Empréstimo bilionário para túnel Santos-Guarujá avança, mas entraves federais ainda ameaçam cronograma

O governo de São Paulo formalizou, nesta segunda-feira (13), um empréstimo de R$ 2,6 bilhões junto ao Banco do Brasil para financiar parte das obras do túnel Santos-Guarujá, considerado um projeto histórico para a mobilidade da Baixada Santista. A assinatura ocorreu na Avenida Paulista, com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

A operação de crédito, que conta com garantia da União, prevê prazo de 23 anos para pagamento, com carência de 12 meses e juros atrelados ao CDI mais 1,59% ao ano. O projeto total está estimado em R$ 6,8 bilhões, sendo R$ 5,2 bilhões em recursos públicos divididos entre estado e governo federal, além de investimento da concessionária responsável.

O estado já havia depositado R$ 2,64 bilhões, equivalente à sua parte no aporte público, viabilizando o início das obras dentro do modelo de Parceria Público-Privada (PPP). A construção e operação do túnel, com concessão de 30 anos, ficará sob responsabilidade do grupo português Mota-Engil, vencedor do leilão realizado em 2025.

Apesar do avanço, o projeto ainda enfrenta entraves. O repasse federal, que será feito pela Autoridade Portuária de Santos (APS), segue suspenso após decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que cobra ajustes na governança dos recursos. O órgão deu prazo de 30 dias para apresentação de documentos que detalhem a gestão do investimento.

Com cerca de 1,5 km de extensão — sendo 870 metros submersos —, o túnel será o primeiro do tipo no Brasil e promete ligar Santos e Guarujá, impactando diretamente mais de 2 milhões de moradores. Considerada uma demanda centenária, a obra é vista como estratégica para a mobilidade urbana e o escoamento portuário.

Mesmo com a indefinição sobre os recursos federais, o governo paulista afirma que o cronograma está mantido. A liberação do aporte da União deve ocorrer até setembro, prazo estabelecido pela Secretaria do Tesouro Nacional. Caso contrário, o processo poderá ser reiniciado, ampliando a incerteza sobre a execução completa do projeto.

Fonte: G1

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