Crime bárbaro vem à tona por vídeo nas redes e expõe falhas de proteção a vítimas em SP

A Polícia Civil revelou que o caso de estupro coletivo de duas crianças, de 7 e 10 anos, na zona leste de São Paulo, só chegou às autoridades após a irmã de uma das vítimas identificar imagens do crime circulando nas redes sociais. O episódio ocorreu no dia 21 de abril, mas a denúncia foi registrada apenas no dia 24, diante do medo e da pressão sofrida pela família.

Segundo os investigadores do 63º Distrito Policial (Vila Jacuí), as vítimas foram atraídas por vizinhos sob o pretexto de soltar pipa e levadas a um imóvel, onde ocorreram os abusos. Ao todo, cinco suspeitos foram identificados: quatro adolescentes — três já apreendidos e um foragido — e um adulto, preso na Bahia e que deve ser transferido para São Paulo. Todos serão indiciados por estupro de vulnerável, divulgação de imagens e corrupção de menores.

A delegada responsável pelo caso afirmou que a família foi pressionada a não procurar a polícia e acabou deixando a comunidade por medo. “Teve gente que saiu com a roupa do corpo”, relatou. A localização das vítimas exigiu trabalho adicional das equipes, que precisaram reconstruir os fatos, identificar o local do crime e garantir proteção para evitar revitimização.

A investigação também busca identificar quem divulgou as imagens nas redes sociais. De acordo com a polícia, o suspeito adulto teria gravado o crime e compartilhado o material via WhatsApp, que posteriormente se espalhou. A prioridade inicial foi a identificação dos autores, mas agora o foco inclui responsabilizar quem propagou o conteúdo.

A Prefeitura de São Paulo informou que as vítimas e familiares foram acolhidos em locais protegidos, com apoio psicológico, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O caso também mobilizou o Conselho Tutelar e serviços de saúde, que prestaram atendimento imediato às crianças.

O crime gerou forte repercussão e levou a protestos na região de São Miguel Paulista. Autoridades estaduais destacaram a gravidade do caso, enquanto a polícia segue em busca do adolescente foragido e de mais detalhes sobre as ameaças sofridas pela família. A investigação continua para esclarecer completamente os fatos e garantir a responsabilização dos envolvidos.

Fonte: G1

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