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PREÇO

Economia

Governo prevê redução no preço do arroz até abril e planeja mudanças no Plano Safra

por Redação 14 de março de 2024

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prevê uma redução do preço do arroz até abril e planeja mudanças no Plano Safra. As informações foram dadas por ministros do governo após reunião com o presidente nesta quinta-feira (14), realizada no Palácio do Planalto. O encontro teve o objetivo de discutir o preço e a produção de alimentos no país.

Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, o preço do arroz já caiu para os produtores, mas só deve baixar para o consumidor quando os supermercados comprarem uma nova safra. “Ele [supermercado] tem de acabar esse estoque para comprar a nova safra. Que esse processo seja o mais rápido possível. De março para abril, já começa a cair”, afirmou.

“Os preços aos produtores já desceram de R$ 120 para R$ 100 a saca. O que esperamos que se transfira, essa baixa dos preços, que os atacadistas abaixem também nas gôndolas do supermercado, que é onde as pessoas compram”, completou Fávaro.

No mês passado, itens como cenoura (43,85%), batata-inglesa (29,45%), feijão-carioca (9,70%), arroz (6,39%) e frutas (5,07%) influenciaram a manutenção do índice em patamares elevados. Em fevereiro, inflação oficial do país ficou em 0,83%. Apesar do cálculo oficial — feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) — a previsão do mercado financeiro para a inflação em 2024 teve redução de 3,8% para 3,76%.

Participaram do encontro desta quinta os ministros Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda), Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), além do diretor-presidente da Conab, Edegar Pretto. Foi a segunda reunião nesta semana para discutir a redução do preço dos alimentos, que tem elevado a inflação no país. O primeiro encontro ocorreu na última segunda-feira (11).

“O presidente chamou a equipe de ministros para discutir essa alta de alimentos ocorrida no final do ano. De fato, é uma preocupação do presidente é que a comida chegue barata na mesa do povo brasileiro. Todas as evidências é de que já baixou [o preço], teve uma diminuição de preço ao produtor e terá uma diminuição ainda maior. Esse aumento ocorreu em função de questões climáticas”, afirmou Paulo Teixeira.

Na reunião, os ministros discutiram com o presidente mudanças no Plano Safra. O programa, que tem um valor recorde de R$ 364,22 bilhões para a edição 2023/2024, incentiva a adoção de práticas agrícolas sustentáveis, juros competitivos e o potencial de manter o agronegócio brasileiro como um dos principais vetores da economia nacional. Entre as ideias avaliadas, estão a opção de contrato de opções e estoque de determinados alimentos, como de arroz, feijão, trigo, milho e mandioca.

Além disso, o ministro da Agricultura disse que Lula deve promover um jantar com o setor do agronegócio. De acordo com Fávaro, o encontro deve ocorrer em breve e em função da agenda do presidente. Por enquanto, foram convocados representantes das áreas de cafeicultura, algodão, carnes e fruticultura. Nos bastidores, a medida tem o objetivo de aproximar o petista dos empresários do agro.

Fonte: r7

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Economia

Haddad confirma reoneração do diesel a partir de 1º de janeiro e diz que preço nos postos não vai subir

por Redação 27 de dezembro de 2023

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta terça-feira (26) a reoneração do diesel a partir de 1º de janeiro de 2024. Ele garantiu, no entanto, que isso não deve significar aumento do preço nos postos, pois o imposto será compensado com a redução no valor do combustível que foi anunciada mais cedo pela Petrobras.

“A Petrobras hoje anunciou o segundo corte no mês de dezembro, que mais do que compensa a reoneração de 1º de janeiro. Isso é importante para todo mundo ficar atento, porque se vier argumento de aumento do preço, não tem nada a ver. Não há nenhuma razão para impacto do diesel”, declarou Haddad a jornalistas após reunião com o presidente em exercício, Geraldo Alckmin.

A reoneração resulta em um acréscimo de cerca de R$ 0,30 no valor do combustível. No entanto, a Petrobras comunicou uma diminuição de R$ 0,30 no preço do diesel nas refinarias a partir desta quarta (27).

“Se você comparar o preço do diesel com dezembro de 2023, você tem uma queda do preço da Petrobras mesmo com a reoneração. Não tem razões para [o posto de combustível] aumentar. Tem para diminuir”, completou.

Valor para as distribuidoras vai cair a R$ 3,48 por litro
A redução anunciada pela Petrobras chega a 7,9%. Com isso, o valor para as distribuidoras do combustível vai cair a R$ 3,48 por litro. A variação acumulada no ano no preço de venda do diesel representa uma redução de 22,5%, ou queda de R$ 1,01 por litro.

“O ajuste é resultado da análise dos fundamentos dos mercados externo e interno frente à estratégia comercial da Petrobras, implementada em maio de 2023 em substituição à política de preços anterior e que passou a incorporar parâmetros que refletem as melhores condições de refino e logística da Petrobras na sua precificação”, informou a estatal em nota.

Fonte: r7

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Economia

Encher o tanque do carro com gasolina está R$ 40 mais caro em 2023

por Redação 20 de outubro de 2023

A volta da cobrança de impostos sobre a gasolina resultou em um peso significativo no bolso dos motoristas ao longo de 2023. Mesmo em queda nas últimas sete semanas, o valor médio do litro do combustível subiu R$ 0,80, de R$ 4,96 para R$ 5,76, desde a última semana de dezembro de 2022.

A alta de 16,13% representa uma variação real (acima da inflação) de 12,2% ao longo deste ano, o que deixa R$ 40 mais caro o ato de encher um tanque de 50 litros, equivalente ao dos modelos Hyundai HB20, Renault Sandero e Volkswagen Fox.

Os dados divulgados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) também evidenciam a necessidade de pesquisar antes de abastecer o veículo, já que os valores encontrados por cada litro de gasolina variam entre R$ 4,75 e R$ 7,59 somente no estado de São Paulo.

Nesta quinta-feira (19), a Petrobras anunciou redução de R$ 0,12 no preço da gasolina nas distribuidoras a partir deste sábado (21). Mas a diminuição não é imediata nos postos de gasolina. Já o diesel terá aumento de R$ 0,25.

Alternativa para os proprietários de carros flex, o etanol está 6,7% mais barato neste ano, e cada litro custa, em média, R$ 3,61 nos postos. Na última semana de 2022, o valor médio cobrado pelo etanol nos postos era de R$ 3,87.

Diante das oscilações, abastecer com o biocombustível é vantajoso em sete estados e no Distrito Federal, localidades nas quais o valor médio cobrado pelo etanol equivale a menos de 70% do preço da gasolina. A análise considera que o veículo abastecido com álcool gasta mais litros para percorrer a mesma distância do que com gasolina.

A discrepância entre as oscilações dos dois combustíveis pode ser justificada pelo retorno da cobrança de PIS/Cofins e Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre a gasolina, que voltou a vigorar integralmente no mês de julho.

Também pesa a determinação da Petrobras de elevar em R$ 0,41 (+16,3%), de R$ 2,52 para R$ 2,93, os preços médios da gasolina vendida nas distribuidoras, em agosto. A decisão foi a primeira desde a extinção da política de paridade internacional dos combustíveis, anunciada em maio.

Fonte: r7

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Economia

Carne tem maior queda de preço em cinco anos, e consumo aumenta

por Redação 4 de setembro de 2023

Com a maior redução de preço desde 2018, a carne bovina volta a ser mais consumida pelos brasileiros em 2023. De acordo com projeção da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a disponibilidade per capita da proteína deve chegar a 30,4 quilos por habitante neste ano, após cinco anos de queda. A alta, de 8,1% em relação a 2022, retoma o volume do período pré-pandemia.

De janeiro a julho deste ano, o preço da carne bovina já caiu 9,36%, acumulando a maior retração dos últimos cinco anos, segundo o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

O índice avalia o custo de vida das famílias paulistanas, mas coincide com o resultado da inflação oficial do país. No IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de julho, o recuo no preço da carne acumula 8,54% em 12 meses e 7,90% no ano.

No acumulado deste ano, os preços que mais diminuíram foram o da alcatra (-11,50%), do filé-mignon (-10,17%), do contrafilé (-10,17%), do acém (8,49%) e da picanha (-7,88%), que registraram os maiores recuos nos primeiros seis meses de 2023.

Além da queda de preços, o aumento da produção e a ligeira queda nas exportações tiveram reflexos no consumo do brasileiro.

“O aumento na quantidade de carnes produzidas no país é um dos fatores que sustentam a tendência de queda nos preços ao consumidor. Muito da deflação registrada vem da carne, que está mais barata para o consumidor”, afirma o presidente da Conab, Edegar Pretto, em nota.

Somados os três principais tipos de proteína animal consumidos pelos brasileiros, a bovina, a suína e a de frango, o consumo per capita atingirá 100,2 quilos por habitante ao ano — o segundo maior índice já registrado, inferior apenas ao de 2013.

A produção desses três tipos de carne no Brasil está estimada em aproximadamente 29,6 milhões de toneladas. Se a projeção for confirmada, esse será o maior nível da série histórica considerando aves, suínos e bovinos.

“As vendas externas têm crescido, ao mesmo tempo em que há uma redução na dependência do mercado chinês, o que demonstra que o Brasil tem conquistado novos mercados”, avalia o gerente de fibras e alimentos básicos da Conab, Gabriel Rabello, em nota.

A arroba do boi gordo atingiu em agosto a menor média de preço em cinco anos, retornando ao período pré-pandemia.

Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, no estado de São Paulo, a arroba registrou média de R$ 222,32 no mês (até o dia 29), com queda de 11,4% ante o mês anterior e de 24% em relação a agosto de 2022.

Consumidor
Apesar da queda, os consumidores ainda enfrentam preços altos. O Instituto de Economia Agrícola, do governo de São Paulo, mostra que o quilo do acém em julho custava R$ 31,02 em média; o do músculo, R$ 30,89; o da capa de filé, R$ 33,89; o do coxão mole, R$ 41,05; o do filé-mignon, R$ 74,25; e o da picanha, R$ 68,48.

Para a recepcionista Franciele dos Santos, que mora em São Paulo, o preço nos supermercados e açougues melhorou, mas ainda está alto. “Nos últimos anos, com o aumento dos preços e da inflação, troquei a carne por outras proteínas mais baratas”, afirmou.

Ela também disse que aproveitou o momento para reduzir o consumo do alimento e utilizar mais verduras e legumes nas refeições. Mas, nos últimos meses, a recepcionista tem comprado mais a proteína. “A gente está conseguindo comprar de novo”, acrescenta.

A queda do preço de cada corte
De janeiro a julho de 2023, em %:

  • carnes em geral: -7,90;
  • fígado: -7,72;
  • cupim: -3,44;
  • contrafilé: -10,17;
  • filé-mignon: -10,17;
  • alcatra: -11,50;
  • patinho: -7,63;
  • lagarto redondo: -7,90;
  • lagarto comum: -6,08;
  • músculo: -5,85;
  • pá: -8,22;
  • acém: -8,49;
  • peito: -7,74;
  • capa de filé: -6,96;
  • costela: -7,44; e
  • picanha: -7,88.

Fonte: r7

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São PauloSegurança

Macarrão por R$ 20 e água por R$ 93: preços abusivos no litoral de SP chocam

por Redação 23 de fevereiro de 2023

As fortes chuvas que atingiram o litoral norte de São Paulo e deixaram mortos, desaparecidos, feridos e pessoas ilhadas serviram de pretexto para alguns comerciantes da região pesarem a mão nos preços. A vendedora Tatiane Silva, que cresceu em São Sebastião, contabilizou ao menos três mercados que estavam vendendo macarrão por R$ 20, água por R$ 93 e até repelente pelo preço de R$ 50.

Segundo a mulher, os mercados ficam no bairro do Sahy, Vila do Sahy e Topolândia, uma das regiões mais afetadas, que resultou em diversas pessoas ilhadas. “Em vez de ajudarem neste momento tão difícil, estão abusando dos preços”, diz.

Os serviços de água, luz e telefonia foram comprometidos em razão da queda de postes e do depósito de sedimento nas estações de tratamento de água. Com isso, muitas famílias ficaram sem abastecimento. O pedreiro Roberto Nunes, de 45 anos, que mora em São Sebastião desde que tinha 10, conta que ele e a família passaram horas sem luz nem água e, mesmo quando a energia retomou, o sinal de wi-fi e da operadora de telefonia não funcionava.

Segundo o pedreiro, muitos estabelecimentos não abriram porque também foram afetados pela chuva de alguma forma, e os que conseguiram se aproveitaram da situação.

“Foi um cenário de caos mesmo. Sempre éramos informados de que alguém tinha morrido e, em vez de ajudar, algumas pessoas começaram a querer se aproveitar disso. Além dos moradores, tinha muita gente que veio passar o Carnaval aqui, curtir o feriado, e alguns foram extorquidos, coitados”, enfatizou Nunes.

Moradores e turistas fizeram estoque de comida
Sem saída e com risco de novos acidentes, moradores e turistas precisaram fazer estoque de comida. O publicitário Bruno Brambilla estava hospedado com a mulher em um hotel da praia de Camburi, que ficou embaixo d’água após as chuvas intensas e intermitentes que atingiram a região. “Muitos estabelecimentos não abriram porque as pessoas não conseguiram sair de casa”, explica. Com poucos comércios, os turistas e moradores que procuram alimentos e produtos de higiene enfrentam filas gigantescas e estão até estocando comida.

Em Juquehy, Daniel Caetano, de 23 anos, teve de sair de casa e ir para a de amigos. “A gente conseguiu correr a tempo.” A manhã de segunda-feira (20) se iniciou com o medo da falta de suprimentos. Mas caminhões começaram a circular com água para a população.

Turistas pagam até R$ 30 mil por voo de helicóptero para voltar para casa
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Turistas aguardavam na manhã de terça-feira (21) pela sua vez de embarcar em um helicóptero que os levaria embora de São Sebastião, cidade do litoral norte paulista que foi atingida pelas fortes chuvas.

Por causa da movimentação, um dos únicos helipontos da região, que pertence ao empresário Abilio Diniz e foi liberado para uso após a tragédia, teve momentos de “congestionamento” de aeronaves que aguardavam no ar até a liberação para pousar no local. Enquanto isso, entre malas e animais de estimação, crianças, adultos e idosos continuavam na “fila” de embarque.

Conforme apurou a reportagem, a maior parte dos voos era particular, contratada por turistas “endinheirados” que tentam deixar a cidade depois do desastre. Em uma empresa de táxi aéreo que oferece o serviço de voo entre São Sebastião e a capital paulista, é possível contratar uma aeronave a partir de R$ 10 mil, que pode chegar a R$ 30 mil, dependendo do número de passageiros e do tamanho do veículo.

Apesar do aumento no tráfego aéreo, os helicópteros não ficavam mais de dez minutos parados no heliponto. Com a demanda em alta, aeronaves pousavam, deixavam doações e logo partiam com os turistas.

De acordo com a assessoria do empresário Abilio Diniz, o heliponto está sendo usado para levar e trazer ajuda e mantimentos para os atingidos. Até o momento, foram realizados cerca de 60 voos com mantimentos para o local, e mais de 5 toneladas de água, alimentos e produtos de primeira necessidade foram transportados.

Fonte: Com informações da Agência Estado

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