Deolane volta a ser presa e relembra operação bilionária de 2024 envolvendo jogos ilegais

A nova prisão de Deolane Bezerra, realizada nesta quinta-feira, trouxe novamente à tona a operação policial que colocou a influenciadora atrás das grades em 2024, durante uma investigação sobre lavagem de dinheiro ligada a jogos de azar.

Na ocasião, Deolane foi presa no Recife em uma ação da Polícia Civil de Pernambuco que apurava um esquema suspeito de movimentar cerca de R$ 3 bilhões por meio de apostas ilegais e ocultação de patrimônio. A mãe da influenciadora, Solange Bezerra, também acabou detida durante a operação.

Segundo as autoridades, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 2,1 bilhões em ativos financeiros e autorizou o sequestro de bens dos investigados, incluindo carros de luxo e aeronaves.

Inicialmente, Deolane ficou presa na Colônia Penal Feminina do Recife. Dias depois, obteve habeas corpus e passou para prisão domiciliar, mediante medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica e proibição de conceder entrevistas ou se manifestar nas redes sociais.

A situação, porém, ganhou um novo capítulo logo após a saída da prisão. Ao deixar a unidade prisional, a influenciadora falou com jornalistas e publicou uma foto nas redes sociais com a boca coberta por uma fita adesiva em formato de “X”. O gesto foi interpretado pela Justiça como descumprimento das restrições impostas.

No dia seguinte, durante comparecimento ao fórum para assinatura dos documentos da prisão domiciliar, Deolane foi informada de que o benefício havia sido revogado. Na mesma noite, acabou transferida para a Colônia Penal Feminina de Buíque, no Agreste de Pernambuco.

O caso teve ampla repercussão nacional devido aos valores bilionários investigados e à exposição do patrimônio atribuído aos envolvidos.

Quase dois anos depois, Deolane voltou a ser alvo de uma grande operação policial. Desta vez, a investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista, teria sido usada pela cúpula da facção criminosa para movimentações financeiras ilegais.

Além de Deolane, a operação também teve como alvos Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC, o operador financeiro Everton de Souza, conhecido como “Player”, e familiares ligados à organização criminosa.

Fonte: OGLOBO

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