%

Ausência de registro de fiscalização do Conselho de Alimentação Escolar: 49,73%

Merendeiras com uniforme inadequado: 24,26%

O TCE relatou casos como leite em pó vencido e ovos sem identificação, carne moída com plástico e fornos enferrujados. Em uma escola de Mauá, materiais recicláveis foram armazenados no espaço destinado à alimentação.

Segundo Sérgio Rossi, chefe do gabinete da presidência do TCE, a fiscalização visa subsidiar a análise das contas das prefeituras e, eventualmente, do governo estadual, garantindo que o fornecimento de alimentação escolar atenda aos padrões legais.

A Secretaria Estadual da Educação informou que 272 reformas em refeitórios e cozinhas já foram concluídas e que, entre as escolas estaduais vistoriadas, não foram identificados problemas no fornecimento da merenda. A pasta permanece à disposição do TCE e da comunidade escolar para esclarecimentos.

Fonte: G1

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São PauloEducação

Ensino integral, cursinho e horas no transporte: a rotina do estudante que passou em 1º em medicina na USP pelo Provão Paulista

por Redação 29 de janeiro de 2025

Após passar dois anos em uma rotina cansativa de estudos, Luiz Filippe Campos, de 17 anos, foi aprovado em primeiro lugar no curso de medicina na Universidade de São Paulo (USP), na modalidade de ingresso pelo Provão Paulista, destinada a alunos de escolas públicas.

O morador de Taboão da Serra, na região metropolitana, acordava às 5h para vir de transporte público à capital paulista, onde estudava em um cursinho, com bolsa de estudos parcial, das 7h às 12h30. Depois, tomava duas linhas de metrô e um ônibus para voltar ao município vizinho e assistir às aulas do ensino médio integral, numa escola estadual, das 14h às 21h15.

No tempo que passava se deslocando, ele aproveitava para fazer as leituras obrigatórias cobradas nos principais vestibulares do estado.

“Era muito difícil. Eu precisava arranjar tempo de fazer as coisas de um ser humano qualquer, como almoçar, tomar banho. Fazia o máximo para almoçar o mais rápido possível para conseguir chegar a tempo na escola, porque era longe. Quando eu voltava para casa, tinha que dormir logo depois de tomar banho, para conseguir acordar às 5h no dia seguinte, me recompor e conseguir manter essa rotina”, relatou Luiz ao g1.

O estudante contou que, até começar o ensino médio, não se dedicava tanto aos estudos. Uma “chave virou” em sua cabeça quando conversou com os pais sobre o desejo de se tornar médico. Juntos, eles chegaram à conclusão de que o rapaz teria que melhorar o desempenho nas disciplinas obrigatórias para conseguir uma vaga numa universidade pública — já que não teriam condições de bancar uma instituição privada.

No primeiro ano, Luiz se dedicou quase que exclusivamente à matemática, conquistando uma medalha de prata na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Porém, sentiu que ainda estava defasado nas demais disciplinas e decidiu tentar uma bolsa num cursinho pré-vestibular para intensificar os estudos desde o 2º ano do ensino médio.

Em meio à rotina puxada, ainda tentava conciliar o tempo com a família, os amigos e a namorada. Nesse processo, contou com o apoio e incentivo de seus professores.

O estudante acertou 82 das 90 questões do exame, gabaritando seis disciplinas. Ciente da pontuação, ele se inscreveu para as vagas de medicina disponíveis nas principais universidades do estado, como USP, Unesp e Unicamp.

A tão esperada aprovação veio em 20 de janeiro, quando foram divulgados os resultados da primeira chamada do Provão Paulista. Luiz estava no carro com o pai, quando viu o nome na lista de convocados para matrícula (veja vídeo).

“Eu sabia que eu tinha uma nota muito forte, mas fiquei muito tenso porque eram poucas vagas e toda São Paulo estava competindo comigo. Quando vi meu nome na lista, eu não acreditei, falei: ‘Meu Deus!’ Soltei um berro na hora, chorei, meu pai também chorou. Foi um momento muito legal.”

? Dicas de estudo

Luiz Filippe citou ao g1 algumas dicas que daria para quem ainda vai prestar vestibular:

Ter momentos de lazer: “Para quem quer medicina, principalmente, eu aconselharia a estudar de segunda a sábado, e domingo você deixar para fazer alguma coisa de que você gosta. Então, se você gosta de fazer algum esporte, faz no domingo; se gosta de jogar videogame, faz no domingo”;
Ir além da teoria: “Para matérias de Exatas e Ciências da Natureza, o que eu aconselho é fazer o máximo de questões possível. Você tem que fazer sério, fazer ‘pensando’, não no automático. Por exemplo, tem 15 questões e você conseguiu resolver 13. Você vai separar as duas que não conseguiu resolver e falar: ‘Então, professor, não estou conseguindo fazer essas questões, pode me explicar, por favor?'”;
Se manter informado: “Eu via jornal, às vezes, quando dava, e também, no Instagram, eu seguia algumas contas de notícias, de geopolítica”.

Fonte: G1

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Educação

9 em cada 10 pontos de venda de cigarros avulsos ficam próximos a escolas públicas, aponta pesquisa

por Redação 10 de dezembro de 2024

A venda de cigarros avulsos no território brasileiro é proibida por lei. Apesar disso, segundo um mapeamento realizado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), 9 em cada 10 pontos de venda que possuem alvará e comercializam cigarros soltos ficam localizados a menos de 300 metros de escolas públicas.

O levantamento mostrou, ainda, que os fumantes adolescentes têm entre 13 e 17 anos.

A falta de fiscalização facilita o comércio irregular do produto, que acaba se tornando acessível para crianças e adolescentes, e agindo como uma porta de entrada para o vício em nicotina.

“É um fator importante nessa cadeia de causalidade que leva, principalmente, o jovem, um adolescente de baixa renda, a iniciar na dependência de nicotina, por conta dessa facilidade de acesso da compra”, diz o epidemiologista André Szklo, pesquisador no Inca.

Segundo ele, o comércio de cigarros avulsos funciona como uma forma de marketing da indústria do tabaco e, no caso dos adolescentes, visa capturar novos consumidores que, com o desenvolvimento do vício, passarão a consumir em maior quantidade.

“Esses estabelecimentos acabam lucrando. Esse varejista acaba conquistando esse consumidor jovem, que quando evolui na dependência e começa a consumir uma quantidade maior, vai começar a comprar o próprio maço, que vai ser vendido por esse varejista. Então, é uma série de irregularidades que se retroalimentam a partir do momento em que você tem uma venda para menor de idade perto de balas e doces”, explicou o epidemiologista.

A venda do produto avulso configura infração fiscal e sanitária.

No Brasil, cigarros só podem ser vendidos em maços fechados, com 20 unidades. Também é proibida a venda do produto nas prateleiras de balas e doces, assim como a comercialização para menores de 18 anos.

Porém, a TV Globo flagrou estabelecimentos comercializando cigarros avulsos em diferentes pontos da Zona Leste de São Paulo, todos próximos a escolas. Nesses pontos de venda, cada unidade custava, em média, R$ 1.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que trabalha para coibir a venda de cigarros avulsos no estado, especialmente nas proximidades de escolas e para menores de 18 anos. Disse também que denúncias de casos envolvendo comércio ilegal de cigarros são rigorosamente investigadas pela Polícia Civil.

De acordo com o pneumologista Ubiratan Santos, do Hospital das Clínicas, o risco de desenvolvimento de câncer aumenta em casos de exposição precoce aos produtos químicos cancerígenos presentes nos cigarros.

“Como a fumaça do cigarro tem milhares de produtos químicos, 73 deles são cancerígenos, você tem risco aumentado para câncer de pulmão, de nariz, de boca, de garganta, de esôfago, de estômago, de pâncreas, do rim, da bexiga, do colo retal e leucemia, porque a substância entra pelo pulmão e se espalha pelo organismo, atingindo todos esses sítios”, afirmou o médico.

“Quanto mais precoce a pessoa tem contato com os produtos da fumaça de cigarro, maior a dependência, a dificuldade de parar de fumar ao longo da vida e a incidência de doenças, porque as nossas defesas do organismo se desenvolvem até os 20, 21 anos. Se você começa a agredir o organismo mais cedo, onde as defesas dos nossos mecanismos não estão plenamente desenvolvidas, o impacto, o risco de câncer de pulmão, é muito maior em quem começou a fumar aos 16 anos do que quem começou a fumar aos 20”, explicou Ubiratan.

Fonte: G1

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São PauloEducação

Tarcísio sanciona lei que proíbe celulares nas escolas em SP: veja o que pode e o que não pode

por Redação 6 de dezembro de 2024

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sancionou o projeto de lei que proíbe o uso de celulares em escolas públicas e privadas em todo o estado. Com isso, as novas regras passam a valer daqui a 30 dias.

A medida foi publicada na edição desta sexta-feira (6) do Diário Oficial.

O projeto tinha sido aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) em novembro. Segundo o texto de autoria da deputada estadual Marina Helou (Rede) e coautoria de outros 42 parlamentares, o uso constante de dispositivos durante as aulas tem sido associado a uma diminuição significativa na capacidade de concentração e desempenho acadêmico dos estudantes, além de afetar a interação social.

A discussão ganhou repercussão nacional com a aprovação de um projeto em uma comissão da Câmara dos Deputados que proíbe o uso de aparelhos eletrônicos em todas as escolas públicas e privadas do país. O texto ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

Abaixo, confira o que diz a lei que passa a valer no estado de São Paulo.

Quais dispositivos são proibidos nas escolas de SP?
É proibido o uso de qualquer equipamento com acesso à internet, como celulares, tablets, relógios inteligentes e outros dispositivos eletrônicos similares.

Alunos podem levar celular para a escola?
Sim, mas os estudantes que optarem por levar seus celulares e outros dispositivos eletrônicos para as escolas deverão deixá-los armazenados, de forma segura, sem a possibilidade de acessá-los durante o período das aulas. A lei diz que o estudante assume a responsabilidade por eventual extravio ou dano.

Onde os celulares ficarão guardados durante o período de aula?
As secretarias municipais, assim como a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e as escolas da rede privada, deverão estabelecer protocolos para o armazenamento dos dispositivos eletrônicos durante todo o horário escolar.

Alunos podem usar celulares entre intervalos das aulas?
Não. A proibição vale para todo o período em que o aluno fica na escola, incluindo os intervalos entre as aulas, recreios e atividades extracurriculares.

Existem exceções para o uso do celular na escola?
Sim. O uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos será permitido excepcionalmente em duas situações:

quando houver necessidade pedagógica para utilização de conteúdos digitais ou ferramentas educacionais específicas. O uso é apenas para o período da atividade pedagógica, devendo os dispositivos ser armazenados e mantidos inacessíveis aos alunos até uma nova autorização.
para alunos com deficiência que requerem auxílios tecnológicos específicos para participação nas atividades escolares. Nesse caso, o uso poderá ser feito de forma contínua.
Como fica a comunicação entre a escola e a família dos estudantes?
A lei determina que as Secretarias Municipais de Educação, assim como a Secretaria Estadual da Educação de São Paulo e as escolas da rede privada, deverão criar canais acessíveis para a comunicação entre pais, responsáveis e as instituições de ensino.

Quando a lei entra em vigor?
A lei entra em vigor a partir desta sexta-feira (6), mas as regras vão passar a ser obrigatórias após 30 dias.

Fonte: G1

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Educação

Escola Estadual da Zona Norte de SP está no top 3 de prêmio ‘Melhor Escola do Mundo’; conheça

por Redação 19 de setembro de 2024

A Escola Estadual Deputado Pedro Costa, no Tucuruvi, Zona Norte de São Paulo, está entre três escolas finalistas do prêmio “World’s Best School”, “Melhor Escola do Mundo”, em tradução livre.

Os vencedores do prêmio serão anunciados no dia 24 de outubro.

O prêmio é da T4 Education, uma plataforma global que reúne uma comunidade de mais de 200 mil professores de mais de 100 países com o objetivo de transformar a educação no mundo.

A escola está concorrendo ao prêmio pela categoria Colaboração Comunitária por causa dos projetos de xadrez e atletismo, que tiveram o apoio da ONG Parceiros da Educação para implementar. Os professores responsáveis pelos projetos são: Leonardo Alcântara, de Xadrez, e Luiz Fernando Junqueira, de Atletismo.

Em junho, quando as dez finalistas de cada categoria foram anunciadas, o g1 visitou o Pedro Costa para entender as iniciativas e saber mais sobre a história do colégio. (Saiba mais abaixo).

Correu o risco de fechar
Na visita, o g1 descobriu que anos antes de ser finalista do prêmio, a Pedro Costa corria risco de fechar.

Segundo a diretora da escola, Janaína Freire, em 2021, os pais e responsáveis das crianças que moram na região estavam escolhendo escolas municipais por terem mais benefícios, como uniforme, aulas de inglês e tablets. Por isso, poucos alunos mostravam interesse na Pedro Costa e os já matriculados estavam migrando para outras instituições. Com poucos estudantes, a escola não teria como continuar aberta em 2022.

A solução encontrada para atrair mais alunos foi inserir a escola no Programa de Ensino Integral (PEI). Com a carga horária maior, de nove horas no total, a diretora e os professores incluíram aulas diferentes na grade dos estudantes como xadrez, atletismo, horta, culinária, leitura e práticas experimentais.

“A partir do momento em que você oferece oportunidade de o aluno experimentar, ele vai fazer. Se nós não oferecermos ele não vai fazer (…) nós temos que oferecer para o aluno outras oportunidades de aulas para eles experimentarem”, explicou o professor de atletismo, Luiz Fernando Junqueira.

Hoje, a escola tem 300 alunos do 1° ao 5° ano do Ensino Fundamental 1 e funciona integralmente dentro do PEI, das 7h às 16h.

“As crianças não precisam ficar fora da escola por um grande período de tempo em que os pais estão trabalhando”, informou Janaína, sobre o que tornou a escola mais atrativa e permitiu que continuasse com as portas abertas.

Xadrez e atletismo

Após a transformação em PEI, os projetos de atletismo e xadrez se tornaram pilares na transformação da escola e a impulsionaram no ranking de avaliação do prêmio, na categoria Colaboração Comunitária, em que os requisitos são: liderança e prática colaborativa, envolvimento parental ativo, serviços integrados para estudantes e a aprendizagem expandida.

“A gente tenta trazer a comunidade para dentro [da escola] ao cuidar bem das crianças, fazendo com que os projetos de xadrez e atletismo saiam daqui e vão para a casa deles, que os pais possam fazer parte na hora de fazer uma liga fora da escola”, explicou Janaína Freire, diretora da escola, sobre como agregam os pais e comunidade à escola.

“[Quando as crianças estão aprendendo] existe sempre o egocentrismo porque eles querem capturar a peça. Mas qual a ideia do jogo? O Xeque-Mate. É deixar o rei sem saída. Então quando você ensina isso e a criança entende que você tem que criar estratégia com as peças e tomar decisões, ai ela sai do egocentrismo e vai para o jogo”, explicou Leonardo Alcântara, professor de Xadrez.

Novas pedagogias
Além das aulas extracurriculares, o corpo docente aderiu a dois tipos de pedagogia que fizeram toda a diferença para serem considerados para o prêmio de Melhor Escola do Mundo na categoria Colaboração Comunitária: a Pedagogia da Presença e a Pedagogia da Tutoria.

Na Pedagogia da Presença, os estudantes precisam estabelecer na relação com o aluno, o afeto, o respeito e a reciprocidade, ou seja, vínculos de consideração presentes em todas as ações no dia a dia durante o cotidiano da escola.

“Eu me sinto mais acolhido. Os professores falam coisas bonitas para nós, eles sempre nos acolhem, sempre elogiam. Quando a gente perde aula, eles pegam a gente no final da aula e dão aula até o horário da saída”, contou o estudante Lucas Pires, de 10 anos, sobre a mudança da postura da escola.

Já na Pedagogia da Tutoria, os professores e a gestão escolar são também tutores dos alunos e trabalham para orientar e impulsionar eles tanto para formação acadêmica como para a pessoal e profissional.

Segundo a diretora da escola, os pais começaram a comparecer em mais reuniões e criaram um vínculo mais forte com o corpo estudantil ao ponto de trazer de questões pessoais para tratar com os professores, direção e coordenação.

“A gente quer que os pais estejam dentro da escola no momento em que a gente abre o portão para eles virem. A reunião de pais está mais acolhedora, e a gente vê que estão sendo bem mais chamativas e que os pais estão mais presentes”, informou Janaína.

Como os alunos enxergam a Pedro Costa
Crianças animadas e entusiasmadas, uma bagunça típica de alunos dos 6 aos 11 anos, saudável, com liberdade, mas em um ambiente monitorado e de parceria com os professores. Essas foram algumas impressões que o g1 teve ao chegar na Escola Estadual Pedro Costa para falar com os professores e direção, sim, mas também com os alunos.

Enquanto o g1 entrevistava o professor de xadrez, Leonardo Alcântara, no local onde os alunos jogam, uma turma animada saía do recreio. No caminho de volta para sala, ao passarem pelas mesas com tabuleiros, os estudantes começaram uma algazarra pedindo ao professor para jogarem pelo menos uma partida.

Com o aval, os estudantes sentaram e depois alguns minutos, quando os ânimos acalmaram, o local estava em completo silêncio. A turma tinha cerca de 30 alunos e todos se concentraram e começaram suas partidas. Segundo o professor, as peças de xadrez sempre ficam expostas, em posição, em cima dos tabuleiros. Os alunos jogam, deixam o lugar e passam pela sala durante todo o dia, mas as peças continuam lá.

“O que eu mais gosto de fazer na escola é jogar futebol, estudar e jogar xadrez, porque é um desenvolvimento que eu consigo usar em qualquer coisa [área da vida]. O xadrez me ensina na matemática, em tudo que eu estudo com os meus professores e com as minhas professoras”, disse o aluno Leonardo Rocha.

O professor ressaltou a influência do xadrez na vida dos alunos em criar disciplina e estratégia. Mas o jogo não é a única estrela da escola. Os alunos gostam da calma do xadrez, mas também adoram a quantidade de esportes dinâmicos do atletismo.

“Eu acho muito legal porque agora o professor Léo da futebol às vezes, mas também dá atletismo (…) O bom do atletismo é visão, onde você vai percorrer e você aprende a olhar onde você vai estar percorrendo”, contou a aluna Catarina Venâncio.

“Eu estudei a minha vida inteira e particular e nunca vi uma escola tão legal”, revelou Gabriel Nicastro, aluno que revelou ser diagnosticado com TDAH.

Fonte: G1

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Educação

SP afasta servidores após material dizer que capital tem praia e que Pedro 2º assinou Lei Áurea

por Redação 1 de setembro de 2023

Material digital produzido pela Secretaria Estadual de Educação contém erros de informação histórica, geográfica e de matemática. Entre os equívocos está que a cidade de São Paulo possui praia e que a Lei Áurea não foi assinada pela princesa Isabel, e uma divisão de 36 por 9 tem 6 como resultado.

Essas informações constam em slides publicados no repositório do Centro de Mídias SP, uma iniciativa da Secretaria da Educação do Estado que, segundo a plataforma, visa “contribuir com a formação dos profissionais da Rede e ampliar a oferta aos estudantes de uma educação mediada por tecnologia, de forma inovadora, com qualidade e alinhada às demandas do século 21”. As informações foram confirmadas pelo Estadão.

Um dos slides informava que Jânio Quadros proibiu o uso de biquínis “em 1961, quando ele era prefeito de São Paulo”. Ainda segundo o texto, “ele emitiu um decreto vetando o uso de biquínis nas praias da cidade”. O decreto mencionado, porém, é da época em que ele era presidente do país, e a capital paulista não fica no litoral.

Em outra aula, dedicada aos alunos do 8º ano do ensino fundamental, constava que a Lei Áurea foi assinada por dom Pedro 2º, em 1888. Ocorre que quem assinou a lei foi sua filha, a princesa Isabel. Equívocos foram relatados também em aulas de biologia e de matemática.

Em nota, a secretaria informou que “afastou os servidores responsáveis pelos graves erros didáticos no material digital produzido pela pasta. O conteúdo é editável e as informações já foram retificadas e atualizadas”. A reportagem do Estadão acessou a plataforma na tarde desta quinta-feira (31) e constatou que pelo menos parte do material em PDF continuava a apresentar os erros.

“A coordenadoria pedagógica da instituição vai reforçar a equipe de revisão para que haja aprimoramentos constantes nos recursos didáticos, sempre em total harmonia com o Currículo Paulista”, acrescentou a Secretaria de Educação.

Polêmicas
No início de agosto, o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) informou que as escolas estaduais de São Paulo não iriam mais receber os livros didáticos do programa nacional gerido pelo MEC (Ministério da Educação), que compra obras para todo o país há décadas.

O secretário da Educação paulista, Renato Feder, resolveu abrir mão de 10 milhões de exemplares para os alunos do ensino fundamental 2 (do 6º ao 9º ano) para usar apenas material digital. O ensino médio também deixaria de ter livros impressos. Assim, o estado passaria a utilizar slides acessados por meio digital.

A decisão gerou uma série de críticas, tanto da comunidade escolar quanto de especialistas. O Ministério Público abriu inquérito para apurar a medida, e o governo acabou recuando.

Dias depois, professores e alunos da rede estadual de educação de São Paulo descobriram que um aplicativo fora instalado em seus celulares particulares sem que tivesse havido autorização para baixá-lo. O app Minha Escola SP surgiu em aparelhos Android de alunos ou pessoas que trabalham nas escolas estaduais.

A Procuradoria-Geral de Justiça também apura suspeita de conflito de interesse entre o secretário da Educação de São Paulo, Renato Feder, e a pasta que ele comanda. Feder é sócio de uma offshore dona de 28,16% das ações da Multilaser, empresa que mantém contratos de R$ 200 milhões com a sua pasta, o que motivou a investigação. Ao todo, são três contratos para o fornecimento de 97 mil notebooks para a rede pública estadual.

Fonte: r7

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Educação

Secretário de Educação de SP é investigado por conflito de interesses em contrato

por Redação 5 de agosto de 2023

A Procuradoria-Geral de Justiça apura suspeita de conflito de interesse entre o secretário da Educação de São Paulo, Renato Feder, e a pasta que ele comanda. Feder é sócio de uma offshore dona de 28,16% das ações da Multilaser, empresa que mantém contratos de R$ 200 milhões com a sua pasta, o que motivou a investigação. Ao todo são três contratos para o fornecimento de 97 mil notebooks para a rede pública estadual.

A investigação foi aberta em março pela Promotoria da Cidadania. O caso foi repassado ao procurador-geral de Justiça, Mário Luiz Sarrubbo, a quem compete processar autoridades com foro privilegiado, como secretários de Estado.

Feder está no centro de uma polêmica por descartar o uso de livros didáticos pelas escolas públicas de São Paulo. Ele abriu mão de 10 milhões de exemplares para os alunos do ensino fundamental 2 (6º ao 9º ano) no ano que vem para usar apenas material digital.

O ensino médio também deixará de ter livros impressos. “A aula é uma grande TV, que passa os slides em PowerPoint, alunos com papel e caneta anotando e fazendo exercícios”, justificou.

Feder é acionista da Dragon Gem LLC, com sede no estado americano de Delaware, conhecido paraíso fiscal.

Os contratos de sua pasta com a Multilaser foram assinados em dezembro de 2022 pela secretaria, após a eleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao governo de São Paulo, mas antes de ele tomar posse como secretário.

O último contrato, de R$ 76 milhões, foi assinado no dia 21 de dezembro de 2022, quando ele já havia sido anunciado para o cargo.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) também apurou representação de deputados de oposição da Assembleia Legislativa de São Paulo contra o secretário. Mas, em decisão da corte de contas, a representação foi considerada improcedente pelos conselheiros.

Além da apuração do Ministério Público, Feder é cobrado a prestar esclarecimentos à Assembleia Legislativa de São Paulo. No dia 10 de maio, a assessoria do presidente da Alesp, deputado André do Prado (PL), enviou o primeiro ofício com solicitação de explicação a Feder sobre os contratos. Seguiram-se outros dois, nos dias 14 de junho e 31 de julho, e, até agora, segundo a Alesp, o secretário não prestou as informações.

Livros
Nesta semana, outra investigação foi aberta pelo Ministério Público Estadual que tem o secretário como alvo. Trata-se de um inquérito civil para verificar a decisão do governo Tarcísio de dispensar livros didáticos nas escolas estaduais para usar apenas material digital. A promotoria estipulou prazo de dez dias para a secretaria mostrar as “justificativas pedagógicas e financeiras” para recusar as obras do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), em que o Ministério da Educação compra e distribui material gratuitamente aos colégios públicos de todo o país.

A estratégia do governo de São Paulo atualmente é a de aulas organizadas em PowerPoint, com cerca de 20 slides, que são passados pelo professor em sala de aula. “Não é um livro didático digital. É um material mais assertivo, com figuras, jogos, imagens 3D, exercícios. Ele pode clicar em links, abrir vídeos, navegar por um museu”, explicou o secretário em entrevista. Feder também justificou a decisão por considerar os livros do PNLD “superficiais”.

Segundo o pedido da promotora Fernanda Peixoto Cassiano, a “adoção de material didático exclusivamente digital dificulta o acesso de alunos sem suporte a equipamentos tecnológicos” nas escolas e em casa, o que coloca em risco a obrigação constitucional e legal do Estado de fornecer material didático. A decisão de Feder pode “configurar tratamento desigual entre os estudantes”.

Outro lado
A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Educação e aguarda a resposta para publicação.

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Educação

Usar só material digital na escola vai na contramão do que é feito no mundo, dizem especialistas em educação

por Redação 4 de agosto de 2023

Não há experiência internacional, estudo ou entidade que apoie a decisão de eliminar os livros da sala de aula e oferecer apenas conteúdo informatizado. A recente decisão do governo de São Paulo de fornecer aos alunos do ensino fundamental II e do ensino médio apenas material didático digital, desenvolvido por seus próprios técnicos estaduais, é amplamente criticada por acadêmicos e entidades, que acompanham o tema com preocupação.

É unânime a posição de especialistas que o desafio de formar as futuras gerações exige a adoção de um esquema híbrido, que integre as vantagens do analógico e do digital. E essa mistura precisa ser gradual, acompanhada de adaptações na infraestrutura das escolas, na formação docente e nas propostas pedagógicas.

A razão para a crítica contundente à decisão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) passa por justificativas como o exemplo da Suécia (que adotou a digitalização completa e agora decidiu recuar), pelo mais recente relatório da Unesco (que sugere banir os celulares da sala de aula) e chega ao rescaldo recente da pandemia, quando a falta de estrutura tecnológica das escolas e dos lares das famílias ficou evidente.

O diretor executivo da ONG Todos Pela Educação, Olavo Nogueira Filho, afirma que dados e evidências sugerem muita cautela na adoção do digital.

Paulo Blikstein, especialista no uso da tecnologia para a aprendizagem e diretor do Transformative Learning Technologies Lab, na Universidade de Columbia (EUA), explica ainda que não é uma questão de “vilanizar” a tecnologia.

“Não queremos descartar o digital, mas não é possível impor esse sistema rapidamente. Precisa haver um processo de adequação à realidade.”

Entenda abaixo como os seguintes aspectos devem ser levados em conta quando uma rede (ou colégio) adota o material informatizado:

?Falta de infraestrutura tecnológica nas escolas
O ensino remoto na pandemia de Covid-19 escancarou a desigualdade entre alunos da rede pública e da rede privada no acesso à internet.
Um exemplo: das escolas municipais brasileiras de ensino fundamental, 38% dispõem de computador de mesa, 23,8% contam com computadores portáteis, 52% têm internet banda larga e 23,8% oferecem internet para uso dos estudantes, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) de 2022.
Segundo a Unesco, 1 em cada 4 escolas de anos iniciais do ensino fundamental do mundo não tem eletricidade.
“O mais grave de adotar o ensino 100% digital é que isso coloca o aluno que é mais vulnerável, que está em situação de risco, que não tem uma boa conexão de internet, em uma situação ainda mais difícil, sem livros, apenas com essas opções digitais que ainda não foram testadas. É um sistema que pode precarizar o ensino justamente para quem mais precisa de educação”, diz Blikstein, da Universidade de Columbia.

E não basta oferecer tablets e notebooks para os alunos usarem no colégio. É preciso garantir que a rede de Wi-Fi suporte o acesso simultâneo de centenas de alunos, por exemplo, e que eles tenham condição de fazer atividades on-line em casa.

?️Computador quebrou? Alguém precisará consertá-lo
Na Móbile, escola privada de São Paulo, o processo de alfabetização é, em parte, digital, com atividades em tablets de até 10 minutos por dia.

A diretora da educação infantil, Maria de Remédios Cardoso, conta que, por causa disso, passou a ser necessário ter um departamento de tecnologia educacional “dentro da escola, o tempo todo”.

O Colégio Anchieta, da Rede Jesuíta de Educação de Porto Alegre, por exemplo, enfrentou outro desafio ao adotar os livros digitais (os físicos continuam como opção para os alunos que os preferirem): investir em um acesso seguro à rede de internet. “Tem de haver login com senha, para que haja integridade e privacidade dos dados dos alunos”, afirma o coordenador Cleiton Gretzler.

Voltar ao início.

?Uso excessivo de telas
Por orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o contato com telas não pode ultrapassar os seguintes limites, a cada faixa etária:

dos 2 aos 5 anos: até 1 hora por dia;
dos 6 aos 10 anos: entre 1 e 2 horas por dia;
dos 11 aos 18 anos: entre 2 e 3 horas por dia.

Especialistas ouvidos pelo g1 demonstraram preocupação com o uso de livros digitais, porque, associados ao tempo de lazer que as crianças já dedicam a tablets, podem gerar uma superexposição à tecnologia.

A Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, já mostrou que esse excesso leva a:

prejuízos na comunicação,
problemas no sono e
atrasos no desenvolvimento cognitivo.
Por evidências como essas, Neide Noffs, da PUC-SP, defende que os livros físicos estejam sempre presentes. “Eles fazem com que o aluno vá até a biblioteca, leia uma revista, entre em contato com diferentes dispositivos de leitura. São experiências que vão além de só ‘ler'”, afirma.

?‍ Prejuízos pedagógicos: mais tela, menos concentração?

Katia Smole, diretora do Instituto Reúna, afirma que pesquisas mostram possíveis prejuízos na capacidade de leitura de quem usa apenas telas (em vez de um esquema misto).

Um exemplo: em um estudo da Universidade de Stavanger, na Noruega, em 2012, cientistas compararam estudantes que leram textos apenas no formato digital com outros que leram os mesmos conteúdos, só que em papéis impressos. Eles constataram que o primeiro grupo teve um desempenho inferior ao segundo.

Outro estudo, publicado no “The Journal of Experimental Education” em 2017, constatou que os alunos até preferiram, inicialmente, a experiência do digital. Mas, quando testados, mostraram que compreenderam melhor o conteúdo do meio impresso.

Antonio Rosso Júnior, professor do Insper (SP) e autor de materiais didáticos, explica que o uso de telas para leitura exige certa maturidade do aluno. “Apesar de as novas gerações serem digitais desde cedo, precisam aprender a diferenciar o lazer da hora de aprender. No ensino fundamental, vejo com ressalvas que o tablet seja ‘lugar’ tanto de estudo quanto de diversão.”

Voltar ao início.

TECNOLOGIA PODE SER ALIADA
“Aquela situação de material exclusivamente físico, sem suporte do uso de computador e de tablets, não faz mais sentido no século XXI. A questão é: em que medida usar?”, questiona Rosso.

Veja quais vantagens existem no uso da tecnologia:

?Possibilidade de melhor compreensão do conteúdo
Olhando para os aspectos positivos de haver materiais digitais, especialistas mencionam a possibilidade de mostrar vídeos, gráficos e recursos de inteligência artificial para que o aluno compreenda melhor o conteúdo.

☑️Avaliação mais ágil
Usando a tecnologia e em parceria com EdTechs (startups de educação), professores podem corrigir as atividades com mais agilidade, conta Gretzler, coordenador do Colégio Anchieta.

“O sistema permite uma análise de dados mais abrangente, para verificar o progresso dos estudantes na aprendizagem. Possibilita também, em alguns momentos, a personalização [do ensino], levando em conta o ritmo individual de cada aluno”, explica.

?‍?Democratização do conteúdo para acesso de pessoas com deficiência
Livros digitais têm uma vantagem em relação aos impressos: podem usar recursos de acessibilidade que facilitam a leitura para crianças com deficiência (como cegueira). Há softwares que reproduzem, em áudio, o que está escrito na tela, por exemplo, ou que aumentam o tamanho das letras para quem tem baixa visão.

?Menos peso na mochila e sem risco de esquecimento
O coordenador Gretzler, pela experiência com ensino digital no colégio, conta que os alunos passam a carregar menos peso na mochila quando optam pelos e-books. Também aponta outra vantagem: uma “redução de danos” para quem não se lembra de levar o material todo dia.

“Como exemplo prático, durante o 1º trimestre de 2023, tivemos 869 registros de ocorrências de alunos que não trouxeram o único livro físico que ainda usamos na escola (Línguas Estrangeiras Modernas). Em contraposição, apenas 106 alunos não trouxeram o Chromebook, que engloba seis componentes curriculares”, conta.

Fonte: G1

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Educação

Gestão Tarcísio determina que diretores assistam às aulas dos professores e façam relatórios

por Redação 3 de agosto de 2023

A gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) determinou que diretores das escolas estaduais de São Paulo devem assistir semanalmente a pelo menos duas aulas dos professores. Eles precisarão ainda fazer relatórios sobre o que observarem em sala e enviá-los à Diretoria de Ensino que responde pela área onde a escola está localizada.

A regra foi imposta por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial na última sexta-feira (28). A medida não detalha como será a análise desses relatórios e se haverá punições ou premiações, dependendo da avaliação dos professores.

A Secretaria da Educação, comandada por Renato Feder, afirmou em nota que visa a “assegurar o suporte aos professores com a maior interação e apoio por meio do coordenador pedagógico e diretores de escola e unidade escolar”.

A iniciativa, no entanto, já é alvo de críticas. A Apeoesp, sindicato que representa os professores estaduais, divulgou comunicado em que afirma que a medida é “inaceitável”. “A liberdade de ensinar e aprender é um princípio da educação brasileira previsto no Artigo 206 da Constituição Federal e no Artigo 3º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional”, diz a Apeoesp.

“Não tem cabimento que professores sejam assediados e que tenham seu trabalho tolhido dessa forma”, completou o sindicato.

Especialista
A professora Márcia Jacomini, do Departamento de Educação da Unifesp, afirmou ao R7 que o acompanhamento de aulas por diretores ou outros professores já existe e faz parte do processo pedagógico. Ocorre, por exemplo, quando um professor está com alguma dificuldade em sala de aula, explica.

Para ela, não é necessário que o diretor assista a aulas periodicamente para exercer sua liderança e integrar a escola — uma das justificativas trazidas na portaria. “Parece-me que a portaria não deixa explícitos outros objetivos”, afirma Jacomini.

A professora vincula a decisão de obrigar diretores a assistir a aulas ao anúncio do governo de não receber os livros didáticos do programa nacional gerido pelo MEC (Ministério da Educação), que compra obras para instituições de todo o país há décadas.

A especialista entende que o objetivo da presença dos diretores nas salas é ter um “maior controle do trabalho do professor” para que ele siga o conteúdo estipulado em plataforma digital, e que terá foco na preparação para testes de avaliação como a Prova Paulista. Serão aulas voltadas ao tipo de questão que cai em avaliações, segundo a professora. “É muito aquém do que se espera em termos de formação”, finaliza.

Secretaria
Segundo a Secretaria Estadual da Educação, com a medida, “os gestores pedagógicos passam a ter a indicação da carga horária mínima direcionada para acompanhar e auxiliar os docentes com temas inerentes ao dia a dia das atividades escolares, ampliando o ambiente de escuta e avaliações de estratégias para tornar o processo de ensino-aprendizagem aos estudantes mais efetivo”.

A aplicação da portaria será realizada de acordo com a realidade de cada unidade escolar, segundo a secretaria.

Fonte: r7

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