Novo ministro de Lula, Boulos promete priorizar fim da escala 6×1 e nova legislação para trabalhadores de aplicativo

O deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP) foi anunciado, nesta segunda-feira (20), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como o novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, no lugar de Márcio Macedo.

Em entrevista ao Jornal da CBN, Boulos afirmou que uma das missões dadas por Lula será percorrer todos os estados do país para divulgar os programas e propostas do governo federal. Ele destacou como prioridades a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, o fim da escala 6×1 e uma nova legislação voltada aos trabalhadores de aplicativos.

Segundo o novo ministro, é preciso assegurar aos profissionais de aplicativos uma remuneração mais justa, direitos previdenciários e maior transparência no funcionamento dos algoritmos das plataformas.

“Esses trabalhadores são comandados por um algoritmo que eles desconhecem. As empresas precisam tornar esse processo transparente, explicar como são escolhidos e remunerados”, afirmou.

Boulos também destacou que vai fortalecer a campanha pelo fim da escala 6×1, modelo comum no comércio e serviços.

“Milhões de trabalhadores não têm tempo para a família, para estudar ou descansar. É um regime de trabalho indecente”, declarou.

O novo ministro negou que tenha recebido pedido de Lula para não disputar a reeleição como deputado federal em 2026.

“Assumo uma missão importantíssima de diálogo com a sociedade. A questão eleitoral será debatida no momento certo, com o presidente”, disse.

A substituição de Márcio Macedo já vinha sendo cogitada desde o ano passado. A Secretaria-Geral é considerada estratégica por ter relação direta com movimentos sindicais e sociais — área na qual Boulos, liderança do MTST, tem forte atuação. Essa é a 13ª mudança ministerial no governo Lula desde o início do mandato, em 2023.

O nome de Boulos será publicado no Diário Oficial da União nesta terça-feira (21), mesmo dia em que Lula deve anunciar o indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF). O favorito é o advogado-geral da União, Jorge Messias, que conta com apoio do PT e de setores progressistas.

Fonte: CBN

Notícias Relacionadas

Prisão, soltura e crise diplomática: caso Ramagem expõe tensão entre Brasil e EUA

Gigante dos EUA compra mineradora brasileira bilionária e mira hegemonia fora da China

Fim da escala 6×1 divide economistas e levanta dúvidas sobre salários e inflação