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Brasil

Entretenimento

Cristiano Ronaldo acumula fortuna bilionária e ostenta mansões, carros de luxo e jatinho particular

por Redação 19 de maio de 2026

Muito além dos recordes dentro de campo, Cristiano Ronaldo consolidou uma das maiores fortunas já vistas no esporte mundial. Aos 41 anos, o atacante português é apontado por rankings internacionais como Bloomberg e Forbes como um dos primeiros atletas do futebol a atingir o status de bilionário ainda em atividade.

A fortuna do jogador é estimada em cerca de US$ 1,4 bilhão, o equivalente a aproximadamente R$ 7,5 bilhões. O patrimônio é resultado de uma combinação de salários elevados, contratos publicitários globais e investimentos fora dos gramados.

Parte do interesse em torno de Cristiano Ronaldo está na exposição controlada de sua rotina luxuosa, frequentemente compartilhada nas redes sociais. Viagens, carros, imóveis e momentos com a família costumam viralizar e ampliar a curiosidade sobre seu estilo de vida.

Um dos principais destaques é sua mansão em Cascais, região nobre de Portugal. A propriedade é considerada uma das mais luxuosas do país e inclui estrutura de alto padrão, com design moderno e sistemas automatizados.

O imóvel conta ainda com academia profissional, spa, sauna, piscina aquecida, cinema privativo e até um campo de futebol exclusivo, utilizado pelo atleta para manter sua rotina de treinos.

Outro ponto que chama atenção é a garagem da residência, projetada para abrigar cerca de 20 veículos. Cristiano possui uma coleção de supercarros que inclui marcas como Bugatti, Ferrari, Rolls-Royce, Lamborghini e McLaren, alguns avaliados em milhões de dólares.

Além da casa principal, o jogador também possui uma cobertura em Lisboa, imóveis na Ilha da Madeira e propriedades em outros países europeus, reforçando seu perfil de investidor no mercado imobiliário.

Fora dos campos, grande parte da renda vem de contratos comerciais e da marca própria CR7, que inclui hotéis, perfumes, roupas, academias e outros produtos. O atleta também mantém contrato vitalício com a Nike e parcerias globais com grandes empresas.

Desde sua ida para o Al-Nassr, na Arábia Saudita, Cristiano passou a figurar entre os atletas mais bem pagos do mundo, com um acordo que envolve salário, direitos de imagem e projetos ligados ao esporte e turismo no país.

Nas redes sociais, onde tem uma das maiores audiências do planeta, o jogador transforma a própria rotina em vitrine de sucesso, exibindo parte de seu patrimônio e estilo de vida, o que reforça sua imagem global de disciplina, luxo e exclusividade.

Fonte: GE

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Saúde

Café aumenta a pressão? Estudos mostram efeito temporário, mas baixo risco de hipertensão

por Redação 19 de maio de 2026

O café pode provocar aumento temporário da pressão arterial, mas não há evidências consistentes de que o consumo moderado da bebida cause hipertensão. É o que indicam pesquisas que analisaram centenas de milhares de pessoas ao longo dos anos.

A cafeína age como estimulante do sistema cardiovascular, podendo acelerar os batimentos cardíacos e contrair vasos sanguíneos, especialmente em pessoas que não consomem café com frequência ou que já têm pressão alta. O efeito, no entanto, tende a ser passageiro.

A pressão arterial é medida por dois valores: a sistólica (quando o coração se contrai) e a diastólica (quando relaxa). Valores abaixo de 120/80 mm Hg são considerados normais. Quando atingem ou ultrapassam 140/90 mm Hg de forma constante, configuram hipertensão.

A doença é considerada silenciosa porque geralmente não apresenta sintomas, mas aumenta o risco de infarto, AVC e complicações renais. Estima-se que cerca de 31% dos adultos tenham hipertensão, e metade não saiba disso.

Após o consumo de café, os níveis de cafeína no sangue atingem o pico entre 30 minutos e duas horas, com efeito que pode durar de três a seis horas. Nesse período, a pressão pode subir de forma leve a moderada.

Revisões científicas indicam que a cafeína pode elevar a pressão sistólica entre 3 e 15 mm Hg e a diastólica entre 4 e 13 mm Hg logo após o consumo. O impacto tende a ser maior em pessoas com hipertensão ou doenças cardiovasculares.

Apesar disso, estudos de longo prazo com cerca de 315 mil participantes não encontraram relação direta entre consumo de café e maior risco de desenvolver pressão alta. Em alguns casos, até foi observada possível redução de risco, embora com ressalvas metodológicas.

Outro estudo, realizado no Japão, acompanhou adultos por quase duas décadas e encontrou maior risco de morte cardiovascular apenas em pessoas com hipertensão grave que consumiam duas ou mais xícaras por dia. Em indivíduos com pressão normal ou leve, essa associação não foi observada.

Além da cafeína, o café contém compostos como melanoidinas e ácido quínico, que podem ter efeitos benéficos sobre a regulação da pressão e a saúde dos vasos sanguíneos.

A conclusão geral dos especialistas é que, para a maioria das pessoas, não há necessidade de abandonar o café. A recomendação é moderação e atenção ao histórico de saúde individual.

Entre as orientações estão evitar cafeína antes de medir a pressão, reduzir o consumo à noite quando houver impacto no sono e limitar a ingestão a cerca de quatro xícaras por dia. Pessoas com hipertensão mais grave devem buscar orientação médica.

Fonte: OGLOBO

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Saúde

Nova NR-1 pode gerar multas acima de R$ 200 mil para empresas que ignorarem saúde mental

por Redação 19 de maio de 2026

A partir de 26 de maio, empresas brasileiras passarão a ser fiscalizadas pela nova Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que inclui oficialmente os riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). A medida obriga companhias, especialmente as com mais de cem funcionários, a adotarem ações concretas de prevenção ao adoecimento mental no ambiente de trabalho.

Com a mudança, saúde mental deixa de ser tratada como benefício opcional e passa a integrar as exigências legais de segurança do trabalho. O descumprimento pode resultar em multas entre R$ 670 e R$ 100 mil por infração. Em casos graves ou com irregularidades acumuladas, os valores podem ultrapassar R$ 200 mil.

Especialistas avaliam que boa parte das empresas de médio porte ainda não está preparada para a nova exigência. Para a professora Ana Carolina Motta, da Unigranrio/Afya, a principal dificuldade não é técnica, mas cultural.

Segundo ela, ainda existe forte estigma em torno de transtornos como ansiedade, depressão e exaustão emocional. Muitos trabalhadores enxergam o sofrimento mental como fraqueza individual, enquanto empresas deixam de reconhecer o problema como consequência do ambiente organizacional.

“Sinalizar para a empresa que está passando por questões de exaustão, de depressão, de assédio moral acaba sendo erroneamente percebido pelo funcionário como uma fraqueza dele”, afirma Motta.

A nova norma permite que fatores como assédio moral, metas abusivas, conflitos internos e ambientes tóxicos passem a ser tratados com a mesma seriedade aplicada a riscos físicos e químicos.

A psicóloga Ana Carolina Peuker, pesquisadora e coordenadora da adaptação da ISO 45003 no Brasil, explica que a NR-1 não tem foco no diagnóstico individual de doenças, mas sim na identificação das causas organizacionais do sofrimento.

“A empresa, às vezes, acha que a norma está relacionada ao controle das emoções ou a alguma questão de saúde mental do indivíduo, quando, na realidade, os fatores de risco psicossociais são aspectos da própria empresa”, afirma.

Entre os principais sinais de ambientes tóxicos estão aumento da rotatividade de funcionários, crescimento de afastamentos por transtornos mentais, absenteísmo elevado, conflitos frequentes e queda no engajamento das equipes.

Especialistas alertam ainda que a falta de documentação dos riscos no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) pode enfraquecer a defesa das empresas em processos judiciais.

Além das multas administrativas, o Ministério Público do Trabalho poderá mover ações civis públicas por dano moral coletivo e até interditar setores ou empresas em casos extremos.

Para cumprir a norma, especialistas recomendam que as empresas realizem diagnósticos internos, utilizem pesquisas organizacionais, acompanhem indicadores de saúde mental, capacitem lideranças e mantenham registros formais das medidas adotadas.

Fonte: revistapegn

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caso Master

Renan diz que Vorcaro fez 24 visitas ao BC na gestão Campos Neto e chama caso Master de “maior escândalo do planeta”

por Redação 19 de maio de 2026

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou nesta terça-feira que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, realizou 24 visitas ao Banco Central durante a gestão de Roberto Campos Neto, encerrada em 2024. Segundo o senador, os encontros somaram 21 horas e 45 minutos de permanência na instituição.

De acordo com Calheiros, a reunião mais longa ocorreu em 30 de outubro de 2024, das 9h às 12h38, totalizando 2 horas e 44 minutos dentro do BC. O senador afirmou que os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

Durante audiência na CAE com o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, Renan classificou o caso envolvendo o Banco Master como o “maior escândalo financeiro do planeta”.

Em resposta, Galípolo afirmou que não participou da maior parte das reuniões relacionadas ao caso Master porque, até dezembro de 2024, ocupava a diretoria de Política Monetária e não estava diretamente envolvido no tema.

Ainda assim, o presidente do BC reconheceu que a frequência das reuniões refletia a complexidade da situação do banco.

“É super comum que bancos que estejam em dificuldade tenham reuniões longas e extensas”, declarou Galípolo.

O presidente do Banco Central afirmou ainda que surgiram diversas comunicações indicando um cenário de “asfixiamento financeiro” do grupo Master. Segundo ele, o BC adotou um acompanhamento mais próximo justamente por causa da gravidade da situação.

Galípolo informou que, ao longo de 2025, o Banco Master registrou captação líquida negativa de R$ 11,5 bilhões. Segundo os dados apresentados, a captação líquida coberta pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ficou negativa em R$ 9 bilhões, enquanto houve um aporte de R$ 2,5 bilhões.

Durante a audiência, Galípolo também negou que o Banco Central tenha atuado para facilitar a venda do Master ao Banco de Brasília (BRB).

“Seria preciso não ter TV a cabo ou acesso à internet para concluir que o Banco Central trabalhou para viabilizar a venda do Master ao BRB”, afirmou.

Ele ainda agradeceu à imprensa e disse que a reação pública e jornalística contra a operação foi determinante.

“Poucas vezes eu vi uma reação tão rápida e virulenta contra decisões de uma instituição como o Banco Central como a rejeição da compra do BRB e a liquidação do Master”, declarou.

Galípolo afirmou que o Banco Central e seus servidores sofreram pressão e ataques após rejeitarem a operação. Segundo ele, houve até propostas para afastar a diretoria da instituição após a decisão.

“Coincidentemente, na semana em que o BC rejeitou compra do BRB foi colocada proposta de voto para mandar embora o presidente do BC e seus diretores”, disse.

O presidente do BC também defendeu a atuação do Fundo Garantidor de Crédito, afirmando que o FGC agiu corretamente ao honrar os pagamentos que venciam no período de crise.

Galípolo revelou ainda que, em novembro de 2024, antes de assumir a presidência do Banco Central, o Banco Master já havia recebido prazo de seis meses para se adequar às exigências de governança, capital e liquidez.

Fonte: valor

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Bolsonaro

Vorcaro bancou mais de 90% de filme sobre Bolsonaro e prisão abalou produção

por Redação 19 de maio de 2026

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi responsável por mais de 90% dos recursos utilizados no filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A informação foi confirmada pela produtora Karina Ferreira da Gama, dona da GoUp, em entrevista exclusiva à GloboNews e à TV Globo.

Segundo Karina, o orçamento já executado do longa está em cerca de US$ 13 milhões. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, já havia admitido que Vorcaro aportou pouco mais de US$ 12 milhões no projeto, valor que representa aproximadamente 92% do custo atual da produção.

A produtora afirmou que o filme está em fase de pós-produção, com trabalhos de efeitos especiais e sonorização, e ainda necessita de recursos, embora em menor escala.

Karina relatou que a prisão de Vorcaro provocou uma corrida em busca de novos apoiadores financeiros para evitar a paralisação das filmagens.

“Quando ele foi preso, a gente já estava filmando. Eu tinha folha de pagamento para pagar, eu já tinha profissionais para pagar. E nenhum deles sentiu o impacto porque todo mundo arregaçou as mangas”, afirmou.

Segundo ela, integrantes da equipe passaram a buscar apoio junto à iniciativa privada para manter o projeto em andamento. A última gravação de “Dark Horse” ocorreu em 8 de dezembro de 2025, 21 dias após a primeira prisão do banqueiro.

Karina também afirmou que Vorcaro atuava como intermediador dos recursos, e não como investidor direto. De acordo com a produtora, Flávio Bolsonaro procurou o banqueiro em 2024, quando ainda não havia acusações públicas contra ele.

Em declarações anteriores, no entanto, Flávio citou Vorcaro como investidor e patrocinador do filme.

A produtora disse ainda que a GoUp não recebeu dinheiro diretamente de Vorcaro nem de empresas ligadas ao banqueiro. Segundo Karina, os valores chegaram à produtora por meio do fundo Heavengate, sediado nos Estados Unidos e administrado pelo advogado Paulo Calixto, aliado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Apesar disso, investigações da Polícia Federal apontam que a empresa Entre Investimentos e Participações, ligada a Vorcaro, seria a origem dos recursos utilizados no longa.

Karina também revelou que outra empresa dela, a Academia Nacional de Cultura, recebeu R$ 2,4 milhões em emendas PIX para produzir a série documental “Heróis Nacionais – Filhos do Brasil que não se rendem”, sobre figuras históricas como José de Anchieta e Dom Pedro I.

As emendas foram destinadas pelos deputados Marcos Pollon (PL-MS), com R$ 1 milhão; Bia Kicis (PL-DF), R$ 150 mil; Alexandre Ramagem (PL-RJ), R$ 500 mil; e Carla Zambelli (PL-SP), R$ 750 mil.

Segundo Karina, o projeto não avançou após o bloqueio da emenda enviada por Carla Zambelli. A decisão foi tomada pelo ministro Flávio Dino, do STF, por descumprimento de requisitos estabelecidos para emendas PIX. De acordo com a produtora, o bloqueio inviabilizou a série.

Fonte: G1

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caso Master

Flávio admite visita a Vorcaro em prisão domiciliar e crise expõe desgaste no PL

por Redação 19 de maio de 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, confirmou ter visitado o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, no fim do ano passado, enquanto ele cumpria prisão domiciliar em São Paulo. A informação já havia sido divulgada pelo site Metrópoles e foi confirmada pelo parlamentar nesta terça-feira.

Segundo Flávio, o encontro aconteceu porque Vorcaro estava impedido de sair do estado. O senador afirmou que a conversa teve como foco o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

— Fui sim até o encontro dele. Ele estava restrito e não podia sair do estado de São Paulo, então fui até ele — declarou. — Eu fui sim ao encontro dele para botar um ponto final nessa história. Dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo e o filme não correria risco.

Flávio afirmou ainda que todas as conversas com Vorcaro, por telefone ou presencialmente, trataram exclusivamente do longa sobre o pai. O senador vinha cobrando pagamentos atrasados relacionados ao projeto por meio de mensagens.

Daniel Vorcaro foi preso preventivamente em 17 de novembro no Aeroporto de Guarulhos, quando embarcava para Dubai em um jatinho particular. Em 29 de novembro, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região autorizou a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica e restrição de contato com outros investigados. As visitas, no entanto, estavam liberadas. Em 4 de março, ele voltou a ser preso por ordem do ministro André Mendonça, do STF, após suspeitas de tentativa de obstrução de Justiça.

A confirmação da visita ocorre em meio a uma crise política dentro do PL. Flávio participou nesta terça-feira de uma reunião em Brasília com cerca de 70 parlamentares do partido, numa tentativa de reorganizar sua pré-campanha presidencial após a divulgação de mensagens e áudios envolvendo cobranças de recursos a Vorcaro para o financiamento do filme.

Nos últimos dias, o senador também se reuniu reservadamente com Jair Bolsonaro, Valdemar Costa Neto e Rogério Marinho. Participaram do encontro desta terça lideranças como Sostenes Cavalcante, Carlos Portinho, Altineu Côrtes e Efraim Filho.

Nos bastidores, integrantes do PL avaliam que houve falhas de comunicação e desencontro de versões durante a crise. Parte do desgaste interno aumentou após Flávio inicialmente negar relação com Vorcaro antes de admitir os pedidos de recursos para o filme. Também geraram ruído declarações divergentes de aliados ligados à produção do longa, como Mario Frias, que chegou a negar o financiamento do banqueiro enquanto Flávio já reconhecia os aportes.

A entrevista concedida pelo senador à GloboNews na última semana também foi alvo de críticas internas. Aliados avaliam que Flávio respondeu sem estratégia definida e ampliou dúvidas sobre a relação com Vorcaro.

O episódio ainda provocou desconforto entre aliados da família Bolsonaro. O influenciador Paulo Figueiredo afirmou que a oposição enfrenta um problema de “comunicação e política”, enquanto Eduardo Bolsonaro admitiu em uma live que o grupo demorou a reagir para evitar contradições.

Agora, a direção do PL tenta reorganizar a ofensiva política do senador. A estratégia inclui ampliar agendas públicas, intensificar viagens pelo país e reforçar encontros com empresários para reduzir os impactos da crise.

Fonte: OGLOBO

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Segurança

CCJ retoma debate sobre redução da maioridade penal enquanto Brasil tem mais de 11 mil jovens no sistema socioeducativo

por Redação 19 de maio de 2026

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados retomou nesta terça-feira (18) o debate sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos. A discussão ocorre em meio a dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que apontam 11.542 adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas de restrição e privação de liberdade no Brasil até o fim de abril.

A proposta foi apresentada em 2015 pelo então deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) e tem relatoria do deputado Coronel Assis (PL-MT). O tema voltou à pauta após ser retirado da PEC da Segurança Pública para tramitação separada.

Atualmente, adolescentes que cometem atos infracionais cumprem medidas socioeducativas, e não penas do sistema prisional comum. Entre as medidas previstas estão internação, internação provisória, semiliberdade e internação-sanção.

Defensores da proposta afirmam que a mudança endureceria o combate a crimes violentos cometidos por adolescentes. Já especialistas em infância e juventude criticam a iniciativa e argumentam que o debate costuma se apoiar em casos extremos para justificar alterações na legislação.

A pesquisadora Mariana Chies, professora do Insper, afirmou que os principais atos infracionais cometidos por adolescentes atualmente estão relacionados ao tráfico de drogas e crimes patrimoniais. Segundo dados do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE), roubo e tráfico representam mais de 58% dos registros em 2024.

Para a especialista, o sistema socioeducativo oferece acesso a políticas públicas que muitos jovens não tinham antes do ato infracional, como assistência social e saúde. Ela defende que o Estado falha em atuar preventivamente antes da entrada desses adolescentes no sistema.

O presidente do Fórum Nacional da Justiça Juvenil (FONAJUV), juiz Rafael Souza Cardoso, também questionou a proposta e afirmou que a taxa de retorno ao sistema entre adolescentes é menor que no sistema prisional adulto. Segundo ele, a reincidência entre jovens no socioeducativo é de 24%, enquanto no sistema adulto esse número seria o dobro.

Especialistas também apontam preocupação com as condições do sistema prisional brasileiro. A coordenadora do Cedec-CE, Marina Araújo, citou o reconhecimento do STF sobre o “estado de coisas inconstitucional” nas prisões brasileiras e questionou o impacto da inclusão de adolescentes nesse cenário.

Além das discussões práticas, juristas também debatem a constitucionalidade da proposta. Parte da doutrina entende que a maioridade penal aos 18 anos é cláusula pétrea da Constituição Federal e não poderia ser alterada nem mesmo por PEC.

Fonte: G1

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Brasil

Erro registra técnica de enfermagem como “presidente da República” por 24 anos em Pernambuco

por Redação 19 de maio de 2026

A técnica de enfermagem Aldenize Ferreira da Silva descobriu um erro inusitado em seu cadastro profissional ao procurar emprego na Agência do Trabalhador de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Segundo o registro da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) Digital, ela aparece há 24 anos e dois meses ocupando o cargo de “presidente da República”.

O vínculo, que ainda consta em aberto, estaria ligado à Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, onde Aldenize trabalhou como merendeira entre os anos de 2000 e 2002. O registro mostra salário inicial de R$ 201,60 e última remuneração de R$ 15,42, em dezembro de 2002.

A descoberta aconteceu na quarta-feira (13), quando ela buscava uma vaga de emprego como técnica de enfermagem. Segundo Aldenize, o atendente da agência se surpreendeu ao consultar o CPF dela no sistema e apontar o suposto cargo de presidente da República ativo há mais de duas décadas.

A trabalhadora contou que ficou assustada e constrangida com a situação, temendo até possíveis consequências legais e prejuízos futuros, especialmente relacionados à aposentadoria.

Formada como técnica de enfermagem desde 2023, Aldenize afirma que enfrenta dificuldades para conseguir emprego formal e acredita que o erro cadastral possa estar interferindo nas contratações.

A Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes informou que a falha ocorreu durante a migração do antigo sistema SEFIP para o e-Social. Segundo a administração municipal, alguns servidores teriam sido cadastrados equivocadamente em um “cargo comissionado genérico como presidente da República”.

A gestão orientou Aldenize a procurar a Unidade de Gestão de Pessoas da prefeitura para regularizar a situação e afirmou que adotou medidas internas para evitar novos casos semelhantes.

Até a última atualização da reportagem, o Ministério do Trabalho e Emprego não havia se manifestado sobre o caso.

Fonte: G1

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STF

Flávio Dino relata ameaça de funcionária em aeroporto: “Melhor matar do que xingar”

por Redação 19 de maio de 2026

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira (18) ter sido alvo de hostilidade por parte de uma funcionária de companhia aérea em um aeroporto de São Paulo. Segundo o magistrado, a mulher declarou que seria “melhor matar do que xingar” o ministro.

O relato foi publicado pelo próprio Dino em uma rede social. De acordo com ele, a funcionária comentou com um policial do STF responsável por sua segurança que sentiu vontade de xingá-lo após visualizar seu cartão de embarque.

“Em seguida se corrigiu: disse que seria melhor matar do que xingar”, escreveu o ministro. Dino afirmou ainda que não conhece a funcionária e atribuiu a situação à sua atuação no Supremo Tribunal Federal.

O ministro não revelou o nome da companhia aérea, da funcionária, o aeroporto exato nem o horário do episódio.

Na publicação, Dino afirmou que o caso ultrapassa uma questão pessoal e alertou para possíveis riscos envolvendo o aumento da hostilidade política e institucional no país.

Segundo ele, manifestações desse tipo podem estimular comportamentos mais graves e até colocar em risco a segurança de aeroportos, voos e passageiros. O ministro citou ainda exemplos hipotéticos envolvendo outros setores de atendimento ao público.

Dino defendeu que empresas promovam campanhas internas de educação cívica para incentivar o respeito entre pessoas com opiniões políticas diferentes, especialmente em período eleitoral.

“Cada um tem sua opinião, suas simpatias e o seu voto individual. Mas um cidadão não pode ter receio de sofrer uma agressão de um funcionário de uma empresa ao consumir um serviço ou produto”, declarou.

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, manifestou solidariedade a Flávio Dino durante evento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Fachin classificou o episódio como grave e afirmou que o respeito às instituições e às pessoas é condição essencial para a convivência democrática.

Em nota e discurso, o presidente do Supremo também criticou ataques políticos que buscam deslegitimar instituições e alertou sobre os impactos da disseminação de desinformação no ambiente democrático.

Fachin afirmou que criticar instituições é legítimo dentro da democracia, mas destacou que tentativas de fragilizar os Poderes da República abrem espaço para instabilidade e arbitrariedade.

Fonte: G1

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Segurança

Jovem filha de diplomata morre atropelada em Ipanema após chegar ao Rio para novo emprego

por Redação 19 de maio de 2026

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga o atropelamento que matou a jovem Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, e deixou outras duas pessoas feridas em Ipanema, na Zona Sul da capital. O acidente aconteceu na tarde de sábado (16).

Segundo testemunhas, o motorista de uma van de entregas tentou desviar de um ciclista, perdeu o controle do veículo e invadiu a calçada, atingindo pedestres. As vítimas foram socorridas e levadas ao Hospital Miguel Couto, na Gávea.

Mariana não resistiu aos ferimentos e morreu no domingo. A mãe dela, Ana Patricia Neves Abdul Hak, e um homem também ficaram feridos. Ana Patricia já recebeu alta hospitalar, mas segue utilizando cadeira de rodas e deverá passar por um check-up em São Paulo.

Mariana era filha de Ibrahim Abdul Hak Neto, diplomata de carreira e assessor especial na Assessoria Especial da Presidência da República. Em entrevista à TV Globo, o pai contou que a jovem havia acabado de chegar ao Rio de Janeiro após anos vivendo na Europa.

Ela havia assinado contrato para trabalhar em uma multinacional do setor de cosméticos e iria morar na cidade. Segundo o diplomata, Mariana havia acabado de deixar as malas no apartamento quando saiu para passear com a mãe, que chegou de Buenos Aires, na Argentina, onde atua como vice-cônsul.

De acordo com o pai, a jovem sofreu múltiplas fraturas e morreu em decorrência de traumatismo craniano.

O embaixador esteve no Rio nesta segunda-feira acompanhando a família, auxiliando na liberação do corpo e organizando o translado para São Paulo, onde vive grande parte dos familiares.

A van envolvida no atropelamento foi apreendida e o caso está sendo investigado pela 14ª DP (Leblon).

Fonte: G1

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