Lula afirma que governo não mudará PIX apesar de críticas dos EUA

por Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta quinta-feira (2) que “ninguém” fará o governo brasileiro mudar o PIX. O comentário foi feito durante visita às obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Salvador, na Bahia, após citar um relatório divulgado pelo governo Donald Trump, que apontou o sistema como prejudicial a empresas americanas de cartões de crédito, como Visa e Mastercard.

“Os Estados Unidos fizeram um relatório nesta semana sobre o PIX, disseram que o PIX distorce o comércio internacional, porque o PIX acho que cria problema para a moeda deles”, disse Lula. Ele acrescentou: “O PIX é do Brasil, e ninguém vai fazer a gente mudar o PIX pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”.

O presidente ainda afirmou que o governo brasileiro pode aprimorar o sistema para melhor atender aos usuários, sem ceder a pressões externas. A declaração foi feita pouco antes do encerramento do evento, após o ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, lembrá-lo de falar sobre o PIX.

O relatório norte-americano cita que o PIX gera prejuízo a fornecedores dos EUA de serviços de pagamentos eletrônicos e que o uso do sistema é obrigatório para instituições com mais de 500 mil contas. Segundo o documento, há temor de que o Banco Central brasileiro dê tratamento preferencial ao PIX, prejudicando fornecedores americanos.

O PIX, criado pelo Banco Central, permite transferências e pagamentos instantâneos entre contas, funcionando 24 horas por dia por meio de chaves como CPF, celular ou e-mail, ou QR codes. Integrantes do governo veem a defesa do sistema por Lula como oportunidade de crescimento eleitoral, já que 64% dos entrevistados em pesquisa Quaest de setembro de 2025 consideram correto o posicionamento do presidente frente aos EUA.

O relatório norte-americano também aborda outros temas, como mineração ilegal de ouro no Brasil, extração ilegal de madeira, leis trabalhistas, PL dos Mercados Digitais, regulamentação da Lei Geral de Proteção de Dados, taxa de uso de rede e satélites.

Fonte: G1

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