Brasil Deputado do PR admite discussão por “valor de programa” após confusão com mulher em Brasília Redação30 de março de 2026014 visualizações O deputado federal Luciano Alves (PSD-PR) afirmou que a confusão em que se envolveu com uma mulher em Brasília ocorreu após desacordo sobre o valor de um programa. O caso aconteceu na noite de quarta-feira (25), no Lago Sul, área nobre da capital, e terminou na delegacia. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar declarou que não houve acordo. “Só não acertamos o preço, então não teve acordo, não teve o programa”, disse. Segundo ele, os dois se conheceram em um restaurante e seguiram juntos até o estacionamento, onde ele chegou a entrar no carro da mulher. O deputado afirma que desistiu após ser informado de que o valor cobrado seria de R$ 3 mil. “Ela falou: ‘eu te faço companhia até de manhã e é R$ 3 mil’. Eu não posso pagar isso”, relatou. Ele também disse que havia consumido bebida alcoólica durante uma confraternização com integrantes do gabinete e negou qualquer tipo de agressão. A situação evoluiu para discussão quando ele pediu para ser levado de volta ao restaurante. Segundo o parlamentar, a mulher retornou ao local, acionou uma assessora dele e, posteriormente, houve troca de ofensas no estacionamento, com envolvimento da assessora. A Polícia Militar do Distrito Federal informou que foi acionada para atender uma ocorrência de conflito entre frequentadores de um restaurante. De acordo com a corporação, a mulher relatou ter sido alvo de ofensas, versão confirmada por testemunhas e funcionários do local. Diante do interesse da vítima em registrar ocorrência por injúria, os envolvidos foram levados à 5ª Delegacia de Polícia. Ninguém foi preso. A Polícia Civil informou inicialmente não localizar o registro, mas posteriormente disse que encaminhou a demanda à unidade responsável. O deputado e a assessora citada não responderam aos contatos até a última atualização. O PSD divulgou nota afirmando que repudia condutas que envolvam desrespeito ou violência contra a mulher e informou que abriu apuração interna sobre o caso. Já a Câmara dos Deputados informou que não há, até o momento, representação no Conselho de Ética contra o parlamentar. Luciano Alves é suplente e deve deixar o cargo até 4 de abril, com o retorno do titular Beto Preto (PSD-PR), que reassumirá a vaga após deixar a Secretaria de Saúde do Paraná. Ele foi eleito suplente em 2022 com 24.865 votos e atualmente integra a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa. Fonte: G1