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POBREZA

Economia

No G20, Haddad defende tributação mínima global sobre a riqueza

por Redação 28 de fevereiro de 2024

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a tributação progressiva como tema central para a construção de um mundo mais justo e defendeu uma tributação mínima global sobre a riqueza para construir o “terceiro pilar” para a cooperação tributária internacional. “Abordaremos um tema que considero central para a construção de um mundo mais justo, a saber, tributação progressiva. Reconhecendo os avanços obtidos na última década, precisamos admitir que ainda precisamos fazer com que os bilionários do mundo paguem sua justa contribuição em impostos”, disse o ministro.

“Além de buscar avançar nas negociações em andamento na OCDE e na ONU, acreditamos que uma tributação mínima global sobre a riqueza poderá constituir um ‘terceiro pilar’ para a cooperação tributária internacional”, complementou Haddad.

O titular disse também que a pobreza e a desigualdade precisam ser enfrentadas como desafios globais. As declarações foram dadas nesta quarta-feira (28) durante a abertura do painel “O papel político-econômico na abordagem das desigualdades: experiências nacionais e cooperação internacional”, do G20, grupo que reúne as principais economias do mundo.

O titular da Fazenda destacou que não há ganhadores com a crise da globalização. “Embora, como disse, os países mais pobres paguem um preço proporcionalmente mais alto, seria uma ilusão pensar que países ricos podem dar as costas para o mundo e focar apenas em soluções nacionais. Em um mundo no qual trabalho e capital são cada vez mais móveis, pobreza e desigualdade precisam ser enfrentadas como desafios globais, sob a pena da ampliação das crises humanitárias e imigratórias”, defendeu.

Haddad participou da agenda do G20 de forma virtual, em função do diagnóstico de Covid-19. De acordo com a assessoria de imprensa, o ministro se sentiu indisposto no domingo (25) e fez o teste que apontou infecção pela doença. Apesar disso, passa bem. Nesta semana, há intensa agenda na primeira reunião em nível ministerial da Trilha de Finanças do G20 durante a presidência brasileira no grupo.

A Fazenda informou que Haddad seguirá fazendo novos testes. Em caso de diagnóstico negativo, ele estará liberado para participar presencialmente dos eventos do G20 em São Paulo, especificamente em 28 e 29 de fevereiro, quando preside as reuniões. “Reiteramos que a programação oficial do G20 está preservada e que o ministro estará representado em todos os eventos”, disse a pasta.

Fonte: r7

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Economia

Pobreza cai, mas ainda afeta um em cada três brasileiros em 2022

por Redação 6 de dezembro de 2023

O percentual de pessoas em situação de pobreza, que viviam com até R$ 33,90 (US$ 6,85) por dia, caiu de 36,7% para 31,6% entre 2021 e 2022, o equivalente a quase um em cada três brasileiros, segundo dados revelados nesta quarta-feira (6) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Os dados da Síntese de Indicadores Sociais mostram ainda que a proporção daqueles em situação de extrema pobreza, com renda diária inferior a R$ 10,65 (US$ 2,15), recuou para 5,9% no ano passado, após ter alcançado 9% em 2021.

Em termos absolutos, havia 12,7 milhões de pessoas na extrema pobreza e 67,8 milhões na pobreza em 2022, com quedas de, respectivamente, cerca de 6,5 milhões e 10,2 milhões de pessoas ante o ano anterior. Os valores levam em conta os parâmetros do Banco Mundial para definir as situações de vulnerabilidade social.

“Na linha de extrema pobreza não há uma diferença significativa entre os valores da linha antiga e da linha atualizada ao longo da série, pois ela é basicamente de consumo para subsistência, e sua atualização se dá principalmente por uma questão de preços”, destaca André Simões, analista da pesquisa.

Na passagem de 2021 para 2022, a pobreza e a extrema pobreza recuaram em todas as regiões, com destaque para o Norte (-7,2 pontos percentuais e -5,9 pontos percentuais, respectivamente) e o Nordeste (-6,2 pontos percentuais e -5,8 pontos percentuais, respectivamente).

“[As] regiões [Norte e Nordeste] concentram o maior volume de pessoas nessas situações e também são as regiões onde há um impacto maior dos programas sociais de transferência de renda”, detalha Simões. O Centro-Oeste, por sua vez, apresentou a maior queda na pobreza (-7,3 pontos percentuais), relacionada, principalmente, ao dinamismo no mercado de trabalho da região em 2022.

Benefícios
Além de terem maior participação na composição da renda da população extremamente pobre, os benefícios de programas sociais governamentais impactam na redução, principalmente, da extrema pobreza.

O estudo analisou a hipótese de não existirem os referidos programas, e os dados mostraram que a extrema pobreza teria sido cerca de 80% maior, elevando o percentual atual de 5,9% para 10,6%.

Com relação à pobreza, os impactos da ausência dos benefícios de programas sociais governamentais teriam sido menores, com uma proporção de pobres 12,0% maior do que o efetivamente registrado em 2022, passando de 31,6% para 35,4%.

Segundo o IBGE, a participação dos benefícios de programas sociais no rendimento domiciliar das pessoas em situação de extrema pobreza chegou a 67% em 2022. Entre os domicílios considerados pobres, o rendimento de benefícios de programas sociais chegou a 20,5% da renda total.

“Isso mostra a importância das transferências de renda para a composição da renda dos domicílios das pessoas extremamente pobres e a maior influência do mercado de trabalho na composição da renda da população pobre”, afirma Simões.

Na população total, a distribuição de rendimentos por fonte ficou em 74,5% para trabalho, 18,1% para aposentadoria e pensão, 3% para benefícios de programas sociais e 4,4% para outras fontes de renda.

Fonte: r7

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Mundo

ONU: 165 milhões de pessoas entraram na pobreza desde 2020

por Redação 14 de julho de 2023

As crises registradas desde 2020, como a pandemia, a inflação ou a guerra na Ucrânia, levaram 165 milhões de pessoas à pobreza, informou a ONU, que pediu uma pausa no pagamento da dívida dos países em desenvolvimento para inverter a tendência.

O impacto acumulado das crises levou 75 milhões de pessoas a uma situação de extrema pobreza (menos de 2,15 dólares por dia, R$ 10,3 na cotação atual) entre 2020 e o fim de 2023 e mais 90 milhões a viver abaixo do limite da pobreza, com 3,65 dólares (R$ 17,5 na cotação atual) por dia, de acordo com projeções do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

“Os países que conseguiram investir em medidas de proteção nos últimos anos evitaram que muitas pessoas caíssem na pobreza”, afirmou o diretor do PNUD, Achim Steiner, em um comunicado.

“Mas nos países muito endividados há uma correlação entre elevados níveis de dívida, gastos sociais insuficientes e um aumento alarmante dos níveis de pobreza”, alertou.

O PNUD pede uma “pausa” nos pagamentos das dívidas nestes países, que devem optar entre pagar a dívida ou ajudar a população.

De acordo com outro relatório da ONU, publicado na quarta-feira, 3,3 bilhões de pessoas, quase metade da população mundial, vivem em países que gastam mais para pagar os juros da dívida do que em áreas como educação e saúde.

Os países em desenvolvimento, apesar do nível de dívida menor – mas que aumenta rapidamente -, pagam mais juros devido ao aumento das taxas.

Diante do cenário, o PNUD pede uma “pausa” para destinar o pagamento da dívidas ao financiamento de medidas sociais destinadas a amortecer os efeitos dos choques econômicos. A ONU acredita que “a solução não está fora do alcance do sistema multilateral”.

De acordo com cálculos do PNUD, retirar estas 165 milhões de pessoas da pobreza custaria 14 bilhões de dólares por ano, o equivalente 0,009% do PIB mundial em 2022, e menos de 4% do serviço da dívida dos países em desenvolvimento.

Ao considerar também as perdas de renda das pessoas que já estavam abaixo da linha da pobreza antes das crises recentes, o custo do alívio seria de 107 bilhões de dólares (0,065% do PIB, quase 25% do serviço da dívida).

“Há um custo humano para a inação a respeito da reestruturação da dívida soberana dos países em desenvolvimento”, recorda Achim Steiner. “Precisamos de novos mecanismos para antecipar e absorver os impactos e para que a arquitetura financeira funcione para os mais vulneráveis”.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, que pede uma reforma das instituições financeiras internacionais, criticou mais uma vez esta semana um sistema “obsoleto que reflete as dinâmicas coloniais da época em que foi criado”.

Fonte: r7

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