Brasil Quem é “Porcelana”, condenada por tráfico e investigada por facilitar fuga de presos do Comando Vermelho Redação3 de novembro de 2025030 visualizações Amiga de um dos chefes do Comando Vermelho (CV) no Amazonas morto durante a megaoperação policial no Rio de Janeiro, Evelyn Lorrany Nogueira de Lima, de 23 anos, conhecida como “Porcelana”, é investigada pela Polícia Civil de Roraima por suspeita de envolvimento na fuga de quatro integrantes da facção do maior presídio do estado. Condenada por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo, Porcelana deveria cumprir pena em regime semiaberto, com monitoramento eletrônico, em Manaus. Mesmo assim, ela viajou ao Rio de Janeiro, onde foi vista durante a operação que resultou na morte de Francisco Myller Moreira da Cunha, o “Gringo” ou “Suíça”, um dos chefes do CV no Amazonas. Um dia após a morte de Gringo, ela publicou nas redes sociais uma homenagem: “Vai nos fazer muita falta!” A Polícia Civil de Roraima não informou se ela tinha autorização judicial para sair do estado ou se será considerada foragida por descumprir as regras do regime semiaberto. Durante a operação Draco, realizada na quarta-feira (29), agentes cumpriram 12 mandados de busca e apreensão — seis em Roraima e seis no Amazonas —, em endereços ligados a Porcelana e outros suspeitos. Ela não foi localizada. As investigações apontam que Porcelana e o então namorado, Thiago Lima dos Santos, o “TH da Zona Leste” — morto em julho em Manaus —, enviaram dinheiro e suporte logístico para ajudar na fuga dos quatro integrantes do CV. Segundo a polícia, o casal financiou o transporte e a estadia dos foragidos até o Amazonas. O delegado Wesley Oliveira, responsável pelo caso, afirmou que o grupo contava com uma rede de apoio: “Tivemos faccionados comprando mantimentos e combustível para manter os fugitivos escondidos em áreas de mata e facilitar o transporte por rio até o Amazonas.” Além de Porcelana, 13 pessoas são investigadas por envolvimento direto no plano, entre elas uma enfermeira que teria dado apoio logístico e abrigo aos criminosos. Todos os quatro fugitivos foram recapturados. A jovem já havia sido presa em 2022, junto de “TH da Zona Leste”, em Boa Vista (RR). Na ocasião, a polícia apreendeu 1,7 kg de cocaína, 32 g de maconha, duas armas de fogo e 45 munições calibre 9 mm. Em 2023, foi condenada a cinco anos de prisão pela Vara de Entorpecentes e Organização Criminosa de Boa Vista. Posteriormente, sua defesa pediu transferência da execução da pena para Manaus, alegando que ela é mãe de duas meninas, de 7 e 4 anos, que dependem financeiramente dela. O pedido foi aceito, e ela passou a cumprir a pena na capital amazonense a partir de abril deste ano. Até o momento, a Justiça do Amazonas não informou a situação atual da pena nem se há novo mandado de prisão contra Evelyn. A defesa dela não foi localizada. Fonte: G1