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Feminicidio

Feminicidio

Julgamento que pode expulsar tenente-coronel acusado de matar esposa entra em fase decisiva em SP

por Redação 11 de maio de 2026

O processo administrativo que pode expulsar da Polícia Militar de São Paulo o tenente-coronel Geraldo Neto, preso acusado de matar a esposa, a soldado Gisele Alves, será retomado nesta semana com novos depoimentos de testemunhas.

As audiências do Conselho de Justificação (CJ) da PM estão marcadas para esta segunda-feira (11) e quinta-feira (14). Serão ouvidas três policiais militares amigas da vítima e um oficial que atendeu à ocorrência no dia da morte.

Geraldo Neto responde administrativamente por conduta incompatível com a permanência na corporação e também é acusado de tentar intimidar policiais de menor patente durante o atendimento do caso, ocorrido em 18 de fevereiro.

Segundo a investigação, os agentes registraram o comportamento do oficial por meio de câmeras corporais.

Nesta segunda-feira, devem depor uma soldado e um primeiro-tenente. Já na quinta-feira, serão ouvidas uma subtenente e uma cabo, todas amigas próximas de Gisele Alves.

Relatos já anexados ao processo apontam um histórico de ciúme, controle e comportamento possessivo por parte do tenente-coronel. De acordo com as testemunhas, ele monitorava redes sociais, controlava conversas e até restringia o uso de maquiagem e perfume pela esposa.

As amigas também afirmaram que Gisele planejava se separar após descobrir supostas traições do marido. Todas negaram que a policial apresentasse comportamento suicida.

Um primeiro-tenente ouvido pela Polícia Civil relatou ainda ter estranhado a preservação da cena do crime. Segundo ele, o apartamento estava “mais preservado do que o de costume numa situação dessas”.

Ainda não há data marcada para o interrogatório de Geraldo Neto no Conselho de Justificação. A defesa informou que não irá comentar o processo administrativo neste momento.

O procedimento corre separadamente da ação criminal e pode resultar na expulsão do oficial mesmo sem condenação definitiva na Justiça.

O colegiado responsável pelo julgamento é formado por três coronéis da PM. Caso entendam que Geraldo Neto não reúne condições morais e funcionais para permanecer na corporação, o caso seguirá para o Tribunal de Justiça Militar, que poderá determinar a perda do posto e da patente.

Na esfera criminal, o oficial responde por feminicídio e fraude processual. Ele está preso preventivamente desde 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital paulista.

Segundo o Ministério Público, Gisele Alves, de 32 anos, queria encerrar o relacionamento, mas o marido não aceitava a separação. A acusação sustenta que ele matou a esposa com um tiro na cabeça e tentou forjar um suicídio.

A defesa nega o crime e afirma que a própria policial tirou a própria vida após o oficial pedir o divórcio.

Laudos periciais da Polícia Civil e do Ministério Público, porém, apontam indícios de que o tenente-coronel teria segurado a cabeça da vítima antes do disparo e alterado a cena do crime.

Gisele deixou uma filha de 7 anos, fruto de um relacionamento anterior. Caso seja condenado, Geraldo Neto poderá ser obrigado a pagar indenização mínima de R$ 100 mil à família da vítima.

Fonte: G1

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Feminicidio

Homem é preso após esfaquear companheira dentro de casa na Zona Leste de SP

por Redação 11 de maio de 2026

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) deteve neste sábado (9) Walif Santos da Silva, de 32 anos, acusado de esfaquear a própria companheira na região do Jardim Helena, na Zona Leste de São Paulo. O caso foi registrado como tentativa de feminicídio.

A vítima, uma mulher de 23 anos, sofreu ferimentos no rosto, no pescoço e em uma das mãos. Ela foi atendida inicialmente na UPA Jardim Helena e permanece internada.

Segundo as autoridades, o crime aconteceu na residência do casal, localizada na Rua Maria de Lourdes, nº 140, na Chácara Três Meninas, área do Jardim Helena.

De acordo com o relato policial, a jovem procurou atendimento médico afirmando inicialmente que havia sofrido uma queda. Durante a avaliação clínica, porém, revelou ao médico que tinha sido atacada pelo companheiro após uma discussão.

A equipe da unidade de saúde acionou a GCM imediatamente. Utilizando o sistema Smart Sampa, os agentes identificaram que o suspeito estava na recepção da própria UPA no momento do atendimento da vítima.

Walif Santos da Silva recebeu voz de prisão ainda dentro da unidade de saúde. Segundo a corporação, ele não reagiu à abordagem.

A GCM informou ainda que o suspeito não possuía antecedentes criminais registrados até o momento. Após a prisão, ele foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito.

O boletim de ocorrência segue em elaboração no 50º Distrito Policial, no Itaim Paulista. A TV Globo informou que tenta contato com a defesa do acusado.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo confirmou que a Guarda Civil Metropolitana foi acionada por uma enfermeira da UPA Jardim Helena após o atendimento à vítima de esfaqueamento. Segundo a administração municipal, o agressor foi localizado no local e conduzido à delegacia.

Após o atendimento inicial na UPA, a vítima foi transferida para outra unidade hospitalar.

Fonte: G1

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Feminicidio

Mensagens expõem suposto assédio de tenente-coronel preso por feminicídio contra outra PM em SP

por Redação 8 de maio de 2026

Mensagens de celular revelaram que o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Neto, preso sob acusação de matar a esposa, também policial militar, teria assediado sexualmente uma subordinada durante oito meses em São Paulo.

Os prints de WhatsApp mostram conversas enviadas entre junho de 2025 e março de 2026 à soldado Rariane Generoso. Em uma das mensagens, o oficial pergunta: “Quer namorar comigo?”. Em outra, escreve: “Não vejo a hora de te dar um beijo bem gostoso nessa sua boca deliciosa”.

À época das mensagens, Neto era casado com a soldado Gisele Alves, morta em fevereiro deste ano após ser baleada no apartamento do casal, no Brás, região central da capital paulista.

Segundo a denúncia apresentada à Corregedoria da PM pelo advogado de Rariane, o oficial insistiu em investidas amorosas e utilizava referências religiosas para tentar se aproximar da subordinada. Em mensagens, dizia que conversava com Deus sobre ela em orações e chegou a falar sobre casamento e filhos.

As respostas da soldado, porém, mostram rejeição constante. “Vamos manter o profissionalismo, por favor” e “Eu só peço para que me deixe em paz” estão entre as mensagens enviadas por Rariane.

A policial também relatou constrangimento dentro da corporação após colegas comentarem que ela seria amante do superior hierárquico. Segundo a denúncia, Neto teria usado a posição de comando para pressioná-la, sugerindo transferência para uma função próxima a ele e ameaçando removê-la após recusas.

As acusações incluem assédio sexual e moral, perseguição, ameaça e coação. A Corregedoria da PM analisa administrativamente as conversas e a conduta do oficial.

De acordo com o relato da soldado, as abordagens ultrapassaram o ambiente virtual. O tenente-coronel teria ido até o condomínio onde ela mora levando flores. Imagens de câmeras de segurança registraram a passagem dele pelo local. Em mensagens posteriores, o oficial afirmou ter encontrado o endereço e elogiou a estrutura do condomínio.

Rariane também afirmou que Neto retornou ao prédio usando viatura oficial e fardado durante o expediente, o que contraria normas internas da Polícia Militar sobre uso de veículos da corporação.

As mensagens teriam continuado mesmo após a morte de Gisele Alves. Segundo a denúncia, o tenente-coronel procurou novamente a soldado para afirmar que não havia cometido o crime contra a esposa.

Geraldo Neto está preso acusado de feminicídio e fraude processual. Segundo o Ministério Público, ele matou Gisele porque não aceitava a separação após ela descobrir traições do marido. A investigação aponta ainda que o oficial tentou alterar a cena do crime para simular um suicídio.

A defesa sustenta que Gisele tirou a própria vida e afirma que o oficial é inocente.

Além da ação criminal, Neto responde a procedimentos internos na Polícia Militar e pode perder o cargo. A Corregedoria também apura se ele tentou intimidar policiais militares que atenderam a ocorrência da morte da esposa.

Fonte: G1

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Feminicidio

Mulher é assassinada dentro de casa na Grande SP e suspeito foge pelo telhado

por Redação 4 de maio de 2026

Uma mulher de 38 anos foi morta a tiros pelo próprio marido na noite de sexta-feira (1º), em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. O crime ocorreu dentro da residência da família e dois dos três filhos da vítima estavam no local no momento dos disparos.

Segundo informações, Ataís de Souza Costa, conhecida como Taís, foi atingida na cabeça e no braço por volta das 22h, após uma discussão com o companheiro, Sidnei Rosa, de 52 anos. Após o crime, o suspeito fugiu pelo telhado da casa levando a arma utilizada e, até o momento, não foi localizado.

A vítima era natural da Bahia e deixa três filhos: duas filhas, de 21 e 13 anos, e um menino de 10. Os dois mais novos são frutos do relacionamento com o suspeito. Familiares relataram que o casal vivia em constantes conflitos. Segundo o irmão de Taís, ela havia enviado áudios cerca de um mês antes do crime afirmando que vivia “em pé de guerra” com o marido.

Apesar do histórico de discussões, imagens recentes publicadas pela vítima nas redes sociais ao lado do companheiro e dos filhos indicavam aparente normalidade, o que tornou o crime ainda mais chocante para a família. “Estava tudo bem e hoje aconteceu uma tragédia dessa”, declarou o irmão.

O caso foi registrado como feminicídio no 3º Distrito Policial da cidade. A Secretaria da Segurança Pública informou que as investigações continuam e que equipes realizam diligências para localizar o suspeito e esclarecer completamente as circunstâncias do crime.

Fonte: G1

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Feminicidio

Acusado de matar esposa PM, tenente-coronel divide cela com outros policiais e mantém salário de R$ 28,9 mil

por Redação 30 de abril de 2026

Preso há mais de um mês acusado de matar a própria esposa, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves, o tenente-coronel Geraldo Neto cumpre rotina no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo, dividindo cela com outros três policiais militares.

Segundo informações confirmadas pela Polícia Militar por meio da Secretaria da Segurança Pública (SSP), o oficial está no chamado “primeiro estágio” do regime fechado, considerado o mais restritivo da unidade. Nesse período, os presos têm circulação limitada, direito a duas horas diárias de banho de sol e podem receber até cinco refeições ao longo do dia, entre café da manhã, almoço, jantar e refeições complementares.

Geraldo Neto foi preso preventivamente em 18 de março e completou 42 dias detido na quarta-feira (28). Mesmo preso, ele mantém a patente militar, embora esteja impedido de exercer autoridade hierárquica dentro do presídio.

A soldado Gisele Alves morreu em 18 de fevereiro, dentro do apartamento do casal no Brás, região central da capital paulista. Ela tinha 32 anos. Segundo o Ministério Público, a policial queria se separar e o marido, de 53 anos, não aceitava o fim da relação.

O tenente-coronel nega o crime e afirma que a esposa teria tirado a própria vida após ele pedir o divórcio. A versão, no entanto, foi contestada pelas investigações da Polícia Civil e do MP.

Laudos periciais apontam que Neto teria segurado a cabeça da vítima antes do disparo e alterado a cena do crime para simular suicídio. Por isso, ele virou réu por feminicídio e fraude processual.

Mensagens extraídas do celular do oficial reforçaram as suspeitas dos investigadores. Segundo o MP, o conteúdo indicaria comportamento controlador e violência doméstica. Em alguns trechos, Neto se autodenominava “macho alfa” e exigia que a esposa fosse uma “fêmea beta”.

Vídeos gravados por câmeras corporais dos policiais que atenderam a ocorrência também colocaram em dúvida a versão apresentada pelo tenente-coronel.

Imagens obtidas pela TV Globo mostraram ainda o momento em que Neto foi recebido com abraços por outro policial militar ao chegar ao presídio. A corporação não informou se esse tipo de recepção faz parte do procedimento padrão da unidade.

O Presídio Militar Romão Gomes, criado em 1949, é a única unidade prisional de São Paulo destinada exclusivamente a policiais militares. Atualmente, possui capacidade para 328 presos e abriga cerca de 250 detentos.

A unidade já recebeu nomes conhecidos do noticiário policial, como Mizael Bispo, Cabo Bruno e Otávio Lourenço Gambra, o “Rambo”. Segundo reportagens históricas, homicídio é um dos crimes mais recorrentes entre os internos do local.

Mesmo aposentado pela PM em 2 de abril deste ano, Geraldo Neto continuará recebendo salário. Antes da prisão, em fevereiro de 2026, seus vencimentos brutos chegaram a R$ 28,9 mil, conforme dados do Portal da Transparência do Governo de São Paulo.

Na quarta-feira, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a Justiça comum deverá julgar o caso, se houver condenação do oficial.

Fonte: G1

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Feminicidio

Mesmo com medida protetiva, mulher é atropelada por ex na Zona Sul de SP

por Redação 16 de abril de 2026

Uma mulher foi perseguida e atropelada pelo ex-namorado em uma tentativa de feminicídio na noite de quarta-feira (15), no bairro do Capão Redondo, Zona Sul de São Paulo. O caso levanta mais uma vez questionamentos sobre a eficácia de medidas protetivas em situações de violência doméstica.

Imagens de câmera de segurança registraram o momento em que o agressor, identificado como Mateus Santos da Conceição, de 26 anos, joga o carro contra a moto da vítima, por volta das 18h40. Mesmo ferida, a mulher conseguiu fugir. A motocicleta, no entanto, ficou destruída sob o veículo.

Após o ataque, o suspeito fugiu e ainda não foi localizado pela polícia. Dentro do carro, foram encontradas bebidas, e o celular dele foi apreendido para investigação.

O crime ocorreu na Rua José de Araújo Novaes, no Jardim Germânia. De acordo com investigadores, o homem estava em um bar quando viu a ex-namorada passar de moto e decidiu segui-la antes de cometer o atropelamento.

A vítima já possuía medida protetiva contra o agressor desde agosto do ano passado, após ele invadir a casa dela. Mesmo assim, o ataque ocorreu.

O caso foi registrado como tentativa de feminicídio na 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, em Santo Amaro. A delegada responsável solicitou à Justiça uma nova medida protetiva em favor da vítima, enquanto a polícia segue em busca do suspeito.

Fonte: G1

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Feminicidio

Feminicídios fora de casa batem recorde em SP e já passam de 40% dos casos no estado

por Redação 14 de abril de 2026

O estado de São Paulo registrou um recorde de feminicídios cometidos fora do ambiente doméstico no ano passado. Segundo levantamento com base em dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP), 109 mulheres foram assassinadas em ruas, comércios, locais de trabalho e até hospitais, o que representa mais de 40,3% do total de 270 casos.

A tendência também aparece no início deste ano: no primeiro bimestre, 24 dos 57 feminicídios ocorreram em espaços públicos. Apesar disso, a residência ainda concentra a maioria dos crimes, com média de seis em cada dez casos.

Entre os episódios recentes citados por especialistas estão crimes de grande repercussão, como o de Tainara Souza Santos, morta após ser atropelada e arrastada por um ex-ficante na capital, além de casos em Osasco e São Bernardo do Campo envolvendo ex-companheiros das vítimas.

Especialistas em violência de gênero alertam que, embora ainda não seja possível afirmar uma mudança estrutural definitiva, os números indicam um sinal de alerta sobre a expansão da violência para além do ambiente doméstico. O rompimento de relações afetivas é apontado como um dos momentos mais críticos, quando agressores passam a perseguir vítimas em diferentes espaços da rotina.

Pesquisadores também destacam fatores como a maior presença feminina no mercado de trabalho, o crescimento da violência digital e a atuação de grupos misóginos como elementos que podem contribuir para a escalada dos casos. Há ainda preocupação com possível subnotificação, já que nem todos os assassinatos de mulheres fora de contexto doméstico são classificados como feminicídio.

Para especialistas, o feminicídio em espaço público também reflete disputas de controle e poder, especialmente após o fim de relacionamentos, quando agressores não aceitam a autonomia das vítimas. Esse padrão pode levar à perseguição em locais como trabalho, rua e transporte público.

O debate inclui ainda a necessidade de políticas públicas mais amplas. Medidas protetivas são consideradas importantes, mas insuficientes sem fiscalização efetiva, apoio financeiro, acompanhamento psicossocial e integração entre órgãos de segurança.

O Governo de São Paulo afirma que tem ampliado a rede de proteção, com novas delegacias especializadas, salas de atendimento remoto, aplicativos de emergência, monitoramento de agressores e programas de acolhimento e capacitação, além de operações policiais e medidas de prevenção.

Fonte: G1

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Feminicidio

Crime brutal em São Bernardo: mulher é morta a facadas, filho tenta salvar e fica ferido

por Redação 14 de abril de 2026

Um caso de extrema violência doméstica terminou em tragédia na noite de domingo (12), em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Um homem de 38 anos matou a esposa, de 39, a facadas dentro da residência da família e, em seguida, tirou a própria vida.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a vítima foi atingida com golpes no tórax, pescoço e costas. Mesmo ferida, conseguiu sair do imóvel para pedir ajuda e foi levada ao Hospital de Urgência, onde recebeu atendimento, mas não resistiu e morreu horas depois.

O crime ocorreu na casa onde o casal vivia com os dois filhos. Um adolescente de 13 anos tentou intervir para defender a mãe após ouvir os pedidos de socorro e acabou ferido na mão durante a tentativa. A mãe do agressor, que mora no térreo do imóvel, também tentou intervir e sofreu uma fratura no fêmur.

Segundo familiares, o casal estava em processo de separação e enfrentava discussões frequentes. A vítima vinha sendo pressionada a deixar a casa, o que pode ter agravado o cenário de conflito.

A ocorrência mobilizou familiares, incluindo o pai da vítima, que mora na mesma rua e a socorreu ao perceber a situação. A perícia foi acionada, e o caso foi registrado no 3º Distrito Policial como feminicídio, lesão corporal e suicídio consumado.

O episódio reforça o alerta para casos de violência doméstica, especialmente em contextos de separação, frequentemente associados a escaladas de agressão.

Fonte: G1

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Feminicidio

Caso Gisele: STJ decide quem julga tenente-coronel acusado de matar esposa

por Redação 13 de abril de 2026

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) vai definir se a Justiça comum ou a Justiça Militar será responsável por julgar o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Neto, acusado de matar a própria esposa, a soldado Gisele Alves. A decisão ocorre após a Promotoria de Justiça Militar apontar conflito de competência entre as duas esferas, pedido formalizado em 7 de abril.

Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento onde vivia com o marido, no Brás, região central de São Paulo. O oficial sustenta que a morte foi resultado de suicídio. No entanto, investigações apontam indícios de feminicídio, com base em laudos e mensagens trocadas pelo casal.

A Justiça comum já aceitou denúncia do Ministério Público de São Paulo e tornou Geraldo Neto réu por feminicídio e fraude processual, além de decretar sua prisão preventiva. Ele está detido no presídio militar Romão Gomes, após também ter sido alvo de decisão da Justiça Militar. A defesa questiona a competência das duas jurisdições e afirma que o caso deve ser analisado exclusivamente pela Justiça comum.

A definição sobre quem julga o caso tem impacto direto no andamento do processo. Na Justiça comum, o oficial pode ir a júri popular, com decisão tomada por sete jurados. Já na Justiça Militar, o julgamento caberia a um conselho formado por um juiz e quatro oficiais de patente superior.

Especialistas ouvidos apontam que, apesar de envolver dois militares, a tendência jurídica é que o caso seja conduzido pela Justiça comum, já que a Constituição garante a competência do Tribunal do Júri em crimes dolosos contra a vida. Jurisprudência do STJ e do STF indica que, quando o crime ocorre fora do serviço e por motivos pessoais, a natureza militar perde relevância.

A defesa do tenente-coronel afirma estar contestando decisões judiciais e reforça que ele colaborou com as investigações, além de criticar a exposição de sua vida privada. O caso segue em análise e a decisão do STJ será determinante para os próximos passos do processo.

Fonte: G1

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Feminicidio

PM aposenta com salário integral tenente-coronel preso por suspeita de matar a esposa

por Redação 2 de abril de 2026

A Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) publicou nesta quinta-feira (2) a portaria de inatividade que coloca em reserva o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso acusado de feminicídio da esposa, a PM Gisele Alves Santana. A medida garante aposentadoria integral ao oficial, com salário estimado em R$ 21 mil, proporcional à idade de 53 anos, valor inferior aos R$ 28,9 mil brutos recebidos em fevereiro.

O pedido de aposentadoria foi feito pelo próprio tenente-coronel, e a corporação ressalta que a medida não impede o andamento do conselho de justificação, que pode resultar em demissão e perda de patente. A Secretaria da Segurança Pública afirmou que os processos administrativos e judiciais continuam válidos mesmo após a transferência para a reserva.

Geraldo Neto foi preso preventivamente em 18 de março, acusado de feminicídio e fraude processual. Inicialmente, alegou que a esposa havia se suicidado, mas investigações da Polícia Civil, baseadas em laudos e análise de celular, apontaram inconsistências na versão do tenente-coronel. Mensagens apagadas do aparelho de Gisele indicam discussões sobre divórcio, contrariando a narrativa do suspeito.

Testemunhas relataram episódios anteriores de agressividade e comportamento controlador do oficial, tanto dentro quanto fora do quartel, incluindo supostos sufocamentos e restrições ao comportamento da vítima.

O advogado da família de Gisele, José Miguel da Silva Júnior, criticou a rapidez com que o tenente-coronel conseguiu a aposentadoria e questionou a manutenção do benefício durante o processo judicial: “Não é justo que esse cidadão continue recebendo valor às custas da população”.

Fonte: G1

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