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São Paulo

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Furto após morte de tio de Suzane expõe lista com Barbies raras e réplica de Miró

por Redação 11 de fevereiro de 2026

A Polícia Civil ouviu na terça-feira (10) a prima do tio de Suzane von Richthofen, condenada por mandar matar os pais em 2002, sobre o furto ocorrido na casa dele, em São Paulo. O crime aconteceu após a morte de Miguel Abdalla Netto, em 9 de janeiro.

O médico era primo da empresária Carmem Silvia Gonzales Magnani, que prestou depoimento como testemunha por cerca de duas horas. Ela relatou ter tomado conhecimento do desaparecimento de bens do imóvel.

O g1 teve acesso a uma lista com 34 itens que estariam na residência, entre eles uma coleção de bonecas Barbie raras e a réplica de um quadro do artista plástico espanhol Joan Miró. Também constam brinquedos importados, máquina de lavar roupa, dois capacetes de equitação, coleção de discos de vinil e de CDs, sofá de madeira, poltrona, mesas de mármore e garrafas de bebidas, entre outros objetos. A relação teria sido entregue por Carmem e suas advogadas na delegacia responsável pela investigação. Não há confirmação se parte dos bens listados foi efetivamente furtada.

Antes de depor, Carmem registrou dois boletins de ocorrência: um para denunciar o furto na residência de Miguel e outro para acusar Suzane de levar, sem autorização, alguns itens da casa, incluindo o carro do médico. No entanto, no depoimento prestado no 27º Distrito Policial (Campo Belo), a empresária não apontou suspeitos pelo crime.

“Para a polícia, Carmem não trouxe nenhuma informação que aponte ou indique algum suspeito de ter cometido ou participado do crime de furto”, afirmou ao g1 o delegado Eduardo Luís Ferreira, titular do 27º DP.

De acordo com a investigação, um homem aparece em imagens de câmeras de segurança pulando o muro do imóvel após a morte do médico. Ele é visto abrindo o portão e retirando uma cama e uma escada para duas vans. A polícia tenta identificar as três pessoas envolvidas, apurar se foram contratadas, por quem, quais objetos foram levados e onde estariam atualmente.

Carmem e Suzane disputam na Justiça a herança estimada em R$ 5 milhões deixada por Miguel, encontrado sem vida na casa onde morava sozinho, na Zona Sul da capital. A principal hipótese é de morte por infarto, mas laudos periciais ainda são aguardados.

Segundo a polícia, o carro do médico não foi furtado. Suzane informou, em processo judicial no qual busca o patrimônio do tio, que ficou com o automóvel após saber do furto na residência. Para os investigadores, a conduta não caracteriza crime.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a delegacia segue com diligências “para identificar o autor do furto, flagrado em imagens”.

Miguel era solteiro, não tinha filhos, irmãos ou testamento. Nesta semana, a Justiça nomeou Suzane como inventariante do espólio, responsável por administrar e preservar os bens até a partilha. A decisão proíbe a venda, transferência ou usufruto de imóveis, contas bancárias, carro e demais itens, além de exigir prestação de contas à Justiça.

A disputa pela função envolve Carmem, que busca o reconhecimento de união estável com Miguel em ação paralela. A juíza do inventário afirmou que a empresária ainda não comprovou a relação no processo e que os sobrinhos têm prioridade na ordem sucessória. O outro sobrinho vivo, Andreas von Richthofen, não se habilitou no caso.

A defesa de Carmem informou que vai recorrer da decisão que nomeou Suzane como única inventariante. A advogada de Andreas declarou que não comentaria o caso.

Fonte: G1

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Racismo

Ex-porteiro denuncia racismo e demissão em escola de Campinas

por Redação 11 de fevereiro de 2026

Rodnei Ferraz, ex-porteiro de uma escola particular em Campinas (SP), registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil relatando racismo sofrido por alunos do ensino médio. Segundo ele, foi chamado de “negro sujo”, “macaco” e “sub-raça” por um estudante durante dezembro de 2025. Após denunciar o caso à direção da instituição, Rodnei afirma ter sido demitido.

O ex-porteiro, que trabalhava há 20 anos na área e estava há quatro meses na escola, relatou à polícia que os alunos estavam realizando provas de recuperação e brincavam em frente ao colégio sem supervisão. Durante uma ocorrência no banheiro, um deles proferiu as ofensas racistas.

“É revoltante, porque você se sente frágil e impotente diante de uma situação ridícula”, disse Rodnei. Ele contou ainda que se sentiu constrangido e impotente, chegando a se afastar dos adolescentes para evitar confrontos.

Dados do Disque 100 mostram que denúncias de racismo em São Paulo têm crescido: foram 1.088 registros em 2025, alta de 20,2% em relação a 2024. Só em Campinas, 26 casos foram reportados no mesmo período, pouco mais de duas denúncias por mês.

A direção da escola foi procurada para comentar o caso, mas ainda não se manifestou.

Fonte: G1

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São Paulo

Após morte de aluna, manobrista relata ordens do dono da academia para ‘sair de casa’

por Redação 11 de fevereiro de 2026

O manobrista Severino José da Silva, de 43 anos, responsável pela manutenção da piscina da academia C4 Gym, disse à polícia que, após a morte da aluna Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, no sábado (7), o proprietário do local, identificado como Celso, ligou para orientá-lo a “sair de casa” devido à investigação: “Vai, sai de casa que a polícia está batendo na porta de todo mundo”.

Além de Juliana, outros cinco alunos, incluindo um adolescente e o marido da vítima, apresentaram sinais de intoxicação. Severino prestou depoimento nesta terça-feira (10) no 42° Distrito Policial do Parque São Lucas, que investiga o caso. Os donos da academia também devem prestar esclarecimentos.

Segundo o manobrista, ele tentou contato com o proprietário assim que percebeu que os alunos estavam passando mal, mas só obteve resposta às 14h11, quando a academia já havia sido esvaziada. O proprietário teria respondido apenas: “Paciência”.

Severino trabalha na academia há cerca de três anos, registrado como manobrista, mas era responsável também pela manutenção das piscinas, sem treinamento técnico, habilitação ou uso de equipamentos de proteção individual (EPIs). Ele recebia orientações sobre produtos químicos por mensagens enviadas pelo proprietário, que indicava quais produtos usar e em qual quantidade.

Nos dias anteriores ao incidente, Severino notou que a água da piscina estava turva e recebeu ordens para aplicar cloro. No sábado, ele preparou uma solução em um balde com seis medidas do produto HIDROALL Hiperclor 60, deixando o recipiente próximo à piscina. Cerca de dez minutos depois, alunos começaram a apresentar sintomas de intoxicação, e a academia foi evacuada.

Segundo a Guarda Civil Metropolitana, as vítimas foram socorridas de forma improvisada, já que Samu e Corpo de Bombeiros não compareceram.

A direção da C4 Gym divulgou nota afirmando que “lamenta profundamente o ocorrido” e que está colaborando com as autoridades, mantendo contato com alunos e familiares. A empresa informou ainda que possui AVCB, regularidade junto ao CREF e alvará da Vigilância Sanitária válido desde 2023.

Fonte: G1

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São Paulo

Sobe para seis número de alunos intoxicados após aula de natação em SP

por Redação 10 de fevereiro de 2026

Subiu para seis o número de alunos que apresentaram sinais de intoxicação após uma aula de natação na academia C4 Gym, localizada no Parque São Lucas, na Zona Leste de São Paulo. A informação foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).

O caso veio à tona após a morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, que passou mal no último sábado (7), logo depois de sair da aula, e morreu horas mais tarde no Hospital Santa Helena, em Santo André.

A principal suspeita das autoridades é que a manipulação de produtos químicos para limpeza da piscina, feita próxima à área de aula, tenha provocado a intoxicação. O espaço é fechado e possui pouca ventilação, o que pode ter potencializado os efeitos das substâncias.

Além da professora, outras cinco pessoas precisaram de atendimento médico. Entre as vítimas estão o marido de Juliana, Vinicius de Oliveira, que permanece internado em estado grave na UTI com insuficiência respiratória; um adolescente de 14 anos, também em estado grave na UTI; uma aluna de 29 anos, internada na UTI após apresentar náuseas, vômitos e diarreia; um aluno internado em leito comum; e uma quinta vítima, cujo estado de saúde não foi divulgado.

Testemunhas e imagens de câmeras de segurança mostram um homem manuseando um balde com produtos químicos ao lado da piscina enquanto alunos ainda estavam na água. Segundo a polícia, ele teria deixado a mistura próxima à borda aguardando o fim da aula para despejá-la na piscina, que apresentava aspecto turvo.

A academia C4 Gym foi interditada e lacrada pela Vigilância Sanitária e pela Subprefeitura da Vila Prudente. O estabelecimento não possuía alvará de funcionamento, apresentava instalações elétricas precárias e operava com dois CNPJs vinculados ao mesmo endereço.

Há relatos de problemas anteriores. Mães de ex-alunos afirmam que, desde abril de 2024, crianças apresentavam problemas respiratórios devido ao forte cheiro de produtos químicos. Uma mãe relatou que o maiô da filha chegou a desbotar completamente após uma aula e descreveu o odor como “insuportável” e “meio ácido”. Outra criança desenvolveu crises de tosse e bronquiolite, o que levou ao cancelamento da matrícula.

Em nota, a direção da C4 Gym informou que prestou atendimento imediato aos envolvidos e que colabora com as investigações. Sobre as reclamações feitas em 2024, a academia afirmou que realizou um reparo na máquina de ozônio à época.

O pai de Juliana, Ângelo Augusto Bassetto, pediu justiça e afirmou que a médica que atendeu a filha relatou que o produto químico “queimou muito ela por dentro”. Segundo ele, a cobrança não é por indenização, mas para evitar que novas tragédias aconteçam.

O funcionário suspeito de manipular os produtos químicos ainda não foi localizado. A polícia apreendeu amostras das substâncias, mas segue investigando a composição exata e a proporção utilizada. As causas da morte aguardam a conclusão dos laudos periciais e necroscópicos. Também é apurada possível omissão de socorro, já que os responsáveis teriam fechado o local sem acionar imediatamente as autoridades. O caso segue sob investigação no 42º Distrito Policial, no Parque São Lucas.

Fonte: G1

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São Paulo

Funcionário relata mistura química por WhatsApp em piscina onde professora morreu

por Redação 10 de fevereiro de 2026

O manobrista apontado como responsável pela manutenção da piscina da Academia C4 Gym, onde uma professora morreu na Zona Leste de São Paulo, afirmou em depoimento que realizava a mistura dos produtos químicos seguindo instruções recebidas por WhatsApp. O relato foi prestado na manhã desta terça-feira (10) à Polícia Civil.

Identificado como Severino Silva, de 43 anos, o funcionário confirmou ao delegado Alexandre Bento, do 42º Distrito Policial, que era o responsável pelo preparo das substâncias utilizadas na piscina. Segundo a investigação, ele trabalhava há cerca de três anos no local como ajudante-geral e acumulava funções, atuando também como manobrista.

De acordo com a polícia, Severino não possuía qualquer qualificação técnica ou curso específico para realizar a manutenção da piscina. O delegado afirmou que o funcionário apenas cumpria ordens de um dos sócios da academia, que repassava as orientações remotamente.

As mensagens analisadas mostram que Severino enviava fotos da piscina e das medições realizadas, enquanto recebia instruções detalhadas sobre as proporções de cloro, elevadores de pH e outros produtos químicos. Todo o procedimento era feito à distância, sem acompanhamento presencial. O funcionário declarou que nunca fez curso de piscineiro e que não era habilitado para esse tipo de serviço.

A polícia apura o conteúdo das conversas trocadas por WhatsApp e investiga se parte das mensagens foi apagada. Paralelamente, o número de vítimas no caso subiu para seis. O estado de saúde da nova vítima ainda não foi divulgado.

O caso resultou na morte da professora Juliana Faustino, de 27 anos. O marido dela, Vinícius de Oliveira, segue internado em estado grave, entubado e sedado, mas com sinais de evolução clínica. Um adolescente de 14 anos permanece na UTI em estado grave. Uma aluna de 29 anos continua hospitalizada após apresentar náuseas, vômitos e diarreia, enquanto outro aluno segue em observação.

A academia permanece interditada e funcionava sem alvará. Uma das linhas de investigação considera a hipótese de substituição recente dos produtos utilizados, que seriam mais concentrados e mais baratos. Segundo o delegado, a combinação de cloros de marcas diferentes é inadequada e pode provocar reações químicas perigosas.

Ainda não há laudo conclusivo sobre a causa da morte de Juliana Faustino. O exame de necropsia segue em andamento e deverá apontar o tipo, a concentração e a qualidade dos produtos usados. A polícia afirma haver indícios de crime e trabalha para individualizar as condutas e definir as responsabilidades dos envolvidos.

Fonte: CBN

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São Paulo

Moradores relatam tremores em Pinheiros, mas USP descarta abalo sísmico na cidade

por Redação 10 de fevereiro de 2026

Moradores do bairro de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, relataram ter sentido tremores de terra na noite de domingo (8). Segundo relatos nas redes sociais, os tremores ocorreram ao menos duas vezes, por volta das 20h20 e 21h, e foram sentidos em ruas como Cristiano Viana, Oscar Freire, Capote Valente, João Moura e até na Rua da Consolação.

O Corpo de Bombeiros informou que não recebeu chamados relacionados ao episódio.

De acordo com o Centro de Sismologia da USP, São Paulo está localizada sobre uma bacia sedimentar capaz de amplificar ondas sísmicas de outras regiões da América do Sul. No entanto, não houve registro de atividade sísmica na cidade no horário mencionado.

O mesmo centro registrou um terremoto de 6,2 de magnitude na fronteira entre Chile e Bolívia às 16h23 UTC (13h23, horário de Brasília) e outro tremor de 4,2 de magnitude às 23h17 UTC (20h17 no horário local), mas ambos não poderiam ter causado os tremores sentidos em Pinheiros. O primeiro ocorreu muito antes, e o segundo, embora próximo do horário, era de magnitude baixa e não provocaria efeitos a longa distância, como em São Paulo.

O Centro de Sismologia concluiu que não há evidências de relação entre os tremores sentidos no bairro e os eventos registrados na região andina.

Pinheiros já registrou tremores de baixa magnitude anteriormente: em 29 de julho de 2024, um abalo de 2,4 pontos na Escala Richter foi sentido com reflexos em Osasco e Barueri, com relatos de estrondos e janelas balançando por volta das 13h40.

Fonte: G1

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São Paulo

Testemunhas relatam cheiro forte e vômitos em piscina onde jovem morreu na Zona Leste

por Redação 9 de fevereiro de 2026

A Polícia Civil investiga a morte de Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, após ela passar mal durante uma aula de natação em uma academia na Zona Leste de São Paulo. Outras duas pessoas — o marido da vítima e um adolescente — permanecem internadas em estado grave.

Juliana participava da aula com o marido, Vinícius de Oliveira, de 31 anos. Segundo familiares, Vinícius entrou primeiro na piscina e Juliana pulou logo em seguida. Pouco depois, ambos começaram a apresentar sinais de mal-estar. Ao tentar sair da água, Juliana já demonstrava dificuldades.

O casal foi socorrido e encaminhado a um hospital em Santo André, na Grande São Paulo. O quadro de Juliana se agravou durante a madrugada e ela morreu horas depois.

Testemunhas relataram que outras pessoas também passaram mal no local. Eduardo Rossini, aluno da academia, afirmou que presenciou cenas de desespero. “Já vimos muita gente passando mal, o pessoal vomitando, deitado no chão”, disse.

Um adolescente de 14 anos também foi intoxicado e segue internado em estado grave. O pai dele, James de Jesus, contou que percebeu um odor intenso ao entrar no ambiente. “A hora que eu entrei lá, o cheiro de cloro era muito forte”, relatou.

A perícia esteve na academia e utilizou equipamentos especiais para coletar amostras. Segundo os investigadores, no momento da análise não foram detectados gases tóxicos no ar. Ainda assim, a principal hipótese é de que uma mistura inadequada de produtos químicos usados na limpeza da piscina tenha provocado uma reação química, com liberação de gases tóxicos.

“Esse gás provocou asfixia nas pessoas que estavam no ambiente e queimaduras nas vias aéreas”, afirmou um delegado responsável pela investigação.

A polícia apreendeu um balde utilizado na mistura dos produtos, encontrado em um depósito junto a outras embalagens usadas na manutenção da piscina. De acordo com a investigação, o local onde a mistura teria sido preparada corresponde à área em que as vítimas começaram a passar mal.

O delegado informou ainda que a academia não possuía alvará de funcionamento. O estabelecimento foi interditado.

Em nota, a academia C4 lamentou o ocorrido, afirmou que prestou atendimento aos envolvidos e declarou que opera dentro das exigências legais, seguindo protocolos usuais de limpeza e tratamento da água.

Familiares de Juliana cobram justiça e afirmam que o objetivo não é financeiro, mas evitar que casos semelhantes voltem a acontecer. O caso segue sob investigação.

Fonte: FANTÁSTICO

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São Paulo

Manobrista fazia manutenção de piscina onde professora morreu, diz polícia; academia é interditada

por Redação 9 de fevereiro de 2026

A Polícia Civil afirmou que o manobrista da academia era o responsável pela manutenção da piscina onde uma professora passou mal e morreu após uma aula de natação, na Zona Leste de São Paulo. A informação foi confirmada no domingo (8) pelo delegado Alexandre Bento, titular do 42º Distrito Policial, que conduz a investigação.

Segundo o delegado, a principal suspeita é de que houve uma mistura inadequada de produtos químicos, o que provocou uma reação química e a liberação de gases tóxicos no ambiente. A inalação desses gases teria causado intoxicação nos frequentadores da piscina.

“Esse gás tóxico provocou asfixia nas pessoas que ali estavam, por meio da queima das vias aéreas, gerando bolhas no pulmão das vítimas. Estamos tentando entender qual foi o produto utilizado e em qual proporção”, afirmou Bento.

De acordo com o delegado, a investigação enfrenta dificuldades devido à falta de colaboração da empresa. Os responsáveis pelo estabelecimento não compareceram para prestar esclarecimentos e o funcionário apontado como responsável pela limpeza da piscina ainda não foi localizado. “Não conseguimos entender a mistura que foi feita porque não localizamos o manobrista, que seria a pessoa responsável por preparar os produtos”, explicou.

O delegado classificou o caso como grave e delicado e destacou que o local foi interditado pela Vigilância Sanitária. Bombeiros e equipes técnicas precisaram entrar na academia utilizando equipamentos de proteção, e todas as janelas foram abertas para dissipar os gases.

Em nota, a Subprefeitura da Vila Prudente informou que interditou preventivamente a academia C4 Gym, no Parque São Lucas, após constatar irregularidades como a existência de dois CNPJs vinculados ao mesmo endereço, ausência de Auto de Licença de Funcionamento e condições precárias de segurança.

Abalado, o pai da professora, Ângelo Augusto Bassetto, pediu justiça rigorosa e afirmou que a família deseja evitar que casos semelhantes voltem a acontecer. Ele relatou que a filha ainda estava viva quando chegou ao hospital, mas apresentava grave dificuldade para respirar, evoluindo depois para parada cardíaca. Segundo ele, médicos informaram que o produto químico atingiu os pulmões da vítima.

O caso ocorreu no sábado (7). A professora Juliana e o marido, Vinicius de Oliveira, perceberam odor e gosto anormais na água da piscina durante a aula. Após passarem mal, todos os alunos deixaram o local. Vinicius segue internado em estado grave e foi entubado. Um adolescente de 14 anos também permanece hospitalizado. Outras duas pessoas receberam atendimento médico e tiveram alta.

A Polícia Civil apreendeu amostras da água da piscina e os produtos químicos usados na unidade. As causas da morte seguem sob investigação. O velório de Juliana ocorre nesta segunda-feira (9), e o enterro está marcado para o período da tarde.

Em nota, a academia afirmou que interrompeu imediatamente o uso da piscina, acionou o socorro e segue colaborando com as autoridades. Informou ainda que, em sinal de luto, suas unidades próprias na capital permaneceriam fechadas nesta segunda-feira.

Fonte: G1

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São Paulo

Piloto é preso em avião em Congonhas suspeito de integrar rede de abuso infantil

por Redação 9 de fevereiro de 2026

Um piloto da companhia aérea Latam foi preso na manhã desta segunda-feira (9) dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. Ele é suspeito de manter, há pelo menos oito anos, uma rede de abuso sexual contra menores de idade.

O homem já estava na cabine do avião, que tinha como destino o aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, quando foi abordado por policiais civis. A prisão ocorreu durante a operação “Apertem os Cintos”, que investiga crimes como estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e exploração sexual de crianças e adolescentes.

De acordo com a 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, é investigado por participação em uma rede de exploração de pornografia infantil e estupro de vulnerável. Ele foi encaminhado ao DHPP. A defesa não foi localizada pela reportagem.

As investigações apontam que o suspeito levava menores de idade a motéis utilizando documentos falsos. Uma mulher de 55 anos também foi presa, acusada de aliciar as próprias netas, de 10, 12 e 14 anos, para o piloto em troca de pagamento. Havia mandados de prisão temporária expedidos contra os dois.

A operação também cumpre oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados, em endereços na capital paulista e em Guararema, na Região Metropolitana, onde o piloto reside. Segundo a polícia, as provas reunidas indicam a existência de uma estrutura organizada de exploração sexual infantil, com divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos.

Em nota, a Latam Airlines Brasil informou que abriu apuração interna e que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A companhia afirmou ainda que repudia qualquer ação criminosa e reforçou que segue elevados padrões de segurança e conduta.

Segundo a empresa, o voo LA3900, que seria operado pelo piloto preso, decolou e pousou normalmente, dentro do horário previsto. A reportagem também procurou a Aena, concessionária que administra o aeroporto, e a Secretaria da Segurança Pública, e aguarda retorno.

Fonte: G1

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PCC

Após prisão ligada ao PCC, musa da Gaviões chama volta ao Sambódromo de renascimento

por Redação 9 de fevereiro de 2026

Musa da Gaviões da Fiel, a atriz e dançarina Natacha Horana, de 33 anos, voltou a desfilar no carnaval de São Paulo neste ano após passar quatro meses presa na Penitenciária Feminina de Franco da Rocha, na Grande São Paulo. A artista havia sido detida em novembro de 2024, durante a Operação Argento, que investigou o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) Valdeci Alves dos Santos, conhecido como Colorido.

Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MP-RN), Natacha manteve um relacionamento com Valdeci e teve contas pessoais usadas para lavagem de dinheiro do crime organizado. A ex-bailarina do Faustão nega as acusações e afirma que foi enganada pelo ex-namorado.

De acordo com os promotores, empresas ligadas ao líder do PCC realizaram diversos depósitos nas contas da atriz, o que motivou o pedido de prisão. Natacha foi solta em março de 2025, mas segue respondendo a processo criminal por lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito e organização criminosa.

A dançarina afirma que, no carnaval do ano passado, chegou a deixar a fantasia pronta e aguardava a concessão de um habeas corpus para desfilar. “Se eu saísse sábado de manhã, eu iria desfilar. Mas o Judiciário entrou em recesso, e o habeas corpus só saiu depois do carnaval”, relatou.

Segundo Natacha, a experiência na prisão foi traumática. “Ficar longe e a falta de liberdade de não poder falar, me defender publicamente, foi muito traumatizante. Agora, estar na Avenida é um renascimento, de liberdade, de reconquista”, afirmou.

Valdeci Alves dos Santos está preso na Penitenciária Federal de Brasília, suspeito de lavar mais de R$ 23 milhões do PCC. Foragido por quase dez anos, ele foi capturado em abril de 2022, durante uma blitz da Polícia Rodoviária Federal no sertão de Pernambuco, quando viajava com Natacha, usando documentos falsos.

A bailarina diz que conheceu Valdeci como Joaquim, suposto empresário do ramo agropecuário, e que o relacionamento durou cerca de três meses. Mesmo após a prisão dele, ela realizou ao menos quatro visitas à penitenciária, fato citado pelo MP-RN como um dos indícios da investigação.

Os promotores afirmam que, entre 2014 e 2024, Natacha movimentou mais de R$ 15 milhões em suas contas, valor considerado incompatível com a renda declarada. Ela sustenta que os recursos são provenientes de trabalhos artísticos e publicidade.

Durante o período em que esteve presa, Natacha afirma ter desenvolvido depressão e síndrome do pânico, condições para as quais segue em tratamento. Segundo ela, o retorno aos ensaios da Gaviões fez parte do processo de recuperação emocional.

Com quase 1 milhão de seguidores nas redes sociais, Natacha também anunciou a intenção de lançar um livro de memórias sobre a experiência no cárcere e a criação de um projeto social voltado ao apoio de mulheres que deixam o sistema prisional.

Neste carnaval, a musa desfila à frente da décima ala da Gaviões da Fiel, que será a quarta escola a entrar no Sambódromo do Anhembi, no dia 14, às 1h45. O samba-enredo é “Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã”, que celebra a luta, a resistência e o legado dos povos indígenas do Brasil.

Fonte: G1

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