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EUA classificam PCC como maior organização criminosa do Hemisfério Ocidental e ampliam sanções

O governo dos Estados Unidos classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) como “a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental” e reforçou o combate à facção como parte da estratégia da administração do presidente Donald Trump para as Américas. A declaração consta em documento divulgado na quarta-feira (2) pelo Departamento do Tesouro dos EUA, que também anunciou sanções contra dois brasileiros e três empresas brasileiras por suposta ligação com um esquema de lavagem de dinheiro associado ao grupo criminoso.

Segundo o comunicado, o PCC expandiu suas atividades para diversos países, incluindo Reino Unido, Turquia e Japão, além de representar uma “ameaça criminal real e crescente” aos Estados Unidos. As sanções são as primeiras anunciadas desde que a facção foi classificada pelas autoridades norte-americanas como organização terrorista, em maio deste ano.

A medida faz parte da estratégia de segurança do governo Trump para o Hemisfério Ocidental. Documentos divulgados pela Casa Branca e pelo Departamento de Defesa apontam que a administração pretende ampliar sua atuação na América Latina para combater organizações criminosas transnacionais, o narcotráfico, a imigração ilegal e reduzir a influência da China na região.

Entre as diretrizes apresentadas pelo governo norte-americano estão o fortalecimento da presença militar e naval nas Américas, o aumento da cooperação com países aliados para combater cartéis de drogas e o direito de adotar medidas consideradas necessárias para proteger interesses de segurança nacional.

Em maio, ao classificar o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, o governo dos Estados Unidos afirmou que as facções comandam milhares de integrantes, atuam além das fronteiras brasileiras e representam uma ameaça à segurança regional.

O governo brasileiro criticou a decisão na época. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania nacional e afirmou que o Brasil não aceitaria interferências externas. Integrantes do governo também demonstraram preocupação de que a classificação pudesse servir de justificativa para medidas mais duras por parte dos Estados Unidos.

Especialistas em segurança pública ressaltam que a legislação brasileira já prevê instrumentos específicos para combater organizações criminosas e argumentam que as normas nacionais são mais rigorosas em alguns aspectos do que a legislação antiterrorismo.

Fonte: G1

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