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Sobrevivente de bomba atômica de Hiroshima, Takashi Morita morre aos 100 anos em SP

por Redação 13 de agosto de 2024

O comerciante Takashi Morita, um dos sobreviventes da bomba atômica que atingiu Hiroshima durante a Segunda Guerra Mundial, morreu nesta segunda-feira (12) em São Paulo.

A morte foi comunicada em uma nota de pesar divulgada nas redes sociais da Escola Técnica Estadual (Etec) de Santo Amaro, Zona Sul, que leva o nome de Takashi desde 2019.

O velório será 10h desta terça-feira (13) no Plena Funeral Home. Já o sepultamento está previsto para 15h no Cemitério Congonhas.

“É com profundo pesar que a direção, comunica a perda do nosso patrono Sr Takashi Morita. Lamentamos a perda e nos solidarizamos com a família neste momento”.

Morador de São Paulo desde 1956, Takashi ficou conhecido como um hibakusha, nome dado aos sobreviventes dos bombardeios atômicos no final da Segunda Guerra Mundial, em 6 de agosto de 1945. Na época, ele tinha 21 anos e era soldado da polícia militar japonesa.

A bomba explodiu a cerca de 1,3 quilômetros de distância de onde Morita estava. Sem sequelas graves, ele ainda viveu em seu país de origem por mais 12 anos. Durante esse período, foi diagnosticado duas vezes com leucemia e fez tratamentos.

“Lembro-me como se fosse hoje. Eu estava caminhando nas ruas da cidade quando a bomba caiu. Primeiro foi um clarão, depois uma escuridão. Então começou uma chuva preta, e as pessoas que estavam queimadas abriam a boca para tomar aquela água contaminada. Eu via pessoas queimadas, dilaceradas”, relembra Morita, que fala pouco português e concedeu a entrevista ao g1 em 2011 com ajuda da filha, Iasuko Saito.

Takashi ainda contou, durante a entrevista, que depois da bomba, todos os sobreviventes deixaram Hiroshima, porque a radiação se alastrava.

“Mas eu fiquei durante dois dias só carregando corpos, ajudando pessoas. Nestes dois dias, não comi nem bebi nada na cidade. Tudo podia estar contaminado e me contaminar por dentro. Se a radiação entra dentro de nós, daí não tem salvação”, afirmou na época.

Convencido de que teria oportunidades melhores no Brasil, embarcou ao lado da esposa e de dois filhos em um navio com destino a São Paulo, em 1956, aos 32 anos.

Após 42 dias de viagem, ele e a família desembarcaram no Porto de Santos e seguiram para a capital. “Me falaram que São Paulo era uma cidade alta, com um bom ar”, disse.

Em 2019, ele recebeu uma homenagem do estado de São Paulo por sua luta contra a radiação. A Etec de Santo Amaro mudou de nome e passou a ser chamada de Etec Takashi Morita.

Homenagem pelo centenário

Em 1º de março deste ano, estudantes e professores da Escola Técnica Estadual (Etec) de Santo Amaro, Zona Sul prestaram homenagem para Takashi pelos 100 anos que foram completados no dia 2 de março.

Durante a homenagem, houve uma série de atividades, como apresentações de teatro, dança, taikô e sarau. Takashi esteve no local acompanhado de familiares e de outros dois sobreviventes da bomba de Hiroshima que moram no Brasil.

Ainda durante a cerimônia, os estudantes e professores cantaram parabéns ao comerciante e houve entrega de flores, canecas e arranjos confeccionados pelos próprios alunos.

“É de suma importância os jovens alunos aprenderem sobre a importância da paz. Nosso patrono é um sobrevivente de Hiroshima e sempre ensinou um mundo de harmonia, paz e a história de superação e luta da paz mundial, principalmente agora que o mundo vive duas guerras”, afirmou ao g1 a professora Ana Lúcia Calaça, na época.

Fonte: G1

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São Paulo

Laudo do IML conclui que paciente torturado morreu por agressões e uso de 11 remédios; polícia indicia donos de clínica por homicídio

por Redação 13 de agosto de 2024

Laudo do Instituto Médico Legal (IML) concluiu neste mês que o paciente torturado numa clínica de terapia para usuários de drogas em Cotia, na Grande São Paulo, morreu em julho por causa das agressões que sofreu e dos 11 tipos diferentes de remédios que foi obrigado a tomar.

De acordo com o documento da Superintendência da Polícia Técnico-Científica, obtido pelo g1, Jarmo Celestino de Santana morreu em decorrência de “trauma abdominal” e do uso de “fármacos psiquiátricos”. Ele sofreu socos e pontapés e ainda tomou um composto com comprimidos chamado de “Danoninho” pelos funcionários. A vítima tinha 55 anos.

Por causa da conclusão do exame pericial, a Polícia Civil decidiu indiciar também o casal dono da Comunidade Terapêutica Efata pela morte do paciente. Os enfermeiros Cleber Fabiano da Silva e Terezinha de Cássia de Souza Lopes da Conceição foram responsabilizados por “homicídio doloso”. Os dois respondem ao crime em liberdade.

Antes do indiciamento do casal, a delegacia que investiga o caso já havia indiciado Matheus de Camargo Pinto, monitor da Efata, pela “tortura seguida de morte” de Jarmo. O funcionário da clínica chegou a filmar e compartilhar um vídeo nas redes sociais que mostra a vítima com os braços para trás, amarrados com corda, e presos a uma cadeira.

Nas imagens é possível ver outros quatro jovens rindo e zombando do paciente. Matheus ainda enviou uma mensagem de voz para uma pessoa confirmando ter agredido o interno: “Cobri no cacete” (veja vídeo acima).

Além da confissão, Matheus afirmou no seu interrogatório à polícia que teve a ajuda de outras pessoas para imobilizar Jarmo. Falou que Cleber e Terezinha o ajudaram a conter o interno. A defesa dos dois nega e alega que eles não viram nem participaram da tortura.

A polícia investiga se mais pessoas participaram do crime. Matheus disse que outras seis pessoas (sendo quatro agentes de remoção de pacientes de uma empresa terceirizada e dois monitores da clínica) participaram diretamente das agressões contra o paciente. Segundo ele, o grupo ainda deu remédios para o interno ficar calmo.

O monitor responde ao crime preso preventivamente por decisão da Justiça. Ele também é réu no processo que apura as responsabilidades pela morte de Jarmo. O julgamento do caso ainda não foi marcado.

O g1 não conseguiu localizar a defesa de Matheus para comentar o assunto até a última atualização desta reportagem.

Em outros vídeos gravados por Matheus, ele aparece rezando no local com mais internos antes do crime. Jarmo não aparece nas imagens.

Donos de clínica

Cleber e Terezinha ainda não foram denunciados pelo Ministério Público (MP). O 1º Distrito Policial (DP) de Cotia pretende concluir antes o inquérito sobre o caso. Até lá, decidirá se pedirá à Justiça a prisão do casal dono da clínica.

“Eles [Cleber e Terezinha] são responsáveis por ministrar os remédios que contribuíram para a morte de Jarmo e também são coautores das lesões no paciente por não impedirem o funcionário deles de agredir o paciente”, afirmou a delegada Marcia Ianotti, titular do 1º DP. “Quando terminar o inquérito, verei se cabe prisão para mais alguém.”

“Fiquei surpresa, pois eles nem imaginavam que deram emprego a um homicida. Mas respeito a posição da delegada”, disse ao g1 a advogada Terezinha Cordeiro de Azevedo, que defende Cleber e Terezinha Conceição. “Futuramente será devidamente comprovada a inocência do casal”, afirmou.

Se o MP e a Justiça concordarem com a posição da polícia, os donos da clínica podem ser levados a júri popular por homicídio.

Internação de paciente

Jarmo havia sido internado na clínica em 5 de julho, quando foi levado à força para a Efata por funcionários a pedido da família dele. A morte do paciente acabou confirmada em 8 de julho, quando deu entrada ferido num hospital em Vargem Grande Paulista, outro município da região metropolitana.

Quem o levou ao hospital foram outros monitores da Efata. Jarmo apresentava diversas lesões de agressões pelo corpo e não resistiu aos ferimentos, segundo os médicos.

Matheus trabalhava como monitor da clínica havia duas semanas. Quando foi interrogado pelos policiais, confessou que bateu em Jarmo para contê-lo porque o paciente estava “transtornado psicologicamente” e em “surto”.

Conselho de Enfermagem

O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) também investiga se Cleber e Terezinha, que são enfermeiros, cometeram alguma infração ética e profissional em relação à clínica e ao próprio paciente morto.

As punições previstas, em caso de confirmação da infração são: advertência, multa, censura, suspensão temporária do exercício profissional ou cassação do exercício profissional pelo Conselho Federal de Enfermagem.

Segundo a Prefeitura de Cotia, a clínica de terapia era clandestina. Uma equipe da Vigilância Sanitária esteve no endereço, interditou o local e atestou que a clínica particular não tem nenhum tipo de autorização para funcionamento. Os donos alegam o contrário: de que estariam regularizados para funcionar.

Fonte: G1

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São Paulo

MP-SP derruba perfis falsos na internet que estavam usando fotos das vítimas do acidente aéreo em Vinhedo para aplicar golpes

por Redação 13 de agosto de 2024

Ao menos 31 perfis em redes sociais, que estavam divulgando fotos das vítimas do acidente aéreo que deixou 62 mortos em Vinhedo, no Interior de São Paulo, para aplicar golpes, foram derrubados em uma operação do CyberGaeco do Ministério Público (MPSP).

De acordo com as investigações, os perfis falsos se passavam por familiares das vítimas para arrecadar dinheiro.

O avião tinha saído de Cascavel, no Paraná, com destino a Guarulhos, em São Paulo, mas acabou caindo em um condomínio no bairro Capela, em Vinhedo (SP).

Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), o voo ocorreu dentro da normalidade até as 13h20, mas a partir das 13h21 a aeronave não respondeu às chamadas da torre de São Paulo, bem como não declarou emergência ou reportou estar sob condições meteorológicas adversas. “A perda do contato radar ocorreu às 13h22”.

O acidente deixou 62 mortos. É o acidente aéreo com o maior número de vítimas desde a tragédia da TAM, em 2007 no Aeroporto de Congonhas, quando houve 199 mortos.

Ainda não se sabe o que causou o acidente, mas a queda em espiral sugere a ocorrência de um estol, situação em que a aeronave perde a sustentação que lhe permite voar, segundo especialistas.

Identificação dos corpos
Uma força-tarefa do Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo identificou até 17 dos 62 mortos no acidente com o avião da Voepass, que caiu na última sexta-feira (9) em Vinhedo, interior do estado. Até este domingo (11), 48 corpos de vítimas passaram por exames.

As declarações de óbitos de oito dos mortos já foram entregues a seus parentes. Familiares de oito vítimas já estavam providenciando os trâmites para as cerimônias de despedida delas em suas cidades. As identificações dos mortos foram feitas por meio de reconhecimento de digitais.

As demais nove vítimas identificadas estão aguardando documentos pessoais delas para que seus parentes também possam liberar seus corpos. Os nomes desses mortos ainda não foram divulgados pelo IML.

O que diz a Voepass sobre o acidente
Em nota divulgada neste sábado, a Voepass disse que a aeronave estava “aeronavegável, com todos os sistemas requeridos em funcionamento, cumprindo todos os requisitos e exigências estipulados pelas autoridades e legislação setorial vigente”.

“Neste momento, o foco da Voepass é proporcionar acolhimento e conforto às famílias das vítimas, que passam por um momento de dor e pesar. Estamos realizando todos os esforços logísticos e operacionais para que as famílias tenham em nossa equipe um apoio efetivo não só para suas necessidades de transporte, hospedagem, alimentação, mas, principalmente, de consolo e apoio emocional”, finalizou.

Fonte: G1

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São Paulo

Polícia de SP abre investigação sobre causas de acidente aéreo em Vinhedo; 12 vítimas já foram identificadas

por Redação 12 de agosto de 2024

A Polícia Civil de São Paulo instaurou inquérito em Vinhedo (SP) para investigar as causas do acidente aéreo que matou 62 pessoas na sexta-feira (9), no interior paulista. Desde sábado, agentes penitenciários auxiliam os trabalhos no condomínio do bairro Capela com aparelhos antidrone, que impedem o sobrevoo de drones não autorizados no local do acidente.

Em São Paulo, o IML (Instituto Médico Legal) Central trabalha na identificação dos 62 corpos. Até o momento da publicação deste texto, 12 vítimas foram identificadas, e um corpo foi liberado para os familiares.

Segundo o governo do estado, 40 profissionais atuam na identificação no IML Central –entre médicos, odontologistas legais, antropólogos e radiólogos. A expectativa é que mais 7 das 12 vítimas identificadas sejam liberadas para suas famílias ainda no domingo.

Além da Polícia Civil, a Polícia Federal também instaurou inquérito para investigar o acidente. O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) retirou as caixa pretas da aeronave para análise em Brasília (DF). Esta investigação será fundamental para determinar a causa da queda do voo 2283.

O governo paulista oferece acomodações em um hotel e acompanhamento psicológico aos familiares que foram para São Paulo para o reconhecimento das vítimas. Mais de 40 famílias já foram acolhidas.

Parentes que residem em Cascavel (PR) e em Ribeirão Preto (SP) que não quiserem se deslocar até a capital paulista podem se apresentar a núcleos locais do IML, para entrega de documentação e coleta de material biológico. Na cidade paranaense, 17 familiares já foram atendidos, e a documentação deles também chega neste domingo IML Central.

O acidente
O avião com 58 passageiros e quatro tripulantes, totalizando 62 pessoas a bordo, caiu em um condomínio no bairro Capela, em Vinhedo (SP), na sexta-feira (9). Inicialmente, a Voepass noticiou que 61 pessoas tinham morrido após a queda do avião. Na manhã de sábado (10), o número de mortes subiu para 62.

A aeronave pertence à companhia aérea Voespass Linhas Aéreas, antiga Passaredo. De acordo com a empresa, as vítimas estavam em um avião turboélice de passageiros, modelo ATR-72.

A companhia aérea divulgou no final da tarde a lista com os nomes das pessoas que estavam no avião. É o acidente aéreo com o maior número de vítimas desde a tragédia da TAM, em 2007 no Aeroporto de Congonhas, quando houve 199 mortos.

O avião saiu de Cascavel às 11h46 e pousaria em Guarulhos.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) lamentou o acidente e disse que vai monitorar “a prestação do atendimento às vítimas e seus familiares pela empresa, bem como adotando as providências necessárias para averiguação da situação da aeronave e dos tripulantes”.

Ainda na sexta-feira, o estado de São Paulo decretou luto oficial de três dias.

Fonte: G1

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São Paulo

Avião cai em Vinhedo e mobiliza Corpo de Bombeiros

por Redação 9 de agosto de 2024

Um avião caiu na região do bairro Capela, em Vinhedo (SP), no início da tarde desta sexta-feira (9). A Polícia Militar informou à EPTV que recebeu o chamado às 13h28 na rua João Edueta, próximo a rodovia Miguel Melhado de Campos (SP-324), e enviou equipes ao local.

A informação inicial é de se trata de um avião bimotor de passageiros, modelo ATR-72, que saiu de Cascavel (PR) com destino a Guarulhos (SP). Esse modelo comporta, segundo a Anac, 68 passageiros.

Hospitais de Vinhedo e Valinhos (SP) estão sendo mobilizados para receber possíveis feridos. O Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e a Polícia Militar estão atendendo a ocorrência no local.

Fonte: G1

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São Paulo

Porsche amarelo: MP quer ao menos 18 anos de prisão para motorista que perseguiu, atropelou e matou motoboy

por Redação 8 de agosto de 2024

O Ministério Público (MP) sugeriu à Justiça de São Paulo que o motorista do Porsche amarelo acusado de perseguir, atropelar e matar um motociclista que quebrou o retrovisor do seu carro de luxo receba uma pena de pelo menos 18 anos de prisão caso ele seja julgado e condenado pelo crime.

O MP denunciou o empresário Igor Ferreira Sauceda, de 27 anos, motorista do Porsche, por homicídio doloso triplamente qualificado por motivo fútil, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Segundo a acusação feita pela Promotoria, ele teve a intenção de matar o motoboy Pedro Kaique Ventura Figueiredo, de 21.

O crime ocorreu em 29 de julho na Avenida Interlagos, Zona Sul da capital paulista, e foi gravado por câmeras de segurança. Mesmo sem ter bebido, Igor foi preso em flagrante pela polícia por conta das imagens. Elas mostram o empresário usando o Porsche para derrubar a moto de Pedro.

Nesta terça-feira (6), a Justiça aceitou a denúncia do MP e tornou Igor réu no processo. A juíza Isabel Begalli Rodriguez, da 3ª Vara do Júri, ainda irá marcar a audiência de instrução do caso para decidir se levará o motorista do Porsche a júri popular para ser julgado pelo crime.

Se o empresário for levado a julgamento, Igor será julgado por sete jurados no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste. Dependendo da decisão deles, o réu poderá ser condenado. Neste caso, a pena seria determinada pela magistrada.

“Se ele for condenado nos termos da denúncia, a pena pode ser fixada em torno de 18 anos de reclusão em regime fechado”, disse nesta quarta-feira (7) ao g1 e à TV Globo a promotora Renata Cristina de Oliveira Mayer.

O motorista do carro de luxo alegou em sua defesa que seguiu o motociclista, mas que não quis atropelar nem matar o piloto. A delegacia que investiga o caso irá pedir para a Polícia Técnico-Científica fazer a reconstituição do crime. Os peritos deverão usar um scanner 3D e drones para depois fazerem uma animação simulada de como ocorreu a batida entre o Porsche e a motocicleta.

O Instituto de Criminalística (IC) ainda vai analisar os vídeos do atropelamento para tentar estabelecer uma estimativa da velocidade em que os veículos estavam no momento da colisão. O limite de velocidade para a via é de 50 km/h.

A Polícia Civil também vai pedir que a Porsche, marca da fabricante do carro de luxo envolvido na batida com a moto, informe o que o velocímetro do automóvel marcava quando ocorreu o atropelamento. O veículo possui um módulo interno, uma espécie de “caixa-preta”, com informações e dados sobre ele.

Segundo um caminhoneiro que viu a perseguição e o atropelamento, o motociclista quebrou o retrovisor do Porsche, que depois saiu em disparada perseguindo a moto até derrubá-la e matar o piloto.

A namorada do empresário, que estava no banco do passageiro, sofreu ferimentos leves e foi levada a um pronto-socorro. O motorista não se feriu com gravidade. Pedro foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada num hospital.

“Eu acompanhei um motoqueiro subindo a [Avenida] Interlagos… chutou o retrovisor da Porsche no farol. O cara da Porsche deu uma ré e foi disparadamente atrás do motoqueiro”, falou o caminhoneiro Gustavo Pinheiro. Ele deverá ser ouvido nesta semana pela delegacia que investiga o caso.

Na última semana, a Justiça converteu a prisão em flagrante de Igor em preventiva, sem prazo para sair. O empresário está detido atualmente em um presídio em Guarulhos, na região metropolitana. O g1 tenta contato com a defesa do motorista do Porsche.

A Promotoria ainda pediu que a magistrada fixe um “valor mínimo de indenização a ser pago aos familiares da vítima”. Isso porque, de acordo com o Ministério Público, “Pedro era casado e sua esposa estava grávida na data do crime”.

Uma semana antes de perseguir, atropelar e matar o motociclista, Igor usou o mesmo Porsche para seguir uma família que era sua sócia num bar que possuí no Itaim Bibi, Zona Sul da capital.

Fonte: G1

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Segurança

Operação na Cracolândia mira GCMs suspeitos de participação em milícia e traficantes investigados por venda de armas

por Redação 6 de agosto de 2024

Forças de segurança e autoridades iniciaram nesta terça-feira (6) uma operação na Cracolândia, região conhecida pela venda e pelo consumo de drogas no Centro de São Paulo.

A ação tem como alvo prender três guardas-civis metropolitanos e um ex-agente da Guarda Civil Metropolitana (GCM) suspeitos de integrarem uma milícia, deter dois traficantes de drogas investigados por venda de armas. Um funcionário de uma empresa de comunicação também é procurado para ser preso.

Até a última atualização desta reportagem, cinco dos sete alvos foram presos (saiba mais abaixo quem são).

A investigação apura se a milícia da qual os agentes e o ex-agente da GCM são suspeitos de fazer parte de um grupo criminoso que tem extorquido dinheiro de comerciantes da região. Investiga ainda se o casal de traficantes está praticando também venda ilegal de armas. E apura a denúncia de que o funcionário da empresa de comunicação vendia aparelhos que reproduziam as conversas de policiais, alertando assim os criminosos (leia mais abaixo).

A Operação Salus et Dignitas, iniciada por volta das 9h, é realizada em conjunto por Ministério Público (MP), Receita Federal, Polícia Militar (PM), Polícia Civil, Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Ministério do Trabalho e Emprego.

5 presos
Cinco dos sete alvos da operação foram presos pela força-tarefa até às 12h desta terça. São eles:

Leonardo Moja, o “Léo do Moinho”: apontado como um dos chefes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) na Favela do Moinho, na região da Cracolândia. Em 2021 ele já havia sido preso pela polícia em Praia Grande, litoral paulista, por suspeita de homicídios, mas foi solto depois.
Janaína da Conceição Cerqueira Xavier: suspeita de traficar drogas.
Antonio Carlos Amorim Oliveira: GCM suspeito de participar de esquema de extorsão de comerciantes.
Renata Oliva de Freitas Scorsafava: GCM suspeito de participar de esquema de extorsão de comerciantes.
Valdecy Messias de Souza: funcionário de uma empresa de comunicação suspeito de vender aos criminosos aparelho que dava acesso à frequência de rádio das polícias.
A reportagem tenta entrar em contato com as defesas dos investigados. Além desses presos, outras cinco pessoas foram detidas na operação desta terça: três delas por flagrantes de crimes e dois por averiguação por suspeitas criminais.

A operação pretende cumprir 117 mandados de busca e apreensão na capital paulista em endereços ligados aos investigados. A Justiça também expediu 46 mandados de sequestro e bloqueio de bens e de suspensão de atividade econômica de 44 prédios comerciais.

“Além da perda da licença, os imóveis serão lacrados pelas autoridades municipais para garantir que a atividade ilícita não volte a acontecer no local”, informa nota da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Como funcionava o esquema

Em um ano de investigação, promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP e policiais identificaram que a quadrilha se dividia em cinco grupos de atuação na Cracolândia:

Ferros-velhos: empresários são suspeitos de explorar mão de obra de dependentes químicos. Os usuários furtavam fios de energia da rede pública, deixando semáforos e postes sem luz, e trocavam o cobre presente neles por drogas. Nesses locais foram encontradas crianças e adolescentes participando desse comércio irregular.
Milícia de GCMs: GCMs, policiais militares e policiais civis são suspeitos de se articularem numa milícia para extorquir dinheiro de comerciantes em troca de proteção. De acordo com a investigação, o grupo chegou a conseguir cerca de R$ 6 milhões em propina no período de quase um ano.
Receptação de celulares: comerciantes libaneses são suspeitos de montarem um esquema de receptação de celulares roubados e furtados e depois revender as peças. Os celulares eram levados a eles por grupos criminosos como as ‘gangues da bicicleta’ (que usam as bikes para fugir depois de roubar e furtar telefones de pedestres).
Hotéis e hospedarias: rede de hotéis e hospedarias mantida pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) que servem para armazenar drogas e abrigam até “tribunais do crime” (julgamentos internos da facção criminosa feitos por seus membros). Dentro desses locais, segundo a investigação, ocorre a exploração sexual de mulheres que são obrigadas a se prostituir para comprar drogas. Há denúncias da presença de menores de 18 anos de idade sendo exploradas. Um dos imóveis é conhecido como ‘prédio do sexo’, onde ocorre a exploração da prostituição. Não é crime pessoas maiores de idade se prostituírem, mas explorar a prostituição é. Outros prédios já eram conhecidos da polícia por abrigarem celulares roubados e furtados. Os imóveis chegaram a ser chamados de ‘ninhos de celulares’.
Favela do Moinho: a comunidade erguida ao lado da linha da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) se tornou uma base do PCC. Dali saem as ordens para a tráfico de drogas na Cracolândia. A favela também serve como depósito de armas e drogas. Segundo a investigação, criminosos usavam um detector de radiofrequência para ouvir as conversas operacionais da PM e, desse modo, se anteciparem às operações. Para terem controle da comunidade realizavam “tribunais do crime”, nos quais membros da facção e até moradores que descumprissem regras internas poderiam ser punidos.
O que dizem governador e prefeito

Em postagem nas redes sociais, o governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que acompanhou a ação de dentro de um dos helicópteros da PM, escreveu que o objetivo da operação é “devolver o centro às pessoas”.

Tarcísio não comentou sobre o envolvimento de servidores públicos que atuam como milicianos, têm relação com crime organizado e são os principais alvos da operação.

O prefeito da cidade de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), não se manifestou na sua rede social até a última atualização desta reportagem.

‘Ecossistema’ de crimes

Os investigadores apontaram que foi possível “qualificar a região central de São Paulo como um ecossistema de atividades econômicas ilícitas, no qual as organizações criminosas concorreriam para que o Primeiro Comando da Capital (PCC) exerça poder de influência e controle sobre a ocupação e exploração do território.”

O objetivo da operação é desarticular esses esquemas criminosos, que, na visão dos promotores, contribuem para perpetuar o fluxo (grupo de dependentes químicos que usam crack nas ruas).

A decisão do juiz Leonardo Valente Barreiros, da 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro, estabelece um habeas corpus coletivo (salvo conduto) em favor dos dependentes químicos durante a operação. Quem portar até 20 pedras de crack ou estiver em situação de miséria não poderá ser preso em flagrante. O juiz afirma que isso visa proteger a dignidade humana.

Fonte: G1

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São Paulo

Influenciador preso suspeito de aplicar golpe do ‘falso funcionário de banco’ ostentava vida de luxo nas redes sociais

por Redação 6 de agosto de 2024

Nas redes sociais, Igor Fernando Palácio compartilhava uma vida de luxo com viagens, motos e jet-skis para os mais de 200 mil seguidores. Na vida real, o influenciador era investigado pela polícia por suspeita de participação em uma quadrilha que aplicava o golpe do falso funcionário em agências bancárias do interior de São Paulo (SP). Ele foi preso no domingo (4), na capital.

Uma troca de mensagens que a polícia teve acesso mostra um dos integrantes do grupo dizendo que as cidades da região de Ribeirão Preto (SP) eram um ‘sertozinho gostoso’. (veja mais abaixo)

De acordo com o delegado Rodolfo Latif Sebba, o grupo movimentou, pelo menos, R$ 1 milhão em dois anos abordando clientes de agências bancárias. Em Cravinhos (SP), foram três casos.

Além de Palácio, Daniel dos Santos Lima e mais duas pessoas que atuavam como laranjas também já foram identificadas como suspeitas de envolvimento no crime.

A defesa deles não foi encontrada para comentar o assunto. O Banco do Brasil, também vítima da quadrilha, disse à EPTV, afiliada da TV Globo, que investe em ações de conscientização sobre golpes financeiros e que está à disposição dos clientes nos canais de comunicação.

Ainda segundo o delegado, a quadrilha se aproximava, principalmente, de pessoas idosas oferecendo ajuda para que utilizassem caixas eletrônicos em transações.

Câmeras de segurança mostram como eles agiam. Em um dos casos, o homem perdeu R$ 40 mil.

“O pessoal, geralmente, tem bastante habilidade para conseguir passar uma informação verdadeira ou não. Ele tentam, criam dificuldades e essas dificuldades no movimento de fazer uma ação ali no caixa eletrônico, eles conseguiam ter acesso à informação sigilosa dessa pessoas. E essas informações sigilosas, senhas, possibilitavam uma transferência para uma conta desse possível laranja”.

Para conseguir as informações, ainda segundo a polícia, o grupo passava a persuadir ou ludibriar as vítimas.

“Eles se aproximam dessas pessoas e ali, com uma engenharia social, conseguem fazer com que essas pessoas acabem fornecendo ou digitando informações que são confidenciais”.

Grupo escolhia cidades do interior
As investigações da polícia também descobriram que, para agir, o grupo deixava a capital e se concentrava em cidades do interior para despistar as autoridades.

Em uma troca de mensagens que a polícia teve acesso, Daniel diz para um comparsa que o ‘setorzinho é gostoso’, em referência às cidades ‘alvo fácil’ para concretização dos golpes.

Segundo o delegado, só na região de Ribeirão Preto pelo menos dez casos estão em investigação. Todos eles aconteceram em 2022.

“Temos aqui na região mais de dez casos já em andamento, em apuração, desse grupo criminoso específico que aconteceu em 2022. Só aqui na região, já foi mais de R$ 1 milhão de prejuízo a idosos”.

Além de buscar por outros envolvidos no crime, a polícia também vai identificar laranjas que emprestavam contas bancárias para que as transações fossem efetuadas.

“A gente consegue identificar esses ‘conteiros’, consegue rastrear esse dinheiro e essas pessoas também que emprestam as contas, em alguma forma, vão responder pelo crime”.

Fonte: G1

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Segurança

Ataques de artista plástica a atendentes de mercado em SP; suspeita também agrediu PM no rosto

por Redação 5 de agosto de 2024

Um vídeo registrou ataques de uma artista plástica, de 52 anos, contra atendentes de um mercado em Perdizes, Zona Oeste de São Paulo. Na noite de quarta-feira (31), Rita Aparecida Longhini foi abordada pela Polícia Militar e presa em flagrante por desacato e injúria racial, na rua Caiubí, depois de dar um tapa no rosto do PM (assista mais abaixo).

O caso foi filmado quando a confusão começou ainda na unidade da Oxxo e no momento da prisão da suspeita. O registro no mercado foi obtido pelo g1 neste domingo (4).

Policiais militares foram chamados depois que duas vítimas, funcionárias de um mercado Oxxo, contaram que a suspeita entrou no local e passou a ofendê-las, inclusive com ofensas raciais.

O vídeo mostrou quando ela chamou as mulheres de “vagabundas” e uma delas de “traficante”. Segurando um cachorro pela guia, Rita ainda atirou produtos contra as vítimas, jogou bebida no chão e derrubou equipamentos do local. Uma das vítimas estava em ligação falando com a polícia.

À polícia, uma das trabalhadoras contou que a cliente entrou no estabelecimento e passou a xingar a colega. Segundo o depoimento, Rita teria a chamado também de “macaca”.

“Essa traficante, ela não vai mais viver no meu bairro. Você vai ser a segunda, ou terceira”, disse Rita às mulheres.

Policial agredido

Em seguida, a mulher passou a xingar também os policiais e resistiu à abordagem, ainda segundo a SSP. Um deles foi agredido.

Um vídeo mostrou quando o PM tentou conversar com a suspeita e fez perguntas. Com falas desconexas, ela comentou que “tem uma traficante que trabalha ali”, apontou, e citou que “tinha provas no telefone”.

Na sequência, o PM perguntou se ela ia escutar o que ele tinha a dizer, e ela respondeu que “não ia escutar nada”. “O senhor vai passar muito bem e tomar no meio do seu c*”, falou.

Ao ser informada que seria levada à delegacia, a agressora atingiu o policial no rosto e foi derrubada.

O caso foi registrado como injúria racial, injúria, resistência e desacato no 91° DP (Ceasa). Rita Aparecida Longhini teve a prisão em flagrante convertida em preventiva no dia 1.

À Justiça, segundo apurado pelo g1, a defesa dela tentou a liberdade, alegando que ela é dependente de álcool e de entorpecentes, além de possuir transtorno de borderline.

Um relatório do médico que diz que ela é acompanhada desde maio deste ano por dependência de álcool, cocaína e borderline —transtorno caracterizado principalmente pela instabilidade e alterações extremas de humor e impulsividade, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria.

Ao g1, a rede Oxxo encaminhou uma nota sobre o caso:

“A rede OXXO confirma a ocorrência no último dia 31 de julho na loja localizada na Rua Caiubi, 1387. A companhia informa que acionou imediatamente as autoridades competentes e que está prestando todo o suporte aos colaboradores envolvidos.”

A defesa da suspeita não respondeu aos questionamentos até a última atualização.

Fonte: G1

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São Paulo

Motorista do Porsche amarelo preso por atropelar e matar motociclista em SP deve mais de R$ 24 mil de IPVA do carro de luxo

por Redação 1 de agosto de 2024

O motorista do Porsche amarelo que foi preso pela polícia por perseguir, atropelar e matar um motociclista nesta semana, após um desentendimento de trânsito em São Paulo, estava devendo R$ 24.587,08 de IPVA.

O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores do carro de luxo não havia sido pago até a última atualização desta reportagem, segundo g1 e TV Globo apuraram. Apesar de estar no nome de uma empresa, o Porsche pertence ao empresário Igor Ferreira Sauceda, de 27 anos.

Como o veículo está licenciado, Igor tem prazo até este ano para quitar a dívida. O empresário ganha R$ 20 mil por mês como sócio do Beco do Espeto, no Itaim Bibi, na Zona Sul. O Porsche modelo Cayman, fabricado em 2018, custa aproximadamente R$ 450 mil.

Igor está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) II em Guarulhos, na região metropolitana. A Justiça converteu a prisão em flagrante do empresário em preventiva por entender que ele assumiu o risco de matar Pedro Kaique Ventura Figueiredo. O motociclista morto tinha 21 anos.

Na decisão, a juíza escreveu que o motorista do Porsche “utilizou o seu veículo como verdadeira arma” contra Pedro e sua moto.

Câmeras de segurança gravaram o momento em que o Porsche dirigido por Igor persegue a moto pilotada por Pedro na Avenida Interlagos, na madrugada da última segunda-feira (29).

O carro de luxo ainda bate por na motocicleta, e derruba o motociclista. A vítima não resistiu e teve a morte confirmada no hospital. Outros vídeos que circulam nas redes sociais mostram testemunhas acusando o empresário de derrubar a moto de propósito.

Levado pela PM à delegacia, o empresário foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio doloso por dolo eventual por motivo fútil. O caso é investigado pelo 48º Distrito Policial (DP), Cidade Dutra. Em seu interrogatório, Igor alegou que foi atrás do motociclista após ele quebrar o retrovisor do seu Porsche. O motorista passou por teste do bafômetro que não acusou que ele ingeriu bebida alcoólica.

Igor afirmou que o motociclista mudou de faixa de forma abrupta e cruzou na frente do veículo. Após atingir a moto, os veículos bateram num poste e em árvores. A namorada do empresário, que estava no banco do passageiro, sofreu ferimentos leves e foi levada a um pronto-socorro. O motorista não se feriu com gravidade.

Apesar de Igor ter dito que não teve a intenção de atropelar Pedro, a Justiça não acreditou nessa versão. Nesta terça, ele passou por audiência de custódia no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo.

Pedro voltava para casa após visitar a irmã. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O motociclista deixou a esposa e um filho de três anos.

Família acusa motorista de perseguição

Uma semana antes de ser preso pela polícia por atropelar e matar o motociclista, Igor já havia sido acusado de usar o mesmo Porsche amarelo para perseguir e ameaçar uma família de empresários com quem dividia a sociedade de um bar.

O g1 e a TV Globo tiveram acesso a vídeos feitos por uma das vítimas, de dentro do carro delas, no último dia 20 de julho, na Avenida das Nações Unidas, no sentido da Avenida Interlagos (veja acima). Em 2021, Igor foi acusado de agredir um rapaz da família de empresários com um soco no rosto.

Esses casos são investigados pelo 15º Distrito Policial, Itaim Bibi. O g1 tenta contato com a defesa de Igor e de seus parentes para comentarem o assunto.

Fonte: G1

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