PCC Empresário sancionado pelos EUA é investigado no Brasil por lavagem de dinheiro no caso Corinthians-VaideBet Redação2 de julho de 2026011 visualizações O empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, incluído na lista de sanções do governo dos Estados Unidos nesta quarta-feira (2), também é investigado no Brasil por suspeita de lavagem de dinheiro no caso que apura desvios de recursos do contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas VaideBet. O Ministério Público já apresentou denúncia contra ele, aceita pela Justiça. Shimada é o único sócio da Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobrança e Tecnologia Ltda., empresa que também foi sancionada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), vinculado ao Departamento do Tesouro dos EUA. Segundo as autoridades norte-americanas, o empresário comandava, a partir de São Paulo, uma estrutura de lavagem de dinheiro que operava em conjunto com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) nos Estados Unidos. O governo americano afirma que o grupo movimentou mais de US$ 30 milhões provenientes, principalmente, do tráfico internacional de drogas, utilizando criptomoedas para ocultar a origem dos recursos. No Brasil, as investigações relacionadas ao caso VaideBet apontam que a Victory Trading realizou movimentações financeiras com a Wave Intermediações e Tecnologias Ltda., empresa citada pela Polícia Civil como parte do fluxo financeiro analisado no suposto esquema de desvio de recursos ligados ao contrato entre Corinthians e VaideBet. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Shimada teria atuado como operador financeiro de uma empresa utilizada para ocultar e dissimular a origem de recursos, motivo pelo qual responde por lavagem de dinheiro. Relatórios da Polícia Civil também apontam movimentações consideradas atípicas entre a Wave e a Victory Trading, incluindo transferências milionárias realizadas em março de 2024, além de operações envolvendo criptoativos. As investigações ainda identificaram conexões financeiras entre a Victory Trading, a Wave e a empresa UJ Football Talent, mencionada na delação de Antonio Vinicius Lopes Gritzbach como supostamente ligada a Danilo Lima de Oliveira, conhecido como “Tripa”, apontado pelo delator como integrante do PCC. A Polícia Civil ressalta, porém, que não afirma que Victor Shimada integre a facção criminosa, mas sustenta que ele aparece em um fluxo financeiro conectado a pessoas e empresas citadas em investigações sobre o grupo. Além desse caso, Shimada responde a outros processos na Justiça brasileira por ameaça, violência doméstica, injúria e lesão corporal dolosa, sem relação com organização criminosa. O governo dos Estados Unidos também sancionou Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, apontada como colaboradora próxima e parente do empresário. Até a publicação desta reportagem, Shimada, Stella e a Victory Trading não haviam se manifestado sobre as acusações. Fonte: G1