Eleições Quaest aponta Lula à frente de Flávio Bolsonaro e encerra cenário de empate técnico Redação10 de junho de 202601 visualizações Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 44% das intenções de voto contra 38%. O resultado encerra uma sequência de levantamentos marcados por empate técnico entre os dois nomes. Na pesquisa anterior, realizada em maio, Lula registrava 42% e Flávio Bolsonaro 41%. Em abril, o senador aparecia numericamente à frente, com 42% contra 40% do presidente. Em março, ambos tinham 41%. Agora, Lula abre vantagem de seis pontos percentuais. Apesar do avanço, o cenário segue mais equilibrado do que no início da série histórica da Quaest, em agosto de 2025, quando Lula tinha vantagem de 16 pontos. Em dezembro, essa diferença caiu para dez pontos, período em que Flávio Bolsonaro anunciou sua candidatura. Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, a principal mudança ocorreu entre os eleitores independentes, grupo que representa cerca de um terço do eleitorado e não se identifica como lulista, bolsonarista, de direita ou de esquerda. Nesse segmento, Lula passou de 29% para 37%, enquanto Flávio caiu de 31% para 24%. Outros 30% afirmaram que não votariam em nenhum dos dois em um eventual segundo turno. A pesquisa também aponta melhora na percepção do governo federal, impulsionada por medidas como a ampliação da isenção do Imposto de Renda e o novo programa Desenrola voltado a famílias endividadas. Nunes destacou ainda uma oscilação negativa de Flávio entre eleitores de direita não bolsonaristas, onde o senador caiu de 90% para 82% das intenções de voto. O levantamento foi o primeiro a medir os reflexos de episódios recentes, como a divulgação de diálogos entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso e ligado ao caso Banco Master, além das medidas anunciadas pelo governo Donald Trump envolvendo tarifas sobre produtos brasileiros e a classificação de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Entre os entrevistados, 65% consideram que Flávio errou ao pedir recursos a Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. Outros 58% acreditam que o senador pode estar escondendo algum envolvimento ilegal com o Banco Master, enquanto 62% afirmam que ele sabia do envolvimento de Vorcaro com corrupção. Também subiu de 9% para 16% o percentual dos que acreditam que a crise do Banco Master afeta mais a família Bolsonaro. Sobre as medidas anunciadas por Trump, 45% concordam com a classificação das facções criminosas como terroristas e 45% discordam, embora 60% afirmem que essa decisão cabe ao governo brasileiro. Além disso, 53% acreditam que punições impostas pelos Estados Unidos prejudicarão empresas e bancos brasileiros. Em relação às novas tarifas, 47% concordam com Lula ao afirmar que Flávio influenciou a decisão americana, enquanto 46% acreditam que a medida está relacionada ao PIX e 36% a veem como retaliação às críticas do presidente brasileiro aos EUA. A pesquisa, encomendada pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-07661/2026. Nas demais simulações de segundo turno, Lula aparece com 45% contra 31% de Renan Santos (Missão), 35% de Romeu Zema (Novo) e 44% de Ronaldo Caiado (PSD). Segundo Felipe Nunes, Renan Santos alcançou seu melhor desempenho na série histórica, mas ainda aparece menos competitivo que Flávio Bolsonaro. Fonte: G1