Segurança “Foi negligência”: mãe relembra morte de filho de 3 anos após acesso a arma dentro de casa em SP Redação31 de março de 2026013 visualizações Nove anos após a morte do filho Lorenzo, de apenas 3 anos, a mãe Sabrina Pinheiro Lopes voltou a falar sobre a tragédia ocorrida em 2017, em Santos (SP), e destacou que, apesar da dor, conseguiu preservar a capacidade de perdoar. O menino m0rr3u após encontrar uma arma em uma gaveta no apartamento da avó materna e disparar acidentalmente contra si mesmo. Segundo Sabrina, o caso não deve ser tratado como acidente, mas como consequência de negligência. A arma, pertencente ao padrasto dela, que era policial, estava na mesa de cabeceira. Enquanto ele tomava banho e a avó fazia café, Lorenzo saiu da sala, foi até o quarto, mexeu na gaveta e o disparo aconteceu. O pai da criança encontrou o menino caído no chão, já sem reação. Na época, a família havia retornado temporariamente ao imóvel por compromissos profissionais e médicos. Sabrina saiu para o trabalho, enquanto o marido também deixou o local pouco depois. Ao chegar ao hospital, ela encontrou o filho já sem vida. “Vi meu amor ali, numa maca, tão fria quanto aquela mãozinha linda”, relembrou. Após a tragédia, o casal se mudou para Portugal, onde teve outro filho. Sabrina conta que não conseguiu viver o luto imediatamente, pois precisava cuidar de um bebê recém-nascido. Com o tempo, encontrou no trabalho e na convivência com outras pessoas uma forma de seguir em frente, embora afirme que a dor permanece diária. Apesar de afirmar que perdoou a mãe e o companheiro dela, Sabrina reforça que houve falha grave de cuidado. “Uma criança dentro de um apartamento precisa de 100% de supervisão”, disse. Hoje, a relação familiar foi mantida, mas nunca voltou a ser a mesma. A mãe afirma que decidiu compartilhar a história para alertar sobre os riscos da presença de armas em casa. A família mantém a memória de Lorenzo viva com homenagens anuais. “É importante falar sobre isso para que nenhuma outra família passe pelo que passamos”, concluiu. Fonte: revistacrescer