Mundo Terremoto mais forte em mais de 100 anos devasta Venezuela e deixa mortos e centenas de feridos Redação25 de junho de 202605 visualizações Dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24), provocando destruição em diversas regiões do país, incluindo a capital Caracas. Segundo o governo venezuelano, os tremores foram seguidos por pelo menos 20 réplicas nas horas seguintes. A presidente interina Delcy Rodríguez informou que o balanço parcial registra 32 mortos e 700 feridos. Autoridades confirmaram a existência de vítimas e alertaram que o número pode aumentar à medida que as equipes de resgate avançam nos locais atingidos. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os dois principais tremores tiveram epicentros separados por apenas 5 quilômetros. O mais forte, de magnitude 7,5, teve epicentro em El Guayabo, a cerca de 168 quilômetros de Caracas, e ocorreu a uma profundidade de 13 quilômetros. Os sismos são considerados os mais intensos registrados na Venezuela em mais de um século. O USGS alertou para a possibilidade de um número muito maior de vítimas. Em avaliação preliminar, o órgão afirmou que é provável haver elevado número de mortos, danos extensos e impacto generalizado em grande parte da região afetada. Diante da tragédia, Rodríguez decretou estado de emergência nacional. Em pronunciamento na televisão estatal, anunciou a mobilização de equipes de resgate, forças de segurança e assistência civil. Também determinou a suspensão das aulas e de todos os serviços não essenciais para concentrar esforços na busca por sobreviventes sob os escombros. Redes de gás e eletricidade foram desligadas preventivamente para evitar novos acidentes. O ministro do Interior, Diosdado Cabello, confirmou o desabamento de prédios e casas em Caracas e em outras cidades do país. Imagens mostraram equipes de resgate atuando nos destroços de edifícios que vieram abaixo, enquanto familiares buscavam informações sobre desaparecidos. No litoral venezuelano, um hotel de pelo menos oito andares desabou completamente. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram a estrutura reduzida a escombros. O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, principal terminal aéreo da Venezuela, foi fechado após sofrer danos causados pelos tremores. Hospitais da capital foram mobilizados para atender o grande número de feridos, com reforço emergencial nas equipes médicas. O prefeito de Chacao, município da região metropolitana de Caracas, informou que houve mortes e que pelo menos 16 pessoas ficaram feridas após o colapso de duas estruturas. Alertas de tsunami chegaram a ser emitidos para ilhas do Caribe, mas posteriormente foram cancelados pelas autoridades competentes. Os tremores também foram sentidos em vários estados da Região Norte do Brasil. Moradores relataram abalos em cidades como Belém, Manaus, Boa Vista e Macapá, além de outros municípios. Em algumas localidades, prédios foram evacuados por precaução. Segundo relatos da agência Reuters, moradores de Caracas correram para deixar edifícios enquanto as estruturas balançavam. Uma testemunha relatou o surgimento de rachaduras na fachada de seu prédio durante os abalos. Muitos venezuelanos estavam em casa no momento do terremoto, celebrando um feriado nacional que marca a vitória militar de 1821 que garantiu a independência do país em relação à Espanha. Além das réplicas registradas na Venezuela, os tremores secundários foram sentidos em partes do território colombiano. No mesmo período, um terremoto de magnitude 6,9 também atingiu a ilha japonesa de Honshu. A última grande tragédia sísmica registrada em Caracas ocorreu em 29 de julho de 1967, quando um terremoto de magnitude 6,6 deixou entre 225 e 300 mortos e mais de 1.500 feridos, segundo estimativas da época. Fonte: G1