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Feminicidio

Feminicidio

Mensagens revelam pressão por sexo, controle e contradições em caso de morte de soldado no Brás

por Redação 30 de março de 2026

As investigações sobre a morte da soldado Gisele Alves Santana, ocorrida em 18 de fevereiro no Brás, centro de São Paulo, revelam um cenário de controle coercitivo e violência psicológica no relacionamento com o tenente-coronel Geraldo Neto. Dados extraídos do celular da vítima, recuperados pela perícia, contradizem a versão apresentada pelo oficial e reforçam a linha investigativa de feminicídio.

Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia com o marido. A perícia identificou que o celular da vítima foi desbloqueado e manuseado minutos após o disparo, inclusive depois de o próprio tenente-coronel ter acionado o 190, levantando suspeitas de manipulação da cena.

As mensagens recuperadas — que haviam sido apagadas do aparelho do oficial — mostram que ele condicionava apoio financeiro à disponibilidade sexual da esposa. Em um dos trechos, Geraldo lista gastos domésticos e cobra retorno afetivo e sexual: “Eu só gasto dinheiro […] e não tenho nada em troca. Nem respeito, nem obediência […] Muito menos sexo”.

Gisele reagiu à abordagem, rejeitando a lógica imposta: “Eu não sou p*ta para você me pagar com coisas para eu transar com você”. Em resposta, o oficial afirmou: “Então não peça nada. Nem um real”.

Os diálogos também indicam que era a soldado quem insistia no divórcio, contrariando o depoimento de Geraldo, que alegou que teria pedido a separação no dia do crime. “Tenho todo direito de pedir o divórcio. Não quero nada seu […] tenho minha dignidade”, escreveu Gisele na véspera da morte.

A última mensagem enviada por ela reforça a intenção de se separar e critica o comportamento do marido: “Você confundiu carinho com autoridade, amor com obediência, provisão com submissão”.

Além do conteúdo das mensagens, testemunhas relataram à Polícia Civil episódios anteriores de agressão, inclusive dentro do Quartel-General da Polícia Militar. Há relatos de que o oficial teria pressionado Gisele contra a parede e a segurado pelo pescoço, em cenas que teriam sido registradas por câmeras.

O laudo necroscópico aponta que a vítima foi atingida por trás, com disparo na têmpora direita, enquanto era imobilizada, o que contraria a hipótese de suicídio. A arma foi encontrada presa ao dedo da vítima de forma considerada incomum, e exames com luminol detectaram sangue em um banheiro onde o oficial afirmou não ter tido contato com a cena.

Geraldo Neto está preso preventivamente desde 18 de março. A defesa sustenta a tese de suicídio e afirma que as mensagens foram descontextualizadas, tendo recorrido ao Superior Tribunal de Justiça.

Fonte: OGLOBO

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Feminicidio

Celular de soldado Gisele foi manuseado e mensagens apagadas pelo marido após seu feminicídio

por Redação 27 de março de 2026

A investigação sobre a morte da soldado Gisele Alves Santana, encontrada baleada na cabeça em fevereiro no apartamento onde morava no Brás, Centro de São Paulo, apontou que seu celular foi desbloqueado e teve mensagens apagadas pelo marido, o tenente-coronel Geraldo Neto, minutos após o disparo. Geraldo foi preso preventivamente em 18 de março e é réu por feminicídio e fraude processual.

Os dados apontam que o celular da vítima foi acessado pela última vez às 7h58, enquanto Geraldo já havia ligado para o 190 às 7h54, após o disparo ocorrido por volta das 7h28. Mensagens apagadas e recuperadas mostram que o casal discutiu sobre divórcio no dia anterior à morte. Segundo a investigação, a manipulação do celular tinha como objetivo sustentar a versão de suicídio atribuída à vítima.

Testemunhas relataram episódios de agressividade do tenente-coronel no quartel, inclusive sufocamento e comportamento controlador dentro e fora do ambiente de trabalho. Laudos periciais, reprodução simulada e análise de mensagens indicam que ele segurou a cabeça de Gisele e disparou contra ela, descartando a hipótese de suicídio.

O Ministério Público solicitou que, em caso de condenação, seja fixada indenização mínima de R$ 100 mil aos familiares. A defesa nega o crime, questiona a competência da Justiça Militar e afirma que o oficial colaborou com as investigações. O caso deve ser julgado na Justiça comum, possivelmente pelo Tribunal do Júri.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, trata-se do primeiro caso desde 2015 de um oficial da Polícia Militar de São Paulo preso por feminicídio. O STJ negou pedido de liberdade do tenente-coronel, mantendo a prisão preventiva.

Fonte: G1

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Feminicidio

Tenente-coronel preso por feminicídio diz que dependência financeira da esposa dificultava divórcio

por Redação 24 de março de 2026

O tenente-coronel Geraldo Neto, preso preventivamente sob suspeita de matar a esposa, Gisele Alves Santana, com um tiro na cabeça no apartamento do casal no Brás, região central de São Paulo, afirmou em interrogatório à Polícia Civil que a dependência financeira da companheira era o principal obstáculo para a separação. Ele também se tornou réu por feminicídio e fraude processual.

Segundo o depoimento, ambos manifestavam o desejo de se divorciar, mas Gisele teria relatado, ainda em novembro, não ter condições de se manter sozinha e sustentar a filha. Geraldo afirmou que a renda da esposa estava comprometida por empréstimos consignados e bancários, feitos para construção de uma casa para os pais e para custear procedimentos estéticos, como próteses de silicone, rinoplastia e bichectomia. Após descontos, restariam a ela menos de R$ 1 mil mensais.

O militar declarou que transferia voluntariamente entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil por mês para a conta da esposa, além de arcar com despesas domésticas que, segundo ele, chegavam a cerca de R$ 10 mil. Também afirmou ter buscado alternativas para garantir autonomia financeira à companheira, incluindo tentativa de conseguir uma vaga para ela na assessoria da Polícia Militar no Tribunal de Justiça, com adicional de aproximadamente R$ 5 mil.

De acordo com o relato, a vaga teria sido confirmada em janeiro, com previsão de início em 2 de março, após o carnaval. O plano, segundo ele, era que a nova renda, estimada em cerca de R$ 6 mil, possibilitasse a Gisele alugar um imóvel e viver de forma independente com a filha.

O tenente-coronel também descreveu o dia anterior à morte da esposa. Ele afirmou que ambos foram à academia em horários distintos e que, ao retornar, Gisele permaneceu trancada na suíte com a filha. À noite, os dois teriam conversado por cerca de duas horas sobre o relacionamento e os planos de separação. Segundo o depoimento, decidiram adiar a decisão definitiva para o dia seguinte.

Apesar da versão apresentada pelo investigado, o Ministério Público sustenta que laudos periciais, reprodução simulada e mensagens indicam que o oficial segurou a cabeça da vítima e efetuou o disparo, afastando a hipótese de suicídio. A acusação também aponta que ele teria manipulado a cena do crime para simular que a soldado teria tirado a própria vida, o que fundamenta a imputação de fraude processual.

Imagens de câmeras corporais de policiais militares mostram momentos de tensão no local, com divergências entre o protocolo de preservação da cena e a autoridade hierárquica do oficial. Segundo a investigação, ele insistiu em entrar no banheiro, tomar banho e circular pelo apartamento, condutas que levantaram suspeitas e enfraqueceram a versão de suicídio.

Como o feminicídio é considerado crime doloso contra a vida, o caso deve ser julgado pela Justiça comum, possivelmente pelo Tribunal do Júri. O Ministério Público pediu que, em caso de condenação, seja fixada indenização mínima de R$ 100 mil aos familiares da vítima.

A defesa nega o crime, questiona a competência da Justiça Militar e afirma que o oficial tem colaborado com as investigações. O Superior Tribunal de Justiça negou pedido de liberdade apresentado pela defesa. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, este é o primeiro caso desde 2015 de um oficial da Polícia Militar paulista preso por feminicídio.

Fonte: G1

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Feminicidio

Câmeras corporais mostram PMs intimidados por tenente-coronel após morte de soldado

por Redação 20 de março de 2026

Gravações das câmeras corporais da Polícia Militar registraram a tensão entre policiais e o tenente-coronel Geraldo Neto no apartamento do casal no Brás, Centro de São Paulo, onde a soldado Gisele Alves foi baleada na cabeça em 18 de fevereiro. Gisele foi socorrida, mas morreu no hospital no mesmo dia.

Neto foi preso preventivamente em 18 de março, tornando-se réu por feminicídio e fraude processual — por alterar a cena do crime e simular suicídio. As imagens mostram o oficial insistindo em entrar no banheiro e circular pelo apartamento, apesar das orientações de PMs para preservar o local e não comprometer vestígios.

O vídeo registra diálogos tensos entre o tenente-coronel e o cabo responsável pela preservação da cena. Neto afirma que precisava tomar banho e desrespeita ordens para se vestir rapidamente, enquanto os policiais demonstram preocupação com a possibilidade de perda de provas, como resíduos de pólvora nas mãos.

Ao longo do dia, o oficial retornou diversas vezes ao imóvel, afastou equipes e permitiu limpezas, aumentando a desconfiança sobre a versão de suicídio. A ação reforça o papel da hierarquia na condução da cena do crime e oferece material audiovisual considerado crucial pelos investigadores.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que, caso sejam constatadas irregularidades por agentes, medidas cabíveis serão adotadas. A defesa de Neto não se manifestou sobre os novos registros.

Fonte: G1

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Feminicidio

Perícia aponta que PM Gisele não conseguiria alcançar arma de tenente-coronel; oficial é preso por feminicídio

por Redação 19 de março de 2026

A reconstituição feita pela Corregedoria da Polícia Militar concluiu que a soldado Gisele Alves Santana não conseguiria alcançar a arma de fogo de seu marido, o tenente-coronel Geraldo Neto, guardada sobre um armário no apartamento do casal no Centro de São Paulo.

Gisele foi encontrada morta em 18 de fevereiro, com um tiro na cabeça. Laudos periciais indicam que, com 1,65 m de altura, ela não conseguiria atingir a base onde a arma estava apoiada, contrariando a versão do oficial de que a esposa teria retirado a pistola antes do disparo.

Mensagens extraídas do celular do tenente-coronel revelaram episódios de humilhação, controle e violência psicológica contra Gisele. O oficial foi preso em 18 de março em São José dos Campos, após a Justiça Militar decretar prisão preventiva por feminicídio e fraude processual.

A Polícia Civil aponta que os laudos de necropsia, trajeto da bala, exumação, toxicológico e residuográfico confirmam que o disparo foi dado por Geraldo, descartando suicídio. O caso agora segue investigação completa, e o tenente-coronel será transferido ao Presídio Militar Romão Gomes.

A Promotoria pediu indenização mínima de R$ 100 mil aos familiares da vítima, e a Justiça avaliará a competência para julgamento entre Justiça Militar e comum, sendo provável que o processo siga no Tribunal do Júri.

Fonte: G1

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Feminicidio

Mensagens reforçam acusação de feminicídio contra tenente-coronel da PM

por Redação 19 de março de 2026

O tenente-coronel Geraldo Neto, preso sob acusação de matar a esposa, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves, enviava mensagens nas quais se descrevia como “macho alfa” e cobrava que ela fosse “fêmea beta obediente e submissa”. O conteúdo integra a investigação da Polícia Civil, que o indiciou por feminicídio e fraude processual.

Os crimes teriam ocorrido em 18 de fevereiro, no apartamento do casal, no bairro do Brás, região central da capital paulista. Na quarta-feira (18), a Justiça comum aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou o oficial réu. Também foi decretada a prisão preventiva, após pedido conjunto do MP e da Polícia Civil. Na mesma manhã, ele já havia sido detido por decisão da Justiça Militar, a pedido da Corregedoria da PM.

Segundo a acusação, as mensagens revelam comportamento autoritário e controlador do oficial, que criticava a independência da esposa, impunha regras sobre vestimenta e convivência social e condicionava a relação conjugal ao papel de provedor financeiro. Investigadores apontam ainda que ele cobrava relações sexuais sob a justificativa de sustentar o lar.

Laudos periciais, reprodução simulada do crime e dados extraídos do celular indicariam que o tenente-coronel teria segurado a cabeça da vítima e efetuado o disparo, descartando a hipótese de suicídio. O Ministério Público sustenta que, após o tiro, o oficial teria manipulado a cena para simular autoextermínio, colocando a arma na mão da soldado e ocultando vestígios — o que fundamenta também a acusação de fraude processual.

O militar está detido no presídio Romão Gomes, na zona norte de São Paulo. A tendência é que o caso seja julgado pela Justiça comum, já que o feminicídio é considerado crime doloso contra a vida. Nessa hipótese, o processo seguirá para o Tribunal do Júri.

A Promotoria pediu ainda que, em caso de condenação, seja fixada indenização mínima de R$ 100 mil aos familiares da vítima. A defesa nega o crime, questiona a competência da Justiça Militar e afirma que o oficial tem colaborado com as autoridades desde o início das investigações.

O caso ocorre em meio a mudanças recentes na legislação. Em 2024, a Lei 14.994 transformou o feminicídio em tipo penal autônomo, com pena prevista de 20 a 40 anos de prisão e tramitação prioritária. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, este é o primeiro caso desde 2015 envolvendo a prisão de um oficial da PM paulista acusado por esse crime.

Fonte: G1

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Feminicidio

Mensagens revelam humilhações e machismo de tenente-coronel contra esposa PM morta em SP

por Redação 18 de março de 2026

Mensagens extraídas do celular do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto mostram que ele humilhava e desqualificava a esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, encontrada morta com um tiro na cabeça em seu apartamento no Centro de São Paulo. O oficial foi preso nesta quarta-feira (18) pela Corregedoria da PM, após prisão preventiva decretada pela Justiça Militar, acusado de feminicídio e fraude processual.

Segundo a investigação, Gisele relatava episódios de humilhação, provocações e comportamento controlador do marido, inclusive no ambiente de trabalho. Em uma das mensagens, a soldada escreve que o coronel a chamava de “burra” e fazia declarações machistas, como “Lugar de mulher é em casa, cuidando do marido. E não na rua, caçando assunto”.

A Corregedoria da PM apontou que os diálogos revelam “uma concepção de relacionamento baseada em submissão e hierarquia no âmbito doméstico”, caracterizando violência psicológica reiterada, com tentativas de controle e constrangimento da vítima.

A prisão de Geraldo Neto ocorreu em São José dos Campos. Ele será interrogado no 8º DP e, posteriormente, levado ao Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo. Laudos periciais indicam que o disparo que matou Gisele foi dado de baixo para cima, à queima-roupa, e que o corpo apresentava ferimentos no rosto e no pescoço, sem vestígios de pólvora nas mãos da vítima.

O caso foi inicialmente registrado como suicídio, mas a investigação, apoiada em 24 laudos técnicos, concluiu que Gisele foi vítima de homicídio. A família da soldada contesta a versão de suicídio defendida pela defesa do coronel, alegando que ele era controlador e violento.

Fonte: G1

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Feminicidio

Tenente-coronel é preso suspeito de matar esposa PM e forjar suicídio em São José dos Campos

por Redação 18 de março de 2026

O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto foi preso nesta quarta-feira (18) em São José dos Campos, no interior de São Paulo, suspeito de feminicídio e fraude processual pela morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana. A vítima foi encontrada morta com um tiro na cabeça no mês passado.

Segundo a Polícia Civil, o oficial foi localizado em seu apartamento no Jardim Augusta por um comboio de agentes da Civil e da Corregedoria da PM, sendo conduzido ao 8º DP para interrogatório e formal indiciamento. Após exames de corpo de delito, ele será transferido para o Presídio Militar Romão Gomes, na capital.

O pedido de prisão foi autorizado pela Justiça Militar após laudos periciais apontarem que a trajetória da bala e a profundidade dos ferimentos no corpo de Gisele não condizem com suicídio. Os documentos também indicam que a soldada não estava dopada ou grávida, e manchas de sangue foram encontradas em outros cômodos do apartamento.

O caso ocorreu em 18 de fevereiro e inicialmente foi registrado como suicídio. Laudos necroscópicos apontaram lesões no rosto e pescoço da vítima. A defesa do coronel sustenta que a morte foi suicídio, enquanto a família de Gisele contesta a versão e afirma que ela foi vítima de feminicídio.

Em nota, o advogado da família, José Miguel da Silva Júnior, disse que espera que o coronel seja formalmente denunciado, processado, julgado e condenado. Já o defensor do oficial, Eugênio Malavasi, afirmou que a Justiça Militar não tem competência para julgar o caso e pretende suscitar conflito de competência com a Justiça comum.

Mensagens da vítima e depoimentos de familiares indicam que Gisele enfrentava um relacionamento abusivo, com comportamento controlador e violento do marido. Laudos da perícia confirmaram lesões e apontam que o disparo foi à queima-roupa, sem vestígios de pólvora nas mãos da vítima, reforçando a suspeita de homicídio.

Fonte: G1

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Feminicidio

Polícia aponta feminicídio na morte de soldado da PM em SP; marido é indiciado

por Redação 18 de março de 2026

A Polícia Civil de São Paulo indiciou o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, marido da policial militar Gisele Alves Santana, por feminicídio e fraude processual, após investigação apontar indícios de homicídio em sua residência no Brás, região central de São Paulo. O crime ocorreu há um mês e inicialmente foi registrado como suicídio.

Segundo a perícia, dois dos 24 laudos técnico-científicos foram determinantes para afastar a hipótese de suicídio: a trajetória da bala que atingiu a cabeça de Gisele e a profundidade dos ferimentos no pescoço, que indicam que ela foi imobilizada antes do disparo. Os peritos concluíram que a cena do crime foi montada pelo tenente-coronel, com sangue em locais incompatíveis e posição dos pés que não condiz com suicídio.

O laudo necroscópico revelou lesões contundentes, provocadas por pressão digital e arranhões compatíveis com estigma ungueal. Não houve dopagem ou gravidez, mas manchas de sangue da vítima estavam espalhadas pelo apartamento.

A investigação também levantou contradições na versão do marido. Ele afirmou que estava no banho no momento do disparo, mas socorristas relataram que ele estava seco e sem pegadas molhadas no chão. A conduta do tenente-coronel chamou atenção: falava calmamente ao telefone, não demonstrou desespero e não apresentava sangue no corpo ou roupas, sugerindo que não prestou primeiros socorros.

O horário do disparo também é questionado: uma vizinha relatou ter ouvido o estampido às 7h28, cerca de 30 minutos antes da primeira ligação do marido para o serviço de emergência. Ele ainda acionou um desembargador do TJ-SP, Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, que esteve no apartamento e subiu com o tenente-coronel, fato que a família da vítima considera suspeito.

Câmeras de segurança registraram a entrada de três policiais no apartamento cerca de 10 horas após a ocorrência, para limpeza do imóvel, sem levar objetos. Elas serão ouvidas na investigação.

O pedido de prisão do tenente-coronel foi solicitado à Justiça nesta terça-feira (17), com aval do Ministério Público e da Corregedoria da PM, mas ainda não foi apreciado pelo Judiciário. A defesa do oficial não se manifestou até o momento.

Fonte: G1

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Feminicidio

PM morta com tiro na cabeça havia alertado sobre ciúmes do marido

por Redação 17 de março de 2026

A soldada Gisele Santana, encontrada morta em fevereiro, enviou mensagens a uma amiga sobre os ciúmes do tenente-coronel Geraldo Neto, seu marido. Familiares afirmam que ela vivia um relacionamento abusivo, com restrições e ameaças.

Advogado da família apresentou áudio em que Gisele solicita ajuda do pai para se mudar, reforçando que planejava se afastar do marido. Histórico de ameaças e perseguição do tenente-coronel contra mulheres também é citado. A defesa ainda sustenta a versão de suicídio.

Fonte: G1

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