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São Paulo

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Além de fornecer armas e munição, CACs treinaram integrantes do PCC para ataques de ‘novo cangaço’ em SP

por Redação 11 de setembro de 2024

Uma investigação da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) apontou que Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs) treinaram integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) a manusear e atirar com armas de fogo com alto poder de destruição como treinamento para ataques conhecidos como “novo cangaço” ou “domínio de cidades”.

Nesse tipo de ação, os criminosos usam violência e armamento pesado para fazer roubos a bancos, caixas eletrônicos, carros-forte e transportadoras de valores, normalmente acompanhados de muita violência e terror social.

Colecionadores de armas, atiradores e caçadores se tornaram fornecedores de armas e munições para facções criminosas no país, de acordo com operações da PF e do MP-SP de São Paulo e da Bahia.

Em 2019, o governo de Jair Bolsonaro (PL) flexibilizou as regras dos CACs, o que permitiu que mais pessoas tivessem acesso a armas por meio dessa modalidade. Com as mudanças, o número de novas armas registradas por ano saltou de 59 mil, em 2018, para 431 mil em 2022 – último do mandato do ex-presidente.

Treinamento com fuzil
Um vídeo obtido pelos promotores e delegados mostra quando o investigado Otávio de Magalhães, que tem registro como CAC, explica para dois integrantes do PCC – Elaine Garcia e seu companheiro, Delvane Lacerda (vulgo Pantera) – a usarem um fuzil.

De acordo com a PF e o MP, Otávio responde por porte irregular de arma de uso restrito e tinha a função de comprar e vender de maneira ilegal armamento e munição para a facção criminosa. Quem é CAC pode comprar armas e munições legalmente, mas não revendê-las.

Na casa de Otávio Magalhães, os investigadores relatam terem encontrado “verdadeiro arsenal bélico, como dezenas de armas de fogo com e sem registro, milhares de munições, acessórios, pólvora, artefatos explosivos de fabricação caseira e acionador, “objetos comumente empregados na prática de roubos na modalidade “domínio de cidade”.

Na terça-feira (10), a Polícia Federal e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagraram a segunda fase da Operação Baal e prenderam três pessoas ligadas a ataques do “novo cangaço”. Foram presos:

JAKSON OLIVEIRA SANTOS (Dako): integrante do PCC que permaneceu foragido de 2005 até 2024, quando foi preso em outra investigação feita pelo Gaeco de Campinas (SP). Na ocasião, foram apreendidas armas de fogo, acessórios, munições, roupas camufladas e outros objetos usados na prática de crimes violentos (alvo já estava preso e foi cumprido novo mandado de prisão preventiva na cadeia).
LAINE SOUZA GARCIA: segundo a investigação, fez o treinamento com o fuzil, e também tinha a função de coordenar o tráfico de drogas, a execução de rivais, o comércio ilegal de armas de fogo e munição.
DIOGO ERNESTO NASCIMENTO SANTOS: segundo a investigação, ele foi preso pelo crime de receptação em Rondonópolis (MT). Obteve a liberdade provisória, mas deixou de cumprir as medidas cautelares judiciais e por isso teve o pedido de prisão preventiva deferido. A apuração indica que além de exercer papel fundamental no núcleo financeiro da organização criminosa, estava ligado inclusive à prática de execuções.

Desde o começo do ano, 18 pessoas já foram denunciadas pelo Ministério Público. Na primeira fase da operação, os investigadores prenderam quatro CACs que forneceram armas e munições para o PCC. Esse núcleo da facção financiou pelo menos quatro “domínios de cidade”: Criciúma (SC) (2020), Guarapuava (PR) (2022), Araçatuba (SP) (2021) e Confresa (MT) (2023).

No ataque em Confresa, foi identificado que um dos acusados morava em São Paulo e integrava o PCC. Os elementos colhidos revelaram que essa e outras ações semelhantes foram financiadas por integrantes da facção, que também atuam no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro.

A partir da investigação de Mato Grosso, a PF e os promotores também descobriram outros ataques com financiamento de CACs. Os criminosos são ainda investigados por diversas execuções em Avelino Lopes (PI) e disputa de ponto de venda de drogas em Osasco, na Grande São Paulo, além de outras relações com o crime organizado na lavagem de dinheiro.

“A aquisição de armas pelo PCC não é novidade. Mas a partir do momento em que os CACs conseguem essa facilidade de ter acesso ao armamento, aquisição de munição e acabam não usando e cedendo para os criminosos, isso facilita as ações de domínio de cidade e novo cangaço”, explica o delegado da Polícia Federal Jeferson Di Schiavi.

“O grupo também é investigado por diversas execuções em Avelino Lopes (PI) e pela disputa de território para o comércio de drogas em Osasco, na Grande São Paulo. É um grupo que atua em todo país, mas com base em São Paulo e com grupos bem atuantes no Norte e no Nordeste do país”, complementou o promotor de Justiça Eduardo Veloso.

A GloboNews tentou contato com os alvos citados na investigação, mas até o momento as defesas não foram encontradas para comentar o assunto.

Fonte: G1

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São Paulo

Suzane von Richthofen presta concurso para ingressar como servidora no Tribunal de Justiça de São Paulo

por Redação 10 de setembro de 2024

Condenada a 40 anos de prisão por ter matado os próprios pais em 2002, a estudante de Direito Suzane Louise Magnani Muniz, ex-Richthofen, de 41 anos, quer trabalhar no Poder Judiciário. Ela prestou concurso no último domingo para tentar ingressar no quadro de funcionários do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Como tem apenas o ensino médio completo, a assassina se inscreveu para o cargo de escrevente, cujo salário mensal é de R$ 6.043.

De acordo com o edital 01/2024 do TJSP, as funções do escrevente judiciário incluem organizar os serviços administrativos e técnicos no fórum, acompanhar o andamento de processos e realizar atendimento ao público. O cargo também envolve a elaboração e conferência de documentos, controle do material de expediente e a atualização constante sobre a legislação e normas internas. No momento da inscrição, Suzane pediu para ser lotada em Bragança Paulista, caso seja aprovada. Isso significa que, como funcionária pública, ela poderia consultar e até movimentar seu processo de execução penal a qualquer momento do expediente.

Ao todo, o concurso contou com 1.335 inscritos, mas apenas 32 candidatos avançarão para a segunda fase, que será uma prova prática. A proporção é de aproximadamente 41,72 candidatos por vaga. Esta não foi a primeira vez que Suzane tenta ingressar no serviço público. No ano passado, ela se inscreveu para o cargo de telefonista da Câmara Municipal de Avaré, mas, devido à repercussão midiática, acabou não comparecendo à prova.

Desta vez, Suzane se preparou, colocou óculos escuros e foi de carro da sua casa, em Bragança Paulista, até Campinas, onde a prova foi realizada, percorrendo 64 quilômetros. Ela conseguiu passar despercebida, pois, na entrada do Colégio Progresso Bilíngue, no bairro Cambuí, onde ocorreu a prova, todos os celulares dos candidatos foram confiscados.

Consultado pelo O GLOBO, o Tribunal de Justiça de São Paulo afirmou que, mesmo que Suzane seja aprovada na segunda fase do concurso, ela não tomará posse. Isso porque, no ato da admissão, será exigido o atestado de antecedentes criminais, documento indispensável para ingressar no serviço público. Essas certidões são exigidas para comprovar que o candidato não foi condenado por crimes que possam impedi-lo de assumir o cargo, como aqueles contra o patrimônio, a administração pública, a fé pública, os costumes ou outros crimes previstos pela legislação.

Assim, candidatos com antecedentes criminais podem ser desclassificados, dependendo da gravidade e natureza do crime. A pena de Suzane, decorrente do duplo homicídio, expira apenas em 2041. Contudo, nada impede que ela entre com recurso na Justiça para tentar garantir sua admissão, caso seja aprovada.

De acordo com o edital, a prova para o cargo de escrevente técnico judiciário do TJSP feita por Suzane é destinada a candidatos com ensino médio completo, brasileiros natos ou naturalizados, maiores de 18 anos e com as obrigações eleitorais e militares em dia. O salário inicial é acrescido de benefícios como auxílio-alimentação, saúde e transporte. O concurso possui duas fases: uma prova objetiva, com cem questões, e uma prova prática. A primeira fase ocorreu no último domingo.

A prova objetiva abordou áreas como Língua Portuguesa, Direito Penal, Direito Processual Penal e Direito Administrativo. As principais orientações incluíam o uso de caneta preta para marcar a folha de respostas, com duração total de 5 horas. Uma das questões pedia o antônimo da palavra “conciso”, cuja resposta era “prolixo”. Outra exigia, por exemplo, um conhecimento técnico em Direito Penal ao tratar do artigo 294 do Código Penal, sobre o crime de petrechos de falsificação, demandando estudo especializado.

Fonte: OGLOBO

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São Paulo

Racismo na FGV: após 6 anos, caso ‘achei escravo no fumódromo’ termina com três condenações e indenização de R$ 120,9 mil

por Redação 9 de setembro de 2024

As Justiças criminal e cível condenaram, de forma definitiva, o ex-estudante da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Gustavo Metropolo pelo crime de racismo após ter chamado um aluno negro de “escravo” em um grupo de WhatsApp. O caso foi revelado pelo g1 em março de 2018.

Na Justiça criminal, o caso transitou em julgado quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, em junho, um recurso interposto pela defesa de Metropolo, segundo o Ceert.

Tanto a vítima — o administrador público João Gilberto Lima — quanto o acusado não estudam mais na FGV.

De acordo com documentos reunidos pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), que fez a defesa processual de João, além das condenações criminal e cível, Gustavo Metropolo foi condenado, na esfera administrativa, a indenizar o estado.

Nesse caso, o processo tramita na Secretaria da Justiça e Cidadania, do governo do estado, e resta um recurso do acusado a ser analisado.

Na conclusão do âmbito criminal, a pena estabelecida foi de dois anos de reclusão e dez dias-multa.

Na prática, porém, o réu não será preso dada a possibilidade, autorizada pela Justiça, de substituição da prisão por prestação de serviço à comunidade.

As duas condenações restantes, tanto a cível quanto a administrativa, correspondem a multas a serem pagas por Metropolo.

Em 2018, o réu negou a autoria do crime, segundo os advogados da vítima, e disse que teve o celular roubado na época. A GloboNews tentou contato com os advogados de Metropolo, mas não obteve retorno.

De acordo com o Ceert, “ao somarmos os valores de indenização e sanção pecuniária, chegamos ao total de condenação a pagamentos pelo ex-estudante da FGV, Gustavo Metropolo, de soma de R$ 120.977,34 (cento e vinte mil, novecentos e setenta e sete reais e trinta e quatro centavos)”.

O advogado diretor-executivo do Ceert, Daniel Bento Teixeira, disse que as condenações “têm um caráter pedagógico em função de acontecer em estabelecimento de ensino”.

“A gente tem dificuldade de verificar condenações tanto na esfera quanto cível, e em processo administrativo. São três vias de condenações que a gente conseguiu obter. Isso certamente estimula outras pessoas, e advogados e advogadas em geral, visando essas condenações.”

João Gilberto Lima, que concluiu o curso de Administração Pública na FGV e hoje trabalha como assessor de informação em políticas públicas, comemorou o desfecho judicial do caso e acredita que isto encorajará vítimas de racismo a denunciarem os seus casos.

“Acho que muito do que fez eu continuar com esse caso em frente é falar sobre a importância de se fazer denúncia, sobre a importância de se denunciar. Tenho consciência de que, geralmente, há uma descrença muito grande com relação a esses casos, principalmente com relação à condenação dele, de fato. A gente tem consciência da impunidade que acontece nesse país, e as pessoas que cometem racismo também têm consciência dessa impunidade”, disse João Gilberto.

Fonte: G1

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São Paulo

Caso Maidê Mahl: Polícia encontra em SP atriz desaparecida havia 3 dias; estava debilitada e sozinha em quarto de hotel

por Redação 6 de setembro de 2024

A Polícia Civil encontrou na tarde desta quinta-feira (5) a atriz Maidê Mahl, desaparecida havia três dias. A mulher foi achada debilitada pelos policiais. Ela estava sozinha dentro do quarto de um hotel na região Central de São Paulo.

Maidê foi levada para um hospital, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP). O Hospital das Clínicas (HC) confirmou que ela foi levada para lá, mas informou que “não tem autorização para passar o estado de saúde da paciente”.

Maidê é gaúcha, tem 31 anos, e estava desaparecida desde segunda-feira (2), quando foi vista pela última vez em Moema, bairro nobre da Zona Sul da capital paulista. Testemunhas contaram que a atriz usava mochila, calça e cachecol xadrez, sobretudo bege e boina marrom quando sumiu (veja ao final da reportagem mais fotos da atriz).

A mãe da atriz, Nélia Schwinn, deixou nesta tarde o Rio Grande do Sul e viajou a caminho de São Paulo por causa do desaparecimento da filha. Segundo apuração do g1, a mãe está com a filha no hospital.

De acordo com a delegada Ivalda, policiais tiveram de arrombar a porta do quarto do hotel para poder entrar. Depois encontraram a artista, que foi socorrida e encaminha ao hospital em uma ambulância.

Polícia investiga como foi sumiço
A Delegacia de Polícia de Investigações sobre Pessoas Desaparecidas do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa ainda investiga como a mulher sumiu, por quais motivos, o que aconteceu com ela enquanto esteve no quarto do hotel e se consumiu alguma coisa. Nenhuma hipótese está descartada.

Policiais chegaram a sair às ruas em busca de câmeras de segurança que teriam gravado Maidê pelos locais por onde ela passou. Os agentes também ouviram depoimentos de pessoas ligadas à atriz.

Desde o seu desaparecimento, Maidê não contatou nenhum de seus parentes ou conhecidos, segundo a investigação. Testemunhas contaram aos policiais que ela estaria passando por problemas de saúde mental recentemente.

A página de Maidê no Instagram chegou a ter fotos antigas editadas há três dias, ou seja, na última segunda, quando ela sumiu. Nas imagens, estão pessoas que convivem ou conviveram com ela.

Desaparecimento mobilizou artistas

Pessoas que conhecem Maidê registraram um boletim de ocorrência do desaparecimento dela.

Outros amigos e artistas, como Camila Pitanga, Giselle Itié, Samara Felippo, Fernanda Paes Leme, Johnny Massaro, Leonardo Miggiorin, Natallia Rodrigues, Vivi Orth e Maria Bopp, chegaram a se mobilizar nas redes sociais.

Os famosos divulgaram um cartaz com a foto de Maidê, informações sobre ela e telefones para contato.


Fonte: G1

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Segurança

Entenda por que o motorista embriagado que atropelou e matou dois adolescentes na Zona Norte de SP foi solto pela Justiça

por Redação 5 de setembro de 2024

O atropelamento e morte de dois adolescentes na Brasilândia, Zona Norte de São Paulo, no último sábado (31), gerou indignação após a Justiça paulista soltar o motorista Sérgio Roberto de Paula, de 53 anos, autor do crime.

Segundo o 1° boletim de ocorrência do caso, Sérgio de Paula dirigia embriagado na manhã do acidente trágico, após ter passado parte da madrugada de sexta (30) para sábado (31) numa festa na quadra da escola de samba Rosas de Ouro, na Freguesia do Ó.

Na delegacia, entretanto, o motorista alegou que saiu para trabalhar, dormiu no volante e acordou no momento do acidente. Ele foi submetido ao teste de bafômetro, que atestou presença de álcool no sangue mais do que o máximo permitido pela lei.

Na audiência de custódia, o juiz Márcio Lucio Falavigna Sauandag homologou a prisão em flagrante, mas concedeu liberdade provisória ao motorista, mesmo admitindo a gravidade do crime.

Segundo manifestação do juiz, documento ao qual o g1 teve acesso, a soltura de Sérgio de Paula foi um “voto de confiança conferido pelo Poder Judiciário, esperando que, com a oportunidade conferida de responder ao processo em liberdade, sejam cumpridas as cautelares impostas, com a manutenção da vinculação ao processo (comparecimento e endereço atualizado) e o distanciamento de práticas ilícitas”.

No momento da análise do juiz, os dois adolescentes ainda estavam internados. Eles morreram poucos dias depois.

Por causa disso, o delegado do 72° Distrito Policial da Vila Penteado registrou o boletim de ocorrência como um caso de crime de lesão corporal culposa e e direção alcoolizada ao volante, e não como homicídio.

O magistrado de plantão considerou na decisão que o motorista, apesar de embriagado, “é absolutamente primário, sem nódoas no passado e há indicação de vínculo com a comarca (os próprios genitores das vítimas informam conhecer o averiguado)”.

O advogado do acusado também citou o fato de Sérgio de Paula ter acionado 190 e esperado os policiais chegarem ao local no momento do acidente.

“O crime não foi cometido mediante violência ou grave ameaça e, apesar da lesividade moral e considerável gravidade do crime de trânsito em questão (podendo levar a resultados trágicos), apresenta menor repercussão jurídica”, escreveu Márcio Lucio Falavigna na sentença.

Embora tenha concedido a soltura, o juiz destacou na sentença que dirigir alcoolizado “é fato sério e reprovável” aos olhos da Justiça e da sociedade.

Pressupostos da lei penal
Porém, ao analisar os pressupostos da lei para manter uma pessoa detida no sistema prisional, o Código de Processo Penal (CPP) observa os seguintes requisitos, destacados pelo magistrado na sentença:

“Para a decretação da custódia cautelar, a lei processual exige a reunião de, pelo menos, três requisitos: dois fixos e um variável. Os primeiros são a prova da materialidade e indícios suficientes de autoria. O outro pressuposto pode ser a tutela da ordem pública ou econômica, a conveniência da instrução criminal ou a garantia da aplicação da lei penal, demonstrando-se o perigo gerado pelo estado de liberdade do imputado (receio de perigo) e a existência concreta de fatos novos ou contemporâneos que justifiquem a aplicação da medida adotada (CPP, art. 312, caput e § 2º c/c art. 315, § 2º)”, escreveu o juiz.

“Todavia, ressalta-se que as medidas diversas da prisão, aplicáveis na hipótese, devem ser restritivas o bastante para eficazmente garantir a instrução processual e a aplicação da lei penal, bem assim para impedir que a liberdade provisória concedida sirva a difundir falsa sensação de impunidade”, completou.

Ao decidir pela soltura do motorista, o juiz determinou algumas medidas cautelares como a suspensão da carteira de habilitação dele para que novos crimes não sejam cometidos, além do comparecimento mensal ao juízo por ao menos 12 meses, proibição de dirigir também pelo prazo de 12 meses e proibição de ausentar-se da cidade.

Morte dos dois jovens
Heros Alcondas Abreu, de 15 anos, e Kaique Peres Santana, de 16 anos, estavam internados desde sábado (31). O primeiro na Santa Casa de São Paulo, no Centro da capital paulista, o segundo no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, pra onde tinha sido encaminhado pelo Helicóptero Águia, da Polícia Militar, no dia do resgate.

Na madrugada da terça-feira (3) – dois dias depois da soltura do motorista bêbado – o pai de Heros, Lucas Gomes de Abreu, compareceu ao 2° Distrito Policial do Bom Retiro, no Centro de SP, registrando oficialmente a morte do menino de 15 anos.

Conforme determina a lei, foi feita uma 2ª edição do boletim de ocorrência, acrescentando ao caso o crime de homicídio culposo na direção de veículo automotor [artigo 302 do Código Brasileiro de Trânsito (CTB)].

Apesar da morte de Kaique ter sido também na manhã da terça-feira (3), até a tarde desta quarta-feira (4) ainda não havia sido incluída no inquérito da Polícia Civil sobre o crime. O menino vai ser sepultado no Cemitério da Cachoeirinha, na Zona Norte, na tarde desta quinta (5).

Ministério Público pede reavaliação
Diante das mortes e da repercussão do crime, o Ministério Público já pediu nesta quarta-feira (4) para que o caso seja remetido para o Foro Criminal da Barra Funda, para ser reexaminado.

“Sérgio de Paula se submeteu ao teste de etilômetro que confirmou sua embriaguez (0,36 mg/l: extrato de etilômetro fls.36) e consequente alteração da capacidade psicomotora. Ele foi detido em flagrante delito. Os pedestres atropelados foram socorridos, mas posteriormente não resistiram aos ferimentos e faleceram”, observou o promotor Marcelo Otávio Médici.

Segundo o MP, caso a Justiça decida pela transferência do caso para o Foro Criminal, um novo promotor assume o caso e decide se denuncia ou não o motorista pelo crime, pedindo ou não nova prisão do acusado.

Fonte: G1

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Incêndios

Incêndios atingiram 6,6 mil fazendas em SP

por Redação 5 de setembro de 2024

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Guilherme Campos, afirmou que o governo estuda formas de auxiliar os produtores rurais que sofreram com as queimadas em São Paulo na semana passada.

Segundo levantamento da Pasta, quase 6,6 mil propriedades foram atingidas em 302 dos 645 municípios paulistas. Os principais danos foram a lavouras de cana-de-açúcar, café, laranja e heveicultura (plantio de seringais) e sobre pastagens.

O ministério discute o melhor modelo para ajudar os produtores afetados, dentro das capacidades orçamentárias do governo. Uma possibilidade em debate, segundo Campos, é um “fast track” para uma das linhas de crédito do Plano Safra, o RenovAgro, destinada à recuperação e conversão de áreas degradadas. A intenção é usar mecanismo já existente, mas agilizar acesso aos financiamentos.

O programa tem R$ 2 bilhões em recursos programados para este ano. O limite de crédito é de R$ 5 milhões por beneficiário, com prazo de 12 anos para pagamento e carência máxima de oito anos, com taxa de juros de 7%.

O Ministério da Agricultura já identificou a necessidade de replantio de cana para a próxima safra. Questionada ontem, a Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana) informou que os incêndios podem ter afetado mais de 100 mil hectares de canaviais em São Paulo.

O fogo nas áreas de cana do Centro-Sul levou a consultoria Datagro a reduzir sua previsão para a moagem de cana e produção de açúcar na safra 2024/25. No novo relatório, de ontem, a estimativa da empresa, que era de produção de 602 milhões de toneladas de cana, passou a ser de 593 milhões. Em 2023/24, a produção foi de 654,4 milhões de toneladas.

Para a produção de açúcar, a estimativa, que era de 40 milhões, caiu para 39,3 milhões de toneladas. E, para o etanol de cana, ela estimou produção de 32,52 bilhões de litros, ou 440 milhões a menos do que previa antes dos incêndios.

Fonte: globorural

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Segurança

‘Meu filho foi tirar lazer numa quadra e aquele assassino estava gandaiando. Que ele seja preso’, diz mãe de jovem atropelado por motorista embriagado em SP

por Redação 4 de setembro de 2024

Mãe do menino Heros Alcondas Abreu, de 15 anos, morto com um outro colega adolescente durante um atropelamento na Brasilândia, na Zona Norte de São Paulo, Michele Alcondas fez um desabafo desesperado sobre a morte do jovem (veja vídeo abaixo).

Na chegada ao velório no cemitério de Vila Nova Cachoeirinha, na manhã desta quarta-feira (4), Michele disse que quer que o motorista Sérgio Roberto de Paula, de 53 anos, autor do atropelamento, seja severamente punido pela Justiça por dirigir bêbado e atropelar e matar os dois adolescentes na calçada.

“Infelizmente meu filho foi fazer aquele trajeto. Era o direito dele de ir e vir em uma quadra que é pública. E o governo infelizmente não oferece nada, não oferece cultura, não oferece lazer. E ele foi numa quadra bater bola, tirar um lazer. E aquele assassino estava gandaiando. Um alcóolatra. Porque quando a gente vai tirar uma carta de habilitação, a gente tem que ler e sabe o que está escrito ali. Ele sabe o que ele fez. E eu quero justiça pelo meu filho. Ele matou o meu filho”, desabafou.

Muito emocionada e abalada, Michele Alcondas disse que o jovem ficou três dias internado em situação muito grave após o atropelamento que aconteceu na manhã do sábado (31).

Os dois adolescentes morreram no hospital. Heros tinha sido socorrido em estado muito grave para a Santa Casa de São Paulo pelo SAMU, enquanto Kaique Peres Santana foi removido pelo helicóptero Águia, da Polícia Militar, no Hospital das Clínicas de São Paulo.

O que diz a defesa do motorista
Sérgio de Paula foi preso em fragrante por dirigir embriagado, após ter sido submetido ao exame de bafômetro. Neste domingo (1º), na audiência de custódia, o juiz concedeu liberdade provisória ao acusado e suspendeu sua habilitação.

A decisão foi tomada mesmo após um parecer contrário apresentado pelo Ministério Público (MP). De acordo com o órgão, considerando a gravidade do caso e que a família de uma das vítimas conhecia o réu, a conversão para prisão preventiva era recomendada.

Durante a audiência, o advogado de Sérgio alegou que o acusado teria problemas de pressão e que, no momento do acidente, ele teria tido um “apagão”. A defesa disse, ainda, que ele teria ido a Hospital da Brasilândia antes do acidente pela condição, mas não conseguiu comprovar com o órgão de saúde.

Por fim, o advogado do acusado citou o fato de Sérgio ter acionado 190 e esperado os policiais chegarem ao local.

Flagrante do atropelamento
Os dois adolescentes morreram após serem atropelados por um motorista embriagado na Avenida João Paulo Primeiro, na Brasilândia, Zona Norte, na manhã de sábado (31).

Os dois amigos seguiam para um jogo de futebol na manhã de sábado (31) quando foram atropelados na calçada pelo motorista Sérgio Roberto de Paula, de 53 anos.

Sérgio de Paula foi preso em fragrante por dirigir embriagado, após ter sido submetido ao exame de bafômetro. O juiz concedeu liberdade provisória ao agressor e suspendeu a habilitação dele.

Sergio deve cumprir medidas cautelares como comparecimento mensal ao juízo por ao menos 12 meses, proibição de dirigir também pelo prazo de 12 meses e ausentar-se da cidade.

Na delegacia, o motorista contou aos policiais que esteve até o início madrugada de sábado (31) bebendo em uma festa na quadra de uma escola de samba da Freguesia do Ó, na Zona Norte, com a namorada.

Ao sair do local foi para casa porque precisava trabalhar e trocar de roupa. Ao sair para o trabalho dirigindo o carro da namorada, cochilou ao volante e perdeu o controle do veículo, acordando apenas após o acidente.

O pai de um dos meninos, Lucas Gomes de Abreu, narrou aos policiais na delegacia que conhece o homem que atropelou os dois meninos. E que ele mora no mesmo bairro das vítimas e não raro é visto em bares ingerindo bebida alcoólica, dirigindo normalmente mesmo estando bêbado.

Amigos protestam

Nas redes sociais, a Escola Estadual Professora Elizabeth Aparecida Simões Mesquita lamentou a morte de Kaique e disse que ele era medalhista da Olimpíada de Matemática do Estado de SP (OMASP).

Na tarde desta terça-feira (3) amigos e professores do jovem realizaram um protesto em frente à escola. Eles seguravam cartazes também pedindo por justiça.

Fonte: G1

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Segurança

2 em cada 3 adolescentes que morreram de forma violenta em SP estavam fora da escola; polícia é responsável por 35% das mortes, acima da média nacional

por Redação 3 de setembro de 2024

Um estudo publicado nesta terça-feira pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) apontou que, entre 2018 e 2020, 1.309 adolescentes foram mortos de forma violenta no estado de São Paulo.

Desse total, 699 vítimas estavam cadastradas na base de dados da Secretaria Estadual de Educação (Seduc). Dentre elas, 66% tinham evadido da escola sem ter concluído o Ensino Médio quando morreram.

“A violência letal, com frequência, é o último estágio de uma série de violações de direitos a que crianças e adolescentes estão submetidos. Não podemos de fato afirmar qual seria a ordem dos fatos nessa relação de educação x violência, o que sabemos é que o acesso e a permanência na escola são fatores fundamentais para proteger a vida de crianças e adolescentes”, diz Adriana Alvarenga, chefe do escritório do Unicef em São Paulo

A escola representa não somente um espaço de proteção, mas também um fator de desenvolvimento para essa criança e esse adolescente que terão mais oportunidades positivas ao longo da vida, ficando menos expostos aos riscos de morte prematura causada pela violência letal.

Além disso, o relatório também aponta que, entre 2015 e 2022, 3.947 pessoas de até 19 anos morreram de forma violenta, sendo que 2.539 foram vítimas de homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte, e 1.408 (35,6%) foram mortas em contextos de intervenção policial (leia mais abaixo).

O número revela que o estado de São Paulo fica acima da média do país quando o assunto é morte decorrente de intervenção policial (MDIP) entre adolescentes: as polícias brasileiras foram responsáveis por 16,5% das mortes violentas intencionais de adolescentes no Brasil nos últimos três anos.

A pesquisa ‘O impacto das múltiplas violações de direitos contra crianças e adolescentes – Uma análise intersetorial sobre as mortes violentas de crianças e adolescentes no estado de São Paulo de 2015 a 2022’ foi feita em parceria com o Comitê Paulista pela Prevenção de Homicídios na Adolescência (CPPHA) e o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Justiça e Cidadania.

O que diz o governo
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que as mortes em decorrência de intervenção policial “são resultado da reação de suspeitos à ação da polícia.”

No texto, a pasta ainda alega que todos os casos que ocorrem em São Paulo “são rigorosamente investigados pelas polícias Civil e Militar, com acompanhamento das respectivas corregedorias, Ministério Público e Poder Judiciário.”

“Para reduzir a letalidade, a SSP-SP investe continuamente na capacitação do efetivo, aquisição de equipamentos de menor potencial ofensivo e em políticas públicas. Além disso, os cursos ao efetivo são constantemente aprimorados e comissões direcionadas à análise dos procedimentos revisam e aprimoram os treinamentos, bem como as estruturas investigativas”.

Evasão escolar
Em relação aos adolescentes evadidos da escola que morreram, mais da metade (51%) abandonou o ensino entre o 9º ano do Ensino Fundamental e o 2º ano do Ensino Médio.

Segundo o estudo, o 1º ano do Ensino Médio tende a ser o ano crítico de abandono, já que cerca de 33% desses adolescentes abandonaram a escola nesse período.

Os dados também apontam que, em 70% dos casos, a morte ocorreu entre 1 e 2 anos depois da evasão escolar.

De acordo com os dados da Seduc, 70% dos adolescentes que morreram de forma violenta tinham tido alguma reprovação no histórico escolar: mais da metade estava 2 ou mais anos atrasado.

Média baixa no IDEB
Em 2019, as escolas frequentadas pelos adolescentes que morreram de forma violenta tinham média no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) nos anos finais do Ensino Fundamental de 5,1, enquanto a média do estado de São Paulo era 5,5.

Para as escolas de Ensino Médio frequentadas pelos adolescentes identificados, a média do IDEB em 2019 era 4,1, enquanto a média do estado era 4,6

Mortes decorrentes de intervenção policial (MDIP)
Dados preliminares mostram que, em 2023, foram registradas 501 mortes decorrentes de intervenção policial, sendo que 84 vítimas tinham até 19 anos (17% dos casos). Em comparação a 2022, isso representa um aumento de 19% para todas as faixas etárias e 23% para pessoas até 19 anos.

Entre 2015 e 2022, foram registradas 1.408 mortes de pessoas de até 19 anos em decorrência de intervenções policiais:

1401 era meninos, e 7 eram meninas;
68% dos meninos eram negros;
57,2% das meninas eram negras.
No total, foram registradas 6.161 ocorrências desse tipo entre 2015 e 2022 em todas as faixas etárias. Nesse contexto, houve redução de quase 50% entre os anos de 2020 e 2022.

Mortes violentas e Fundação CASA
De acordo com o estuado, metade dos adolescentes vítimas de violência letal e egressos da Fundação Casa morre em menos de um ano após cumprimento de medida socioeducativa em meio fechado

Do total de mortes de crianças e adolescentes de até 19 anos por homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal ou em decorrência de intervenção policial entre 2015 e 2020, 29% dos adolescentes identificados tinham cumprido medida de internação na Fundação CASA.

Em relação ao critério racial, considerando adolescentes que morreram de forma violenta: 26% dos brancos tinham passado pela Fundação Casa; entre os pardos eram 31%, e entre os pretos chegavam a 34%.

A análise dos dados da Fundação CASA apontou também que, em média, os adolescentes que morreram cumpriram 180 dias de medida de internação, e que, em média, eles entraram na instituição aos 16 anos e saíram com 17 anos.

Fonte: G1

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Segurança

Adolescentes morrem após serem atropelados por homem embriagado na Zona Norte de SP; motorista foi solto pela Justiça

por Redação 3 de setembro de 2024

Dois adolescentes morreram após serem atropelados por um motorista embriagado na Avenida João Paulo Primeiro, na Brasilândia, Zona Norte, na manhã de sábado (31).

Segundo informações da Secretariaria de Segurança Pública (SSP) e de familiares, Heros Alcondas Abreu, de 15 anos, e Kaique Peres Santana, de 16 anos, não resistiram aos ferimentos e morreram nos hospitais para onde tinham sido socorridos.

Os dois jovens seguiam para um jogo de futebol na manhã de sábado (31) quando foram atropelados na calçada pelo motorista Sérgio Roberto de Paula, de 53 anos.

Sérgio de Paulo foi preso em fragrante por dirigir embriagado, após ter sido submetido ao exame de bafômetro.

Segundo o Tribunal de Justiça de SP, ele foi solto após audiência de custódia no domingo (9). O juiz concedeu liberdade provisória ao agressor e suspendeu a habilitação dele.
Sergio de Paula deve cumprir medidas cautelares como comparecimento mensal ao juízo por ao menos 12 meses, proibição de dirigir também pelo prazo de 12 meses e ausentar-se da cidade.

Na delegacia, o motorista contou aos policiais que esteve até o início madrugada de sábado (31) bebendo em uma festa na quadra de uma escola de samba da Freguesia do Ó, na Zona Norte, com a namorada.

Ao sair do local foi para casa porque precisava trabalhar e trocar de roupa. Ao sair para o trabalho dirigindo o carro da namorada, cochilou ao volante e perdeu o controle do veículo, acordando apenas após o acidente.

Héros Alcondas Abreu foi socorrido em estado grave na Santa Casa de São Paulo pelo SAMU, enquanto Kaique Peres Santana foi removido pelo helicóptero Águia, da Polícia Militar, no Hospital das Clínicas de São Paulo.

O pai de um dos meninos, Lucas Gomes de Abreu, narrou aos policiais na delegacia que conhece o homem que atropelou os dois meninos. E que ele mora no mesmo bairro das vítimas e não raro é visto em bares ingerindo bebida alcoólica, dirigindo normalmente mesmo estando bêbado.

Nas redes sociais, a Escola Estadual Professora Elizabeth Aparecida Simões Mesquita lamentou a morte de Kaique e disse que ele era medalhista da Olimpíada de Matemática do Estado de SP (OMASP).

Fonte: G1

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Segurança

Justiça de SP condena a 94 anos de prisão trio acusado de matar e carbonizar empresário em ‘golpe do amor’

por Redação 3 de setembro de 2024

A Justiça de São Paulo condenou em primeira instância a 94 anos de prisão, em penas somadas, três homens acusados de envolvimento na morte de um empresário em 19 de setembro de 2023 com o “golpe do Tinder”, na Zona Norte em São Paulo.

Leandro Matos (32 anos de detenção), Vinicius Souza (31 anos e quatro meses) e Paulo Felipe Alves da Silva (31 anos e quatro meses) foram apontados como culpados por associação criminosa e latrocínio, quando há o roubo seguido de morte. O g1 não localizou a defesa do trio até a última atualização desta reportagem.

Segundo a sentença de 23 de agosto deste ano, na noite do crime, por volta das 20h20, no bairro da Brasilândia, na Zona Norte, os criminosos armados roubaram o carro da vítima e a mantiveram em cárcere antes de matá-la com um tiro.

Os três, e outros comparsas não identificados, usaram um perfil falso para aplicar o crime que é conhecido como “golpe do amor”, que é quando a vítima é atraída para um falso encontro. Neste caso, a foto usada era de uma pessoa dos Estados Unidos com rede social aberta, apontou a polícia.

O g1 apurou que a Polícia Civil concluiu que os criminosos criaram no Tinder um perfil em nome de Jonnas e marcaram com a vítima o encontro se passando por um homem.

O empresário, segundo a sentença, foi agredido, ameaçado e colocado no banco de trás, enquanto os assaltantes assumiram a direção do veículo.

A vítima teria sido baleada em uma zona de mata da Brasilândia. Na sequência, os acusados compraram gasolina em um posto de combustíveis e isqueiro em uma adega para atear fogo no veículo com o corpo. Tudo foi registrado por câmeras.

Durante as investigações, também foram recolhidas imagens da vítima saindo de casa, do suposto local do encontro amoroso e do trajeto dos condenados. Pelos registros, segundo a apuração da polícia, a vítima saiu de casa por volta das 19h45 e foi para a região da Brasilândia.

As prisões foram cumpridas em 28 de setembro e em 19 de outubro de 2023 e em 7 de fevereiro deste ano. O corpo foi identificado por meio da arcada dentária.

A investigação analisou celulares apreendidos do grupo e verificou conteúdos relacionados ao golpe do amor, com mais de 100 números bloqueados. Ao menos 13 vítimas do grupo conseguiram formalizar boletins de ocorrência e narraram a violência do bando.

O Ministério Público, pelo promotor Cláudio Henrique Giannini, tentar reverter a absolvição dos acusados pelo crime de destruição de cadáver.

Fonte: G1

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