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Segurança

Segurança

Professor de jiu-jítsu acusado de abusos sexuais desembarca em SP após prisão no Amazonas

por Redação 8 de maio de 2026

O lutador e professor de jiu-jítsu Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, conhecido como Melqui Galvão, chegou a São Paulo na noite desta quinta-feira (7), após ser transferido do Amazonas para a capital paulista.

Ele desembarcou em voo comercial da LATAM Airlines Brasil no Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos.

Melqui foi preso no fim de abril após denúncias de abusos sexuais envolvendo ao menos três vítimas, entre elas uma adolescente de 17 anos.

A prisão temporária foi decretada pela Justiça após investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo. O treinador havia sido detido em Manaus após autorização judicial para transferência solicitada pela Polícia Civil do Amazonas.

Por também atuar como policial civil, ele permaneceu até esta quinta-feira em cela especial na Delegacia Geral da Polícia Civil amazonense.

As investigações começaram após uma ex-aluna de 17 anos denunciar atos libidinosos sem consentimento durante uma competição esportiva realizada fora do país. Atualmente, a jovem mora nos Estados Unidos e prestou depoimento às autoridades junto aos familiares.

A 8ª Delegacia de Defesa da Mulher reuniu relatos de pelo menos três vítimas. Segundo a polícia, uma gravação entregue pelos denunciantes mostraria o investigado admitindo indiretamente os fatos e tentando evitar que o caso avançasse por meio de promessa de compensação financeira.

Durante as apurações, outras duas possíveis vítimas foram identificadas em diferentes estados. Uma delas relatou que tinha apenas 12 anos na época dos fatos investigados.

De acordo com a polícia, Melqui havia viajado ao Amazonas menos de 24 horas antes da prisão. Após contato entre as corporações, ele se apresentou espontaneamente às autoridades em Manaus, onde o mandado foi cumprido.

Além da prisão temporária, a polícia executou três mandados de busca e apreensão em imóveis ligados ao investigado em Jundiaí.

A Polícia Civil do Amazonas informou que as investigações seguem em andamento, com coleta de depoimentos presenciais e virtuais para apuração de possíveis novos crimes.

Conhecido no cenário esportivo como faixa-preta e treinador de atletas, Melqui Galvão comandava uma academia na Zona Norte de Manaus e também atuava como instrutor de defesa pessoal da Polícia Civil do Amazonas.

Segundo a corporação, ele é servidor efetivo e estava lotado no setor de capacitação da instituição. Após as denúncias, foi afastado cautelarmente das funções até a conclusão das investigações.

Fonte: G1

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PCC

‘Diabo Loiro’, suspeito de lavar dinheiro do PCC e ligado a plano para matar promotor, volta a ser alvo da polícia

por Redação 8 de maio de 2026

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram nesta sexta-feira (8) a Operação Caronte, que mira um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas ligado ao Primeiro Comando da Capital.

O principal alvo da operação é Eduardo Magrini, conhecido nas redes sociais como “Diabo Loiro”. Ele já havia sido preso em 2025 em investigação do Gaeco de Campinas por suspeita de participação em um plano do PCC para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho.

Segundo os investigadores, empresas do ramo de transporte e rodeios eram usadas para movimentar recursos financeiros de origem criminosa por meio de sócios considerados “laranjas”. A investigação aponta que Magrini mantinha vínculos diretos com essas empresas e ostentava patrimônio milionário nas redes sociais.

O filho dele, Mateus Magrini, também é alvo das buscas. De acordo com a investigação, ele teria movimentado dinheiro ilícito por meio de uma empresa do setor musical.

Mateus já havia sido citado na Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal, mesma investigação que atingiu o cantor MC Ryan SP, apontado como ex-enteado de Eduardo Magrini.

Para o Ministério Público, as relações familiares reforçam a suspeita de que o núcleo familiar atuava de forma estruturada na lavagem de dinheiro do crime organizado.

A Operação Caronte cumpre 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga.

A ação é conduzida pelo Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (SECCOLD), da 1ª DIG-DEIC Campinas, em conjunto com o Gaeco.

As investigações indicam que o esquema de lavagem funcionava desde 2016 e ganhou força após análises fiscais, bancárias e dados do COAF apontarem movimentações incompatíveis com as rendas declaradas pelos investigados.

Segundo o Ministério Público, Eduardo Magrini acumula condenações por tráfico de drogas e uso de documentos falsos desde 1998 e seria integrante importante da facção criminosa.

Antes de ser preso, o influenciador exibia nas redes sociais carros de luxo, viagens e participações em rodeios para mais de 100 mil seguidores.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em contas ligadas aos investigados, além do bloqueio de veículos e outros bens.

O nome da operação faz referência a Caronte, personagem da mitologia grega responsável por transportar almas ao submundo de Hades.

Fonte: G1

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Segurança

Defesa de cabeleireiro esfaqueado por cliente pede investigação por tentativa de homicídio e homofobia

por Redação 8 de maio de 2026

A defesa do cabeleireiro Eduardo Ferrari afirmou que irá acionar o Ministério Público para pedir que a agressão sofrida por ele dentro de um salão em São Paulo seja reclassificada como tentativa de homicídio e homofobia.

O caso aconteceu na terça-feira (5) e foi registrado inicialmente no 91º Distrito Policial como lesão corporal, ameaça e autolesão.

Segundo a advogada Quecia Montino, a cliente Laís Gabriela Barbosa da Cunha atacou o profissional “de forma repentina, desproporcional e violenta pelas costas”, utilizando uma faca de serra após reclamar do resultado de um procedimento capilar.

A defesa sustenta que a própria suspeita declarou aos policiais que teria ido ao local com intenção de “matar esse viado desgraçado”, frase que, segundo a advogada, pode caracterizar motivação homofóbica além da tentativa de homicídio.

Ainda de acordo com Quecia Montino, serão adotadas medidas para responsabilização criminal da cliente também por homofobia, com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal que equipara esse tipo de discriminação ao crime de racismo.

A Secretaria da Segurança Pública informou que a delegada responsável encaminhou o caso ao Juizado Especial Criminal (Jecrim), cabendo agora ao Ministério Público e ao Judiciário analisar eventual reclassificação dos crimes.

Prints entregues à Polícia Civil mostram ameaças feitas por Laís ao cabeleireiro antes da agressão. Nas mensagens, ela chama Eduardo de “viado desgraçado” e afirma que tinha vontade de “ir no salão e colocar fogo”.

Segundo o cabeleireiro, a cliente havia realizado anteriormente um procedimento de mechas e texturização no salão e, inicialmente, saiu satisfeita, registrando fotos e divulgando o resultado nas redes sociais.

Dias depois, porém, passou a reclamar publicamente do serviço, alegando ter sofrido um “corte químico”, situação caracterizada pela quebra intensa dos fios causada por processos químicos.

Na terça-feira, Laís retornou ao salão exigindo reembolso e passou a ameaçar funcionários. Eduardo afirma que o gerente orientou a cliente a procurar a Justiça ou o Procon caso desejasse contestar o procedimento. Após a negativa do estorno, ela teria pegado uma faca e partido para cima dele.

O cabeleireiro sofreu ferimentos superficiais nas costas e passou por exame de corpo de delito.

Segundo depoimentos colhidos pela polícia, mesmo após ser contida, a mulher continuou fazendo ameaças. Testemunhas relataram que ela afirmou que Eduardo “morreria de qualquer jeito” e que poderia mandar terceiros cometerem o crime.

Em vídeos divulgados após o episódio, Laís criticou o corte da franja, afirmando que o cabelo ficou “parecendo o Cebolinha”, personagem da Turma da Mônica. No mesmo vídeo, ela admitiu ter feito ofensas homofóbicas ao profissional.

A suspeita afirmou que ainda está constituindo advogado e que só irá se manifestar oficialmente após contratar defesa.

Fonte: G1

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Segurança

Hacker “fantasma” invadia sistemas de governos e vendia dados sigilosos a criminosos

por Redação 8 de maio de 2026

Um hacker apontado como responsável por invadir sistemas de governos estaduais, tribunais e forças policiais foi preso nesta quinta-feira (7), em Minas Gerais, durante operação conjunta da Polícia Civil paulista, da Polícia Civil mineira, da Controladoria Geral do Estado e da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo.

Identificado apenas como Leonardo, o suspeito é considerado um “fantasma” pelas autoridades devido ao alto nível técnico utilizado para ocultar rastros digitais durante os ataques cibernéticos.

Segundo as investigações, ele explorava falhas em servidores de tecnologia da informação para acessar sistemas públicos e extrair dados sigilosos, incluindo informações pessoais, funcionais e credenciais de acesso de autoridades e órgãos estaduais.

A polícia afirma que o hacker desenvolvia softwares maliciosos com mecanismos de comando e controle para realizar as invasões. Após obter os dados, ele comercializava o material em fóruns clandestinos da deep web e dark web, abastecendo quadrilhas especializadas em golpes digitais.

As investigações apontam que Leonardo atuava na área de Tecnologia da Informação desde a década de 1990 e possuía experiência profissional em desenvolvimento de sistemas, automação, infraestrutura tecnológica e consultoria para empresas privadas.

O esquema funcionava em diferentes etapas. Primeiro, o hacker identificava vulnerabilidades em servidores públicos. Em seguida, implantava malwares capazes de acessar sistemas internos e extrair informações estratégicas. Depois disso, os dados eram negociados com criminosos interessados em aplicar fraudes e ataques virtuais.

De acordo com o Metrópoles, as autoridades já identificaram o repasse de acessos ligados ao Tribunal de Justiça do Maranhão, Tribunal de Justiça de Goiás, Polícia Militar de Goiás e às polícias civis de Minas Gerais e São Paulo.

A investigação também apura possível ligação entre Leonardo e Francisco Bruno de Sousa Costa, hacker preso anteriormente pela Polícia Federal por explorar vulnerabilidades do sistema do Detran do Distrito Federal. Segundo a polícia, há indícios de compartilhamento de conhecimento técnico criminoso entre os dois.

Leonardo foi localizado em um sítio na região de Juiz de Fora após investigadores identificarem arquivos armazenados em um data center em Belo Horizonte. Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os agentes conseguiram bloquear os sistemas utilizados pelo suspeito e apreender equipamentos e informações.

O material passará por perícia para identificar todos os alvos do esquema, possíveis clientes e o valor movimentado com a venda ilegal de dados.

Apesar da prisão, Leonardo responderá ao processo em liberdade mediante medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

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Segurança

Crime bárbaro vem à tona por vídeo nas redes e expõe falhas de proteção a vítimas em SP

por Redação 4 de maio de 2026

A Polícia Civil revelou que o caso de estupro coletivo de duas crianças, de 7 e 10 anos, na zona leste de São Paulo, só chegou às autoridades após a irmã de uma das vítimas identificar imagens do crime circulando nas redes sociais. O episódio ocorreu no dia 21 de abril, mas a denúncia foi registrada apenas no dia 24, diante do medo e da pressão sofrida pela família.

Segundo os investigadores do 63º Distrito Policial (Vila Jacuí), as vítimas foram atraídas por vizinhos sob o pretexto de soltar pipa e levadas a um imóvel, onde ocorreram os abusos. Ao todo, cinco suspeitos foram identificados: quatro adolescentes — três já apreendidos e um foragido — e um adulto, preso na Bahia e que deve ser transferido para São Paulo. Todos serão indiciados por estupro de vulnerável, divulgação de imagens e corrupção de menores.

A delegada responsável pelo caso afirmou que a família foi pressionada a não procurar a polícia e acabou deixando a comunidade por medo. “Teve gente que saiu com a roupa do corpo”, relatou. A localização das vítimas exigiu trabalho adicional das equipes, que precisaram reconstruir os fatos, identificar o local do crime e garantir proteção para evitar revitimização.

A investigação também busca identificar quem divulgou as imagens nas redes sociais. De acordo com a polícia, o suspeito adulto teria gravado o crime e compartilhado o material via WhatsApp, que posteriormente se espalhou. A prioridade inicial foi a identificação dos autores, mas agora o foco inclui responsabilizar quem propagou o conteúdo.

A Prefeitura de São Paulo informou que as vítimas e familiares foram acolhidos em locais protegidos, com apoio psicológico, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O caso também mobilizou o Conselho Tutelar e serviços de saúde, que prestaram atendimento imediato às crianças.

O crime gerou forte repercussão e levou a protestos na região de São Miguel Paulista. Autoridades estaduais destacaram a gravidade do caso, enquanto a polícia segue em busca do adolescente foragido e de mais detalhes sobre as ameaças sofridas pela família. A investigação continua para esclarecer completamente os fatos e garantir a responsabilização dos envolvidos.

Fonte: G1

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Segurança

Preso por matar amiga da filha a facadas diz estar arrependido: “Tenho que pagar”

por Redação 30 de abril de 2026

Preso nesta quarta-feira (29) em Ribeirão Preto (SP), Cleomar Borges Gomes, de 53 anos, confessou ter matado Geniane Pereira, de 20 anos, amiga de sua filha, e afirmou estar arrependido do crime.

“Tenho que pagar o que eu fiz. Arrependido, eu estou. Eu estou arrependido”, declarou o suspeito à imprensa ao deixar a delegacia.

Cleomar foi localizado por policiais militares em uma praça na região central da cidade. Segundo a polícia, ele tentou esconder a própria identidade durante a abordagem. Contra ele já existia um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça desde a semana passada, quando o feminicídio ocorreu.

De acordo com o delegado Claudio Messias, responsável pelo caso, o suspeito confessou o assassinato e tentou apresentar justificativas durante a conversa informal com os investigadores.

“Ele confessa que matou, conta umas histórias que, ao que nos parece, não procede. Ele fala que ela xingava ele. A gente já imaginava que ele fosse arrumar uma justificativa qualquer, fala que ela teria levado rapazes lá [na casa dele], o que, por si só, não justifica”, afirmou o delegado.

A defesa de Cleomar não foi localizada até a última atualização da reportagem.

O crime aconteceu na manhã de 24 de abril, na Rua Albano Meneghelli, quando Geniane caminhava para o trabalho acompanhada justamente da filha do suspeito.

Segundo testemunhas, Cleomar passou a desenvolver interesse pela jovem por causa da simpatia dela e teria ficado obcecado após não ser correspondido. A Polícia Civil acredita que esse tenha sido o motivo do feminicídio.

Ainda conforme os relatos, o suspeito monitorava a rotina das duas jovens. Um dia antes do assassinato, ele já teria abordado as vítimas no mesmo local onde Geniane seria atacada.

No dia do crime, testemunhas disseram que Cleomar aguardava encapuzado, encostado no portão de uma residência e já segurava uma faca.

“As vítimas reconheceram ele. Quando perceberam que alguma coisa poderia acontecer, ele imediatamente foi para cima da vítima, chamou ela pelo apelido de Geninha e começou a desferir os golpes”, relatou o delegado.

Geniane foi atingida por pelo menos nove facadas. Ela chegou a ser socorrida e levada para a Santa Casa de Pontal, mas não resistiu aos ferimentos.

O caso foi registrado como feminicídio. A polícia não divulgou para qual penitenciária Cleomar será transferido, alegando motivos de segurança.

Fonte: G1

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Segurança

Perícia particular aponta assassinato de PC Siqueira e contesta versão oficial de suicídio

por Redação 30 de abril de 2026

Uma nova reviravolta envolvendo a morte do influenciador digital PC Siqueira colocou em xeque a conclusão oficial da Polícia Técnico-Científica de São Paulo. Uma perícia particular contratada pela família afirma que o youtuber foi assassinado por estrangulamento com um fio de fones de ouvido dentro do apartamento onde morava, na Zona Sul da capital paulista.

PC Siqueira, nome artístico de Paulo Cezar Goulart Siqueira, foi encontrado morto em 27 de dezembro de 2023, aos 37 anos. Em 2025, laudos do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC) concluíram que ele havia cometido suicídio por enforcamento utilizando uma cinta de catraca.

O novo parecer, produzido em março de 2026 pelo perito particular Francisco João Aparício La Regina, ex-integrante da Polícia Técnico-Científica e professor por três décadas, contesta diretamente a versão oficial.

No documento de 48 páginas, o especialista afirma que as marcas encontradas no pescoço do influenciador seriam incompatíveis com a cinta laranja apreendida inicialmente pela perícia oficial. Segundo ele, as lesões teriam sido provocadas por um fio fino, semelhante ao de um fone de ouvido preto encontrado posteriormente no apartamento.

O objeto foi recolhido pelos advogados da família, Caio Muniz e Geraldo Bezerra da Silva Filho, e entregue ao 11º Distrito Policial de Santo Amaro.

Diante da divergência entre os laudos, o Ministério Público determinou que o fio seja analisado pelo IML e pelo Instituto de Criminalística. Como o corpo não pode mais ser exumado, a comparação será feita a partir de fotografias periciais registradas na época da morte. O novo laudo ainda não foi concluído.

Apesar de o inquérito ter sido encerrado inicialmente como suicídio, a Justiça decidiu no fim de 2025 manter as investigações abertas após pedido do Ministério Público.

A Promotoria apontou contradições em depoimentos e dúvidas técnicas nos laudos oficiais, levando a Polícia Civil a investigar outras hipóteses, incluindo homicídio com simulação de suicídio, instigação ao suicídio e omissão de socorro.

Até o momento, não há suspeitos formalmente identificados.

A ex-namorada do influenciador, Maria Luiza Lopes Watanabe, foi ouvida como testemunha e afirmou à polícia que tentou impedir o suicídio, mas não conseguiu. Segundo o depoimento, ela saiu gritando pelo corredor do prédio pedindo ajuda.

Uma vizinha declarou ter encontrado PC enforcado pela cinta laranja e afirmou ter cortado o objeto com uma faca na tentativa de socorrê-lo.

Em janeiro de 2026, a Polícia Técnico-Científica realizou uma reconstituição no apartamento do influenciador, localizado no Campo Belo. Maria Luiza não participou alegando motivos pessoais.

Posteriormente, ela e a vizinha participaram de uma acareação por videoconferência devido a divergências sobre o horário do pedido de socorro.

Em nota divulgada neste mês, a defesa de Maria Luiza afirmou que não existem elementos técnicos ou provas que sustentem qualquer responsabilidade dela na morte do influenciador. A advogada Clarissa Azevedo também destacou que os laudos oficiais foram produzidos por órgãos estatais com critérios técnicos e imparciais, enquanto pareceres particulares seriam contratados por uma das partes.

PC Siqueira foi um dos pioneiros da produção de conteúdo no YouTube brasileiro e ganhou notoriedade nacional também como apresentador da MTV. Nos últimos anos, enfrentava forte desgaste público após ser alvo de investigação relacionada à suspeita de divulgação de imagens de abuso sexual infantil. Laudos posteriores não encontraram esse tipo de material em seus equipamentos, e ele sempre negou as acusações.

Fonte: G1

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Segurança

Juiz chamou 200 kg de cocaína de “quantidade pequena” e traficante agora é condenado

por Redação 29 de abril de 2026

A Justiça de Itu, no interior de São Paulo, condenou Thiago Zumiotti da Silva a cinco anos de prisão por tráfico de drogas e desobediência. O caso ganhou repercussão nacional após um juiz conceder liberdade provisória ao acusado mesmo após a apreensão de mais de 200 kg de pasta-base de cocaína, classificando a quantidade como “pequena” e “não exacerbada”.

A nova sentença foi assinada pela juíza Andrea Ribeiro Borges. Segundo a decisão, Thiago deverá cumprir pena em regime semiaberto. A defesa informou ao Metrópoles que já recorreu da condenação.

De acordo com a advogada Ludmilla Machado, a quantidade de drogas não impediria o reconhecimento do chamado tráfico privilegiado. A defesa sustenta que o acusado é réu primário, possui bons antecedentes e não integra organização criminosa. “Cercear o direito ao benefício é ceifar a ressocialização do indivíduo que errou apenas uma vez”, afirmou.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) também recorreu da decisão judicial, embora os detalhes do recurso não tenham sido divulgados.

O caso se tornou alvo de forte debate em agosto de 2025, quando o juiz Marcelo Nalesso Salmaso concedeu liberdade provisória a Thiago durante audiência de custódia. Na ocasião, o magistrado afirmou que os mais de 200 kg de pasta-base de cocaína apreendidos não representavam uma quantidade “exacerbada” e seriam uma “pequena quantidade”.

A decisão provocou reação imediata do então secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, que criticou publicamente o entendimento do juiz nas redes sociais. Derrite classificou a medida como “decisão absurda” e afirmou que ela representava desrespeito ao trabalho policial e à população.

Após a repercussão negativa, o magistrado publicou uma retificação alegando que houve erro na utilização de um texto-modelo padronizado para casos de liberdade provisória em crimes de tráfico. No novo despacho, Salmaso reconheceu que a quantidade apreendida era de “elevada monta”.

Mesmo assim, o juiz manteve a liberdade provisória ao entender que não havia indícios de participação do acusado em organização criminosa nem provas de que ocupasse posição relevante na cadeia do tráfico.

Thiago acabou preso novamente em outubro do ano passado. Agora, com a condenação definida pela Justiça de Itu, o processo entra em nova fase com recursos apresentados tanto pela defesa quanto pelo Ministério Público.

Fonte: METRÓPOLES

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Segurança

Neiff quebra silêncio após atentado em SP e nega ‘talaricagem’: “Não peguei mulher de ninguém”

por Redação 28 de abril de 2026

O cantor Anderson Neiff, conhecido como “rei do brega funk”, usou as redes sociais para rebater rumores envolvendo o ataque a tiros que sofreu em São Paulo. O artista negou que o atentado tenha ligação com “talaricagem” ou rivalidade com nomes do funk paulista.

Em vídeos publicados nos stories nesta segunda-feira (27), Neiff afirmou que não teve envolvimento com mulheres de terceiros e criticou as especulações que surgiram após o crime.

“Não tem nada a ver isso que estão falando que ‘Neiff é talarico’. Zero. Eu não sei o que de fato aconteceu. Não peguei mulher de ninguém”, declarou. O cantor também rejeitou acusações de que estaria usando o caso para ganhar visibilidade. “Jamais alguém ia querer levar um tiro nas costas para promover música.”

O ataque aconteceu na manhã de domingo (26), após um show realizado na capital paulista. Segundo o boletim de ocorrência, a van da banda foi perseguida por cerca de 10 quilômetros por três homens em motocicletas, até ser alcançada no trânsito na Avenida Nove de Julho. Os criminosos efetuaram entre cinco e seis disparos.

Neiff foi atingido no ombro e levado ao Hospital Sírio-Libanês, onde passou por cirurgia. Ele recebeu alta médica ainda na noite do mesmo dia. A Polícia Civil investiga o caso como tentativa de homicídio e, até o momento, ninguém foi preso.

Após o atentado, blogueiros de Pernambuco passaram a levantar hipóteses sobre a motivação do crime. Parte das publicações relacionava o episódio a uma suposta provocação feita por Neiff envolvendo a prisão do MC Ryan SP, investigado por suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão.

O cantor afirmou que a imagem compartilhada nas redes sociais havia sido criada com inteligência artificial e interpretada de forma errada. “A foto que postei com IA foi zombando das pessoas que queriam que eu fosse preso. Não tem nada a ver que eu fui para São Paulo e a galera do funk me pegou lá”, disse.

Um vídeo gravado dentro da van após os disparos mostra o artista ferido enquanto membros da equipe tentam socorrê-lo. Nas imagens, Neiff reclama de dores e afirma acreditar que a bala ficou alojada nas costas. Integrantes da equipe aparecem tentando conter o sangramento e fazem orações durante o trajeto ao hospital.

De acordo com o boletim de ocorrência, antes do ataque houve uma discussão entre um casal durante o show no Titio Lounge, no Jardim São Luiz. A suspeita é de que o homem teria se irritado com o fato de a mulher olhar insistentemente para a banda. A polícia apura se o episódio pode ter relação com o atentado.

Natural de Pernambuco, Anderson Neiff ganhou notoriedade no cenário do brega funk ao misturar elementos melódicos ao funk tradicional. O artista também se tornou conhecido nas redes sociais por conteúdos sobre rotina, ostentação e bastidores da carreira.

Fonte: G1

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Segurança

MC ligado a Ryan SP é preso após show com apologia ao crime no Ceará

por Redação 27 de abril de 2026

Um cantor de funk agenciado pelo MC Ryan SP foi preso em flagrante neste domingo (26), em Fortaleza (CE), sob suspeita de divulgar músicas que fazem apologia ao crime organizado. O artista, de 24 anos, conhecido como MC Black da Penha, foi detido logo após se apresentar no bairro Bom Jardim.

A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), vinculada ao Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO). Segundo a Polícia Civil, o MC utilizava sua visibilidade nas redes sociais para disseminar conteúdos que enalteciam práticas criminosas.

De acordo com as investigações, diversas músicas do artista fazem referência ao uso de drogas, armas de fogo e violência. No dia da prisão, ainda segundo a polícia, ele teria promovido e exaltado um grupo criminoso durante a apresentação — organização à qual é investigado por possível ligação.

MC Black da Penha ganhou projeção após firmar contrato, no ano passado, com a produtora Bololô Records, ligada a MC Ryan SP, depois de se destacar com a música “Sai da Frente do Mano”. Atualmente, ele é apresentado como artista da produtora em seus canais oficiais.

O caso também se conecta a investigações mais amplas envolvendo o próprio MC Ryan SP. O artista foi preso pela Polícia Federal, apontado como principal beneficiário de um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado valores bilionários. Segundo as apurações, empresas ligadas ao cantor teriam sido utilizadas para misturar receitas legais com recursos oriundos de apostas ilegais e rifas digitais.

A Justiça também decretou nova prisão de Ryan e de outros investigados. Entre as suspeitas estão práticas de ocultação de patrimônio por meio de transferências para familiares e pessoas interpostas, os chamados “laranjas”.

Além de Ryan, o MC Poze e o responsável pela página Choquei também estão presos preventivamente. As investigações seguem em andamento.

Fonte: CNN

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