Segurança Dentista e veterinário vão a júri popular por tortura e assassinato de morador em situação de rua no ES Redação23 de junho de 202605 visualizações Uma dentista e um médico veterinário serão julgados por homicídio qualificado pela morte de um morador em situação de rua em Vila Velha, na Grande Vitória. Segundo denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), a vítima foi amarrada, espancada, teve as pernas quebradas e depois foi atingida por tiros nas costas e na cabeça. Os réus são a cirurgiã-dentista Gabriella Anacleto Kiefer e o médico veterinário Thiago Oliveira do Nascimento. De acordo com a 4ª Vara Criminal de Vila Velha, o júri popular está marcado para começar no dia 25, às 13h. Gabriella foi presa em dezembro de 2024 dentro da própria clínica, em Vila Velha. Já Thiago estava preso desde janeiro do mesmo ano. Na época do crime investigado, os dois mantinham um relacionamento. Segundo as investigações, durante uma reforma na clínica da dentista, em 2021, um homem em situação de rua teria entrado no imóvel para furtar objetos. Uma testemunha relatou que Gabriella teria visto a ação pelas câmeras de segurança e acionado o então namorado. Ainda conforme a apuração policial, Thiago foi até o local, rendeu e agrediu a vítima, colocando-a em uma Fiat Toro branca posteriormente identificada como sendo de propriedade da dentista. O corpo do homem foi encontrado em agosto de 2021 às margens da Rodovia Leste-Oeste, na entrada do bairro Vale Encantado, em Vila Velha. A vítima não foi identificada. O cadáver apresentava marcas de tiros, estava amarrado e tinha sinais de extrema violência, incluindo ossos quebrados. Na época, a Polícia Civil não conseguiu avançar nas investigações. O caso voltou a ganhar força após a prisão de Thiago em janeiro de 2024, durante uma investigação da Polícia Federal sobre uma tentativa de extorsão contra um empresário indiano. Durante as buscas na residência do veterinário, a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) encontrou munições e diversos equipamentos relacionados a armas de fogo. Após perícia, a polícia concluiu que uma das armas apreendidas havia sido utilizada no homicídio. Laudos de confronto balístico apontaram que os projéteis retirados do corpo da vítima foram disparados pela arma encontrada com Thiago. O veterinário confessou o homicídio e alegou legítima defesa. Já Gabriella exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio. Em julho de 2025, ambos se tornaram réus por homicídio qualificado. Em nota, o advogado da dentista, Marcos Daniel Vasconcelos Coutinho, afirmou que a acusação contra sua cliente decorre de um conjunto de equívocos que serão esclarecidos perante a Justiça e declarou estar confiante na absolvição de Gabriella. A defesa de Thiago informou que o processo tramita sob sigilo e não comentou o caso. Fonte: G1