Futebol Santos admite dívida milionária com empresa de Neymar e presidente defende contrato Redação7 de abril de 2026010 visualizações O presidente do Santos, Marcelo Teixeira, saiu em defesa do contrato firmado com Neymar, classificando o acordo como uma “parceria de sucesso”, apesar da dívida de R$ 90,5 milhões que o clube reconhece ter com a NR Sports, empresa da família do jogador. O valor foi formalizado em um aditivo contratual assinado no fim do ano passado, como parte da renegociação dos direitos de imagem do camisa 10. Segundo o dirigente, o contrato não deve ser analisado sob ótica política, mas sim como um projeto institucional de longo prazo. Teixeira afirmou que a continuidade da parceria depende do cumprimento das obrigações por ambas as partes e demonstrou confiança na manutenção do vínculo, independentemente de quem esteja na presidência do clube. O plano de pagamento prevê a quitação da dívida em etapas: R$ 26 milhões referentes a valores já vencidos serão pagos em parcelas de R$ 5,2 milhões entre janeiro e maio deste ano, sem correção. Os R$ 64,5 milhões restantes serão quitados em 43 parcelas de R$ 1,5 milhão a partir de junho, com correção baseada no IPCA/FGV. A previsão é que o débito seja totalmente liquidado no início de 2030. O contrato de Neymar com o Santos é válido até 31 de dezembro de 2026. O acordo inclui cláusulas de garantia relevantes. Em caso de atraso de qualquer parcela, o clube pode ser obrigado a pagar imediatamente os R$ 64,5 milhões restantes. Além disso, há condicionantes como a reeleição de Marcelo Teixeira e a possibilidade de transformação do Santos em SAF, o que transferiria a obrigação da dívida para futuros acionistas. No cenário local, o tema ganha peso com as eleições presidenciais do clube marcadas para o fim do ano. A permanência de Teixeira é vista pela NR Sports como fator de segurança para o recebimento dos valores. Como garantia jurídica, o Santos indicou o CT Meninos da Vila no aditivo contratual, aprovado pelo Comitê de Gestão. Apesar das críticas e do risco financeiro envolvido, Teixeira reforça que não há disputa judicial entre as partes e que o acordo está sustentado por garantias mútuas. Para o presidente, o foco deve ser a reestruturação do clube e a continuidade de um projeto que, segundo ele, já apresenta resultados positivos. Fonte: GE