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Chefão do PCC que ganhou liberdade em 40 minutos é preso na Bolívia após seis anos foragido

Gerson Palermo, apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso nesta terça-feira (26) pela Força Especial de Combate ao Narcotráfico da Bolívia, na região de Santa Cruz de La Sierra. Foragido há seis anos, ele havia deixado o presídio de segurança máxima de Campo Grande após conseguir prisão domiciliar em abril de 2020.

A captura ocorreu em uma operação conjunta entre a Polícia Federal brasileira e a polícia boliviana especializada no combate ao narcotráfico. A expectativa das autoridades é de que Palermo seja expulso da Bolívia.

A prisão aconteceu após o programa Fantástico revelar os bastidores da decisão judicial que permitiu a saída do criminoso da prisão. Condenado a quase 126 anos de prisão, Palermo conseguiu um habeas corpus durante um plantão judicial em Mato Grosso do Sul. A decisão foi assinada pelo então desembargador Divoncir Maran em menos de 40 minutos.

O documento autorizava que o traficante deixasse o presídio para cumprir prisão domiciliar. Cerca de cinco horas depois de ser solto, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu. Desde então, ele integrava a lista dos criminosos mais procurados do Sistema Único de Segurança Pública.

Em fevereiro de 2026, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) puniu Divoncir Maran com aposentadoria compulsória pela autorização da prisão domiciliar concedida ao traficante.

O histórico criminal de Gerson Palermo inclui participação no sequestro de um Boeing 737 da antiga Vasp, em agosto de 2000. O avião saiu de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba e foi tomado por criminosos cerca de 20 minutos após a decolagem.

A aeronave foi obrigada a pousar em Porecatu, no norte do Paraná, onde a quadrilha roubou nove malotes do Banco do Brasil com cerca de R$ 5,5 milhões. Pelo crime, Palermo foi condenado a 66 anos e nove meses de prisão.

Em 2017, a Polícia Federal também apontou Palermo como um dos chefes de um esquema internacional de tráfico de drogas alvo da Operação All In. Segundo as investigações, a cocaína saía da Bolívia em aviões até Corumbá, no Mato Grosso do Sul, e depois era transportada em caminhões para outros estados.

A operação ocorreu em seis estados e apreendeu 810 quilos de cocaína. Pelos crimes de tráfico internacional e associação para o tráfico, Palermo recebeu mais 59 anos de prisão. Somadas, as penas chegam a quase 126 anos.

Fonte: G1

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