STF STF se articula por Messias enquanto aliados de Alcolumbre veem risco de derrota para Lula Redação2 de abril de 2026013 visualizações Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm atuado nos bastidores para viabilizar a aprovação de Jorge Messias, indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a vaga aberta com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, em outubro do ano passado. Interlocutores do Planalto afirmam que o nome já conta com sinal verde de partidos como PSD e MDB. Para assumir o cargo, Messias ainda precisa passar por sabatina no Senado e ser aprovado em votação no plenário. Dentro do STF, a avaliação reservada indica que, apesar de uma ala inicialmente favorável ao nome de Rodrigo Pacheco (PSB-MG), o entendimento atual é de que a aprovação de um indicado de Lula neste momento é estratégica, especialmente diante do risco de mudanças no cenário político pós-eleitoral. Outro fator considerado pelos ministros é o impacto institucional da vaga em aberto. Em meio a um contexto de crise, a manutenção de uma cadeira vazia é vista como elemento que pode fragilizar ainda mais o funcionamento da Corte. No Congresso, porém, o clima é mais incerto. Aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), relatam que ele conversou com Lula há cerca de 15 dias, mas evitou assumir compromisso de apoio. A sinalização foi de neutralidade — não deve ajudar, mas também não pretende obstruir — postura descrita nos bastidores como uma forma de “lavar as mãos”. Esses interlocutores apontam uma deterioração do cenário político, com a oposição ganhando força e organização, especialmente com a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), visto como um dos principais nomes de mobilização dentro e fora do Congresso. Há, inclusive, discussões entre senadores sobre a possibilidade de impor uma derrota ao governo com impacto eleitoral, o que poderia fortalecer o campo oposicionista. Aliados de Alcolumbre também criticam a condução do governo, avaliando que houve falhas no timing da indicação. A tentativa de evitar contaminação pelo período eleitoral acabou, segundo essa leitura, colocando o STF no centro do debate político nacional. Apesar da relação historicamente próxima entre Lula e Alcolumbre, interlocutores apontam um distanciamento recente, o que ajuda a explicar a postura mais cautelosa do presidente do Senado diante da indicação. Fonte: G1