BETS Viúva faz alerta após perder marido para o vício em bets: dívida chegou a quase R$ 1 milhão Redação30 de junho de 2026020 visualizações A enfermeira Raquel Maria fez um alerta sobre os riscos do vício em apostas esportivas ao relatar a história do marido, o policial militar Danilo Lopes Negrão, que morreu em setembro de 2023, aos 41 anos. Segundo ela, o transtorno levou o policial a acumular uma dívida de quase R$ 1 milhão, contraída com amigos, bancos e agiotas. Em entrevista ao g1, Raquel afirmou que os amigos nunca desconfiaram da verdadeira razão dos empréstimos porque Danilo era conhecido pela honestidade. “Todo mundo emprestava porque como ele era muito honesto, ninguém imaginava o que ele tava passando”, disse. O relato ganhou repercussão após a publicação de um vídeo, na quarta-feira (24), em que Raquel faz um alerta sobre os perigos das apostas. “Eu quero deixar um alerta aqui para vocês: gente, não joguem. Não joguem porque pode ser um caminho sem volta”, afirmou. Segundo a enfermeira, o vício começou durante a Copa do Mundo de 2022. Inicialmente, Danilo obteve ganhos, mas depois passou a perder grandes quantias. A situação se agravou após a eliminação do Brasil para a Croácia, quando familiares o incentivaram a procurar ajuda profissional. De acordo com Raquel, o policial chegou a marcar consultas, mas faltava aos atendimentos e nunca informou aos médicos sobre o problema, motivo pelo qual não recebeu diagnóstico de ludopatia, transtorno relacionado ao vício em jogos de azar. A dimensão das dívidas só foi descoberta após a morte do policial. No computador dele, Raquel encontrou uma planilha detalhando empréstimos feitos com amigos, instituições financeiras e agiotas. Quase três anos depois, ela afirma ainda enfrentar as consequências financeiras da situação. Segundo a enfermeira, a casa da família permanece com bloqueios judiciais, impedindo a venda do imóvel. Desde 2025, as plataformas de apostas autorizadas pelo Ministério da Fazenda são obrigadas a oferecer ferramentas de autoexclusão, permitindo que os próprios usuários bloqueiem o acesso às contas. O governo federal também disponibiliza a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, que bloqueia o CPF do apostador em todos os sites regulamentados. Além disso, o Ministério da Saúde oferece um guia com orientações para pessoas com problemas relacionados às apostas. Fonte: G1