O deputado federal João Carlos Paolilo Bacelar Filho (PL-BA) passou a ser alvo de atenção após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologar um acordo que prevê a devolução de R$ 1,4 milhão aos cofres públicos. O valor está relacionado a investigações sobre o uso de verbas da Câmara para pagamento de funcionários que, segundo a apuração, exerciam funções de natureza privada.
Natural de Salvador (BA), Bacelar tem 53 anos e exerce mandato como deputado federal, com salário bruto mensal de R$ 46.366,19. Ele está em seu quinto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados, tendo iniciado a trajetória parlamentar em 2006. Ao longo da carreira, também passou por diferentes siglas, incluindo o antigo Partido da República (PR).
Empresário, o deputado atua em setores como construção civil, agronegócio e combustíveis. No Legislativo, integra frentes ligadas à segurança pública, bancada ruralista e bancada evangélica, além de participar de comissões temáticas como energia, mineração e sistema portuário.
O acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), firmado em 2023 e agora validado pelo STF, foi uma alternativa ao prosseguimento de ação penal. Segundo os autos, Bacelar admitiu que recursos públicos destinados à contratação de pessoal foram usados para remunerar pessoas que prestavam serviços de caráter privado à sua família e empresas.
Entre os casos citados, estão a nomeação de uma funcionária doméstica como secretária parlamentar e a inclusão de uma funcionária ligada a empresa administrada por familiares do deputado.
O parlamentar também já foi citado em outras investigações e controvérsias políticas ao longo da carreira, incluindo denúncias e acusações feitas em diferentes contextos, sempre com negações ou versões contestadas por sua assessoria à época.
O processo segue agora no âmbito do cumprimento do acordo homologado judicialmente.
Fonte: METRÓPOLES