Saúde Gordura no fígado pode evoluir silenciosamente; especialista alerta para sinais graves Redação1 de junho de 202601 visualizações A esteatose hepática, popularmente conhecida como gordura no fígado, afeta cerca de 30% da população mundial e apresenta tendência de crescimento, segundo dados publicados pela Associação Americana para o Estudo de Doenças Hepáticas. A condição é considerada uma das principais causas de doenças e mortes relacionadas ao fígado. De acordo com a hepatologista Natália Trevizoli, do Hospital Santa Lúcia Sul (HSLS), a presença de gordura no fígado em sua forma simples raramente representa uma emergência. No entanto, alguns sintomas podem indicar que a doença evoluiu para estágios mais graves, como inflamação hepática ou cirrose, exigindo avaliação médica imediata. Entre os principais sinais de alerta estão pele e olhos amarelados (icterícia), inchaço abdominal importante, confusão mental, sonolência excessiva, sangramentos frequentes ou aparecimento de manchas roxas pelo corpo e inchaço nas pernas. Segundo a especialista, esses sintomas sugerem comprometimento avançado da função hepática e não devem ser ignorados. A progressão da doença pode ocorrer de forma silenciosa, sem apresentar sintomas nas fases iniciais. A médica destaca que pessoas com fatores de risco devem realizar acompanhamento periódico, mesmo sem sinais aparentes da doença. Entre os grupos mais vulneráveis estão indivíduos com sobrepeso ou obesidade, diabetes ou pré-diabetes, colesterol ou triglicerídeos elevados e hipertensão arterial. Além disso, alterações identificadas em exames de rotina ou sintomas persistentes também devem motivar uma avaliação especializada. O diagnóstico precoce é considerado fundamental para evitar complicações graves e preservar a saúde do fígado. Fonte: METRÓPOLES