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Categoria:

Segurança

Segurança

Sertanejo Matheus, dupla de Kauan, tem prejuízo de R$ 700 mil em Pix após roubo de celular

por Redação 30 de maio de 2025

O cantor sertanejo Matheus Aleixo, que faz dupla com Kauan, teve sua conta bancária invadida após ter seu celular roubado em São Paulo. Em um perfil secundário no Instagram, o artista lamentou o ocorrido e demonstrou sua indignação após os criminosos conseguirem acessar sua conta bancária e roubar mais R$ 700 mil.

“Gente, entrando aqui porque não consegui ainda acessar o meu perfil [oficial]. O bandido que me roubou mudou a senha de tudo, não sei como, porque que fui roubado já coloquei como pedido no ‘buscar iPhone’. Ele está conseguindo acessar até mesmo meu WhatsApp”, iniciou Matheus.

“Mesmo ligando no banco e solicitando o bloqueio das contas, o bandido conseguiu entrar e adivinham?! Mais de 700 mil reais roubados usando PIX (o banco não me contatou nenhuma vez para saber se era eu ou não). Acredito que o banco vá resolver, então não vou citar qual é”, concluiu o artista.

Detalhes do crime
O celular do cantor foi roubado na última quarta-feira (28) quando ele estava a caminho de um evento de celebração dos 15 anos de carreira da dupla Matheus & Kauan, que aconteceu em uma casa de eventos na região da Vila Olímpia, na zona Sul de São Paulo. O artista estava na Marginal Pinheiros com o vidro do carro “um pouco aberto” quando o crime aconteceu.

“O cara pegou, botou a mão por dentro do vidro do carro, e eu estava mexendo no celular. Já pegou e saiu correndo. Graças a Deus, não aconteceu nada demais”, falou Matheus. “A gente se sente abusado, dá uma sensação estranha. Nunca tinha sido roubado antes.”

Fonte: revistaquem

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Segurança

Cupertino diz em julgamento que dorme bem e que não precisa se desculpar com famílias de vítimas porque não teria matado ninguém

por Redação 30 de maio de 2025

Paulo Cupertino, acusado de matar a tiros o ator Rafael Miguel e os pais dele em 2019, prestou depoimento no Fórum Criminal da Barra Funda, na tarde desta quinta-feira (29), durante seu julgamento.

Ele chegou algemado, acompanhado por dois policiais militares e deu início à fala por volta das 18h30. O primeiro dia de julgamento foi encerrado às 22h30. O réu só respondeu a defesa e se negou a falar com o Ministério Público e a acusação.

O empresário afirmou diversas vezes que é inocente: “Impossível eu ter cometido esse crime. Não tinha motivo, nunca existiu crime premeditado”. Ficou nervoso em alguns momentos e precisou ser interrompido pela própria advogada.

Cupertino disse ainda que não precisa se desculpar com famílias das vítimas porque não carrega a culpa do crime.

O empresário se escondeu em outros estados e países. Ele só foi preso quase três anos depois do crime, em 17 de maio de 2022. Foi quando a Polícia Civil o encontrou escondido e disfarçado, com identidade falsa e nome de outra pessoa, num hotel em São Paulo.

Cupertino terminou o depoimento às 20h45. Seu interrogatório durou cerca de 2 horas.

Ao longo da sessão, ele interagiu com os jurados, ficou exaltado e teve de ser orientado pelo juiz. Respondeu apenas aos questionamentos feitos por sua defesa e se recusou a falar com o Ministério Público e com acusação.

Outros depoimentos
Além do réu, outras testemunhas prestaram depoimento no Fórum Criminal.

Isabela Tibcherani, filha de Cupertino, foi a primeira. Ela contou que o relacionamento com o pai era conturbado porque ele não aceitava o namoro dela com o ator. A filha do empresário também contou que, no dia do crime, saiu de casa sem avisar aos pais, pois queria encontrar Rafael – ela estava chorando e precisava vê-lo. Na época, ela era constantemente proibida de sair de casa.

Durante o depoimento, Isabela também contou que ela e a mãe já foram vítimas de violência doméstica por parte de Cupertino: ”Um dia ele quebrou um prato de vidro na minha cabeça”.

Ao descobrir o namoro da filha com o ator, Cupertino também tirou o celular de Isabela por quase oito meses.

Ela disse que, atualmente, prefere viver reclusa e longe da exposição pública. Quando questionada se torcia pela prisão do pai, respondeu que sim. Emocionada, Isabela chorou ao falar do pai, dizendo que a atitude violenta veio de alguém que deveria representar proteção, e que ele tratava a família como se fossem animais, como um “pet”.

A terceira pessoa a testemunhar foi Vanessa Tibcherani, mãe de Isabela e ex-esposa de Cupertino. Durante seu depoimento, Vanessa revelou um histórico de violência doméstica, controle e ameaças.

“Ele cortou minha roupa toda [com o facão]. Ele cortava e me batia”, contou sobre as agressões que sofria de Cupertino.

No depoimento, ela relatou que chegou a perder um emprego por constantemente aparecer machucada no trabalho, consequência das agressões que sofria do então companheiro.

Vanessa também disse que sabia que Cupertino andava armado, embora ele escondesse a arma — “provavelmente para que as crianças não vissem”.

A irmã de Rafael iniciou o depoimento às 16h09; ela disse que tinha pouco contato com Isabela e sentiu o irmão mais triste ao longo dos anos por conta da relação familiar do casal com Paulo Cupertino, que era muito rígido com o relacionamento dos dois.

Segundo ela, a família temia mais por Isabela do que por Rafael, já que Cupertino era muito severo. Tinha uma boa vivência com Rafael: “Relação de irmãos”. Ela disse que era como uma segunda mãe da irmã mais nova. Foi ela quem contou sobre a morte dos pais à garota, que tinha apenas 13 anos à época.

A ex-mulher de Paulo Cupertino começou a testemunhar às 17h30. Ela disse que o réu era carinhoso no início da relação, que a relação com os filhos era “comum” e que ele era exigente em relação aos estudos. Quando tiravam notas baixas, recebiam castigos (como proibição de de videogame), mas não eram agredidos.

Questionada se o ex-marido já havia demonstrado comportamentos agressivos, ela negou, mas disse que Cupertino era seco e não demonstrava afeto.

Após o depoimento de Cupertino, às 20h50, Wanderley Antunes, que também é réu no processo, deu início a seu depoimento.

Ele disse que no dia do crime, Cupertino o procurou em Sorocaba (SP), estava nervoso e queria ser levado a algum lugar. Na garagem da residência, Paulo teria dito: “eu dei uns tiros”.

Wanderley afirmou que só ficou sabendo do crime no dia seguindo, pela TV. “Amigo não faz o que ele faz comigo. Não consigo fazer mais nada, minha vida virou um inferno. Paulo mentiu pra mim”, declarou.

Primeiro dia do julgamento
Após mais de cinco anos do crime, o julgamento do empresário Paulo Cupertino, acusado de matar a tiros o ator Rafael Miguel e os pais dele em 2019, começou por volta das 11h desta quinta-feira (29) no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a expectativa é que o julgamento se estenda até sexta-feira (30).

Além do empresário, dois amigos dele também são réus no mesmo processo: Wanderley Antunes Ribeiro Senhora e Eduardo José Machado. Ambos são acusados de tê-lo ajudado a fugir e se esconder após o crime.

O júri popular é presidido pelo juiz Antonio Carlos Pontes de Souza, da 1ª Vara do Júri da Capital. Contudo, o Conselho de Sentença — composto por sete cidadãos convocados pelo poder judiciário e sorteados antes do julgamento começar — é responsável por definir o destino de Cupertino.

Foram sorteados quatro mulheres e três homens para compor o júri, de acordo com o TJ-SP.

Durante o julgamento, nove testemunhas devem prestar depoimento, além do interrogatório dos três réus. No total, serão nove horas de debate.

Segundo o Ministério Público (MP), Cupertino matou o artista e a família da vítima por não aceitar o namoro do rapaz com a sua filha, Isabela Tibcherani, que tinha 18 anos à época. Rafael estava com 22.

Em outras ocasiões, Cupertino alegou inocência e disse que os disparos foram feitos por outra pessoa não identificada, que, assim como ele, também fugiu após o crime.

Cupertino está preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Fonte: G1

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Segurança

Cão farejador descobre passagem secreta para esconderijo de drogas dentro de um cofre com uma cama na Zona Oeste

por Redação 30 de maio de 2025

Um cão policial farejador da raça pastor belga descobriu na quarta-feira (28) uma passagem secreta que levava a um esconderijo de drogas dentro de um cofre com uma cama no bairro Rio Pequeno, na Zona Oeste de São Paulo.

O flagrante aconteceu durante uma patrulha da Força Tática, com apoio do Canil do 5º Batalhão de Policiamento de Choque.

A equipe percebeu que uma casa estava aberta e sem moradores. Durante a vistoria, inicialmente, nada foi encontrado.

No entanto, o cão continuava indicando uma parede. Ao checarem, os policiais descobriram uma passagem secreta que levava a um cômodo escondido.

No local, havia um cofre eletrônico, dentro dele tinha até uma cama.

Além disso, o espaço guardava diversos tipos de droga, como maconha, cocaína, crack, LSD, ecstasy e MD. Parte do material já estava embalado para venda.

Toda a droga foi apreendida e a perícia, acionada. O caso foi registrado como tráfico de drogas no 93º Distrito Policial, no Jaguaré. A Polícia Civil segue investigando para identificar os responsáveis pelo imóvel.

Fonte: G1

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SegurançaMundo

Ataque a escola que abrigava deslocados em Gaza deixa ao menos 20 mortos

por Redação 26 de maio de 2025

Um ataque israelense contra uma escola que abrigava pessoas deslocadas em Gaza matou ao menos 20 pessoas e deixou dezenas de feridos na manhã desta segunda-feira (26), conforme autoridades locais informaram à agência Reuters.

Médicos disseram que as dezenas de vítimas do ataque à escola, no bairro de Daraj, na Cidade de Gaza, incluíam mulheres e crianças.

Alguns corpos estavam gravemente queimados, de acordo com imagens que circularam nas redes sociais, as quais a Reuters não pôde verificar imediatamente.

Israel intensificou suas operações militares no enclave no início de maio, dizendo que está buscando eliminar as capacidades militares e governamentais do Hamas e trazer de volta os reféns restantes que foram capturados em outubro de 2023.

O exército israelense disse que forças israelenses atacaram um centro de controle do Hamas durante a noite de domingo (25), visando uma instalação que era usada para “planejar e reunir inteligência para executar ataques terroristas contra civis israelenses e tropas das FDI”.

Apesar da crescente pressão internacional que levou Israel a suspender o bloqueio ao fornecimento de ajuda humanitária diante dos alertas de fome iminente, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse na semana passada que Israel controlaria toda a Faixa de Gaza.

Israel assumiu o controle de cerca de 77% do enclave por meio de forças terrestres ou ordens de evacuação e bombardeios que mantêm os moradores longe de suas casas, disse o gabinete de imprensa de Gaza.

A campanha israelense, desencadeada depois que militantes islâmicos do Hamas atacaram comunidades israelenses em 7 de outubro de 2023, matando cerca de 1.200 pessoas, devastou Gaza e expulsou quase todos os seus dois milhões de moradores de suas casas.

A ofensiva matou mais de 53.000 pessoas, muitas delas civis, de acordo com autoridades de saúde de Gaza.

Fonte: G1

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Segurança

Polícia descobre central do golpe via SMS que funcionava em apartamento na região da Avenida Paulista

por Redação 23 de maio de 2025

A polícia descobriu na quinta-feira (22) uma central do golpe via SMS que funcionava em um apartamento vazio num prédio na região da Avenida Paulista, no Centro de São Paulo. No local, foi apreendido um equipamento clandestino que dispara simultaneamente milhares de mensagens de texto com links fraudulentos. Ninguém foi preso.

Com apenas um notebook e uma antena digital portátil, os criminosos conseguem, de forma remota, enviar aos usuários textos que dizem haver alguma dívida em banco ou que o Detran suspendeu a sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH), por exemplo.

Ao clicar em um desses links, é instalado um vírus no telefone que permite acessar aplicativos eletrônicos e mudar as senhas.

Esta é a quinta apreensão feita por fiscais da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) na Grande São Paulo em menos de um ano. Em janeiro, um homem foi preso acusado de aplicar golpes.

As investigações começaram após uma operadora de celular denunciar interferências no sinal na região. Técnicos suspeitaram que o problema poderia ser causado pelo funcionamento do dispositivo clandestino.

Como funciona o golpe do SMS
A central do golpe descoberta na quinta funcionava no 15º andar de um imóvel vazio no Viaduto Santa Generosa, próximo à estação Paraíso, uma região de grande movimentação.

Os criminosos deixaram um computador com um hardware que serve para armazenar os dados capturados dos usuários. Ligado nesse hardware, há uma antena que consegue derrubar a rede da Anatel local e começa a enviar o sinal clandestino de telecomunicação para as pessoas.

As mensagens com tom apelativo induziam as vítimas a clicar no link com o vírus. “Seus 98 mil pontos expiram à meia-noite, corra para trocar por milhas, produtos ou cashback” é um exemplo de texto enviado pelos golpistas.

Como evitar cair em golpe
O advogado especialista em direito digital Luiz Augusto D’Urso orienta as pessoas a ignorarem essas mensagens de texto mesmo que o conteúdo seja importante, como uma compra on-line indevida no cartão de crédito.

A recomendação do advogado é que o cliente consulte o próprio aplicativo do banco para verificar se a informação é verdadeira.

“As pessoas podem checar a validade daquele conteúdo acessando diretamente os seus aplicativos bancários ou entrando em contato pelos canais oficiais de determinados órgãos. Mas nunca clicando diretamente na mensagem apresentada ou no link apresentado nessa mensagem de texto ou ligando naquele número”, diz.

Fonte: G1

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Segurança

Alianças roubadas viram joias de ostentação em loja famosa por parcerias com funkeiros, diz polícia

por Redação 21 de maio de 2025

Uma joalheria chamada Dimi Joias passou a ser investigada pela polícia depois que a empresa se tornou alvo de uma investigação focada em roubos de aliança. O estabelecimento foi acusado de fazer itens de luxo com anéis roubados.

Segundo a polícia, o crime começava com a Mainha do Crime e seus assaltantes abordando pessoas nas ruas e roubando alianças. Em seguida, os itens eram passados para Rony Gonçalves, descrito como um grande articulador no comércio de ouro no centro de São Paulo.

Ele então negociava os anéis com 11 joalheiras – uma delas era a Dimi Joias, conhecida nas redes sociais por publicar vídeos com objetos de ostentação e fazer parceria com funkeiros.

Segundo a polícia, a Dimi Joias movimentou um pouco mais de R$ 90 milhões em quatro anos, um volume incompatível para as circunstâncias do estabelecimento.

No dia da busca e apreensão, os auditores da Receita verificaram que o ouro que estava no local não tinha lastro ou origem.

? O estado de São Paulo registrou aumento de 68% no número de roubos e furtos desses anéis no 1° trimestre de 2025 em comparação com o mesmo período do ano passado.

A defesa de Douglas Bonetti, dono da Dimi Joias, afirmou em nota enviada ao Fantástico que o cliente não foi indiciado, disse também que a investigação é preliminar e diz que “a verdade será reestabelecida”.

Fonte: FANTÁSTICO

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Segurança

Ladrões invadem clube de tiro em SP e roubam 30 pistolas em cofre

por Redação 21 de maio de 2025

Quatro criminosos armados invadiram um clube de tiro, que estava fechado, renderam o filho do proprietário e roubaram 30 pistolas calibre 380 milímetros que estavam guardadas dentro de um cofre.

Na fuga, os bandidos levaram o carro do rapaz, que reagiu e foi baleado de raspão. O crime ocorreu na noite de terça-feira (20) no Jaraguá, na Zona Norte de São Paulo.

Uma câmera de monitoramento da rua gravou o momento em que os criminosos chegaram ao clube de tiro, por volta das 21h. Eles roubaram o sistema interno de segurança para não serem identificados.

Segundo testemunhas, o local estava fechado. O grupo conseguiu entrar após render o filho do dono, que estava lá.

Os responsáveis pelo espaço suspeitam que os assaltantes tinham informações de onde as pistolas estavam.

“Eu estava na minha casa, e ele [filho] me ligou. Falou que estava machucado e que houve um assalto. Ele me informou que dois elementos o renderam e o fizeram abrir o cofre. O clube já estava fechado. Tem três, quatro portas até chegar ao cofre, e ainda tem a porta do cofre. Eles ficaram mais ou menos 20 minutos”, contou o dono do clube, Vilson Góes.

Segundo o proprietário, os criminosos ainda tentaram abrir o segundo cofre, onde estavam guardadas mais armas, mas não conseguiram. “Ele [filho] quebrou a chave dentro do outro cofre e foi quando começou o entrevero [com os bandidos]”, disse Vilson.

De acordo com o dono do clube, seu filho reagiu, tentando escapar, e foi baleado por um dos bandidos. “Ele conseguiu atingir com um soco um dos ladrões. E disparou três tiros contra ele e pegou de raspão na mão. Fisicamente, pelo ocorrido, ele tá bem. Mas psicologicamente vai saber depois, né? Ta abalado”, contou Vilson.

O caso foi registrado como roubo no 33º Distrito Policial (DP), Vila Mangalot. “As diligências seguem para identificar e prender os autores, bem como esclarecer os fatos”, informa nota divulgada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Fonte: G1

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Cracolândia

Cracolândia segue deserta uma semana após amanhecer sem usuários; presença de GCMs também diminui

por Redação 21 de maio de 2025

Uma semana após amanhecer vazia, a região em que ficava o “fluxo” de usuários de drogas da Cracolândia, no Centro de São Paulo, permanece deserta.

O g1 esteve no local nesta terça-feira (20). Por lá, além da diminuição na quantidade de usuários, também houve queda na presença de agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

O “fluxo” se concentrava em um triângulo formado pelas ruas General Couto de Magalhães, dos Protestantes e dos Gusmões. Além dessas vias, que delimitavam a área da Cracolândia, as ruas do Triunfo e dos Andradas também não apresentavam presença de usuários circulando.

A reportagem constatou a presença de dois pequenos grupos – com, no máximo, cinco pessoas – nas ruas General Osório e Helvétia.

Na última sexta, o g1 obteve vídeos de comerciantes que flagravam a GCM agredindo usuários na véspera de a área ficar vazia (veja abaixo). Nesta terça, a Corregedoria da Guarda disse que já identificou alguns dos agentes que participaram das ações e que está apurando o caso.

O “fluxo” desapareceu no dia 13 de maio, com a saída dos usuários da região. Alguns acabaram se espalhando para outras áreas. Em 14 de maio, mais de cem pessoas se concentravam na Praça Marechal Deodoro, mas, na manhã desta terça (20), houve uma operação de remoção. Na parte da tarde, menos de 50 pessoas permaneciam no local.

O g1 encontrou um pequeno grupo de usuários na Rua Marcondes Salgado, próximo à praça, com cerca de 20 pessoas.

Outro grupo também se concentrava na calçada do Terminal Princesa Isabel, onde já estavam desde a semana passada.

Na última sexta (16), o g1 obteve com exclusividade uma série de vídeos que mostram GCMs agredindo usuários e comerciantes nos dias 10, 11 e 12 de maio, com chutes, socos e o uso de cassetetes (veja acima).

De acordo com Rui Conegundes de Souza, corregedor da GCM, “agressão nunca fez e nunca fará parte de qualquer rotina de atuação da GCM/Polícia Municipal”.

Comerciantes relataram ao g1 que as agressões na região, principalmente contra usuários, se intensificaram nos últimos dois meses. Três proprietários de estabelecimentos na região testemunharam os agentes lançando spray de pimenta, dando chutes e usando cassetetes contra os usuários de drogas. Os próprios comerciantes também disseram que foram agredidos.

Em nota, a prefeitura afirmou que a GCM presta um serviço essencial para a proteção de toda a população.

A Cracolândia amanheceu completamente vazia na terça-feira (13). Na noite anterior, segunda-feira (12), câmeras do comerciante Valdeizo Fortunato de Lima, de 35 anos, – que pediu para ser identificado nesta reportagem como uma forma de proteção – registraram agentes da GCM, acompanhados por outras equipes em duas viaturas, agredindo um grupo de usuários que andava pela Rua Mauá, por volta das 22h.

Os agentes se aproximam do grupo e agridem as vítimas com o uso de cassetetes. Eles também aparecem armados.

Pelo vídeo, é possível ver um homem sendo agredido com um cassetete e levando chutes do agente.

O g1 também teve acesso a vídeos de câmeras de segurança que mostram agressões nos dias 10 e 11 de maio.

No sábado, 10 de maio – mesmo dia em que Orlando Morando, secretário de Segurança Urbana de São Paulo, publicou um vídeo na Cracolândia comemorando a ausência de usuários -, um homem que comprava mantimentos em uma mercearia na Rua Mauá foi puxado e empurrado por um GCM. A vítima precisou se segurar na grade do comércio para não ser levada.

No vídeo, Morando diz que a região vazia “é uma batalha que se vence a cada dia com a segurança urbana, com a saúde, com a assistência social”.

Já no domingo, 11 de maio, dois homens foram abordados por três agentes – um deles é comerciante da região. No vídeo, ele aparece usando uma blusa vermelha. Durante a abordagem, um dos guardas segura um dos homens pelo pescoço e, em seguida, o agride com chutes nas pernas. Em outro momento, outro guarda também segura a vítima pelo pescoço, enquanto o primeiro desfere socos em seu rosto. Ele chega a apontar uma arma para o homem.

Fonte: G1

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Segurança

Testemunha afirma que jovem morto após fugir de abordagem da PM em SP não estava armado

por Redação 21 de maio de 2025

O corpo de Natanael Venancio Almeida, de 19 anos, morto por policiais militares após uma abordagem na Zona Sul de São Paulo, será enterrado nesta quarta-feira (21). Ele foi baleado dentro de casa, segundo familiares.

Nesta terça (20), a mãe de Natanael, Maria Betânia Venancio, esteve no Instituto Médico Legal (IML) para reconhecer o corpo. Ela relatou que presenciou o momento em que o filho foi baleado por um policial.

O caso aconteceu no fim da noite de domingo (19). De acordo com o boletim de ocorrência, Natanael fugiu de uma abordagem policial na Rua Alexandre Benois, na Vila Andrade, pilotando uma moto sem capacete, com um garupa. Os dois seguiram pela contramão até uma viela na Rua Campo Novo do Sul.

Imagens de câmeras de segurança mostram parte da perseguição. Às 22h17, é possível ver o jovem fugindo de três policiais em motocicletas. No BO, os PMs relatam que dois agentes abordaram o garupa e o terceiro, Natanael, que estaria armado. Ainda segundo o documento, houve confronto, e o policial fez três disparos: dois atingiram o jovem e um acertou a mão do próprio PM.

Uma testemunha que não será identificada por segurança, porém, desmentiu a versão da polícia e afirmou à TV Globo que a arma não pertencia a Natanael. “O policial colocou a arma do crime no chão”, disse. Outro vídeo gravado após a morte mostra um homem fotografando e entregando uma arma a um policial, supostamente a mesma que foi atribuída à vítima.

O irmão de Natanael, Micael Venancio, também fez críticas à conduta dos agentes: “Meu irmão ficou agonizando lá. Ele morreu de hemorragia porque não foi socorrido”.

O boletim de ocorrência informa que o policial que atirou estava sem câmera corporal. No entanto, nesta segunda, a própria Polícia Militar afirmou que há imagens do momento do disparo. A Corregedoria da PM investiga o caso e disse que vai começar analisando essas imagens.

Ainda segundo o BO, a Polícia Civil apreendeu duas armas: a pistola calibre .40 do policial e outra pistola 9 mm atribuída a Natanael. Todas as 12 munições dessa segunda arma estavam intactas, o que indica que não foi disparada.

A polícia também confirmou que Natanael não tinha antecedentes criminais.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que dois policiais foram afastados das ruas, que o caso está sob investigação do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), e que a mãe de Natanael será ouvida pela Polícia Civil nos próximos dias.

O que diz a família
A família disse que Natanael havia saído para comprar remédio para a mãe e foi baleado quando já estava dentro de casa. Segundo os parentes, ele fugiu da abordagem policial apenas porque estava sem capacete e habilitação e temia perder a moto.

A mãe de Natanael conta que ele conseguiu entrar em casa, mas foi perseguido e morto por policiais da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam).

Natanael morava com o tio na região do Campo Limpo, na Zona Sul, e deixa uma filha de 1 ano e 4 meses.

A ação policial gerou um protesto de moradores na noite de segunda-feira (19), que queimaram um carro na Avenida Carlos Caldeira Filho.

A manifestação aconteceu uma semana após a morte de outro jovem, também de 19 anos, pela PM na região, que fica ao lado da favela de Paraisópolis.

O que diz a Secretaria da Segurança
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse que os agentes utilizavam câmeras corporais e que todas as circunstâncias dos fatos são investigadas pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa e pela Polícia Militar por meio de Inquérito Policial Militar.

“As imagens serão analisadas no decorrer das investigações”, apontou a pasta.

A SSP afirmou, ainda, que as armas envolvidas na ação foram apreendidas e encaminhadas para perícia e que a instituição não tolera desvios de conduta.

“Laudos periciais foram solicitados ao Instituto de Criminalística e IML e, assim que concluídos, serão analisados pela autoridade policial para auxiliar no esclarecimento do caso. A Polícia Militar reitera que é uma instituição legalista, que não tolera excessos ou desvios de conduta. Qualquer denúncia de abuso por parte de seus agentes é rigorosamente investigada pela corregedoria da instituição.”

A pasta disse que um policial ficou ferido na ação.

Fonte: G1

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PCC

Jurado de morte e traidor do PCC: como o substituto de Marcola usou informações falsas para viver 5 anos na Bolívia sem ser incomodado

por Redação 19 de maio de 2025

Preso por autoridades bolivianas na sexta-feira (16) na cidade de Santa Cruz de La Sierra, Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta e apontado como novo número 1 da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), estava foragido havia cinco anos.

Segundo o promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco), durante o tempo fora do país, o chefe do PCC espalhou informações falsas para se manter longe do radar da polícia e comandou do país vizinho o tráfico de drogas internacional da facção.

Uma das mentiras disseminadas pela facção era a de que ele havia sido morto após ter ordenado o assassinato de outros integrantes da organização.

Outra versão que circulou falsamente era de que Tuta havia sido expulso da organização por ter traído as regras do grupo e, por isso, ter sido jurado de morte.

No entanto, segundo Lincoln Gakiya, essas mensagens interceptadas pela Polícia Civil de São Paulo e também pelo Ministério Público paulista (MP-SP) nos últimos anos eram “contrainformações” para atrapalhar as buscas por ele.

“Mas, segundo o que nós apuramos, isso era uma contrainformação do próprio PCC para que ele não fosse incomodado, fosse esquecido pela polícia e pelo Ministério Público”, disse Gakiya.

Após a prisão, Marcos Roberto de Almeida foi entregue às autoridades brasileiras no domingo (18). Um avião da Polícia Federal foi até Corumbá, no Mato Grosso do Sul – fronteira entre Brasil e Bolívia – para fazer a transferência dele para o território brasileiro.

A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Tuta.

Segundo a PF, Tuta deve ficar preso na Penitenciária Federal em Brasília, onde seu antecessor no PCC – Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola – também está preso.

Ele foi condenado a 12 anos de prisão pelos crimes de crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.

O promotor Lincoln Gakiya, que há décadas investiga o PCC e suas ramificações mafiosas ao redor do mundo, a prisão do substituto de Marcola na organização gera uma fratura no esquema de tráfico internacional de droga da organização na América do Sul.

Outros líderes foragidos
Segundo o promotor do Gaeco, a prisão de Marcos Roberto de Almeida aponta para a formação de um núcleo da chamada Sintonia Final do PCC em Santa Cruz de la Sierra, que é a cidade mais rica e elitizada da Bolívia.

O objetivo do grupo, segundo ele, é fortalecer, manter e expandir o tráfico de drogas, que ainda é a atividade mais lucrativa do PCC.

As investigações do Ministério Público de São Paulo também indicam que outros integrantes da cúpula do PCC foragidos também estariam escondidos na Bolívia. O Gaeco cita nomes como:

Patrick Uelinton Salomão, conhecido como Forjado;
Pedro Luiz da Silva Soares, o Chacal;
André de Oliveira Macedo, o André do Rap;
Sérgio Luiz de Freitas Filho, o Mijão.

Por que o PCC escolheu a Bolívia como esconderijo
Segundo Gakiya, o PCC escolheu a Bolívia pela facilidade de subornar autoridades e viver com documentos falsos.

O promotor afirmou ter informações de outros criminosos que também vivem na Bolívia. “Não é só o Tuta. O Forjado, o Chacal e o André do Rap ainda estão na Bolívia, e em liberdade. Eu já vi até filmagem de um dos chefes, o nome dele é Sérgio, apelido Mijão, levando os filhos numa escola particular e entrando com carro na sua casa luxuosa em Santa Cruz de La Sierra. É proprietário de casa de show e restaurante, procurado no Brasil há mais de 20 anos e não é incomodado por lá”, afirma.

Ele afirma que, antes, nos 90 e 2000, os criminosos se escondiam no Paraguai e hoje o PCC “domina a Bolívia”.

“[Eles] migraram para a Bolívia justamente por essa facilidade de viver com documento falso, muitas vezes contando com a corrupção de policiais e autoridades locais. Eles escolheram o lugar para que possam, a partir da Bolívia, continuar comandando o PCC sem serem alcançados pela polícia brasileira”, acrescenta.

Fonte: G1

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