O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta sexta-feira (5) que não vê motivos, no momento, para se reunir com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. A declaração ocorre após uma tentativa pública de diálogo por parte do líder ucraniano.
Na quinta-feira (4), Zelensky enviou uma carta aberta propondo uma reunião presencial com Putin para discutir o fim da guerra. O Kremlin, por meio do porta-voz Dmitry Peskov, chegou a afirmar anteriormente que o presidente ucraniano poderia ir a Moscou “a qualquer momento”, antes de Putin se manifestar sobre o conteúdo da mensagem.
Após analisar a carta, Putin afirmou que o texto contém trechos considerados “grosseiros” e colocou em dúvida a sinceridade da proposta de negociação. Segundo ele, o documento não representaria uma tentativa real de diálogo, mas sim uma estratégia política.
A proposta de Zelensky incluía a realização de um encontro em país neutro, fora da Rússia e da Ucrânia, com sugestão de locais como Suíça, Turquia ou países do mundo árabe. O presidente ucraniano também defendeu um cessar-fogo durante as negociações e afirmou que o momento exige “honestidade, dignidade e garantias de que a guerra não será retomada”.
Em paralelo, Putin reiterou sua posição de que as forças russas continuam avançando no campo de batalha e voltou a mencionar que propostas de mediação internacional, incluindo iniciativas associadas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderiam encerrar o conflito caso houvesse concessões de Kiev.
Enquanto isso, nacionalistas russos criticaram a iniciativa de Zelensky, classificando a carta como uma ação de propaganda. Ambos os lados seguem trocando acusações sobre a falta de disposição para negociar um acordo de paz.
Fonte: G1