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OAB se junta à defesa e pede prisão domiciliar ou transferência de Deolane

A Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP) protocolou um pedido de habeas corpus para que a advogada e influenciadora Deolane Bezerra seja transferida da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, para prisão domiciliar ou para uma Sala de Estado-Maior.

Deolane está presa desde 22 de maio e se tornou ré na última semana pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ela é acusada de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo a OAB-SP, após análise da unidade prisional, concluiu-se que o local não atende aos requisitos estabelecidos pela jurisprudência para ser caracterizado como Sala de Estado-Maior, espaço previsto para custódia especial de advogados presos antes de condenação definitiva.

Em nota, a entidade ressaltou que sua atuação não tem relação com o mérito das investigações, a legalidade da prisão ou a defesa técnica da influenciadora, limitando-se à proteção das prerrogativas profissionais garantidas pela legislação.

A OAB também informou que os fatos envolvendo Deolane estão sendo analisados pelo Tribunal de Ética e Disciplina da instituição, que avalia a possibilidade de aplicação de medida cautelar de suspensão preventiva do exercício profissional da advogada, respeitando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.

Na última quinta-feira (18), a Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo e tornou Deolane ré. Segundo a acusação, a influenciadora teria recebido valores ilícitos provenientes da Transportadora Lado a Lado, apontada pelas investigações como uma estrutura utilizada em benefício do PCC.

De acordo com documentos da investigação, relatórios identificaram movimentações financeiras superiores a R$ 27 milhões consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada pela influenciadora.

Além de Deolane, também foram denunciados Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo do PCC; Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior; Paloma Sanches Herbas Camacho; Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho; e Everton de Souza, conhecido como Player ou Temer.

As investigações tiveram início em 2019 após a apreensão de bilhetes com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau. A partir das apurações, a Polícia Civil identificou indícios de que a Transportadora Lado a Lado atuava como braço financeiro da facção criminosa.

Segundo os investigadores, movimentações financeiras, recebimentos de origem não esclarecida, circulação de valores milionários e aquisição de bens de alto padrão colocaram Deolane em posição central nas apurações. A defesa da influenciadora nega envolvimento com o crime organizado.

Fonte: METRÓPOLES

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