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Saúde

Saúde

Queda de idosos: entenda os riscos e veja como manter a casa segura

por Redação 5 de novembro de 2024

Uma queda dentro do apartamento foi o que causou o falecimento do cantor Agnaldo Rayol, de 86 anos, na segunda-feira (4). Segundo a assessoria, o cantor caiu no banheiro e bateu a cabeça, o que ocasionou um grande corte.

A morte do cantor é um alerta para um problema que pode trazer muitos riscos aos idosos: as quedas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2025, o Brasil será o sexto país do mundo em número de idosos. Em 2021, a expectativa de vida dos brasileiros era de 77 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O g1 conversou com a geriatra Anelise Fonseca, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGGRJ), para entender:

  • quais os riscos na queda de idosos;
  • como prevenir quedas espontâneas;
  • a relação de quedas com doenças;
  • principais cuidados na saúde;
  • e como ter uma casa mais segura.


Quedas e envelhecimento
“A pessoa idosa não percebe as dificuldades que tem”, comenta Anelise Fonseca. A médica conta que é muito comum escutar de pacientes “de repente, eu fiquei idosa”, e que filhos e netos de enfermos também demoram para aceitar e identificar o envelhecimento de seus entes.

Para ela, uma queda pode ser apenas a “ponta do iceberg”, e diz que o tombo pode estar relacionado a outras doenças, como demência, depressão ou alguma enfermidade ocular. “[A queda] Pode ser um sinal para uma investigação mais profunda”, avisa.

Existem diversos fatores que podem estar relacionados com as quedas de idosos, sendo o principal deles a senescência (o processo natural de envelhecimento). Com o envelhecimento, o corpo humano sofre algumas modificações fisiológicas, como a perda de músculo, de massa magra, de massa óssea e de visão.

Além dos fatores biológicos, Anelise Fonseca cita a importância da atenção com o uso de medicamentos. É comum que idosos tomem sedativos, ansiolíticos ou diuréticos, que também podem estar atrelados aos riscos de queda, diz a médica. Sem contar que a senilidade pode causar confusão mental e fazer com que a pessoa acabe trocando remédios ou errando na dosagem.

“Uma fratura no fêmur pode gerar trombose e evoluir para uma embolia pulmonar ou embolia gordurosa”, esclarece. Na verdade, a geriatra explica que os cuidados com a queda estão associados às consequências do não tratamento ou à evolução de outras complicações.

Cuidados e prevenção

Existem alguns cuidados que podem e devem ser tomados por pessoas acima de 60 anos. A geriatra Anelise Fonseca lista alguns deles:

? usar um sapato adequado, emborrachado e confortável;
☀️ tomar sol por alguns minutos diariamente para evitar a carência de vitamina D;
?️ fazer atividades físicas;
? alimentar-se bem e estar atento à ingestão de proteína;
?‍ manter a mobilidade, como caminhar e mover-se com frequência;
?‍⚕️ e estar em dia com consultas médicas e atento a doenças ou alterações oculares.

Ela também reforça que quanto mais o idoso andar, caminhar e se mover, maior será sua independência, por isso a mobilidade é tão importante. E, apesar de a resistência de muitos pacientes, ela indica o uso da bengala como uma forma de dar segurança e estabilidade.

E atenção! Em caso de queda, familiares e cuidadores devem observar machucados, sonolência, tontura, possíveis fraturas e indicações de dor.

Casa segura ?❤️
“O idoso cai mais em casa que na rua. Em casa ele se sente mais seguro”, lembra a médica. Por isso, com a ajuda de Anelise Fonseca, o g1 listou algumas dicas de cuidados dentro de casa:

  • evite tapetes ou escolha opções antiaderentes;
  • mantenha os cômodos iluminados;
  • deixe itens de uso do dia a dia mais abaixo ou de fácil acesso para que não seja preciso o uso de bancos ou escadas;
  • use barras de proteção tanto nos boxes como ao lado de vasos sanitários nos banheiros;
  • mantenha corredores, caminhos e escadas livres, sem obstáculos, para um trânsito mais seguro entre um cômodo e outro;
  • escolha pisos antiderrapantes;
  • e, caso esteja cozinhando, evite deixar o fogão para atender telefone ou fazer outra função.

Fonte: G1

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BrasilSaúde

Médicos são investigados por dizerem que ‘câncer de mama não existe’ e que mamografia causaria a doença; para Inca, afirmações são falsas

por Redação 30 de outubro de 2024

Dois médicos foram denunciados, na terça-feira (29), por entidades da classe a Conselhos Regionais de Medicina por declarações sobre câncer de mama que são consideradas falsas pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca).

As afirmações foram divulgadas durante o Outubro Rosa, mês de conscientização e alerta sobre a importância da prevenção deste tipo de câncer.

Lucas Ferreira Mattos, com registros em São Paulo e Minas Gerais, é médico com mais de 1,2 milhão de seguidores apenas no Instagram. Segundo apurado pela TV Globo, ele não aparece com especialidade registrada no site do Conselho Federal de Medina (CFM).

Em um dos vídeos, ele respondeu a uma pergunta sobre uma pessoa que disse ter dois cistos nos seios e que fazia acompanhamento, mas queria saber “o que poderia fazer para acabar [com os cistos]”.

“Ficar fazendo mamografia? Uma mamografia gera uma radiação para a mama equivalente a 200 raios-X. Isso aumenta a incidência de câncer de mama, por excesso de mamografia. Tenho 100% de certeza que o seu nódulo benigno é deficiência de iodo”, afirmou, com base apenas na informação citada pela seguidora.

O vídeo foi encaminhado ao Cremesp, que informou, por nota, que “que está investigando o caso em questão” e que as apurações tramitam sob sigilo.

Já a médica Lana Tiani Almeida da Silva tem inscrição no conselho do Pará, também sem especialidade registrada.

“Esqueça Outubro Rosa. Câncer de nama não existe. Sou a doutora Lana Almeida, médica integrativa, especialista em mastologia e ultrassonografia das mamas. Por isso venho falar para vocês que câncer de mama não existe. Então esqueçam Outubro Rosa. Esqueçam mamografia”, afirmou Lana num vídeo no Instagram. Na mesma postagem, ela sugeriu um suposto tratamento com hormônios.

Procurado pela TV Globo, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Pará informou que “tomou conhecimento da postagem no Instagram da Dra. Lana Almeida, devidamente inscrita neste CRM, nesta terça-feira (29), e o fato já está sendo apurado por este Regional”.

“Ressaltamos que os procedimentos no CRM-PA tramitam sob sigilo, de acordo com o art. 1°, do Código de Processo Ético-profissional.”

O vídeo de Lana foi visto por milhares de pessoas e compartilhado por aplicativos de mensagens. Até a tarde de terça, o vídeo aparecia no feed no Instagram e depois foi retirado. Horas depois, o perfil, que era seguido por 9.636 pessoas, não foi mais encontrado.

Os dois médicos foram procurados pela TV Globo, mas não responderam sobre os questionamentos até a última atualização desta reportagem.

Tanto o vídeo de Mattos quanto o de Lana citados acima foram avaliados pelo Inca. “As postagens veiculadas podem ser consideradas fake news”, disse o instituto.

A Sociedade Brasileira de Mastologia afirmou que observa com preocupação o número de notícias falsas a respeito do tratamento e da prevenção do câncer de mama.

“As redes sociais possuem inúmeros perfis de pessoas que se dizem médicas ou profissionais de saúde que fazem afirmações sensacionalistas e mentirosas sobre o assunto”, aponta.

Segundo a entidade, os perfis costumam divulgar as informações com um possível padrão:

Comenta sobre algo sem comprovação científica, baseado apenas na opinião da pessoa ou de um influenciador;
Na sequência, oferece a venda de algum tratamento ou terapia milagrosa que vai curar ou evitar a doença;
Também oferece cursos voltados para médicos, profissionais de saúde ou até pessoas sem nenhuma formação, para ensinar as tais terapias.

Veja abaixo os pontos explicados por Augusto Tufi Hassan, presidente da SBM, e por Guilherme Novita, diretor da Escola Brasileira de Mastologia:

Sobre colocar em dúvida a existência da doença

“O câncer de mama é a principal neoplasia maligna entre as mulheres brasileiras, sendo responsável por mais de 70.000 novos casos ao ano em nosso país. Menosprezar esta doença é um desrespeito aos milhares de vítimas e suas famílias, além de poder causar tratamentos inadequados em mulheres que acabaram de descobrir a doença.”

Sobre mamografia
“A mamografia é a principal forma de prevenção de mortes pela doença. O diagnóstico precoce, obtido pela mamografia, permite a descoberta do câncer em estágios menores, onde as chances de cura são maiores e os tratamentos, menos agressivos. Estudos comparativos realizados em países europeus e norte-americanos demonstraram que a realização de mamografia anual em mulheres entre os 40 e 75 anos reduz em 20% a 30% a mortalidade do câncer de mama em comparação com mulheres que não realizaram o exame.”

Sobre supostas terapias com hormônios
“O uso de hormônios sexuais (estrógeno, progesterona e testosterona) é contraindicado em casos de câncer de mama, pois estimula o crescimento de células tumorais. Inúmeras publicações científicas mostram este efeito e a piora na evolução da doença. Inclusive, a terapia de alguns casos de câncer de mama é feita através de bloqueio destes hormônios, com resultados comprovados na diminuição da mortalidade.”

O que diz o Inca
De acordo com o Inca, as postagens dos dois médicos podem ser consideradas falsas.

As estimativas para a doença são divulgadas a cada três anos, já que, no Brasil, não é obrigatório notificar casos de câncer. As estimativas mais recentes correspondem ao triênio de 2023 a 2025.

Essas estimativas do Inca apontam o câncer de mama como o mais frequente na população feminina do Brasil, ocupando o primeiro lugar, com 73.610 novos casos por ano entre 2023 e 2025. Isso representa uma taxa de incidência de 41,89 casos por 100 mil mulheres.

De acordo com o Atlas de Mortalidade por Câncer, do Ministério da Saúde, em 2022, houve 19.130 mortes por câncer de mama em mulheres no Brasil. A doença também é a mais incidente em mulheres no mundo, com aproximadamente 2,3 milhões de casos novos estimados em 2022, segundo dados do instituto.

Fonte: G1

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BrasilSaúde

Laboratório confirma troca de adesivos entre canetas de insulina e Ozempic; saiba a diferença

por Redação 23 de outubro de 2024

O laboratório responsável pela fabricação dos medicamentos Ozempic e Fiasp Flextouch, uma insulina de ação rápida, confirmou que houve casos de readesivação de canetas de Fiasp Flextouch com rótulos de Ozempic, possivelmente retirados de canetas originais.

A Nova Nordisk informou que já tinha identificado adulteração nas embalagens, mas, até esta terça-feira, não havia confirmado a troca de rótulos entre as canetas. A empresa disse ainda que está colaborando com as autoridades e reforçou o compromisso com a segurança dos pacientes, mas negou estar sob investigação da polícia.

O caso veio à tona após a Polícia Civil do Rio, através da delegacia de Ipanema (13ªDP), confirmar, nesta terça-feira (22), que a mulher de 46 anos, internada no último sábado, utilizou uma caneta da insulina Fiasp Flextouch, que foi vendida como Ozempic numa farmácia da Zona Sul da capital.

A paciente foi internada no Hospital Copa D’Or, em Copacabana, com um quadro de hipoglicemia severo. No entanto, ela já recebeu alta. Na segunda-feira, o responsável pela farmácia e o balconista prestaram depoimento na 13ª DP.

A polícia apreendeu os produtos na farmácia e enviou as supostas canetas de Ozempic apreendidas ao Instituto de Criminalística Carlos Éboli, que confirmou a troca dos rótulos entre as canetas.

Com isso, a polícia expandiu a investigação para apurar as responsabilidades da distribuidora e do laboratório, além da farmácia.

O Fiasp Flextouch tem um valor de mercado em torno de R$ 44,00, enquanto o Ozempic, também utilizado para o tratamento de diabetes tipo 2 e perda de peso, custa mais de R$ 1.000,00.

Orientações da Novo Nordisk sobre o Ozempic e Fiasp Flextouch
Na nota enviada à CBN, o laboratório Novo Nordisk orientou os consumidores a observarem com atenção as características das canetas injetáveis para evitar fraudes.

O Ozempic é vendido em canetas azuis claras, com botão cinza, enquanto o Fiasp Flextouch é comercializado em canetas azuis escuras, com botão laranja. A empresa também destacou a importância de evitar a compra de medicamentos por sites não licenciados pela Anvisa e desconfiar de preços muito abaixo do praticado oficialmente.

Ambos os medicamentos, Ozempic e Fiasp Flextouch, são aplicados por meio de canetas injetáveis, o que facilita a confusão em casos de adulteração, reforçando a necessidade de atenção por parte dos consumidores.

Ainda de acordo com o laboratório, as canetas de insulina Fiasp Flextouch foram readesivadas com rótulos do lote NP5K174. A empresa também informou que não pode garantir que rótulos de outros lotes não tenham sido utilizados em casos semelhantes.

Além das cidades do Rio de Janeiro e Brasília, foram identificados casos isolados em Anápolis (GO), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG) e Paty do Alferes (RJ). A Novo Nordisk alertou que não houve lançamento de nova fórmula de Ozempic desde 2019 e recomendou que os consumidores desconfiem de canetas com numerações de dose diferentes de 0mg e 1mg.

Alerta da Anvisa sobre falsificações
Antes deste caso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia alertado, em 2023, sobre a circulação de lotes falsificados de Ozempic no Brasil, em cidades como Rio de Janeiro e Brasília.

Lotes identificados como MP5C960 e LP6F832 apresentavam diferenças nos rótulos, como idioma estrangeiro e concentração incorreta. A Anvisa reforçou a necessidade de verificar se as embalagens estão alteradas ou possuem informações divergentes.

Fonte: CBN

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Saúde

Após escândalo dos órgãos com HIV, diretoria da Fundação Saúde pede demissão, e Cláudio Castro confirma exoneração

por Redação 21 de outubro de 2024

A diretoria da Fundação Saúde, empresa pública do governo do estado responsável pelo contrato com o PCS Lab Saleme, colocou os cargos à disposição de Cláudio Castro (PL). O Blog apurou que o governador aceitou a demissão da cúpula e determinou a exoneração de todos nesta segunda-feira (21).

A demissão em massa ocorre cerca de 10 dias depois de o escândalo dos órgãos com HIV liberados para transplante ter sido revelado. Segundo o governo do estado, o PCS Lab Saleme foi contratado em dezembro do ano passado por R$ 11 milhões para fazer a sorologia de órgãos doados.

Na semana passada, a Polícia Civil decidiu desmembrar o procedimento que apura os falsos laudos e instaurou um novo inquérito para investigar a contratação da empresa. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) informou que também vai apurar como foi esse processo.

João Ricardo da Silva Pilotto encabeça a lista das dispensas. Serão trocados os seguintes setores:

diretoria executiva;
diretoria administrativa e financeira;
diretoria de recursos humanos;
diretoria de planejamento e gestão;
diretoria técnico-assistencial;
diretoria jurídica.
Relação com ex-secretário
O laboratório Patologia Clínica Doutor Saleme (PCS Lab Saleme) tem como um dos sócios Matheus Sales Teixeira Bandoli Vieira. Ele é primo do ex-secretário de Saúde Doutor Luizinho, deputado federal e líder do Progressistas na Câmara dos Deputados.

Outro sócio do laboratório é Walter Vieira, casado com a tia de Luizinho. Os dois chegaram fazer campanha para Doutor Luizinho em eleições passadas.

O laboratório foi contratado 3 meses depois da saída de Doutor Luizinho da secretaria. A irmã dele, Débora Lúcia Teixeira, trabalha na Fundação Saúde.

O deputado foi secretário de Saúde de janeiro a setembro de 2023. Entre 2022 e 2024, o laboratório recebeu quase R$ 20 milhões em pagamentos, de acordo com dados do Portal da Transparência.

Pilotto + Matheus
A TV Globo mostrou ainda que Pilotto já fez negócios com Matheus Vieira. Uma firma de Pilotto, a Dimagem Diagnóstico, contratou uma outra empresa de Matheus, a Quântica Serviços de Radiologia.

O objetivo eram serviços técnicos de radiologia e diagnóstico por imagem. O contrato foi assinado em novembro de 2021, com prazo até o fim de 2022. Nessa época, Pilotto já era diretor da Fundação Saúde.

À Receita Federal, Matheus declarou que a filial da Quântica ficava em um endereço em São Gonçalo. No mesmo local, funciona a sede da Dimagem, empresa de Pilotto.

Milhões sem contrato
Outra reportagem do RJ2 revelou que um laboratório que presta serviços para a Fundação Saúde e que já recebeu R$ 5 milhões do governo do RJ tem, segundo um documento, o mesmo endereço da sede do PCS Saleme. Além disso, a empresa também tem ligações com a família do ex-secretário Dr. Luizinho.

O LLR Médicos Associados usou em uma proposta obtida pelo RJ2 a foto de um laboratório que está em um site da Nova Zelândia em uma notícia publicada sobre um hospital da Polônia em 2010. Na verdade, porém, funciona em um apartamento em Higienópolis, no subúrbio do Rio.

O outro endereço fornecido para a Receita Federal fica na Travessa Quaresma, número 30, sala 101, no Centro de Nova Iguaçu.

O prédio comercial fica em frente à sede mais conhecida do Laboratório PCS-Saleme. Só que o PCS também aluga salas no próprio prédio do LLR, segundo um documento. O registro mostra que o PCS-Saleme declara ao próprio governo funcionar no mesmo endereço, da sala 101 a 106, ou seja, incluindo a sala 101, onde funcionaria a LLR.

Dos R$ 5,2 milhões que o LLR já recebeu da Fundação Saúde, a maior parte – R$ 3,6 milhões, foi sem contrato.

O endereço não é o único elo entre a LLR e o PCS. O dono da empresa é Fabricio da Silva Rocha. Ele é um técnico de laboratório e raios-x, cuja ascensão meteórica coincide com sua parceria com Matheus Teixeira Vieira, dono do PCS e primo do ex-secretário de saúde, Doutor Luizinho.

Fabricio e Matheus são sócios na empresa Quântica Serviços de Radiologia. Foi pela Quântica que os dois fizeram negócios com Pilotto.

Mesmo endereço
E 2 empresas da família de Pilotto têm endereço registrado no mesmo lugar de outras 2 empresas que receberam juntas mais de R$ 54 milhões da Fundação Saúde.

O RJ2 foi até a Rua Dom Walmor, no Centro de Nova Iguaçu, investigar como 2 pequenas salas comerciais abrigam tantas empresas e contratos públicos. Lá funcionam o Centro Médico Dom Walmor e o Palmar Lab. O sócio-administrador dessas firmas é Mário Luiz Mentrop.

Juntas, elas já receberam mais de R$ 54 milhões de verba pública da Fundação Saúde. Muitos serviços foram prestados sem contrato, alguns contratos com dispensa de licitação e poucos com pregão eletrônico.

No mesmo endereço, foram registradas 2 empresas da família de Pilotto: a Cardioclin Serviços Médicos, que é do filho dele, José Ricardo Pilotto, e a Imagem Diagnóstica 2015, que tem entre as sócias a sobrinha Petra e a cunhada Paula Maria Pilotto.

Documentos comprovam que a empresa do filho do diretor executivo da Fundação Saúde funcionava no mesmo endereço de empresas que recebem verba do órgão controlado pelo pai.

Fonte: G1

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Saúde

Ansiedade já é a terceira causa que mais afasta o brasileiro do trabalho em 2024

por Redação 21 de outubro de 2024

A ansiedade já é a terceira causa que mais afasta o brasileiro do trabalho. Segundo levantamento do Ministério da Previdência Social, de outubro de 2023 a setembro de 2024, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) concedeu 128.905 benefícios por incapacidade, antigo auxílio-doença, por “outros transtornos ansiosos”. Essa denominação inclui, por exemplo, ansiedade generalizada e transtorno de pânico.

A doença ficou atrás apenas de dor nas costas (dorsalgia), com 185.843 requerimentos concedidos, e de outros transtornos de discos intervertebrais, com 150.066.

Em 2021, a ansiedade estava em 10º lugar no ranking, respondendo por 49.481 afastamentos. No ano seguinte subiu para oitavo, com 54.203. Em 2023, esse número chegou ao quinto lugar (80.516).

O levantamento considera somente aqueles afastamentos por mais de 15 dias e que, consequentemente, geraram um benefício ao segurado do INSS. O trabalhador pode ter a estabilidade de 12 meses no emprego, após alta médica, se a causa da doença estiver vinculada ao trabalho.

Os transtornos mentais estão cada vez mais ocupando as principais causas que afastam do trabalho. O chamado episódios depressivos foi responsável por 49.582 licenças médicas em 2021. No ano seguinte esse número subiu para 50.027. Em 2023 chegou a 67.966 e agora está atingiu 102.883 pedidos concedidos.

Também fazem parte do ranking o transtorno depressivo recorrente, distúrbio de saúde mental que se caracteriza por episódios depressivos repetidos, e transtorno afetivo bipolar (TAB), alteração mental que se caracteriza por mudanças extremas de humor.

“Chat GBT, plataformas e mercado de trabalho dominado por algorítimos fazem com que o ambiente de trabalho fique cada vez mais incerto, que o trabalhador se sinta inseguro, que cada vez mais as metas sejam abusivas. E tudo isso faz com que as pessoas adoeçam”, afirma Lariane R. Del Vechio, advogada especialista em acidente e doenças do trabalho.

Para ela, o aumento dos casos de transtornos mentais ocorre pela influência da nova estrutura do mercado de trabalho, por esse excesso de informação e de tecnologia e pela falta ao direito de desconexão e descanso.

O Brasil é o país com mais pessoas ansiosas no mundo, segundo a médica do trabalho e psiquiatra Leticia Maria Akel Mameri Trés, membro da Comissão de Saúde Mental e Trabalho da Anamat (Associação Nacional de Medicina do Trabalho).

Ela explica que isso se reflete nos ambientes corporativos. E entre os fatores que podem agravar o problema no trabalho estão:

  • Jornadas de trabalho longas e exaustivas
  • Metas agressivas
  • Falta de reconhecimento
  • Alta pressão no ambiente de trabalho
  • Ambientes não saudáveis
  • Comunicação ineficaz
  • Falta de apoio da parte de chefias e colegas
  • Assédio psicológico ou sexual

Já o advogado Washington Barbosa, CEO do WB Cursos, acredita que estamos vivendo uma epidemia de transtornos mentais no trabalho.

“Dados indicam que a grande doença do século é a depressão e as doenças psicológicas. Ansiedade está diretamente ligada a isso. Nós temos inclusive até agora burnout que tem crescido muito nas empresas e tido vários impactos, tanto na previdência como no direito do trabalho. É uma crise de saúde pública, eu até diria que é uma pandemia de problemas psicológicos, principalmente, na geração Z, dos anos 2000, que tem sofrido muito com isso”, afirma Barbosa, mestre em direito das relações sociais e trabalhistas.

O advogado defende que a previdência deveria ter um aspecto preventivo. “Não só conceder o benefício, mas, por exemplo, identificar uma situação dessa e, juntamente com o Ministério da Saúde, envolver campanhas, trabalhos e até tratamentos específicos para gerir seu risco. Isso reduziria os custos também”, avalia.

Segundo Barbosa, ainda há muito preconceito em relação a essas doenças, que são as mais difíceis para ter aprovação da perícia.

Rol de doenças
O rol de doenças que dão direito ao benefício por incapacidade temporária foi atualizado no fim do ano passado, quando o Ministério da Saúde incluiu na Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT) os transtornos mentais.

Desde 1999, o Brasil tem uma lista com 182 doenças profissionais reconhecidas, que, desde 29 de dezembro de 2023, passou a contar com um total de 347 patologias, entre elas burnout, ansiedade, depressão e tentativa de suicídio. A Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho não era atualizada havia 24 anos. Veja a lista aqui.

Atualmente o pedido para o benefício de incapacidade temporária é feito por meio do Atestmed, ferramenta que permite a substituição da perícia médica presencial pela análise documental em casos de auxílios com duração de até 180 dias.

É necessário comprovar a incapacidade para o trabalho por meio da apresentação de atestado médico e documentos complementares.

A documentação médica (atestado, laudo ou relatório médico contendo CID da doença) deverá ser anexada no momento do requerimento do auxílio por incapacidade temporária – análise documental no aplicativo ou site Meu INSS. O pedido também pode ser feito pela Centra 135.

Como pedir o benefício

  • Entre no Meu INSS
  • Clique em “Pedir benefício por incapacidade”
  • Selecione o tipo de perícia e siga as orientações que aparecem na tela
  • Informe os dados necessários para concluir seu pedido


Documento precisa ter as seguintes informações

  • Nome completo do requerente;
  • Estar legível e sem rasuras;
  • Ter a data de emissão do documento médico, a qual não poderá ser superior a 90 dias da data de entrada do requerimento;
  • Conter a data de início do repouso e o prazo estimado necessário;
  • Conter informações sobre a doença ou Classificação Internacional de Doenças – CID;
  • Ter a assinatura do profissional emitente e carimbo de identificação, com registro do Conselho de Classe – Conselho Regional de Medicina (CRM), Conselho Regional de Odontologia (CRO) ou Registro do Ministério da Saúde (RMS) – que poderão ser eletrônico ou digital, desde que respeitados os parâmetros estabelecidos pela legislação vigente.


Fonte: INSS

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AnvisaSaúde

Anvisa discute novas imagens e mensagens de advertência em embalagens de cigarro

por Redação 18 de outubro de 2024

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute, nesta sexta-feira (18), as propostas de novas imagens e mensagens de advertências sanitárias para as embalagens de cigarro.

Ao todo, sete novas imagens serão apresentadas em uma audiência pública, que acontece a partir das 9h, na sede do órgão em Brasília. (veja abaixo as imagens propostas)

?A última norma de atualização foi publicada no fim de 2017. As empresas tiveram até dezembro de 2018 para se adequarem às novas regras.

De acordo com a Anvisa, a consulta aberta ao público tem como objetivo apresentar as novas mensagens que serão colocadas na parte posterior das embalagens de cigarro e nos expositores nos pontos de venda.

A audiência pública tem caráter consultivo e não deliberativo. Isto é, as informações colhidas no encontro serão consolidadas pela equipe técnica para orientar a elaboração de uma futura norma.

Ainda segundo a agência, como o processo ainda está em discussão, não há previsão para as novas etapas envolvendo a atualização ou para a apresentação para o formato final da proposta.

Novas imagens propostas
Segundo a Anvisa, a proposta de mudança “busca atualizar o layout e a distribuição dos elementos nas embalagens dos produtos fumígenos”.

Para chegar ao que será apresentado, a agência realizou um estudo de avaliação das atuais advertências e criou um grupo técnico para o desenvolvimento das novas advertências.

Uso de advertências sobre tabaco
A utilização de imagens de advertência nas embalagens de produtos derivados do tabaco está em vigor no Brasil desde 2001.

O país foi o segundo a exigir imagens nos avisos sanitários, após recomendação da Comissão Nacional para Controle do Tabaco a partir de uma discussão ocorrida na Assembleia Mundial da Saúde, em 2000.

Ao longo dos anos, as imagens e as frases de advertência foram sendo atualizadas para manter a efetividade dos alertas. Até o momento, foram realizadas quatro versões das advertências em 2001, 2003, 2008 e 2017.

⚠️No Brasil, o consumo do tabaco e a exposição passiva ainda são responsáveis por 156 mil mortes por ano. Eles também acarretam cerca de 50 enfermidades, entre elas o câncer, doenças do aparelho respiratório e doenças cardiovasculares.

Fonte: G1

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Saúde

Seis transplantados do RJ testam positivo para HIV após receberem órgão infectado: ‘Situação sem precedentes’, diz Secretaria

por Redação 11 de outubro de 2024

Seis pessoas que estavam na fila do transplante da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) receberam órgãos contaminados pelo HIV de 2 doadores e agora testaram positivo para o vírus. O incidente é inédito na história do serviço.

A notícia foi dada pela BandNews FM nesta sexta-feira (11). À TV Globo e ao g1, a SES-RJ confirmou as informações. O incidente também é investigado pelo Ministério da Saúde e pela Polícia Civil do RJ.

“Esta é uma situação sem precedentes. O serviço de transplantes no Estado do Rio de Janeiro sempre realizou um trabalho de excelência e, desde 2006, salvou as vidas de mais de 16 mil pessoas”, declarou a SES-RJ.

Segundo o governo do estado, o erro foi em 2 exames do PCS Lab Saleme. A unidade privada fica em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e foi contratada pela SES-RJ em dezembro do ano passado, em um processo de licitação emergencial no valor de R$ 11 milhões, para fazer a sorologia de órgãos doados.

A Coordenadoria Estadual de Transplantes e a Vigilância Sanitária Estadual interditaram o laboratório, e o caso é investigado pela Delegacia do Consumidor (Decon) da Polícia Civil. O Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj) também abriu sindicância.

A Anvisa descobriu ainda que o PCS não tinha kits para realização dos exames de sangue nem apresentou documentos comprovando a compra dos itens, o que levantou a suspeita de que os testes podem não ter sido feitos e que os resultados tenham sido forjados.

O g1 tenta contato com o laboratório.

Transplante em janeiro
A situação foi descoberta no último dia 10 de setembro, quando um paciente transplantado foi ao hospital com sintomas neurológicos e teve o resultado para HIV positivo; ele não tinha o vírus antes.

Esse paciente recebeu um coração no fim de janeiro. A partir daí, as autoridades refizeram todo o processo e chegaram a 2 exames feitos pelo PCS Lab Saleme.

A primeira coleta foi feita no dia 23 de janeiro deste ano — foram doados os rins, o fígado, o coração e a córnea, e todos, segundo o laboratório, deram não reagentes para HIV.

Sempre que um órgão é doado, uma amostra é guardada. A SES-RJ, então, fez uma contraprova do material e identificou o HIV. Em paralelo, a pasta rastreou os demais receptores e confirmou que as pessoas que receberam 1 rim cada também deram positivo para o HIV. A que recebeu a córnea, que não é tão vascularizada, deu negativo. A que recebeu o fígado morreu pouco depois do transplante, mas o quadro dela já era grave, e a morte não teria relação com o HIV.

No dia 3 de outubro, mais um transplantado também apresentou sintomas neurológicos e testou positivo para HIV. Essa pessoa também não tinha o vírus antes da cirurgia. Cruzando os dados, chegaram a outro exame errado, o de uma doadora no dia 25 de maio deste ano.

Reteste
A secretária estadual de Saúde, Cláudia Mello, disse que a 1ª ação tomada foi de transferir todos os exames de sorologia dos doadores desse laboratório para o Hemorio, uma unidade de saúde estadual.

“Então, a partir do dia 13 de setembro, toda a doação é passada direto das doações para o Hemorio”, disse Cláudia. O departamento vai retestar o material armazenado de 286 doadores.

O que a SES-RJ diz
“A Secretaria de Estado de Saúde (SES) considera o caso inadmissível. Uma comissão multidisciplinar foi criada para acolher os pacientes afetados e, imediatamente, foram tomadas medidas para garantir a segurança dos transplantados.

O laboratório privado, contratado por licitação pela Fundação Saúde para atender o programa de transplantes, teve o serviço suspenso logo após a ciência do caso e foi interditado cautelarmente. Com isso, os exames passaram a ser realizados pelo Hemorio.

A Secretaria está realizando um rastreio com a reavaliação de todas as amostras de sangue armazenadas dos doadores, a partir de dezembro de 2023, data da contratação do laboratório.

Uma sindicância foi instaurada para identificar e punir os responsáveis. Por necessidade de preservação das identidades dos doadores e transplantados, bem como do encaminhamento da sindicância, não serão divulgados detalhes das circunstâncias.

Esta é uma situação sem precedentes. O serviço de transplantes no Estado do Rio de Janeiro sempre realizou um trabalho de excelência e, desde 2006, salvou as vidas de mais de 16 mil pessoas.”

Fonte: G1

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Saúde

Família cria mochila que carrega equipamentos médicos, e filho eletrodependente pode viver longe do hospital; outros pacientes receberam

por Redação 30 de setembro de 2024

O Léo, de 9 anos, nasceu muito prematuro, teve complicações médicas quando bebê e precisou retirar o intestino. Ainda na gravidez, teve que fazer uma cirurgia intraútero. Esses acontecimentos fizeram com que ele se tornasse um paciente eletrodependente — que precisa estar conectado a máquinas para sobreviver.

Para os pais do pequeno, ver o filho bem durante quase uma década contraria todas as expectativas. “Os médicos me disseram que ele não ia sobreviver, ele sobreviver seria viver pouco tempo, que ia viver para sempre dentro do hospital”, lembrou a mãe, Aline Bertolozzi.

Ela e o marido, Rodrigo Monteiro, não queriam que a criança passasse a vida toda em casa ou no hospital. Os dois viram que não existia uma solução para isso e resolveram criar uma mochila capaz de carregar os equipamentos sem a necessidade de ficar preso a um lugar.

Os pais perceberam que o filho apresentou melhoras significativas, diminuiu a quantidade de internações e decidiram compartilhar a ideia: “A gente falou ‘Isso tem que ir pro mundo'”, disse a mãe.

Aline e o Rodrigo levaram a ideia da mochila para o Hospital Samaritano Higienópolis, onde Leo é acompanhado, e os médicos se uniram para melhorar a tecnologia.

“A gente precisava ter toda essa avaliação do ponto de vista ergonômico, do ponto de vista de segurança, aí sim poder disseminar para os outros pacientes já com as instruções de uso correto”, explicou Mariana Barcia, nefropedriatra.

Liberdade
Como os resultados com o Leo foram positivos, um grande sonho dos pais foi realizado: o hospital resolveu dar essa possibilidade para mais gente. Em dezembro do ano passado, 50 pacientes receberam a mochila de graça e adaptada às necessidades de cada um.

“Após 3 meses nessa utilização, a gente acabou percebendo que 38% dos pais e das crianças colocam como melhora da qualidade de vida, 100% falam que puderam ter novas experiências. A gente perguntou como que a palavra que você traduz a utilização da mochila: e eles colocam como liberdade”, relatou Maria Fernanda Carvalho de Camargo, médica nefrologista pediátrica do Hospital Samaritano Higenópolis.

Primeiro paciente a testar a novidade, o menino que teria que viver no hospital agora vai a jogos do time do coração, ama praia e já viajou para outros países.

Rebeca Nascimento, de 18 anos, também está nessa lista. Aos 18 anos, a vida dela mudou. Hoje, faz faculdade de enfermagem, dirige e viaja.

“O meu intestino não absorve direito as coisas que eu como, então, se eu fosse comer pela boca, não ia conseguir ficar em pé. Eu tinha que ficar em casa no horário da infusão, agora é em qualquer lugar”, disse a estudante.

O hospital acompanha todos os pacientes para entender os impactos da mochila.

Fonte: G1

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Saúde

Brasileiras desconhecem fatores de risco para o câncer de mama e a importância da mamografia, diz pesquisa

por Redação 30 de setembro de 2024

O câncer de mama é o mais comum entre as brasileiras — depois do tumor de pele não melanoma — e também o que causa mais mortes por essa doença entre elas. Ainda assim, as mulheres do país desconhecem informações importantes sobre essa enfermidade, como o melhor método diagnóstico e os fatores de risco.

Os dados, divulgados nesta segunda-feira (30), são do levantamento A Mulher Perante o Câncer, realizado pelo Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), a pedido da farmacêutica Pfizer. A pesquisa ouviu 1.400 mulheres, de 20 anos ou mais, moradoras da capital e das regiões metropolitanas de São Paulo, Belém, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

O estudo mostrou que a maioria das entrevistadas têm uma percepção errada sobre as causas da doença. Para 77%, a herança genética é a principal responsável pelos tumores de mama.

Na realidade, o câncer de mama está associado a diversos fatores, entre eles os não controláveis e os controláveis. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca) de 5 a 10% dos casos estão relacionados à hereditariedade. Por outro lado, cerca de 17% poderiam ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis como praticar atividade física, manter o peso corporal adequado, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e amamentar um bebê.

As participantes da pesquisa desconhecem o peso do estilo de vida na prevenção da doença: 71% não sabem que o álcool está relacionado ao tumor, 69% não reconhecem o excesso de peso como um fator de risco e 84% ignoram a amamentação como uma proteção contra o câncer de mama. Somente 9% sabiam que a primeira menstruação antes dos 9 anos também eleva o risco da enfermidade.

“Essa falsa percepção de que o câncer de mama é causado pela genética pode mascarar cuidados necessários para prevenir a doença”, aponta a ginecologista Adriana Ribeiro, diretora médica da da Pfizer Brasil.

Percepção arraigada sobre o autoexame
Nos anos 1990, a campanha do Outubro Rosa ensinou para as mulheres a importância de tocar as mamas para identificar a presença de nódulos. Embora o autoconhecimento seja relevante, ele é insuficiente em se tratando de câncer de mama. Caroços perceptíveis pelo toque costumam ter pelo menos 1 centímetro. O ideal seria detectar lesões menores por meio de exames de rastreamento. Afinal, quanto mais precoce o diagnóstico, maior a chance de cura.

A pesquisa do Ipec revelou que para 54% das brasileiras o autoexame é a principal medida de detecção precoce. No recorte por idade, 59% daquelas com 50 anos ou mais — o grupo mais atingido pela enfermidade — têm essa percepção equivocada.

Além disso, as entrevistadas desconhecem a importância da mamografia, uma radiografia dos seios, no diagnóstico da doença. Para 56% delas, não está clara a necessidade de passar por esse procedimento quando outros exames, como o ultrassom de mamas, indicam normalidade.

O levantamento mostrou ainda que a maioria (52%) subestima a importância de se submeter à mamografia com regularidade: 25% das participantes acreditam que, após um primeiro teste com resultado normal, podem acompanhar qualquer mudança somente pelo autoexame.

Baixa adesão à mamografia
A falta de conhecimento sobre o método diagnóstico se reflete nos cuidados preventivos das mulheres. Apenas 33% das entrevistadas de 40 a 49 anos disseram ter ido ao médico, recebido o pedido de mamografia, feito o exame e compartilhado o resultado com o profissional que a acompanha. O percentual se manteve baixo tanto entre as mulheres das classes A/B (35%) como no grupo da classe C (24%).

A pesquisa identificou ainda que uma a cada cinco participantes com idade entre 40 e 49 anos (20%) não recebeu do médico uma solicitação de mamografia nos 18 meses que precederam o levantamento do Ipec.

É possível que o resultado seja influenciado por uma divergência entre o Ministério da Saúde e por entidades médicas. O primeiro, que segue a orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e norteia as práticas do Sistema Único de Saúde (SUS), recomenda que a mamografia seja realizada por mulheres de 50 a 69 anos, a cada dois anos.

Já a Sociedade Brasileira de Mastologia, o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) estabelecem o rastreamento a partir dos 40 anos, anualmente. Estima-se que 21% das brasileiras diagnosticadas com câncer de mama tenham 40 anos ou menos.

Fonte: revistamarieclaire

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Saúde

Inca e Fiocruz vão produzir dados sobre cigarro eletrônico para fortalecer políticas públicas

por Redação 12 de setembro de 2024

O Inca (Instituto Nacional do Câncer) e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) firmaram acordo de cooperação técnica para produzir e divulgar conhecimentos científicos sobre os DEFs (Dispositivos Eletrônicos para Fumar), conhecidos como cigarros eletrônicos. Fortalecer as políticas públicas de controle do tabagismo é o objetivo das duas instituições. O principal desafio é contrapor o marketing da indústria de tabaco com dados científicos sobre os danos causados à saúde pelo cigarro eletrônico. A primeira reunião conjunta ocorreu terça-feira (10).

O diretor-geral do Inca, Roberto Gil, disse que o compromisso dos dois órgãos é com a ciência. Estamos alimentando todos os interlocutores com evidências de que esses produtos [DEFs] fazem muito mal e vamos produzir ainda mais dados”, afirmou. Gil destacou que a sustentabilidade do sistema de saúde depende do enfrentamento dos fatores de risco de doenças crônicas, como o tabagismo. “A conta chega lá na frente. Por isso temos que agir agora”.

O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, destacou o apoio da instituição à decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de proibir os DEFs no Brasil. Ele considera que a ideia de regulamentação do uso desses produtos atende a interesses apenas do mercado, e não da população e da saúde pública. “A Fiocruz e o Inca são instituições estratégicas nesse debate. Vamos trabalhar juntos para exercer nosso papel técnico na geração de mais evidências científicas sobre a extensão dos malefícios desses dispositivos eletrônicos sobre a saúde humana, especialmente a dos jovens, que têm sido tão impactados”, afirmou Moreira.

Especialistas das duas instituições vão manter um grupo permanente de trabalho para a produção de dados científicos e econômicos sobre o potencial impacto negativo da inserção dos DEFs no mercado.

Fonte: r7

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