Mundo Rússia conclui teste do míssil “Satanás” e Putin promete colocá-lo em operação ainda este ano Redação12 de maio de 2026027 visualizações A Rússia anunciou nesta terça-feira (12) a conclusão do teste final do míssil balístico intercontinental RS-28 Sarmat, armamento com capacidade nuclear e alcance estimado em até 35 mil quilômetros. Após o anúncio, o presidente Vladimir Putin afirmou que pretende colocar o sistema em operação até o fim deste ano. O comunicado foi feito pelo comandante das Forças de Mísseis Estratégicos russas, Sergei Karakayev, que classificou o teste como bem-sucedido e afirmou que a etapa representa a fase final antes da utilização oficial do armamento pelas forças nucleares do país. O RS-28 Sarmat ficou conhecido internacionalmente pelo apelido de “Satanás”, dado pela Otan devido ao seu alcance, velocidade e capacidade de driblar sistemas de defesa antiaérea e radares. Segundo autoridades russas, o míssil pode atingir alvos na Europa em menos de dez minutos e tem capacidade para viajar pelos polos Norte e Sul, dificultando sua interceptação. Apresentado inicialmente por Vladimir Putin em 2018 como parte de uma nova geração de armamentos “invisíveis”, o Sarmat é tratado pelo Kremlin como peça central da estratégia nuclear russa. De acordo com um relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso dos Estados Unidos, o míssil pode transportar dez ou mais ogivas nucleares simultaneamente, ampliando seu potencial destrutivo. O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que o Sarmat é atualmente “o míssil mais poderoso com o maior alcance de destruição de alvos do mundo” e declarou que o equipamento deve fortalecer significativamente o poder de combate das forças nucleares estratégicas russas. Este foi o segundo teste oficial do RS-28 Sarmat divulgado pela Rússia. O primeiro ocorreu em 2018 e outro lançamento experimental foi realizado em 2022. O anúncio acontece em meio ao aumento das tensões militares internacionais e reforça o discurso de Moscou de modernização de seu arsenal nuclear em meio aos conflitos geopolíticos envolvendo a Otan e países ocidentais. Fonte: G1