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@2023 Voz de Guarulhos
Categoria:

São Paulo

Segurança

Imagem mostra golpe em vítima morta a pauladas no litoral de SP

por Redação 2 de setembro de 2024

O g1 teve acesso ao vídeo das agressões que resultaram na morte de um homem de 32 anos. A vítima estava em frente de casa, no bairro Bom Retiro, em Santos (SP), quando levou uma paulada na cabeça. Ela tentou reagir, mas caiu no chão e foi golpeada mais vezes. O agressor, de 35, foi identificado pela polícia e é considerado foragido por outros crimes.

As imagens gravadas por câmera de monitoramento mostram a vítima na calçada, na noite de 4 de agosto. Ela parece conversar com alguém, que não aparece no vídeo, enquanto mexia no celular. Logo em seguida, o agressor passa ao lado empurrando uma bicicleta.

O criminoso encostou a bicicleta adiante, caminhou para a rua, pegou um pedaço de madeira e na sequência deu o primeiro golpe na cabeça da vítima. Ela tentou reagir, mas caiu no meio da via e levou mais pauladas na cabeça.

O agressor só parou com os golpes quando casal saiu da casa da vítima. A mulher que tenta socorrer o homem golpeado chega a desmaiar durante o socorro — naquele momento criminoso fugiu com a bicicleta.

A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos devido à gravidade das lesões.

Investigação

Após o assassinato, os policiais do 5° Distrito Policial (DP) iniciaram as investigações com auxílio das imagens captadas pelas câmeras de monitoramento. Além disso, testemunhas foram ouvidas e auxiliaram na identificação do suspeito.

De acordo com a Polícia Civil, o agressor tem passagens criminais e é foragido da Justiça com mandado de prisão por fuga do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Valparaíso (SP). Ele teve a prisão temporária representada pelo delegado. Diligências seguem em andamento.

Fonte: G1

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Eleições

Datena admite que ‘escolheu eleição errada’ e defende internação compulsória caso a caso na Cracolândia

por Redação 30 de agosto de 2024

O tucano José Luiz Datena abriu a entrevista à GloboNews nesta quinta-feira (29) afirmando que não irá desistir da candidatura à Prefeitura de São Paulo. Mais adiante, admitiu que “escolheu a eleição errada”, a “mais difícil” para estrear na política.

“Não tenha dúvida, eu considero muito ter saído na eleição errada. Primeiro que é a eleição mais difícil”, afirmou o candidato do PSDB.

E emendou: “Escolhi a eleição errada também porque nas outras eu estava com 25%, 30% já de saída. Se eu tivesse intenção, na realidade, de sair para uma eleição considerada certa, eu teria saído nas outras eleições, só que o que aconteceu nas outras eleições… Eu fui sacaneado, percebi que tinha sacanagem no meio do caminho e deixei. Até agora, o PSDB cumpriu tudo o que disse que iria cumprir comigo”.

Datena disse também que fazer política é “cansativo” e que, se não for eleito prefeito, talvez nem chegue a se candidatar ao Senado, cargo que era o seu principal desejo.

Quando questionado sobre ausência de metas claras em seu plano de governo, afirmou que “é melhor pedir um cheque em branco [ao eleitor] do que roubar tanto dinheiro do povo” e que seu programa não é “etéreo”, e sim “simples”.

“É melhor pedir um cheque em branco do que roubar tanto dinheiro do povo. Se o povo vota em mim é porque confia em mim. Eu prefiro pedir um cheque em branco porque o povo confia em mim do que, de repente, despejar uma série de números em cima da população e desaparecer com o dinheiro da prefeitura”, ressaltou.

“Se é etéreo ou não, com certeza a gente vai cumprir as metas que estão nele. Ele não é etéreo, porque gente de capacidade fez esse plano de governo. A gente vai procurar crescer, ainda, mais pessoas com capacidade para melhorar o plano, mas eu prefiro também ouvir o povo e acrescentar mais detalhes [posteriormente]”.

Cracolândia
Sobre como pretende lidar com a Cracolândia, o tucano afirmou que não será o prefeito sozinho que vai resolver o problema e defendeu que a gestão municipal lidere uma coalizão para enfrentá-lo: “Todos os atores do sistema de segurança têm que atuar. Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Civil Metropolitana, Ministério Público e Justiça. Tem que ter até Polícia Federal para identificar quem são os barões do crime”.

No que se refere à internação compulsória dos usuários, Datena disse que, “quando o cidadão não tiver condição de decidir se pode ser internado ou não, que me desculpe, mas aí eu seria favorável. Com o apoio da ciência, de que o cara que já não consegue mais discernir se pode usar droga ou não, aí, sim, internação compulsória”.

“Dependente químico precisa ser tratado com carinho”, finalizou.

Tarifa zero
O candidato foi questionado sobre já ter se posicionado contra a tarifa zero de ônibus aos domingos na capital e afirmou que ela é “uma mentira”. “Não é que eu seja contra a tarifa zero, mas ela é uma mentira deslavada. Com tanto subsídio que esse cara dá para o transporte público, e mais infiltração de bandidos no transporte público, com tanto dinheiro que esse cara dá para o transporte público, tarifa zero é uma ova.”

E indagou: “Você acha que o transporte coletivo é um negócio ruim aqui em São Paulo? Por que só três famílias – isso o lado dentro da regra, dentro da lei, tirando o PCC -, por que só três famílias, Pavani, Constantino e Ruas continuam administrando o transporte coletivo há 60 anos? E você não pode tirar, você vai relicitar como essas tarifas? Os caras são donos de garagens. Então, não dá para mexer com esses caras, mas não merecem tanto subsídio assim”.

“O que eu digo que a tarifa zero é mentirosa porque o prefeito dá muito subsídio, paga demais e inventa em época de eleição. Porque ele não deu tarifa zero desde o começo, quando ele começou a dar subsídios para essas empresas”, resumiu.

Sobre sua proposta de oferecer à população uma “tarifa justa”, o tucano disse que pretende “chegar a um cálculo, isso com técnicos da área. Esses caras conseguem manter, com um subsídio menor, uma tarifa justa que eu não sei quanto seria hoje e, mesmo assim, ganhar dinheiro com isso. Não estou querendo que eles transportem as pessoas de graça a semana toda, estou querendo que eles cobrem um preço justo, que eu não especificamente quanto seria hoje, mas sem um subsídio fora da régua”.

Saúde
Para zerar as filas de exames para saúde na cidade de São Paulo, Datena planeja estender o horário de atendimento das UBSs em duas horas.

“A minha ideia é fazer com que as UBSs funcionem pelo menos mais duas horas por dia por causa do trânsito complicado de São Paulo. Em vez de parar às 19h, para às 21h. ‘Quanto você vai usar?’ R$ 600 milhões, isso eu sei. É profundamente necessário. Esse trânsito caótico, as pessoas não chegam nas UBSs, não dá tempo. Fazer funcionar ambulatórios de hospitais que não funcionam, trabalhar melhor o contato com os governos federal e estadual…”

E acrescentou: “Pretendo que dois ou três equipamentos de saúde funcionem 24 horas em cada uma das 32 subprefeituras. Dá para fazer, tem dinheiro”.

Questionado sobre o fato de a gestão de Ricardo Nunes (MDB) não estar cumprindo a legislação a respeito de abortos legais, o tucano disse que isso é um “crime”. “Tem que retomar. Se é legalizado, é necessário. Está colocando em risco a vida de quantas mulheres aí? Não tendo o método legal de fazer, vão procurar esses picaretas que existem por aí correndo o risco de morrer, o que é um absurdo, lamentável. Tirar um serviço desses é desumano.”

Datena é o quarto a participar da série de entrevistas da GloboNews com os candidatos a prefeito da capital paulista no “Central das Eleições”. As sabatinas foram conduzidas por Natuza Nery. Aconteceram ao vivo, começaram às 22h30 e tiveram 1h30 de duração.

Os comentaristas Gerson Camarotti, Julia Duailibi, Andréia Sadi, Daniela Lima e Mônica Waldvogel fizeram perguntas aos candidatos.

A última a ser sabatinada será Tabata Amaral (PSB), nesta sexta-feira (30).

Fonte: G1

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São Paulo

Como escolas de elite da cidade de SP lidam com racismo, homofobia e preconceito sofridos por alunos bolsistas

por Redação 30 de agosto de 2024

Se você está com ideações suicidas, se quer conversar com especialistas ou precisa de apoio emocional de forma sigilosa e anônima, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo número 188. Funciona 24h por dia e é de graça.

Algumas das escolas com as mensalidades mais caras na cidade de São Paulo, que variam entre R$ 3 mil e R$ 16 mil, oferecem bolsas de estudo a alunos de baixa renda e a estudantes negros.

Dessa forma, os jovens selecionados pelas ações afirmativas têm a oportunidade de acessar um tipo de ensino que normalmente não teriam ao longo de suas formações.

Se, por um lado, esse tipo de projeto abre portas para uma educação de ponta, de outro, pode levar o aluno bolsista a ser “jogado” numa realidade completamente diferente da sua, onde o “normal” é ser branco e rico — e ser algo diferente disso pode ser motivo para preconceitos e agressões.

Quando a escola não está realmente preparada para receber esse tipo de diversidade, as consequências podem ser muitas.

“Ao introduzir crianças e adolescentes nessas instituições sem o devido acompanhamento, estamos potencializando violências que fazem parte de suas vidas e que os colégios jamais poderiam ignorar. A entrada nesses ambientes, visto como um privilégio do qual se espera gratidão, costuma ser a reedição das humilhações diárias dessa população”, apontou Vera Iaconelli, doutora em psicologia pela Universidade de São Paulo (USP), em artigo publicado na Folha de S. Paulo.

Ainda assim, a adoção de políticas afirmativas por parte desses colégios é algo muito benéfico em diferentes níveis. Léo Bento, especialista em relações raciais e consultor de diversidade, equidade e inclusão da Inaperê, explica: “Garante acesso de pessoas que têm condições de atuar nesses espaços, pode reverberar numa mudança social não só sua, mas da sua família também. Se beneficia também quem vai conviver com os bolsistas por conta de uma ampliação da diversidade e a possibilidade de ver o mundo de forma diferente, de ter outras experiências que não sejam somente aquelas conhecidas por pessoas de classe média e classe média alta”.

Morte
O episódio mais recente em escolas foi a precoce morte de um adolescente que cometeu suicídio no último dia 12 de agosto.

Negro, gay e periférico, ele era aluno bolsista do Colégio Bandeirantes, um dos mais tradicionais da capital. “Perdemos para o bullying, para a homofobia e, principalmente, para o descaso do colégio”, afirmou um familiar.

A revista Piauí teve acesso a trocas de mensagens entre o jovem e a mãe ocorridas entre os dias 22 e 24 de maio deste ano:

Em outra ocasião, o menino escreveu: “Vontade de nunca mais pisar de novo. Me humilharam (na frente) da sala inteira. Eu não aguento mais. Eu fiquei trancado no banheiro por 50 minutos, chorando. Ficaram me humilhando”.

Uma semana após a morte do adolescente, estudantes organizaram um protesto em frente ao Colégio Bandeirantes. Alguns levaram cartazes com as frases: “A homofobia descoloriu mais uma vida”, “Silêncio diante de racismo é cumplicidade” e “A sua negligência custou uma vida”.

Com um megafone, um dos manifestantes sugeriu uma reflexão: “Imagina se um grupo de alunos bolsistas fizesse bullying com um aluno pagante até ele cometer suicídio. Qual seria o posicionamento da escola? O que seria feito com esses alunos bolsistas? Eu vos garanto que, se isso tivesse acontecido, todos os alunos bolsistas teriam sido punidos, expulsos e, provavelmente, seriam julgados na vara criminal”.

O que diz o Colégio Bandeirantes
Ao g1, o Colégio Bandeirantes disse que não recebeu denúncias formais indicando que Pedro estava sendo vítima de bullying, “que é uma situação de conflito recorrente”, apontou a instituição.

“Em maio de 2024, foi relatada à orientação educacional uma situação pontual de provocação. Imediatamente, o aluno foi acolhido e recebeu todo o apoio necessário”, afirmou o colégio, indicando que “a situação foi abordada com sensibilidade”.

“Como parte desse processo, organizamos rodas de conversa para que os alunos tivessem a oportunidade de expressar seus sentimentos e reflexões, promovendo um espaço de escuta ativa e acolhimento. Além disso, intensificamos as ações de conscientização em toda a comunidade escolar, reforçando nossos valores de respeito e inclusão. Desde então, mantivemos um acompanhamento contínuo, garantindo que todos os alunos se sintam seguros e apoiados”, diz a nota do colégio.

“Nossa prioridade é garantir um ambiente onde todos os alunos se sintam seguros e respeitados. Para isso, contamos com protocolos claros para identificar e abordar qualquer comportamento que possa comprometer o bem-estar dos estudantes. Seguimos monitorando o ambiente escolar, e nossa equipe está sempre disponível para ouvir e agir em qualquer situação que possa surgir”.

Questionado se existem punições previstas em caso de bullying, racismo e homofobia, por exemplo, o Colégio Bandeirantes disse que trabalha com “protocolos bem definidos que incluem desde a investigação minuciosa dos incidentes até a aplicação de medidas disciplinares, que podem variar de advertências formais a suspensões, dependendo da gravidade do caso”.

No entanto, a instituição não afirmou se alguma medida foi adotada em relação aos alunos envolvidos no caso de Pedro Henrique. “Mais do que punir, nosso foco é educar e transformar”, pontuou o colégio.

Como colégios de elite devem lidar com a diversidade
Esse tipo de problema não é exclusivo do Colégio Bandeirantes. Outras instituições da capital também receberam denúncias de racismo. Neste ano, uma das filhas da atriz Samara Felippo foi alvo na escola Vera Cruz; em 2022, pais de alunos disseram que o diretor do Colégio São Domingos era omisso diante de casos de racismo; no mesmo ano, o Colégio Porto Seguro foi acusado de separar fisicamente alunos bolsistas e pagantes (veja mais detalhes abaixo).

Mestre em História da Educação Léo Bento aponta que as escolas de elite que oferecem bolsas, sobretudo com recorte racial, devem implementar, no mínimo, quatro medidas (veja abaixo).

“Quando a gente tem essa ampliação da diversidade, é necessário que a escola faça um dever de casa anterior às bolsas, anterior a essa ampliação da diversidade só para cumprir uma demanda de marketing positivo”, explicou.

1) Letramento racial

“As escolas precisam se preparar com letramento racial para toda a comunidade. É pensar nos pilares dessa educação antirracista, que é a gestão. Ela precisa ter entendimento de como a nossa sociedade se organiza racialmente e como que essa organização racial impacta numa perspectiva social”, afirma Léo.
“Os educadores precisam ter dimensão de como atuar com essas crianças, trazendo nos seus planejamentos uma perspectiva de educação que seja diversa, levando em consideração o grosso da população brasileira, que não sejam aulas com uma perspectiva eurocentrada”.
“O racismo recreativo precisa ser combatido entre os estudantes e também com as famílias. O letramento racial também precisa ser feito com as famílias, para que as famílias possam ter dimensão de que a gente, no Brasil, por conta do mito da democracia racial e de relações amenas que foram sendo criadas e introduzidas na nossa mentalidade, acaba naturalizando determinadas situações como sociedade”.

2) Criação de uma comissão antirracista

“É importante que as escolas consigam identificar pessoas que estudem e estejam qualificadas para discutir ou até mesmo para aprender sobre relações raciais e criar uma comissão antirracista que englobe familiares, professores e gestão para pensar como essa escola pode ter discussões sobre relação raciais e não fazer com que situações de discriminação se tornem algo corriqueiro”.
3) Política de contratação afirmativa

“As escolas também elas precisam criar políticas de contratações afirmativas justamente para que as crianças possam se ver representadas, e as crianças brancas possam ver que pessoas negras também podem estar no lugar como professor, em outros lugares que não sejam somente os ‘clássicos’, como as pessoas negras na cantina, na segurança, na limpeza”, exemplificou Léo.
“É de suma importância também que as escolas assumam um papel de trazer para cargos de gestão, de tomada de decisão, pessoas negras, justamente para que essas decisões elas não sejam majoritariamente pensadas por pessoas que têm o mesmo olhar social para determinadas situações. Um gestor negro, uma gestora negra, vai ter um olhar diferenciado na hora de tomar decisão sobre determinadas situações”.
4) Análise de currículo

“Outra coisa que precisa ser pensada por essas escolas é a análise de currículo. É pensar num currículo que traga outras dimensões, levando em consideração a diversidade do povo brasileiro, para poder dar conta da implementação, inclusive, das leis 10.639 e 11.645, que garantem o ensino da história do negro e do indígena e de África de forma positiva em sala de aula”.
“É levar em consideração as tecnologias africanas, que muitas das vezes não são colocadas na sala de aula, levar em consideração cientistas negros e negras, é trazer um olhar sensível para positivar a diversidade na escola”.

A bolsa como ponte
Quando oferecidas com a seriedade devida, as políticas de bolsas de estudo tendem a promover uma transformação na vida do aluno.

“Esses programas, embora sejam desafiadores e tenham uma dinâmica que requer certo esforço de quem vai implementar, são muito benéficos”, destaca Léo Bento.

O especialista compara as bolsas em colégios com o bem-sucedido programa de cotas em universidades, que contou com o pioneirismo da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

“Se a gente pegar a UERJ, que começou o programa em 2002, pegar as universidades federais, até mesmo as pessoas que entraram através do ProUni, os estudos apontam que os alunos bolsistas acabam tendo um desempenho melhor do que os estudantes que entraram sem ser através das bolsas”.

Já em relação à experiência com os alunos em colégios, Léo percebeu que os bolsistas podem apresentar, num primeiro momento, maior dificuldade nas disciplinas primárias, como matemática e português, mas, com acompanhamento adequado, esses estudantes logo equiparam o nível educacional com os pagantes.

Casos “isolados”
De tempos em tempos, surgem casos de preconceito contra alunos bolsistas em colégios particulares na cidade de São Paulo.

Em abril deste ano, a filha de 14 anos da atriz Samara Felippo foi vítima de racismo na escola de alto padrão Vera Cruz, na Zona Oeste da capital. Duas alunas do 9° ano pegaram um caderno da garota, que é negra, arrancaram as folhas e escreveram uma ofensa racista em uma das páginas. Na sequência, o caderno foi devolvido aos achados e perdidos.

No final de 2023, a mãe de um adolescente de 15 anos denunciou o colégio Ábaco, na Zona Oeste, por se omitir diante de casos de racismo sofridos pelo filho. A mulher conta que o adolescente estava em sala de aula quando outro aluno apontou para a figura de um macaco e disse que era o garoto. Em outra ocasião, durante uma aula de história, o mesmo menino, de 13 anos, chamou a vítima de “escravo” e “preto adotado”.

Em 2022, reportagem da Ponte Jornalismo revelou que pais de alunos e ex-alunos do Colégio São Domingos, na Zona Oeste, disseram que o diretor da instituição “sempre teve uma postura de negação em relação a casos de racismo dentro ambiente escolar e que nunca se mostrou favorável para que ações de combate à intolerância racial fossem implementadas na instituição”. Ele foi demitido em 2023.

No mesmo ano, organizações da sociedade civil, incluindo a ONG Educafro, acusaram o colégio Porto Seguro, na Zona Sul, de segregar alunos bolsistas e pagantes em prédios diferentes e pediram indenização de R$ 15 milhões.

“Antes, o colégio alemão Porto Seguro tinha os pobres negros e os pobres brancos nas mesmas salas com os ricos. Em um certo momento, ela importou dos Estados Unidos essa doutrina do ‘separado, mas iguais’. Construiu um outro prédio e lá colocou todos os bolsistas negros e brancos e gerou uma qualidade inferior [de ensino]. Esses alunos não têm direitos iguais, não podem frequentar piscina”, relatou Frei Davi, diretor-executivo da Educafro, à GloboNews.

Para o especialista em relações raciais Léo Bento, não basta ampliar a diversidade por meio das bolsas, é necessário se planejar para realizar a inclusão.

O que fazer em casos de agressão?
Não existe uma lei específica que pode ser aplicada quando casos de racismo ou homofobia ocorrem no ambiente escolar. Nesses casos, segundo Elisa Cruz, defensora pública e professora da FGV Rio, podem ser usados o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

A partir do momento em que esses direitos são desrespeitados e a agressão acontece na escola, o primeiro mecanismo de defesa deve ser da própria escola.

“A administração escolar precisa entender o que está acontecendo e agir rapidamente para recompor o ambiente saudável para todos os alunos”, aponta Ana Paula Siqueira, doutoranda em direito pela PUC-SP.

Neste caso, uma medida de precaução imediata pode ser a suspensão do estudante ou do grupo discente apontado como infrator. No entanto, essa não deve ser a única atitude tomada pela escola.

Ana Paula defende que é dever da escola investigar o caso e definir as medidas disciplinares que serão tomadas. Durante a investigação, deve ser garantido aos suspeitos da infração o direito de se explicar.

No processo de decisão, segundo Elisa Cruz, a escola precisa refletir sobre três perguntas fundamentais:

O que foi praticado viola o código ético da própria escola?
Favorece o processo educacional das pessoas envolvidas e do conjunto de alunos manter todo mundo na mesma escola?
Como a vítima vai se sentir se tiver que conviver com seus agressores?

As respostas para essas perguntas podem nortear a decisão da escola, que pode ser tanto pela reintegração dos alunos suspensos quanto pela expulsão dos infratores.

Racismo x bullying
A educadora parental Lua Barros aponta que bullying e racismo são coisas profundamente diferentes, embora se manifestem de forma parecida.

“O que motiva, o que encoraja uma pessoa a humilhar, xingar e expor é essa ideia de superioridade. Quando acontece na escola, é tão difícil encarar que a gente utiliza o artifício da narrativa, da retórica, e conta a história de uma outra forma para não ficar tão feio assim”, afirma.

“Falar de bullying é mais fácil e, frequentemente, a gente diz que é coisa de criança. Já racismo é crime. As escolas precisam assumir que não sabem lidar com essa situação. Precisam se letrar e precisam aprender a se responsabilizar”.

Em definição, bullying é um tipo de violência que é praticado no ambiente escolar (da educação básica ao pós-doutorado), em clubes ou em agremiações recreativas. Bullying não é o termo usado para definir a agressão física ou psicológica, xingamento, violência, ameaça ou exclusão contínuos que acontecem no trabalho.

Já o racismo é uma agressão (física e/ou psicológica, recorrente ou não) com base em características de cor, raça ou etnia da vítima, que pode acontecer em qualquer lugar e ser praticado por qualquer pessoa.

Desde janeiro deste ano, a Lei 14.811 acrescentou ao Código Penal o crime de bullying e cyberbullying (quando o crime acontece no ambiente virtual), que prevê penas de reclusão de 2 a 4 anos, e multa.

Já o racismo é um crime inafiançável previsto pela Lei 7.716, de 1989, e prevê pena de reclusão de 2 a 5 anos e multa.

Como os colégios lidam com o preconceito?
O g1 entrou em contato com alguns colégios de elite da capital que oferecem bolsa e perguntou como eles lidam com a diversidade e o que fazem em casos de preconceito no ambiente escolar.

Os colégios Vera Cruz, Porto Seguro e Avenues não compartilharam detalhes sobre o tema e não informaram se promovem algum tipo programa de permanência a alunos bolsistas. Também não disseram se a matriz curricular aborda diferenças raciais e de gênero e se há punições previstas em casos de bullying, racismo e homofobia, por exemplo.

Abaixo, confira as respostas dos colégios que retornaram o contato.

Colégio Bandeirantes
O Colégio Bandeirantes tem um total de 2,8 mil alunos nos ensinos fundamental e médio, sendo 130 bolsistas.

Como funciona o programa de bolsas?

“As bolsas são oferecidas a partir das parcerias com institutos sociais – ISMART, SOL e ALCANCE. Nosso programa de bolsas tem como objetivo abrir portas para alunos talentosos que enfrentam desafios financeiros, oferecendo a eles uma oportunidade única de acesso à educação de qualidade. O processo de seleção é criterioso, considerando tanto o desempenho acadêmico quanto a situação socioeconômica dos candidatos. Ao ingressarem no colégio, esses alunos são acolhidos e integrados em um ambiente que valoriza e potencializa suas capacidades. Trabalhamos para emponderá-los em sua trajetória acadêmica, oferecendo não apenas apoio pedagógico, mas também um espaço onde ex-bolsistas, já bem-sucedidos no mercado, compartilham suas experiências em rodas de conversa. Esses encontros são fundamentais para inspirar e motivar nossos bolsistas atuais, mostrando que, com dedicação e apoio, eles podem alcançar grandes conquistas”.

O colégio oferece algum programa de permanência?

“Sim, nosso compromisso vai além de apenas oferecer a bolsa de estudos. Temos um programa abrangente de permanência que busca garantir o sucesso contínuo dos alunos bolsistas ao longo de sua jornada escolar. Esse programa inclui orientação educacional, que acompanha o desenvolvimento acadêmico dos alunos. Além disso, promovemos atividades de integração, como grupos de estudo e projetos colaborativos, que incentivam a participação ativa na vida escolar.

No início do ano letivo, realizamos um processo de integração que envolve tanto os estudantes bolsistas quanto os não bolsistas. Durante essa integração, todos os alunos são acolhidos de forma equânime, com atividades que promovem a inclusão e o sentimento de pertencimento. Não há qualquer diferenciação no tratamento dispensado a esses alunos; nosso foco é garantir que todos se sintam valorizados e apoiados”.

De que forma o colégio aborda as diferenças? Isso está presente no currículo?

“A diversidade e a inclusão são valores centrais na nossa escola, e abordamos essas questões de forma integrada ao currículo. Em nossas aulas de convivência, os alunos têm a oportunidade de discutir e refletir sobre temas como equidade social, racial e de gênero, além de aprender sobre os direitos humanos e a importância do respeito às diferenças. Desde 1992, o colégio possui em seu currículo um trabalho sistemático de convivência que atua em diferentes frentes. Entre elas, destacam-se as aulas semanais de Convivência Positiva para todos os alunos, que são planejadas com o objetivo de promover um ambiente de respeito e inclusão.

Outra frente importante são as ações diretas, como o Método de Preocupação Compartilhada, que consiste em intervir de forma específica quando há uma suspeita de intimidação sistemática (bullying). A escola também oferece espaços de protagonismo para os alunos, que desempenham um papel fundamental na construção de um ambiente seguro e acolhedor. Entre esses espaços, destacam-se as Equipes de Ajuda, a Comissão de Apoio Racional e Emocional (C.A.R.E.) e o Bandiversidade, que são grupos formados para promover a inclusão, o apoio emocional e a diversidade dentro do colégio.

Desenvolvemos projetos interdisciplinares que incentivam a valorização da diversidade e promovem a empatia entre os estudantes. Além disso, realizamos palestras, rodas de conversa e workshops com especialistas e líderes comunitários que abordam essas questões de forma prática e inspiradora. Nosso objetivo é formar cidadãos conscientes, capazes de reconhecer e celebrar a diversidade em todas as suas formas”.

Há algum tipo de punição em caso de bullying, racismo e homofobia, por exemplo?

“Temos protocolos bem definidos que incluem desde a investigação minuciosa dos incidentes até a aplicação de medidas disciplinares, que podem variar de advertências formais a suspensões, dependendo da gravidade do caso. Mais do que punir, nosso foco é educar e transformar. Por isso, implementamos programas de conscientização e reparação, onde os envolvidos participam de atividades reflexivas e de mediação, visando restaurar o ambiente de respeito e confiança. Acreditamos que essas situações, embora difíceis, podem ser transformadas em oportunidades de aprendizado e crescimento para todos os envolvidos”.

Colégio São Domingos
O Colégio São Domingos tem um total de 933 alunos nos ensinos infantil, fundamental e médio, sendo 76 bolsistas.

Como funciona o programa de bolsas?

“Atualmente, o Colégio São Domingos conta com os seguintes programas de concessão de bolsas de estudos:

A concessão de Bolsa Integral via Convenção Coletiva: segundo este critério, todos os funcionários do colégio, independentemente de suas funções (administrativas, educativas, executivas, operacionais, técnicas etc.) têm direito a até duas bolsas integrais (100% da anuidade escolar) para seus dependentes. A diferença específica de nossa política institucional em relação aos termos da Convenção é que, além da concessão da bolsa integral, os filhos de nossos funcionários têm também a prioridade da vaga.

A concessão de Bolsa Integral via Edital de Políticas Afirmativas: por meio deste Edital, o Colégio São Domingos concede bolsas de estudo de 100% (cem por cento na anuidade escolar) para crianças e adolescentes que sejam negros (pessoas autodeclaradas pretas e pardas) e indígenas. Em 2024, foram oferecidas 4 (quatro) bolsas a estudantes com as características étnico-raciais acima descritas, com entradas nos distintos segmentos da escola: Educação Infantil, Ensino Fundamental 1 e Ensino Fundamental 2 e Ensino Médio. Para estudantes da Educação Infantil e Ensino Fundamental as bolsas foram também concedidas para as atividades do Semi Integral (Usina de Aprendizagens), que acontecem no contraturno escolar.

A concessão de Bolsa Integral por meio de convênio institucional com a Fundação Cultural São Paulo.

A concessão de descontos (Bolsas Parciais) por meio de outros convênios institucionais.

A concessão de descontos (Bolsas Parciais) por um período pré-determinado para familiares da comunidade escolar com dificuldades financeiras pontuais”.

O colégio oferece algum programa de permanência?

“A fim de garantir a permanência dos/as estudantes contemplados/as pelas Bolsas, Edital de Políticas Afirmativas prevê também o compromisso da instituição com as seguintes ações: A) Auxílio alimentação para estudantes do período Semi-Integral de até 100%; B) Auxílio alimentação para estudantes, contempladas(os) neste edital, nas atividades do contraturno escolar; C) Material Escolar completo: kit papelaria, material didático, livros paradidáticos específicos de cada série; D) Kit de uniforme escolar; E) Auxílio financeiro para transporte; F) Auxílio financeiro para estudos de meio.

Para favorecer essas ações, o Colégio São Domingos criou o Fundo para a Equidade Racial (FER). O FER é uma ação de caráter político-pedagógico que afirma a corresponsabilidade da comunidade escolar na garantia de recursos econômicos para a permanência de estudantes negras(os) e indígenas, por meio de doações voluntárias.

O Edital de Bolsas, assim como Fundo para a Equidade Racial são resultantes das ações do Comitê de Políticas Antirracistas do Colégio São Domingos”.

De que forma o colégio aborda as diferenças? Isso está presente no currículo?

“A afirmação das diferenças em sua plenitude é um dos princípios que estruturam e orientam a nossa concepção de educação e nossas práticas pedagógicas. Na perspectiva curricular, as diferenças não são abordadas de modo temático, como conteúdo disciplinar específico, mas de forma estrutural, uma vez que a afirmação da diversidade compõe o nosso ethos escolar e atravessa o nosso modo de conceber os projetos de investigação e estudo. Assim, elas (as diferenças) estão presentes não apenas nas abordagens acadêmicas das diversas áreas de conhecimento, mas também na dinâmica das relações sociais que o colégio promove e media.

Em 2024, iniciamos um diagnóstico institucional do nosso currículo escolar desde uma perspectiva antirracista, utilizando como referência os Indicadores da Qualidade na Educação – Relações Raciais na Escola (Ação Educativa, 2023). Este é um projeto que perpassa todos os segmentos e deve se estender até o próximo ano. Informações específicas sobre essa investigação diagnóstica estão disponíveis no nosso site: currículo e educação antirracista.

Além das ações do Comitê e dos projetos de investigação curriculares, o colégio promove regularmente uma série de encontros com a comunidade escolar para debater temas contemporâneos que tenham impactos significativos no nosso modo de pensar e fazer educação”.

Há algum tipo de punição em caso de bullying, racismo e homofobia, por exemplo?

“Embora a palavra punição tenha um sentido bastante específico no contexto pedagógico e na legislação escolar, o campo semântico que ela abarca traz reverberações práticas e conceituais que não favorecem a compreensão de nossos modos de ação educativa no enfrentamento de casos de bullying, racismo e homofobia. A escola é, por excelência, um espaço de formação e, nessa perspectiva, toda ação empreendida nesse espaço precisa ter uma finalidade pedagógica (e não penal, stricto sensu). A interdição é parte essencial do processo educativo. Mas para ser efetiva, ela deve ser concebida e realizada com um propósito pedagógico, caso contrário, ela permanece apenas no campo simbólico da punição/penalização e não da formação.

Entendemos que circunstâncias específicas exigem um gesto simbólico de interdição. A interdição, por sua vez, nunca é pensada de forma isolada, como punição automática, mas integra uma ampla cadeia de procedimentos que prevê o reconhecimento, a reparação e o monitoramento de casos de racismo, bullying e homofobia. Por isso, decisões dessa natureza são sempre tomadas de forma dialogada e refletida para que os implicados as recebam como um gesto concreto e afetivo de comprometimento ético e pedagógico com a sua formação, seja como indivíduo, seja como comunidade”.

Fonte: G1

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São PauloEleições

Quaest: 49% dos paulistanos querem que prefeito seja independente; 32%, aliado de Lula e 17% aliado de Bolsonaro

por Redação 29 de agosto de 2024

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (28) aponta que 49% dos eleitores de São Paulo querem que o prefeito seja independente de aliado político. Já 32% responderam que preferem um aliado do presidente Lula (PT) e 17% do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)

A Quaest, contratada pela TV Globo, realizou 1.200 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 25 e 27 de agosto. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

Aliado de Bolsonaro: 17%
Independente: 49%
Aliado de Lula: 32%
Não sabe/não respondeu: 2%

A pesquisa também questionou os eleitores em qual candidato votariam, mesmo sem conhecer, se fosse apoiado pelo presidente Lula (PT), governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ou ex-presidente Jair Bolsonaro PL).

Em relação ao apoio de Lula, 26% responderam sim, 68% responderam não e 6% não souberam ou não responderam.
Em relação ao apoio de Tarcísio de Freitas (Republicanos), 26% responderam sim, 66% responderam não e 8% não souberam ou não responderam.
Já em relação ao apoio de Bolsonaro, 21% responderam sim, 74% responderam não e 5% não souberam ou não responderam.

Fonte: G1

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São Paulo

Sobe para 9 o número de suspeitos presos por incêndios no interior de São Paulo

por Redação 29 de agosto de 2024

A Polícia Militar prendeu dois homens suspeitos de atear fogo em uma área de vegetação às margens da Rodovia Fábio Talarico, em Franca (SP), na noite desta quarta-feira (28). Foram a oitava e nona prisões de pessoas suspeitas de participar de incêndios no interior do estado nos últimos dias.

Segundo boletim de ocorrência, após denúncia anônima, os policiais foram até o local e encontraram Moisés de Faria Borges, de 42 anos, andando com quatro pedaços de vela e um isqueiro. Questionado pelos agentes, o suspeito negou ter ateado fogo na vegetação e culpou outro homem.

Esse segundo suspeito, identificado como Ludmiller Luiz dos Santos Silva, de 35 anos, foi encontrado pelos PMs a poucos metros do primeiro. O homem também negou a autoria.

Os dois foram detidos e levados à Central de Polícia Judiciária (CPJ) da cidade, onde tiveram decretadas as prisões em flagrante, já que estavam próximos um ao outro quando foram encontrados. O g1 não conseguiu localizar a defesa deles.

O fogo, por sua vez, foi controlado pelo Corpo de Bombeiros.

Outras prisões
Desde sábado (24), denúncias anônimas levam a polícia a suspeitos de participação na série de incêndios que foram registrados no interior de São Paulo nos últimos dias.

A última prisão confirmada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) foi na quarta-feira (28), em Salto (SP). O homem, de 32 anos, foi detido por suspeita de atear fogo em uma área de mata às margens da Rodovia Archimedes Lammoglia (SP-075).

Além do suspeito preso na região de Sorocaba (SP), também há detidos nas regiões de Ribeirão Preto (SP) e São José do Rio Preto (SP), áreas mais devastadas pelo fogo.

Uma análise do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) aponta que os incêndios começaram em 90 minutos, entre 10h30 e 12h de sexta-feira (23).

Entre os dias 22 e 24 de agosto, o estado registrou 2,6 mil focos de calor, sendo que 81,29% estavam concentrados em áreas de uso agropecuário, como plantações de cana-de-açúcar e pastagens.

Veja a cronologia das sete primeiras prisões, de acordo com a SSP:

Sábado (24)
No sábado (24), quando grande parte do interior de São Paulo enfrentava uma série de incêndios escalonados, a polícia prendeu um idoso de 76 anos.

Ele foi o primeiro detido suspeito de após atear fogo em lixo em uma área de mata no Jardim Maracanã, em São José do Rio Preto. Os policiais chegaram até o idoso, que não teve a identidade revelada, após uma denúncia de uma moradora que conseguiu conter as chamas com o auxílio de um balde de água. Ela também relatou que recebeu xingamentos dele.

Domingo (25)
No domingo, o mecânico Alessandro Arantes, de 42 anos, foi flagrado por policiais enquanto ateava fogo em uma mata próxima à região central de Batatais também após uma denúncia anônima.

Segundo a polícia, ele já tem passagens por roubo e homicídio. Alessandro teve a prisão temporária convertida em preventiva na segunda-feira (26). Com ele, foi apreendida uma garrafa com gasolina, um isqueiro e o telefone celular.

Em vídeos encontrados no aparelho, ele comemorava incêndios de grandes proporções na região de Ribeirão Preto. Arantes é o único suspeito que teve a identidade divulgada.

Segunda-feira (26)
Na segunda-feira, outras quatro pessoas suspeitas de envolvimento em incêndios criminosos foram detidas nas regiões de Ribeirão Preto, Barretos e Rio Preto.

Em Guaraci, um homem de 26 anos foi preso em flagrante pela manhã, suspeito de atear fogo em um canavial na região rural. Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por vizinhos que viram o suspeito ateando fogo no canavial em pontos diferentes, o que causou o incêndio na área rural. Ele tentou fugir quando viu os policiais. Com ele foram encontrados dois isqueiros.

Em Batatais, um segundo homem, de 27 anos, foi encontrado por policiais em um imóvel por volta das 15h, após denúncia anônima de início de fogo em um terreno próximo a uma Área de Preservação Permanente (APP), no Jardim Valenciano.

O suspeito carregava uma mochila onde havia isqueiro, tesoura e caixa de fósforos. Ele foi preso e encaminhado para a delegacia da cidade.

Também na segunda-feira, um homem de 44 anos foi detido suspeito de atear fogo em um terreno no bairro Higienópolis, em São José do Rio Preto. O crime aconteceu na sexta-feira (23) e o suspeito foi flagrado por uma câmera de segurança.

Segundo investigações da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), o homem usa uma motocicleta para trabalhar como entregador. Em depoimento, ele confessou o crime e disse que jogou uma bituca de cigarro na área atingida, sem intenção de atear fogo no local.

No mesmo dia, um homem de 49 anos foi flagrado por um câmera de segurança saindo de uma mata momentos antes do início de uma queimada, em Jales.

A Polícia Civil conseguiu identificar o suspeito, que confessou que estava fumando um cigarro no interior da mata e que descartou a bituca ali, iniciando o incêndio. Ele foi multado em R$ 7.350 por infração ambiental. Após prestar depoimento, ele foi liberado. Quase um hectare da vegetação foi queimado.

Terça-feira (27)
A última das sete prisões aconteceu na terça-feira (27), quando um homem de 32 anos foi abordado pelos guardas por suspeita de atear fogo em uma área de mata às margens da Rodovia Archimedes Lammoglia (SP-075), em Salto.

Ele confessou o crime, foi preso e levado para delegacia em Itu (SP). De acordo com informações da concessionária responsável pelo trecho, o fogo atingiu uma área de, aproximadamente, mil metros.

Fonte: G1

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São PauloEleiçõesPolítica

Família Bolsonaro acena a Marçal, e adversários veem senha para debandada de campanha de Nunes

por Redação 29 de agosto de 2024

A família Bolsonaro acenou a Pablo Marçal (PRTB) após a pesquisa Quaest de quarta-feira (28).

O levantamento mostrou Marçal com 38% das intenções de voto entre eleitores de Jair Bolsonaro (PL). Ricardo Nunes (MDB), o candidato oficial do ex-presidente para a Prefeitura de São Paulo, tem 33%.

Os números indicam empate técnico (a margem de erro é de 5 pontos para mais ou para menos), mas um avanço de Marçal sobre o eleitorado bolsonarista. Em junho, Nunes estava à frente nesse segmento, com 36% ante os 24% do ex-coach.

No levantamento geral, Marçal (19%) está empatado tecnicamente com Boulos (22%) e Nunes (19%) na liderança. Em junho, Marçal (11%) estava fora do primeiro pelotão, que era composto por Nunes (24%) e Boulos (23%).

A pesquisa foi divulgada às 15h de quarta. Às 20h30, Carlos Bolsonaro, que na semana passada havia ameaçado processar Pablo Marçal acusando-o de injúria e difamação, levantou bandeira branca.

Para aliados de Nunes e petistas – que tentam eleger Guilherme Boulos (PSOL) em São Paulo – o post foi a senha para que o bolsonarismo deixe de atacar Marçal. E mais: comece a desembarcar de Nunes.

O prognóstico é que Bolsonaro vai seguir pedindo votos para Nunes – o PL é parte da coligação que tenta reeleger o emedebista –, mas libere os expoentes mais vocais do bolsonarismo a pedir votos para Marçal, num movimento análogo ao que João Doria, candidato do PSDB ao governo de São Paulo em 2018, fez como correligionário Geraldo Alckmin, que disputava a Presidência da República.

Doria começou por abandonar Alckmin no interior de SP e terminou a campanha com a camiseta de “BolsoDoria”, movimento que estimulava voto em si e no então candidato do PSL à presidência.

Marçal também se movimenta atrair o bolsonarismo oficial. Em sabatina na GloboNews na segunda-feira (26), o candidato do PRTB descreveu Bolsonaro como “o maior líder”.

Nos bastidores, assessores de Bolsonaro negam qualquer abandono de Nunes, mas seguem se queixando da falta de bolsonarismo na campanha do prefeito.

Sobre a bandeira branca de Carlos Bolsonaro, esses assessores argumentam que a conciliação entre os campos de Marçal e de Bolsonaro é uma articulação nacional feita por expoentes da direita como deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), vai além da disputa pela prefeitura de SP, e tem como objetivo evitar racha na direita e criar um cordão de isolamento contra a esquerda.

Fonte: G1

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Fraude

De Porsche a BMW: PF apreende 30 carros de luxo, joias e relógios com suspeitos de fraude bilionária com fintechs

por Redação 29 de agosto de 2024

A Polícia Federal (PF) apreendeu 46 veículos, sendo 30 de luxo, com os investigados na Operação Concierge, que investiga a suspeita de fraudes de 7,5 bilhões com o uso de duas fintechs. Durante a ação dos agentes, 14 pessoas foram presas e 60 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta quarta-feira (28).

As prisões foram feitas nas casas dos investigados em Campinas (SP), São Paulo (SP), Ilhabela (SP), Sorocaba (SP) e Americana (SP). As apreensões ocorreram em vários estabelecimentos, incluindo lojas de veículos. A Justiça ainda autorizou o bloqueio de R$ 850 milhões em contas associadas à organização criminosa

Sob escolta, os carros apreendidos chegaram ao longo do dia no pátio da PF em Campinas e também em um estacionamento alugado pela corporação. São utilitários esportivos e carros esportivos de marcas de luxo, como Porsche, Land Rover, BMW, Volvo e Mercedes-Benz.

Ainda de acordo com a PF, os agentes também apreenderam jóias, relógios e centenas de máquinas de cartão de crédito, além de documentos celulares e computadores. Os itens devem passar por perícia e depois ficaram depositados em uma conta judicial.

Facções como clientes
Segundo a investigação, as empresas investigadas pela Polícia Federal de Campinas (SP) alvos da operação atuavam oferecendo contas para pessoas e empresas com bloqueios tributários e que não poderiam fazer transferências por contas tradicionais. De acordo com a PF, a suspeita é de que a quadrilha tenha movimentado R$ 7,5 bilhões com o esquema.

Sócios das empresas entre os presos

O g1 apurou que as empresas investigadas na operação são a Inovebanco e a T10 Bank. Os sócios das duas companhias, Patrick Burnett e José Rodrigues, respectivamente, foram presos durante nesta quarta.

A EPTV, afiliada da TV Globo, e o g1 tentaram contato com a T10 Bank para tentar um posicionamento da defesa, mas não tiveram retorno. A Inove Global Group afirmou que os advogados da empresa ainda não tiveram acesso integral ao conteúdo da investigação.

Patrick Burnett
Patrick Burnett é presidente do Inovebanco. Em seu site oficial, a instituição se define como uma alternativa de “soluções seguras em meios de pagamento para todo tipo e tamanho de negócio através de uma estrutura sólida, organizada e conectada: maquininhas, gestão de recebíveis, seguros, benefícios e integrações sistêmicas”.

Na internet, é possível conferir diversas entrevistas do investigado sobre o mercado financeiro. De acordo com o perfil no Linkedin, ele cursou economia na PUC-Campinas de 2001 a 2004.

Ainda na rede social, Burnett se denomina CEO e fundador de uma série de empresas que formam o Inove Global Group. Além disso, ele é curador de inovação do Grupo de Líderes Empresariais (LIDE), um cargo voluntário na entidade.

“Minha carreira foi dedicada a desbravar novos caminhos no setor financeiro, alavancando a tecnologia para oferecer soluções disruptivas e acessíveis a todos. Minha missão é aproximar as pessoas das possibilidades do mundo digital e empoderá-las com ferramentas financeiras inovadoras”, diz o texto do perfil.

José Rodrigues
José Rodrigues é um advogado conhecido em Campinas, proprietário do escritório Plácido e Rodrigues, no Cambuí, e fundador do T10 bank. Além disso, ele é suplente de deputado federal pelo PP.

Dr. Rodrigues, como é chamado, tem um perfil no Instagram com 47 mil seguidores no qual se denomina advogado empresarial, empreendedor e escritor do livro “Dr. Poder”.

As postagens reúnem muitas fotos de viagens em vários lugares do mundo. Em um dos conteúdos, José Rodrigues publicou uma imagem com o seguinte texto: advogado experiente ajudou centenas de empresas e economizarem milhões em dívidas bancárias e tributárias.

O T10 Bank se define como uma “uma solução inteiramente digital e completa, pensada para a realidade do empresário brasileiro e criada por quem vive isso há mais de 20 anos”.

O que são as fintechs (bancos digitais) alvos da investigação?
Normalmente, fintechs são empresas que atuam no mercado financeiro por meio do uso intensivo da tecnologia e com a proposta de inovar. Elas são consideradas instituições de pagamento e atuam, principalmente, com a oferta de maquininhas de cartão de débito e crédito.

Quem eram os clientes das fintechs investigadas?
Segundo a Polícia Federal, os clientes das duas empresas eram “sonegadores contumazes”, com altas dívidas e até bloqueio tributários, e que usavam as fintechs para fraudar a execução fiscal.

Isso porque, com o esquema, essas pessoas conseguiam movimentar valores sem serem notadas pelo Sistema Financeiro Nacional.

Ainda de acordo com as investigações, entre os contribuintes que usavam a conta digital, está uma pessoa com R$ 254 milhões em débitos inscritos em dívida ativa da União.

Como funcionava o esquema?
As fintechs investigadas possuem uma conta corrente como pessoa jurídica em um banco comercial tradicional. Essa conta é chamada de “bolsão” e serve para fazer transações com o dinheiro de seus clientes de forma “invisível”, pois é praticamente impossível rastreá-las. Veja o exemplo abaixo:

  • A pessoa física “A” tem contas bloqueadas e quer se manter ativa no mercado financeiro, fazendo transações, recebendo e enviando valores. Ela, então, abre uma conta com a fintech e a controla por meio de um aplicativo;
  • Essa pessoa “A” faz uma transferência para a pessoa “B” por meio desse aplicativo;
  • A fintech, por sua vez, tem uma conta corrente como pessoa jurídica em um banco comercial tradicional;
  • Quando transfere um valor para a pessoa “B” por meio da fintech, na verdade, a pessoa “A” está transferido para a conta jurídica que a fintech tem no banco comercial.


Como a pessoa “A” não tem vínculo com o banco comercial, seu nome não aparecerá no extrato, mas, sim, a fintech titular da conta. A transferência para a pessoa “B”, por sua vez, aparece no extrato tendo como origem a pessoa jurídica da fintech e não a pessoa “A”. Nesse esquema, a pessoa “A” fica invisível e pode manter seu patrimônio livre de restrições.

A investigação aponta que o volume de dinheiro movimentado a crédito pelas duas fintechs, entre 2020 e 2023, foi de R$ 3,5 bilhões, segundo a Polícia Federal.

Mandados cumpridos
No total, foram cumpridos dez mandados de prisão preventiva, sete de prisão temporária e 60 de busca e apreensão, todos expedidos pela 9ª Vara Federal de Campinas. Os alvos estavam espalhados em 15 cidades nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Do total, 13 prisões foram em Campinas. As cidades de São Paulo, Ilhabela, Sorocaba e Americana tiveram um preso cada. Todas ocorreram nas casas dos investigados. Já as apreensões ocorreram em vários estabelecimentos, incluindo lojas de veículos.

A polícia também pediu o bloqueio de R$ 850 milhões em contas associadas à organização criminosa. Veja os municípios que tiveram cumprimento de mandados:

  1. Campinas;
  2. Americana;
  3. Valinhos;
  4. Paulínia;
  5. Jundiaí;
  6. Sorocaba;
  7. Votorantim;
  8. Embu-Guaçu;
  9. Santana do Parnaíba;
  10. Osasco;
  11. São Caetano do Sul;
  12. São Paulo;
  13. Barueri;
  14. Ilha Bela;
  15. Belo Horizonte (MG).


A Justiça também autorizou a suspensão das atividades de 194 empresas usadas pela quadrilha para disfarçar as transações irregulares, e cancelou duas inscrições da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), uma em Campinas e uma em Sorocaba, e quatro registros de contadores (dois em Campinas, um em São Paulo e um em Osasco).

O material apreendido, como malotes de dinheiro, foi encaminhado à sede da Polícia Federal de Campinas. No total, 200 policiais federais foram envolvidos na operação. Entre os alvos de busca e apreensão, estão as sedes dos bancos digitais irregulares e instituições administradoras de cartão de crédito. A Receita Federal aplicou sanções fiscais às pessoas jurídicas investigadas.

‘Concierge’
Os investigados vão responder por gestão fraudulenta de instituições financeiras, operação de instituição financeira não autorizada, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, crimes contra a ordem tributária e organização criminosa.

O nome da operação, “Concierge”, é uma palavra francesa que denomina o profissional que atende necessidades específicas de clientes e faz alusão à oferta de serviços clandestinos para ocultação de capitais.

Fonte: G1

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São Paulo

‘Não roubei nada’, diz menino negro de 7 anos acusado injustamente por gerente de loja de comer bolachas sem pagar

por Redação 29 de agosto de 2024

“Não roubei nada”, diz constrangido um menino negro, de 7 anos, acusado injustamente pelo gerente de uma loja de doces da Zona Leste de São Paulo de comer um pacote de bolachas sem pagar.

A declaração do garoto foi gravada pela mãe dele. O diálogo e as imagens dos dois aparecem num vídeo que viralizou nas redes sociais nesta semana. Outras filmagens, essas de câmeras de segurança sem som ambiente, mostram como o funcionário abordou a criança e seus pais, pretos também. Todos estavam na fila do caixa da Magic Doces em Cidade Tiradentes (veja acima).

O caso ocorreu na última quinta-feira (22). O funcionário acusou o menino de roubo e, segundo a família, falou que o crime foi visto por câmeras da empresa. No entanto, nenhuma imagem registrou isso, segundo a própria loja admitiu depois, por meio de nota.

A comerciante Giovanna Santos de Oliveira Brasil, de 25 anos, mãe do menino, denuncia o gerente por racismo. O nome dele não foi divulgado pela empresa. A mulher procurou a Polícia Civil, que, no entanto, registrou a ocorrência somente como “calúnia” no 44º Distrito Policial (DP), Guaianazes.

Questionada pelo g1 e pela TV Globo, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a polícia vai analisar os vídeos e que, no decorrer da investigação, o crime a ser apurado pode mudar.

“O caso citado foi registrado no 44° DP e é investigado pelo 54° Distrito Policial (Cidade Tiradentes), responsável pela área. A autoridade policial vai ouvir os envolvidos e analisa as imagens, visando esclarecer as circunstâncias do ocorrido. Cabe ressaltar que a tipificação inicial do boletim de ocorrência não é definitiva, e pode ser alterada ao decorrer das investigações”, informa a pasta da SSP.

A conversa entre o menino, que não será identificado nesta reportagem, e a mãe, que chora na gravação, foi compartilhada no Instagram e no Tik Tok.

“O gerente disse: ‘A gente viu pelas câmeras seu filho pegando as bolachas, comendo e escondendo o pacote vazio atrás das prateleiras'”, falou Giovanna sobre o que, segundo ela, ouviu do funcionário da Magic Doces.

Depois disso, ela falou que pegou o celular e começou a gravar. “Sofremos constrangimento e racismo. Nós nunca passamos por isso na vida. Olhar racista a gente sofre, mas de chegar nesse ponto de ser abordado na frente de todo mundo jamais tinha ocorrido. Se ele tivesse tido bom senso de chegar na gente de cantinho… mas ele já chegou acusando.”

O objetivo da mãe do menino em registrar o que ocorreu foi o de denunciar a “desconfiança embasada exclusivamente na questão racial”, nas palavras do seu advogado, José Luiz de Oliveira Júnior. Ele falou à reportagem que pretende procurar a Delegacia de Crimes de Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) para investigar o caso mais profundamente.

“É uma delegacia especializada em apurar crimes raciais”, falou José Luiz. Segundo ele, o escritório de advocacia Oliveira Jr & Santos Advogados estuda entrar ainda com uma ação de indenização por danos morais contra a Magic Doces. “A empresa é responsável por ter funcionários assim. A solução para isso passa por punições para quem comete o racismo por meio da Justiça.”

Loja reconhece erro

O garoto, sua mãe e o pai dele, o vendedor ambulante Diego Brasil dos Santos, de 29 anos, tinham acabado de ser abordados pelo funcionário da loja, um homem branco, na fila do caixa. O filho do casal foi apontado como suspeito de roubo na frente de outros clientes e funcionários, todos brancos.

A família havia comprado mais de R$ 500 em doces. O menino fez aniversário dois dias antes, e os pais prometeram uma festa com guloseimas para comemorar a data no final de semana. Por isso foram à Magic Doces. “Não piso mais lá”, disse a mãe.

Depois, por meio de nota divulgada em sua rede social, a Magic Doces reconheceu que o funcionário errou ao acusar o garoto sem provas. E que apura a denúncia. A empresa ainda declarou que “não compactua, sob nenhuma circunstância, com atitudes discriminatórias ou preconceituosas”.

“Ocorreu um incidente em nossa loja envolvendo uma criança que foi abordada por um funcionário, suspeitando do consumo de um produto sem pagamento. Diante disso, revisamos as imagens de segurança e, após análise detalhada, o fato não foi constatado”, informa a Magic Doces.

Advogado nega racismo e acusação de roubo

Por telefone, o advogado Alexandre Aivazoglou, que defende os interesses da Magic Doces, encaminhou dois vídeos das câmeras de segurança da loja ao g1 e falou que as imagens mostram que a abordagem do gerente à família foi “mansa, educada”.

Ainda segundo Alexandre, “é um absurdo acusar o gerente de racista”. De acordo com o advogado, a Magic Doces “tem funcionário da pele preta. E a grande maioria dos seus clientes são negros”.

“Em nenhum momento o gerente acusou de roubo”, afirmou Alexandre. Como essa declaração do advogado é diferente da nota da Magic Doces, a reportagem o questionou sobre qual é a versão oficial da empresa. Ele então respondeu:

“Quando isso estourou nas redes sociais, a empresa quis prestar esclarecimentos e não fez o uso correto das palavras”, disse o advogado.

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São Paulo

USP aciona MP após símbolos de apologia ao nazismo serem desenhados em áreas da Faculdade de Direito

por Redação 28 de agosto de 2024

A Universidade de São Paulo (USP) acionou nesta quarta-feira (28) o Ministério Público (MP-SP) para investigar inscrições de apologia ao nazismo na Faculdade de Direito, no Largo São Francisco.

Segundo a vice-diretora, Ana Elisa Bechara, a faculdade comunicou grupos que monitoram esse tipo de crime no MP e no MPF.

A conduta pode levar a expulsão dos responsáveis.

Em reunião com professores titulares, o diretor da Faculdade, Celso Campilongo, também afirmou que a diretoria considerava a gravação de símbolos nazistas pelo campus intolerável e reforçou que os responsáveis, quando identificados, responderão por seus atos.

Segundo a universidade foram encontrados desenhos nos elevadores, banheiros e nas mesas de salas de aula. Os responsáveis ainda não foram identificados.

Fonte: G1

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Eleições

Evento de Boulos tem Hino Nacional com gênero neutro, e campanha apaga vídeo após repercussão negativa

por Redação 28 de agosto de 2024

A campanha do candidato à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL), afirmou em nota que a execução no Hino Nacional com linguagem neutra, durante um comício no Campo Limpo, na Zona Sul da capital, não foi autorizada.

O vídeo do comício repercutiu nas redes sociais. Além de Boulos, a candidata a vice, Marta Suplicy (PT), e o presidente Lula (PT) também estavam no evento.

Durante a execução, a artista trocou a última estrofe para o gênero neutro, cantando “des filhes deste solo és mãe gentil” e “verás que um filhe teu não foge a luta”. Originalmente, a letra diz “dos filhos deste solo és mãe gentil” e “verás que um filho teu não foge à luta”.

O vídeo havia sido publicado na página do YouTube do candidato, mas foi deletado.

Fonte: G1

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