Segurança Chefe de grupo de motoristas clandestinos é preso no Aeroporto de Guarulhos durante operação da Polícia Civil Redação26 de junho de 2026023 visualizações A Polícia Civil prendeu temporariamente, nesta sexta-feira (26), Adenilson da Silva Paranhos, de 40 anos, apontado como líder do grupo de falsos motoristas de aplicativo que aplicava golpes em passageiros no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Conhecido pelo apelido de “Zóio”, o suspeito foi localizado no próprio aeroporto enquanto, segundo a investigação, aguardava novas vítimas. Até a última atualização da reportagem, a defesa dele não havia sido localizada. Além da prisão temporária, a Polícia Civil cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado e a outros integrantes do grupo. A ação integra a Operação Rapere 2. Os suspeitos são conhecidos como “arrastadores” e são investigados por integrar um esquema de extorsão de passageiros. Segundo a polícia, as vítimas eram coagidas a pagar valores de corridas que chegavam a ser até 70 vezes superiores ao preço normal. O grupo também ameaçava passageiros, especialmente idosos, turistas e estrangeiros, além de intimidar motoristas de aplicativo e taxistas regularizados. A investigação começou após a análise de cerca de 30 boletins de ocorrência registrados por vítimas. De acordo com a Polícia Civil, a organização criminosa atua no aeroporto desde 2021. Na primeira fase da Operação Rapere, realizada no último dia 19, outras três pessoas suspeitas de integrar o grupo já haviam sido presas. Em maio deste ano, a Polícia Civil também realizou uma operação de fiscalização nos acessos ao Terminal 2 após uma série de brigas, agressões e conflitos entre taxistas e motoristas clandestinos. O problema, no entanto, é antigo. Em dezembro de 2024, uma reportagem do Fantástico mostrou falsos motoristas de aplicativo abordando passageiros dentro dos terminais do aeroporto. Após convencer as vítimas a aceitar a corrida, os criminosos cobravam valores abusivos no destino e faziam ameaças para garantir o pagamento. Mesmo um ano depois, em dezembro de 2025, as irregularidades continuavam sendo registradas. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o esquema já era monitorado havia pelo menos cinco anos. A corporação classificou o grupo como uma organização criminosa estruturada, com mais de 100 veículos irregulares e faturamento estimado em mais de R$ 3 milhões por mês. A PRF informou ainda que encaminhou relatórios com a identificação de motoristas e veículos aos órgãos de segurança. Fonte: G1