Duas motoristas de aplicativo são mortas em dois dias em Santa Catarina

Santa Catarina registrou dois casos de m0rt3 de motoristas de aplicativo em um intervalo de apenas dois dias. As vítimas foram Alice Dresch, de 74 anos, encontrada em Canelinha, na Grande Florianópolis, e Silvana Nunes de Almeida Souza, de 39 anos, assassinada em Fraiburgo, no Oeste do estado.

No caso de Alice, não há suspeitos presos até o momento. Já no crime contra Silvana, um homem de 32 anos confessou o assassinato e teve a prisão preventiva decretada.

Alice trabalhava com corridas por aplicativo há quatro anos para complementar a renda da aposentadoria. Ela desapareceu na terça-feira (24), após sair de casa às 5h, em Camboriú, como fazia normalmente. No meio da manhã, a família percebeu que ela parou de responder mensagens e não retornou para o almoço.

Após buscas e contato com hospitais e a polícia, os familiares descobriram, por volta das 18h, que um corpo havia sido localizado ainda pela manhã, às margens de um riacho em Canelinha, a cerca de 40 quilômetros de Camboriú. A vítima apresentava sinais de violência, e o caso foi registrado pelo 31º Batalhão da Polícia Militar como homicídio. Segundo o delegado Danilo Bessa, já há indícios de um suspeito, mas detalhes não foram divulgados para não comprometer a investigação, ainda em fase inicial.

No Oeste catarinense, o caso de Silvana envolveu sequestro e extorsão. O autor solicitou dinheiro à família para liberar a vítima após pedir uma corrida em Videira, na quarta-feira (25). Conforme o delegado Édipo Flamia, foram transferidos R$ 3,5 mil — R$ 2 mil pelo marido e R$ 1,5 mil que já estavam na conta da motorista.

A polícia apurou que o valor foi enviado para uma conta bancária em São Leopoldo (RS), ligada a uma dívida do suspeito com o irmão do titular. Silvana foi baleada e teve o corpo escondido em uma área de mata.

O homem foi preso em flagrante na noite de quarta-feira na BR-282, em Joaçaba, e levado à Delegacia de Videira, onde confessou o crime. Ele foi autuado por extorsão qualificada e ocultação de cadáver. Após audiência de custódia na quinta-feira (26), a Justiça converteu a prisão em preventiva.

O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames periciais, e o carro utilizado por ela foi localizado e também passará por perícia. Os dois casos aumentam o alerta sobre a segurança de motoristas de aplicativo no estado.

Fonte: G1

Notícias Relacionadas

Morte com 23 tiros em abordagem da PM na Pavuna levanta suspeitas de excesso

Ataque brutal em MG expõe crime por possível ciúme e deixa perguntas sem resposta

Foragido por mais de 9 anos por estupro de vulnerável é capturado no interior do Piauí