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Feminicidio

Feminicidio

Soldada PM morta denunciava ciúmes e abusos do marido, aponta defesa

por Redação 17 de março de 2026

A soldada Gisele Santana, encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, teria enviado mensagens alertando sobre o comportamento ciumento e abusivo do marido, o tenente-coronel Geraldo Neto, segundo a defesa da família.

Em depoimentos, a mãe da vítima afirmou que a PM enfrentava restrições em seu comportamento, incluindo vestimentas e atividades sociais, e relatos indicam que o oficial enviava mensagens intimidatórias após a intenção de separação da esposa.

O advogado da família apresentou áudio em que Gisele buscava ajuda para se mudar para perto dos pais, reforçando a intenção de se afastar do marido.

Fonte: OGLOBO

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Feminicidio

Laudo revela lesões no pescoço de PM morta com tiro na cabeça e levanta novas dúvidas sobre o caso

por Redação 10 de março de 2026

O laudo necroscópico realizado após a exumação do corpo da policial militar Gisele Santana, de 32 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde morava, apontou a presença de lesões no rosto e no pescoço da vítima. De acordo com os peritos, há indícios de que ela pode ter desmaiado antes do disparo e que não apresentou sinais de defesa.

O documento, obtido pela TV Globo, descreve que as lesões eram de natureza contundente, provocadas por pressão digital e escoriações compatíveis com marcas de unhas. Essas evidências indicam possível compressão na região do pescoço antes do tiro.

Gisele foi encontrada morta no apartamento onde vivia com o marido, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, no bairro do Brás, região central de São Paulo. Ele estava no local e foi quem acionou o socorro. Até o momento, a defesa do oficial não comentou o resultado do novo laudo.

Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio. No entanto, após contestação da família da policial, a investigação passou a tratar a ocorrência como morte suspeita. Diante das dúvidas, o corpo foi exumado e submetido a novos exames no Instituto Médico-Legal (IML) Central no sábado (7), incluindo uma tomografia.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores é o horário da morte. Uma vizinha relatou à polícia que acordou às 7h28 após ouvir um único estampido forte vindo do apartamento do casal. A primeira ligação feita pelo marido ao serviço de emergência ocorreu apenas às 7h57.

Na chamada à Polícia Militar, o tenente-coronel afirmou: “Minha esposa é policial feminina. Ela se matou com um tiro na cabeça. Manda o resgate e uma viatura aqui agora, por favor”. Pouco depois, às 8h05, ele voltou a ligar, dessa vez para o Corpo de Bombeiros, dizendo que a mulher ainda estava respirando. As equipes chegaram ao local às 8h13.

A posição da arma também levantou questionamentos. Um socorrista afirmou que o armamento estava “bem encaixado” na mão da vítima, algo que ele disse nunca ter visto em casos de suicídio. Diante da cena incomum, decidiu fotografar a posição da arma.

O profissional relatou ainda que o sangue da vítima já estava coagulado quando os socorristas chegaram ao apartamento e que não havia cartucho de bala no local.

Depoimentos de equipes de resgate também trouxeram dúvidas sobre a versão apresentada pelo marido. Em relato à polícia, o tenente-coronel afirmou que estava tomando banho quando ouviu o disparo.

No entanto, bombeiros que chegaram primeiro ao local disseram que ele estava completamente seco, vestindo apenas bermuda e sem camisa. Segundo um sargento com 15 anos de experiência, não havia pegadas molhadas nem sinais de água no chão que indicassem que ele havia saído do banho às pressas.

O socorrista também relatou que o chuveiro do banheiro do corredor estava ligado, mas não havia poças de água no ambiente. Um tenente da PM que também esteve no local reforçou que nem o marido nem a vítima aparentavam ter tomado banho antes do disparo.

O comportamento do tenente-coronel durante o atendimento também chamou a atenção da equipe de resgate. Um dos bombeiros afirmou que ele não demonstrava sinais de desespero ou choro. Outro profissional relatou que o oficial falava calmamente ao telefone, questionava constantemente os procedimentos de socorro e insistia para que a vítima fosse retirada rapidamente e levada ao hospital.

Os socorristas também observaram que o marido não apresentava manchas de sangue no corpo ou nas roupas, o que indicaria que ele não teria tentado prestar primeiros socorros à esposa.

Entre os contatos feitos por Geraldo naquela manhã, uma ligação chamou a atenção da família da policial: a feita ao desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo. O magistrado chegou ao prédio às 9h07 e subiu até o apartamento.

Segundo o advogado da família da vítima, José Miguel da Silva Junior, a presença do desembargador no local levanta questionamentos. Câmeras registraram o magistrado no corredor do prédio às 9h18 e, cerca de 11 minutos depois, o tenente-coronel apareceu novamente usando outra roupa.

Em nota divulgada antes da conclusão do novo laudo, a defesa de Geraldo Neto afirmou que ele não é investigado, suspeito ou indiciado no processo até o momento. Os advogados também disseram que o oficial tem colaborado com as autoridades e permanece à disposição para esclarecer os fatos.

Já a defesa do desembargador informou que ele foi chamado ao local como amigo do tenente-coronel e que quaisquer esclarecimentos serão prestados à polícia.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Militar.

Fonte: G1

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Feminicidio

Testemunha diz que três policiais femininas limparam apartamento de PM morta com tiro na cabeça em SP

por Redação 10 de março de 2026

Uma testemunha do condomínio onde a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana morreu em fevereiro afirmou à Polícia Civil que três policiais mulheres foram ao apartamento do casal no Brás, região central de São Paulo, para realizar a limpeza do imóvel horas após a ocorrência. Segundo o relato, as agentes — uma soldado e duas cabos — chegaram ao prédio por volta das 17h48 do dia 18 de fevereiro, acompanhadas por uma funcionária do condomínio.

O caso, inicialmente registrado como suicídio, segue sendo investigado como morte suspeita. Vizinha do casal disse ter ouvido um disparo às 7h28, cerca de meia hora antes da primeira ligação do marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, ao serviço de emergência, às 7h57.

Depoimentos de socorristas reforçam inconsistências na versão do tenente-coronel. Segundo eles, Geraldo estava seco, sem marcas de água, mesmo afirmando que estava no banho no momento do disparo. Além disso, a conduta calma do oficial ao telefone e a ausência de sangue em suas roupas chamaram atenção da equipe de resgate.

Outro ponto que levanta questionamentos é a presença do desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ele chegou ao prédio às 9h07, subiu ao apartamento com o tenente-coronel e reapareceu no corredor às 9h18. Onze minutos depois, Geraldo saiu do imóvel já trocado.

Em nota, a defesa do tenente-coronel afirma que ele não é investigado, suspeito ou indiciado e tem colaborado com as autoridades. A defesa do desembargador disse que ele foi chamado como amigo do oficial e prestará esclarecimentos à polícia judiciária.

Fonte: G1

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Feminicidio

Peritos identificam marcas em corpo de PM morta em SP e investigação sobre morte suspeita avança

por Redação 10 de março de 2026

Peritos encontraram marcas no pescoço e no corpo da policial militar Gisele Santana, após a exumação realizada na última sexta-feira (6) em Suzano, na Grande São Paulo. O achado motivou a solicitação de exames complementares para verificar se houve compressão antes do disparo que matou a soldado dentro do apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, no Brás, região central da capital.

No sábado (7), médicos legistas do Instituto Médico-Legal (IML) Central realizaram tomografia e outros exames de imagem para analisar a lesão cervical. Segundo apuração da TV Globo, o objetivo é confirmar ou descartar a ocorrência de pressão no pescoço antes da morte.

Gisele, de 32 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro. O caso, inicialmente registrado como suicídio, passou a ser investigado como morte suspeita. Testemunhos indicam marca arroxeada na mandíbula, e questionamentos sobre inconsistências no horário da morte surgiram. Uma vizinha relatou ter ouvido o disparo às 7h28, cerca de meia hora antes da primeira ligação de Geraldo ao serviço de emergência.

Socorristas que atenderam a ocorrência relataram estranheza na cena: a arma estava na mão da vítima de forma atípica, o sangue já estava coagulado e não havia cartucho no local. O tenente-coronel, que afirmou ter ouvido o disparo durante o banho, não apresentava marcas de água no corpo, levantando dúvidas sobre a narrativa.

Outro ponto analisado é a presença do desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do TJ-SP, no prédio na manhã da morte. Ele subiu ao apartamento por volta das 9h07 e reapareceu no corredor às 9h18, minutos antes do marido da vítima sair do imóvel já trocado e com cheiro de produto químico.

Laudos preliminares indicaram que o local não foi preservado adequadamente, comprometendo parte da perícia. Novos exames solicitados após a exumação devem esclarecer as circunstâncias da morte.

Em nota, a defesa de Geraldo Neto afirma que ele não é investigado nem suspeito, e a defesa do desembargador Cogan declarou que ele estava no apartamento como amigo do tenente-coronel, prestando esclarecimentos à polícia judiciária quando necessário.

Fonte: G1

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Feminicidio

Ato na Paulista cobra combate ao feminicídio e expõe avanço das medidas protetivas em SP

por Redação 9 de março de 2026

Cerca de 3 mil pessoas participaram neste domingo (8), Dia Internacional da Mulher, de uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo. O ato reuniu movimentos sociais e organizações civis que pediram o combate ao feminicídio, igualdade de gênero e criticaram a jornada de trabalho 6×1.

Apesar da mobilização, a chuva que atingiu a região acabou dispersando parte dos manifestantes ao longo da tarde.

Entre as organizações presentes estavam Apeoesp, Bancada Feminista, Central Classe Trabalhadora, União Nacional por Moradia Popular, SimproSP e o Movimento de Mulheres Olga Benário.

A estimativa de público foi feita pelo Monitor do Debate Político da USP/Cebrap em parceria com a ONG More in Common. Segundo o levantamento, cerca de 3,1 mil pessoas estavam na manifestação às 14h14, horário próximo ao início do ato.

Considerando a margem de erro de 12%, o público poderia variar entre 2,8 mil e 3,5 mil participantes.

De acordo com o monitor, a contagem foi feita por meio de imagens aéreas analisadas com software de inteligência artificial. Por causa da chuva, apenas um voo de drone foi realizado, o que impede confirmar se aquele momento representava o pico da manifestação.

Os protestos também chamaram atenção para os números relacionados à violência contra mulheres no estado de São Paulo.

Segundo dados do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), uma medida protetiva contra agressores é concedida, em média, a cada quatro minutos no estado. Apenas entre janeiro e fevereiro deste ano, 21.440 decisões desse tipo foram autorizadas.

O número mostra um crescimento expressivo no uso desse mecanismo ao longo dos anos. Em 2015, quando o registro começou a ser sistematizado, foram concedidas 10.804 medidas. Já em 2025, o total chegou a 118.258 — um aumento de 994% em uma década.

Prevista pela Lei Maria da Penha, a medida protetiva é uma ordem judicial de urgência destinada a proteger vítimas de violência doméstica, seja ela física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral. Uma mesma vítima pode receber mais de uma medida.

Entre as determinações possíveis estão a restrição ao porte de armas, a proibição de aproximação da vítima, dos filhos ou de testemunhas, além da obrigatoriedade de participação do agressor em programas de reeducação.

Em alguns casos, a medida também prevê o encaminhamento da vítima e da família para abrigos de proteção.

Apesar de ser considerada um dos principais instrumentos de defesa das vítimas, a eficácia das medidas depende da fiscalização. Esse acompanhamento pode ocorrer por meio de rondas da Polícia Militar, da Guarda Civil Municipal ou pelo monitoramento eletrônico dos agressores.

Atualmente, 189 homens são monitorados por tornozeleiras eletrônicas no estado de São Paulo pelo Centro de Operações da Polícia Militar, segundo a Secretaria da Segurança Pública.

O número é considerado baixo diante da estrutura disponível: o estado possui 1.250 equipamentos.

A Secretaria de Segurança Pública explica que o uso das tornozeleiras depende de solicitação e autorização do Poder Judiciário, normalmente durante audiências de custódia.

O estado de São Paulo foi pioneiro na adoção do monitoramento eletrônico para casos de violência contra a mulher.

Quando o agressor descumpre a medida protetiva, se aproxima da vítima ou deixa a cidade, um alerta é disparado e viaturas policiais são acionadas. O descumprimento da ordem judicial é considerado crime e pode levar à prisão.

Fonte: G1

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Feminicidio

Caso da PM baleada em SP ganha novos capítulos e levanta dúvidas sobre o que aconteceu no apartamento

por Redação 9 de março de 2026

Imagens e áudios inéditos obtidos pelo Fantástico revelam detalhes dos momentos após a soldado da Polícia Militar Gisele Alves ser baleada na cabeça dentro do apartamento onde morava com o marido, no bairro do Brás, em São Paulo, no dia 18 de fevereiro de 2026.

As gravações incluem ligações feitas para serviços de emergência e registros das câmeras de segurança do andar do prédio. O primeiro pedido de socorro foi feito pelo marido da policial, o tenente-coronel da PM Geraldo Neto.

“Alô. É o tenente-coronel Neto, estou no Brás. A minha esposa é policial feminina, ela se matou com um tiro na cabeça. Manda um resgate, uma viatura aqui agora, por favor”, afirmou ele em ligação para a Polícia Militar.

Em seguida, ele também telefonou para o Corpo de Bombeiros. “A minha esposa se matou com um tiro na cabeça. Ela ainda está viva, ela está respirando”, disse.

Imagens das câmeras de segurança mostram o tenente-coronel no corredor do prédio às 8h02, ao telefone e sem camisa. Três minutos depois, ele faz outra ligação. Às 8h13, três bombeiros chegam ao local.

Um dos socorristas, com 15 anos de experiência, relatou em depoimento que achou a cena incomum e decidiu fotografar. Segundo ele, a arma estava encaixada na mão da policial de uma forma que nunca havia visto em casos de suicídio.

Outros pontos também chamaram atenção: o sangue já estava coagulado, o cartucho da bala não foi encontrado e, apesar de afirmar que estava no banho no momento do disparo, o tenente-coronel estava seco e não havia água no chão do apartamento.

Áudios gravados no local mostram o militar falando sobre problemas no relacionamento e a situação financeira do casal.

“A gente está casado há dois anos. De seis meses para cá, a gente começou a ter muita crise”, disse.

Ele relatou que os dois estavam sozinhos desde a noite anterior e que haviam discutido a relação. “O jeito que a gente está vivendo não compensa. Eu estou gastando aí sete mil por mês para viver com dois estranhos. Eu quero me separar”, afirmou.

Segundo o tenente-coronel, a discussão continuou na manhã do ocorrido. Ele afirmou que estava tomando banho quando ouviu um barulho.

“Eu entrei no banho. Fazia um minuto que eu estava debaixo do chuveiro quando escutei o barulho. Achei que fosse ela batendo a porta. Quando abri o box, ela estava caída no chão, no sangue. Ela deu um tiro na cabeça”, declarou.

Os socorristas conseguiram reanimar Gisele no local. Enquanto tentavam salvá-la, relataram que o marido permaneceu ao telefone com superiores e não demonstrava desespero.

Às 8h55, a policial foi retirada do prédio ainda com vida em uma maca. O tenente-coronel aparece nas imagens sentado no corredor.

Um dos pontos que mais chamou atenção da família foi uma ligação feita por Geraldo ao desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo.

O magistrado chegou ao prédio às 9h07 e subiu ao apartamento. Segundo o advogado da família da policial, José Miguel da Silva Junior, é necessário esclarecer o motivo da presença dele no local.

“Ele vai ter que explicar por que estava lá. Pelo relato que temos, o desembargador foi a primeira pessoa acionada após o disparo”, afirmou.

Às 9h18, o desembargador reaparece no corredor. Onze minutos depois, o tenente-coronel surge usando outra roupa.

Testemunhas disseram que ele teria tomado banho nesse intervalo, mesmo após ter sido orientado por policiais a não fazê-lo. Policiais militares relataram ainda que ele voltou com cheiro forte de produto químico.

Laudos da Polícia Técnico-Científica apontam que a cena do crime não foi preservada corretamente, o que dificultou determinar a dinâmica do disparo e quem teria efetuado o tiro.

Um vídeo gravado após a saída dos socorristas mostra o apartamento com móveis fora do lugar, além de panos e produtos de limpeza espalhados pelo chão.

“O apartamento estava uma verdadeira bagunça. O local não foi preservado”, afirmou o advogado da família.

Outro ponto investigado aparece no depoimento de uma vizinha, que disse ter acordado às 7h28 com um estampido forte. A primeira ligação do tenente-coronel pedindo socorro foi registrada apenas às 7h57, cerca de 29 minutos depois.

“Essa lacuna precisa ser explicada. A família merece saber o que aconteceu”, disse o advogado.

Em nota, a defesa do tenente-coronel Geraldo Neto afirma que ele não é investigado, suspeito ou indiciado no processo até o momento. A defesa também declarou que o militar tem colaborado com as autoridades e está à disposição para esclarecer os fatos.

Já a defesa do desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan informou que ele foi chamado ao apartamento como amigo do tenente-coronel e que eventuais esclarecimentos serão prestados à polícia judiciária.

Fonte: FANTÁSTICO

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Feminicidio

Mesmo com medida protetiva, 13,1% das vítimas de feminicídio foram mortas em 2024

por Redação 4 de março de 2026

Dados divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelam que 13,1% das mulheres vítimas de feminicídio em 2024 foram assassinadas mesmo com Medida Protetiva de Urgência (MPU) em vigor. A pesquisa Retrato dos Feminicídios no Brasil contabilizou 1.127 casos em 16 unidades da federação, sendo que 148 das vítimas possuíam proteção judicial ativa no momento do crime.

O levantamento abrange 16 estados devido a dificuldades técnicas das polícias em extrair informações de forma automatizada e à ausência de um banco de dados padronizado em nível nacional.

Entre os estados analisados, Acre (25%), Mato Grosso (22,2%) e São Paulo (21,7%) registraram percentuais acima da média nacional, indicando que, em cerca de um quinto dos casos — ou mais —, as vítimas já estavam sob proteção judicial.

Para Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum, a falha não está na legislação, mas na fiscalização do cumprimento das medidas. Ela explica que a eficácia da MPU depende de dois procedimentos paralelos: a comunicação formal ao agressor e o aviso às forças de segurança para monitoramento.

Segundo Samira, o agressor precisa ser oficialmente notificado por um oficial de Justiça sobre as restrições impostas. Sem essa comunicação, a medida pode não ter validade prática. Além disso, as polícias precisam ser informadas para garantir a fiscalização. Para ela, é nesse ponto que ocorrem as principais falhas.

A diretora afirma que o problema está na execução da decisão judicial pelo Poder Executivo. Ela defende o fortalecimento de unidades especializadas, como a Patrulha Maria da Penha ou a Ronda Maria da Penha, citando estados como Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul como referências na fiscalização ativa.

Samira também pondera que o uso exclusivo de tornozeleiras eletrônicas não pode substituir políticas estruturadas de proteção. Embora reconheça a utilidade da tecnologia, defende o acompanhamento com acolhimento e contato direto, inclusive por canais como WhatsApp.

Outro entrave apontado é a falta de integração entre o Judiciário e as forças de segurança. Sem comunicação eficaz, a medida pode permanecer sem efeito prático. Ela ainda ressalta a necessidade de mais recursos para permitir monitoramento constante e capilarizado.

Casos recentes reforçam o alerta. Em 21 de fevereiro, em Botucatu, Júlia Gabriela Bravin Trovão e o namorado foram mortos a tiros pelo ex-companheiro dela. Júlia havia registrado dez boletins de ocorrência e solicitado três medidas protetivas contra o suspeito. Em São Bernardo do Campo, Cibelle Monteiro Alves foi morta a facadas pelo ex-namorado enquanto trabalhava em uma joalheria de shopping. Ela também possuía registros anteriores e medida protetiva vigente.

Fonte: G1

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Feminicidio

SP tem janeiro mais letal para mulheres da história com 27 feminicídios

por Redação 3 de março de 2026

O estado de São Paulo registrou, em janeiro, o maior número de feminicídios desde o início da série histórica da Secretaria da Segurança Pública (SSP), em 2018. Foram 27 mortes — o equivalente a quase uma mulher assassinada por dia.

O dado supera o recorde anterior e reforça a tendência de alta observada nos últimos anos. Em 2024, o estado já havia ultrapassado o maior número anual de feminicídios desde que o crime passou a ser contabilizado oficialmente.

Casos recentes voltaram a chamar atenção. Na semana passada, Cibelle Monteiro Alves foi morta a facadas pelo ex-companheiro enquanto trabalhava em uma joalheria em um shopping de Santo Bernardo. No domingo (1º), um homem foi preso suspeito de matar a ex-mulher por asfixia após uma discussão sobre partilha de bens em um motel em Sapopemba, na Zona Leste da capital.

A evolução dos feminicídios registrados em janeiro no estado demonstra a escalada:

2018: 5
2019: 14
2020: 11
2021: 10
2022: 20
2023: 18
2024: 25
2025: 22
2026: 27

Outros indicadores de violência contra a mulher também apresentaram aumento. Os registros de ameaça passaram de 8.705 para 9.646 na comparação entre janeiro do ano passado e o mesmo mês deste ano. Já os casos de lesão corporal subiram de 6.014 para 6.527, segundo a SSP.

Fonte: G1

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Feminicidio

Mulher é esfaqueada e queimada após recusar relacionamento com ex-colega em Jaboatão

por Redação 3 de março de 2026

Uma jovem de 22 anos foi esfaqueada e teve o corpo queimado por um ex-colega de trabalho em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. A auxiliar administrativa Mariele Vitória Alves de Lima está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Restauração, no bairro do Derby, área central do Recife. Segundo a família, o estado de saúde é considerado estável.

De acordo com parentes e amigos, o suspeito, identificado como José Leonardo Pereira da Silva, teria cometido o crime após a vítima recusar um relacionamento amoroso. A defesa dele não foi localizada.

O crime ocorreu na segunda-feira (2). Conforme apuração, o homem havia sido demitido há cerca de 30 dias. Ele teria invadido o antigo local de trabalho e atacado Mariele com golpes de faca. Em seguida, segundo testemunhas, jogou thinner — mistura de solventes usada para diluir tintas — sobre ela e ateou fogo.

A irmã da vítima, Estefânia Maria da Cunha, relatou que ele trabalhava com Mariele e demonstrava interesse amoroso. “Ele queria algo e ela não queria, até que ela encerrou um ciclo, como havia me dito, até mesmo o relacionamento de amizade”, afirmou.

Segundo a tia da jovem, Adenil Alves de Barros, policiais militares localizaram o suspeito na residência onde ele mora. Ele estava com cortes na barriga e no braço, e o celular da vítima teria sido encontrado debaixo da cama.

A família afirma que o homem insistia em investidas, mesmo após a jovem deixar claro que não queria nenhum tipo de envolvimento. Durante o período em que trabalharam juntos, ele chegou a seguir familiares dela nas redes sociais, o que levou Mariele a bloqueá-lo.

O pai da vítima, Diego Adriano Barros da Silva, cobrou punição. “Ela, dentro do trabalho, procurando um objetivo, um sonho, e um monstro desse vem, dá facada nela e queima ela”, disse. A tia também pediu justiça: “Ele não é dono de ninguém e o que ele fez não justifica”.

Como denunciar

Em Pernambuco, denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados.

A Polícia Militar pode ser acionada pelo 190 em caso de crime em andamento.

No Grande Recife, também é possível denunciar pelo Disque-Denúncia da Polícia Civil, no número (81) 3421-9595.

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) atende de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h, pelo telefone gratuito 0800.281.9455.

A Ouvidoria da Mulher de Pernambuco funciona pelo número 0800.281.8187.

Os endereços e telefones das Delegacias da Mulher podem ser consultados no site do TJPE.

Fonte: G1

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Feminicidio

Amiga de vítima atropelada e arrastada é morta em novo caso de feminicídio em SP

por Redação 24 de fevereiro de 2026

Uma jovem de 22 anos foi morta na segunda-feira (23) em mais um caso de feminicídio na capital paulista. Priscila Versão era amiga de Tainara Souza Santos, de 31 anos, que morreu em dezembro após ter as pernas amputadas ao ser atropelada e arrastada por um ex-ficante até a Marginal Tietê. O suspeito do crime contra Priscila é o companheiro dela, que está preso.

Priscila trabalhava como autônoma e morava na Brasilândia, na Zona Norte de São Paulo. Ela deixou três filhos do relacionamento com o acusado: um menino de seis anos, outro de quatro e um bebê de seis meses.

Segundo o Guia de Encaminhamento de Cadáver, Priscila foi levada pelo namorado ao Hospital Municipal Vereador José Storopoli, no Parque Novo Mundo, já sem sinais de vida. O documento aponta marcas de agressão, hematomas e escoriações pelo corpo, além de sangramento no nariz. As roupas da jovem tinham cheiro de gasolina.

De acordo com o boletim de ocorrência, o motorista Deivit Bezerra Pereira, de 35 anos, chegou à unidade hospitalar com a vítima já morta e ameaçando atear fogo ao próprio corpo. Após se acalmar, ele relatou aos policiais militares que estava com Priscila em um pagode, em um bar, quando discutiram. Disse que foi a um posto de combustível, comprou gasolina e teria despejado o produto no próprio corpo com intenção de suicídio, mas desistiu.

Ainda conforme o registro policial, ele afirmou que, ao retornar ao bar, antes de chegar ao local, encontrou Priscila caída no chão com sangramento no nariz. Segundo sua versão, ele a colocou no carro e a levou ao hospital. A defesa do suspeito não foi localizada.

O caso ocorre meses após a morte de Tainara Souza Santos, que ficou quase um mês internada e passou por várias cirurgias depois de ser atropelada e arrastada. Priscila e Tainara moravam no mesmo bairro e a jovem era próxima de uma irmã de Tainara.

Outros casos de feminicídio também foram registrados. Em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, uma jovem de 20 anos foi morta pelo ex-companheiro, de 25, dentro de casa após uma discussão, segundo a Polícia Civil. Bruno Rodrigou Martins fugiu de moto, mas foi preso em flagrante. A vítima, Vitória Silva de Oliveira Pedroso, tinha medida protetiva contra ele, que possuía passagens por agressão, lesão corporal e roubo. Ela apresentava sinais de estrangulamento. A defesa não foi localizada.

Na Zona Leste da capital, no bairro de Guaianases, uma jovem de 18 anos foi vítima de tentativa de feminicídio. O companheiro dela, Alex Barbosa da Silva, de 37 anos, foi preso após esfaqueá-la. Câmeras de segurança registraram o ataque na rua. A vítima, que trabalha como balconista, sofreu perfurações no pulmão. A defesa do acusado também não foi encontrada.

Fonte: G1

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