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Mensagens com “Deo… Beze…” colocam Deolane no centro de investigação sobre lavagem ligada ao PCC

A Polícia Civil de São Paulo afirma ter identificado mensagens e comprovantes bancários que indicam pagamentos feitos à influenciadora e advogada Deolane Bezerra por uma transportadora apontada como braço financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).

As informações fazem parte da Operação Vernix, que levou à prisão de Deolane na última quinta-feira (21). Ela é investigada por suspeita de lavagem de dinheiro, associação ao tráfico e participação em organização criminosa. A defesa nega qualquer envolvimento da influenciadora com a facção.

Segundo o Ministério Público e a Polícia Civil, a investigação começou em 2019, após agentes penitenciários encontrarem bilhetes escondidos em uma cela do presídio de Presidente Venceslau, no interior paulista. As mensagens continham ordens atribuídas a Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e Alejandro Camacho Júnior.

De acordo com os investigadores, um casal de “laranjas” teria criado uma transportadora próxima ao presídio para lavar dinheiro do PCC e movimentar recursos ligados ao tráfico internacional de cocaína.

Em celulares apreendidos durante a investigação, policiais encontraram conversas que mencionavam transferências financeiras. Em uma das mensagens, segundo a polícia, aparece a abreviação “Deo… Beze…”, interpretada pelos investigadores como referência a Deolane Bezerra.

“Há contato de Everton, determinando transferências para uma abreviação que se referia a ‘Deo… Beze’… e um número de conta bancária que, uma vez apurada, revelava a identidade de Deolane Bezerra”, afirmou um dos delegados responsáveis pela apuração.

A polícia afirma ainda que encontrou comprovantes de depósitos feitos por Ciro César Lemos, apontado como operador da transportadora, em contas ligadas à influenciadora.

Um relatório financeiro aponta que mais de R$ 13 milhões circularam pelas contas pessoais de Deolane entre 2018 e 2022. Outros R$ 14 milhões teriam sido movimentados por empresas registradas em nome dela.

Segundo os investigadores, parte do dinheiro foi pulverizada em dezenas de contas e empresas associadas à influenciadora. A polícia também aponta indícios de empresas de fachada registradas em cidades próximas a Presidente Venceslau.

Durante audiência de custódia, Deolane afirmou que os valores recebidos eram referentes a serviços advocatícios e negou qualquer ligação com a transportadora investigada. A defesa declarou que “não há nenhuma relação com crime organizado ou dinheiro de origem ilícita” e afirmou que todos os rendimentos são declarados e compatíveis com as atividades empresariais da influenciadora.

A investigação também aponta que Deolane foi monitorada com apoio da Interpol enquanto estava em Roma, na Itália, antes da prisão no Brasil. Após ser detida, ela foi encaminhada ao presídio feminino de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.

Fonte: FANTÁSTICO

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