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Segurança

Segurança

José Roberto Burnier é atacado por pitbull solto em São Paulo e leva quatro pontos na mão

por Redação 8 de junho de 2026

O jornalista José Roberto Burnier, de 65 anos, foi atacado por um pitbull enquanto passeava com seus cachorros neste domingo (7), em São Paulo. Segundo relato do apresentador da TV Globo, o animal estava sem guia e sem focinheira no momento do incidente, causando ferimentos nele e em uma de suas cadelas.

Em publicação nas redes sociais, Burnier criticou a falta de responsabilidade da tutora do cachorro. De acordo com o jornalista, a mulher passeava com três cães e o pitbull, considerado por ele o mais agressivo do grupo, estava solto quando avançou contra eles.

“O preço da irresponsabilidade. Eu e meus cachorros fomos atacados por um pitbull solto, sem guia”, afirmou. Burnier também destacou que a legislação determina o uso de guia para cães em vias públicas e exige focinheira para animais considerados potencialmente perigosos.

O jornalista lembrou que a legislação estadual prevê que qualquer cachorro, independentemente do porte ou comportamento, deve circular em locais públicos com guia. Já cães classificados como bravos, como o pitbull, também devem utilizar focinheira.

Após o ataque, Burnier foi encaminhado ao Hospital Sírio-Libanês, onde recebeu atendimento médico. Ele precisou levar quatro pontos na mão, além de realizar outros curativos devido aos ferimentos sofridos durante a ocorrência.

Em vídeo publicado após deixar o hospital, o apresentador agradeceu as mensagens de apoio recebidas e tranquilizou seguidores sobre seu estado de saúde. Segundo ele, além da lesão na mão, também sofreu um ferimento em uma das pernas, mas passa bem.

Burnier aproveitou o relato para reforçar a importância do cumprimento das normas de segurança por parte dos tutores de animais, destacando que situações como essa podem ser evitadas com o uso adequado de guia e focinheira.

Fonte: revistaquem

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Segurança

Homem sobrevive três dias em ribanceira ao lado dos corpos do pai e de passageira após acidente em Goiás

por Redação 8 de junho de 2026

Um homem de 48 anos foi resgatado com vida após passar cerca de três dias preso em uma ribanceira ao lado dos corpos do pai, de 77 anos, e de uma mulher de 42 anos, após um grave acidente em Goiás. A família estava desaparecida desde quinta-feira (4/6), quando saiu do Tocantins com destino a Formosa (GO).

O veículo, um Fiat Uno, caiu em uma área de difícil acesso entre os municípios de Teresina de Goiás e Alto Paraíso de Goiás. O carro só foi localizado neste domingo (7/6), na zona rural de Santa Terezinha de Goiás, após aproximadamente 72 horas sem contato com os ocupantes.

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO), o idoso morreu no momento do acidente devido à gravidade dos ferimentos. Já a mulher de 42 anos permaneceu viva por cerca de um dia após a queda do veículo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu em 5 de junho antes que o grupo fosse encontrado. O parentesco dela com os demais ocupantes não foi informado.

O motorista conseguiu sobreviver durante todo o período à espera de socorro. De acordo com os bombeiros, ele consumiu água enquanto permaneceu preso na ribanceira, fator que pode ter contribuído para sua sobrevivência até a chegada das equipes de resgate.

Após ser retirado do local por militares do Corpo de Bombeiros de Alto Paraíso de Goiás, o sobrevivente foi encaminhado ao hospital da cidade. Ele apresentava fraturas no tornozelo e no antebraço direito e seguia sob cuidados médicos.

Após o resgate, equipes permaneceram na área aguardando a chegada da Polícia Científica, do Instituto Médico Legal (IML) e de um guincho para a remoção dos corpos e do veículo. As causas do acidente serão investigadas pelas autoridades.

Fonte: METRÓPOLES

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Segurança

Investigador recebeu R$ 4 milhões e é suspeito de revender drogas apreendidas na Paraíba

por Redação 8 de junho de 2026

Gravações obtidas durante uma investigação revelaram um suposto esquema envolvendo policiais civis da Paraíba que desviavam drogas apreendidas, negociavam entorpecentes com facções criminosas e alertavam suspeitos sobre operações policiais. O caso resultou na prisão de um delegado e dois investigadores da Polícia Civil na última terça-feira (2).

Entre os principais alvos está o investigador Everton Aires, conhecido como Bomba. Segundo a investigação, ele recebeu mais de R$ 4 milhões em suas contas bancárias nos últimos cinco anos, valor considerado incompatível com seu salário de aproximadamente R$ 8.500. De acordo com o Ministério Público e a Polícia Civil, o dinheiro teria origem na revenda de cocaína, crack e skunk apreendidos em operações.

Áudios obtidos pelos investigadores mostram Bomba tratando o tráfico de drogas como um negócio. Em uma das gravações, ele afirma: “É jogo, meu filho, é jogo. Isso é negócio, isso não é pessoal, é negócio”. Em outro momento, compara a atividade à venda de produtos comuns. O investigador também declarou que ganhava mais dinheiro com a comercialização de hormônios, suplementos e anabolizantes do que com o salário recebido do Estado, afirmando que “a polícia paga uma merreca”.

As gravações contrastam com declarações públicas feitas pelo policial em um podcast, quando afirmou que a atuação policial deve ocorrer dentro da legalidade. Segundo os investigadores, porém, Bomba mantinha relações comerciais com traficantes e chegou a afirmar em um áudio que era quem mais vendia drogas na região. Outro registro mostra menção a contatos para fornecimento de entorpecentes ao Comando Vermelho.

A investigação teve início em maio de 2025 após um traficante denunciar que policiais civis haviam roubado uma carga de drogas. A apuração concluiu que parte dos entorpecentes apreendidos não era encaminhada para os procedimentos legais e acabava sendo revendida a outros criminosos.

Além de Bomba, também são investigados o investigador Eduardo Jorge, conhecido como Mão Branca, e o delegado Braz Morroni, chamado de Braz. Segundo as autoridades, o grupo negociava com ao menos quatro criminosos e protegia foragidos ao informar previamente sobre operações policiais.

Entre os beneficiados estaria José Alexandrino Júnior Lira, o Júnior Lira, investigado por participação em ataques do Novo Cangaço contra bancos e carros-fortes no Nordeste. Gravações apontam que ele contava com apoio policial para comercializar drogas e expandir as vendas para Mossoró, no Rio Grande do Norte.

O procurador-geral da Paraíba classificou o caso como extremamente grave, destacando que o envolvimento de agentes públicos transmite sensação de blindagem aos investigados. A operação conduzida pelo Gaeco e pela Polícia Civil resultou na prisão de nove pessoas, incluindo Bomba, Mão Branca, Braz e Júnior Lira.

As defesas negam as acusações. O advogado de Bomba afirmou que o policial não aceita as imputações. A defesa de Mão Branca disse não considerar crível que policiais estivessem negociando drogas abertamente e apontou possível tentativa de destruição de reputação. Já o advogado de Braz sustenta que não há provas de participação consciente do delegado nos fatos investigados. A defesa de Júnior Lira declarou que sua inocência será demonstrada e que ele é vítima de perseguição policial.

Fonte: FANTÁSTICO

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Segurança

Governo brasileiro monitora impacto de decisão dos EUA que classifica PCC e Comando Vermelho como terroristas

por Redação 5 de junho de 2026

A entrada em vigor da decisão dos Estados Unidos que classifica o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho como organizações terroristas, a partir desta sexta-feira (5), levou o governo brasileiro a intensificar o monitoramento dos possíveis desdobramentos da medida.

A avaliação interna é de alerta, especialmente no campo financeiro e diplomático, diante da possibilidade de ampliação do alcance das sanções americanas. Nos bastidores, diplomatas e integrantes da área de segurança trabalham com diferentes cenários para os próximos passos da administração dos EUA.

O primeiro cenário considerado é o de efeito predominantemente político e simbólico, sem impactos práticos relevantes além do posicionamento público. Já uma segunda possibilidade, citada por integrantes do governo, remete a ações mais incisivas já adotadas em outros contextos, como o enfrentamento ao narcotráfico com bloqueio de ativos e operações contra estruturas ligadas a organizações criminosas.

O cenário mais sensível para o governo brasileiro envolve o risco de medidas financeiras mais amplas, com foco em instituições, empresas ou indivíduos suspeitos de facilitar operações de lavagem de dinheiro ligadas ao crime organizado. Há preocupação de que o enquadramento possa abrir espaço para sanções semelhantes às aplicadas a instituições financeiras mexicanas em casos de apoio a cartéis.

Segundo fontes citadas no acompanhamento diplomático, o temor central não está na decisão em si, mas em seus desdobramentos futuros. Um diplomata resumiu a avaliação ao afirmar que “o receio não é a decisão de hoje, mas o que ela pode autorizar amanhã”.

Integrantes do governo também avaliam riscos de extensão de mecanismos de sanção com referência em instrumentos como a Lei Magnitsky, o que poderia atingir autoridades ou estruturas brasileiras.

Diante do cenário, o Brasil reforçou canais de interlocução com autoridades norte-americanas para buscar esclarecimentos sobre os efeitos concretos da medida. A preocupação central envolve impactos sobre segurança, sistema financeiro e soberania nacional.

Fonte: G1

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Segurança

Juiz extingue ação de goleiro Bruno contra a Meta após prisão e impede continuidade no Juizado Especial

por Redação 5 de junho de 2026

A Justiça decidiu encerrar a ação movida pelo goleiro Bruno Fernandes contra a Meta, empresa responsável pelo Facebook e Instagram. A decisão foi proferida após o atleta voltar a ser preso, em mais um desdobramento de sua situação judicial recente.

Bruno foi detido em 8 de maio, em São Pedro da Aldeia (RJ), após descumprir regras da liberdade condicional. Ele estava foragido no período em que teria violado as condições impostas pela Justiça para manutenção do benefício.

Na decisão de 18 de maio, o juiz do 1º Juizado Especial Cível de Campos dos Goytacazes extinguiu o processo sem analisar o mérito da ação. O entendimento foi de que pessoas privadas de liberdade não podem integrar processos nos Juizados Especiais, já que o rito exige comparecimento presencial às audiências de conciliação, o que é incompatível com a condição de custódia.

Antes da prisão, o ex-goleiro chegou a solicitar duas vezes participação virtual na audiência marcada, pedidos que foram negados com base na mesma regra que, posteriormente, levou ao arquivamento do caso. A decisão não impede que ele volte a discutir o tema, desde que em nova ação na Justiça comum.

O processo havia sido aberto em 30 de março contra o Facebook, sob a alegação de falhas no perfil profissional do Instagram, que, segundo Bruno, teria perdido visibilidade e aparentado restrições de acesso ao público no Brasil, embora permanecesse ativo.

Fonte: METRÓPOLES

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Segurança

Com tornozeleira por homicídio de enteada em 2009, homem condenado volta a ser investigado após morrer carbonizado ao lado de outra enteada em residência no Tocantins

por Redação 5 de junho de 2026

Um homem de 49 anos, condenado a 35 anos de prisão pelo assassinato de uma enteada em 2009, foi encontrado morto carbonizado junto de outra enteada, uma estudante de direito de 19 anos, dentro de uma casa em Araguaína, no norte do Tocantins. Ele cumpria pena em regime aberto e utilizava tornozeleira eletrônica no momento da ocorrência.

As mortes aconteceram na quarta-feira (3/6) e são investigadas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a Polícia Militar, testemunhas relataram ter ouvido uma explosão antes do incêndio. Os corpos foram localizados dentro de um quarto do imóvel, e havia sinais de gasolina no local, incluindo um galão com vestígios do combustível.

Documentos revelados pela TV Anhanguera apontam que o homem já havia sido condenado pelo homicídio de outra jovem também identificada como enteada. Apesar da pena em regime fechado, ele progrediu no sistema prisional e, desde 2024, estava sob monitoramento eletrônico.

A Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça informou que o acompanhamento ocorria por determinação judicial e que ele tinha autorização para trabalho externo na área de vendas, com deslocamentos em todo o estado. O órgão também afirmou que havia regras de recolhimento noturno e obrigação de comunicação de viagens, além de que eventuais violações eram repassadas à Polícia Penal e ao Judiciário.

A investigação segue em fase inicial. A Polícia Civil afirma não haver, até o momento, elementos técnicos suficientes para definir a dinâmica do caso. Laudos do Instituto Médico Legal devem ajudar a esclarecer o que ocorreu dentro da residência.

Fonte: METRÓPOLES

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Segurança

Lutador acusado de espancar adolescente em praça de Goiânia se entrega à polícia e é preso

por Redação 5 de junho de 2026

O lutador Rafael Gomes Pereira, investigado por espancar um adolescente de 17 anos em uma praça de Goiânia, foi preso nesta quinta-feira (4) após se apresentar voluntariamente às autoridades. A prisão ocorreu depois que a Justiça decretou sua prisão preventiva por suposto descumprimento de medidas cautelares impostas anteriormente.

A decisão foi assinada pelo juiz Giuliano Morais Alberici, que justificou a medida pela necessidade de garantir a ordem pública e assegurar o andamento da instrução criminal. Segundo o magistrado, houve descumprimento das determinações judiciais estabelecidas quando Rafael recebeu liberdade provisória.

De acordo com a defesa, o lutador se apresentou espontaneamente na Unidade Prisional de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia. Os advogados informaram que pretendem adotar medidas para tentar revogar a prisão.

O caso ganhou repercussão após a agressão contra um adolescente de 17 anos em uma praça da capital goiana. Segundo a mãe da vítima, Vivian Pereira, o jovem foi encontrado desorientado, ensanguentado e precisou de atendimento médico após ficar desacordado.

Familiares relataram que o adolescente passou por exames para verificar possíveis lesões na cabeça e em outras partes do corpo. Segundo a família, um dos filhos do lutador teria iniciado a discussão que antecedeu as agressões.

Logo após o episódio, Rafael foi preso em flagrante pela Polícia Militar. Entretanto, durante audiência de custódia realizada em 30 de maio, a Justiça concedeu liberdade provisória mediante medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de se aproximar da vítima em um raio inferior a 300 metros.

Dias depois, a família denunciou que o lutador estaria monitorando seus movimentos. Uma fotografia registrou Rafael em uma varanda de apartamento próximo aos locais frequentados pelas vítimas. A mãe do adolescente acionou a polícia alegando descumprimento da ordem judicial.

Segundo o boletim de ocorrência, policiais constataram a situação e a informação foi encaminhada ao Judiciário. Na ocasião, o juiz plantonista decidiu não analisar um eventual pedido de prisão preventiva, entendendo que a decisão deveria ser tomada pelo magistrado responsável pelo caso. Nesta quinta-feira, o mandado de prisão foi expedido e cumprido após a apresentação voluntária do investigado.

Fonte: G1

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Segurança

Mulher de 37 anos usava chupeta e mamadeira para fingir ser criança e enganar famílias, diz polícia

por Redação 5 de junho de 2026

A Polícia Civil de Santa Catarina investiga Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, por falsa identidade e estelionato após ela confessar ter vivido por 14 meses com uma família de Joinville, no Norte do estado, fingindo ser uma adolescente de apenas 12 anos.

Segundo as investigações, Amanda utilizava uma série de estratégias para sustentar o personagem. Ela usava chupetas, mamadeiras e um objeto para dormir conhecido como “cheirinho”, além de afirmar falsamente que era autista e que aparentava ser mais velha devido a supostas sequelas de tratamentos hormonais forçados na infância.

De acordo com a Polícia Civil, a mulher, que se apresentava como “Gabriele”, simulava comportamentos infantilizados, afinava a voz, encenava crises de pânico durante a noite e demonstrava carência emocional para conquistar a confiança das pessoas ao seu redor. O delegado Rodrigo Bueno Gusso afirmou que ela conseguiu “sequestrar emocionalmente” a família que a acolheu.

A aproximação com a família ocorreu por meio da intermediação de um pastor. Inicialmente, Amanda disse ter 18 anos, experiência em panificação e estar em busca de emprego. Com o tempo, passou a relatar problemas de saúde e dificuldades financeiras, sensibilizando os moradores da residência.

Após conquistar a confiança da família, mudou a versão da própria história e passou a afirmar que tinha apenas 11 anos e que havia sido vítima de abusos. Com isso, foi acolhida pelo casal e passou a morar no local.

Segundo a investigação, Amanda também convenceu a família a não matriculá-la na escola ao alegar que um suposto “pai abusador” poderia descobrir seu paradeiro caso ela frequentasse aulas.

A farsa foi descoberta após uma parente da família desconfiar da história e realizar pesquisas na internet. A mulher encontrou registros de um caso semelhante ocorrido no Rio de Janeiro e percebeu semelhanças no modo de agir da suspeita. A informação foi repassada à família, que procurou a polícia.

As investigações apontam que Amanda já teria aplicado golpes semelhantes em pelo menos outros cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás. Em Nova Iguaçu (RJ), ela chegou a sensibilizar a coordenadora de um projeto social utilizando histórias parecidas.

Ainda segundo relatos, Amanda estudava características infantis para tornar o personagem mais convincente. Conforme uma das pessoas que tiveram contato com ela, a suspeita pesquisava comportamentos associados ao autismo e até formas de produzir desenhos que sugerissem situações de abuso.

A prisão em flagrante foi convertida em preventiva na quarta-feira (3). A defesa informou que solicitou um exame de sanidade mental, pedido que foi aceito pela Justiça. Amanda permanece presa enquanto aguarda a realização da perícia psicológica determinada pelo Judiciário.

Fonte: G1

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Segurança

Condenação de Jairinho traz alívio a ex-companheiras e reforça busca por justiça após caso Henry Borel

por Redação 5 de junho de 2026

A condenação do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, a mais de 43 anos de prisão pela morte de Henry Borel foi recebida com alívio por mulheres que relataram ao júri episódios de violência e agressões envolvendo o ex-parlamentar. Testemunhas ouvidas durante o julgamento afirmam que a decisão representa não apenas justiça para Henry, morto aos 4 anos em março de 2021, mas também o reconhecimento de denúncias que, segundo elas, permaneceram sem resposta durante anos.

Entre as testemunhas está Débora Saraiva, ex-namorada de Jairinho e mãe de Enzo. Em seu depoimento ao II Tribunal do Júri, ela afirmou que o filho também teria sofrido agressões quando criança. Débora relatou que Enzo chegou a fazer um desenho retratando o padrasto o torturando e sorrindo. Ela também afirmou ter sofrido violência doméstica durante o relacionamento, que durou de 2014 a 2020, além de ter sido pressionada pelo ex-vereador e familiares dele a depor em sua defesa.

Ao comentar a condenação, Débora disse ter sentido um misto de justiça e alívio. Segundo ela, a decisão representa o início de uma resposta judicial não apenas para Henry, mas também para outras vítimas. A ex-companheira afirmou acreditar que Jairinho ainda poderá ser condenado em outros processos, incluindo os que envolvem ela e seu filho.

Débora também relatou que as consequências dos episódios vividos pela família permanecem até hoje. Segundo ela, Enzo precisou de acompanhamento psiquiátrico e faz uso de medicação controlada. Atualmente, ela dirige o Instituto Florescer Mulher, dedicado ao acolhimento de mulheres vítimas de violência e seus filhos.

Outra testemunha do julgamento foi Natasha Oliveira, ex-namorada de Jairinho e mãe de Kaylane Oliveira. Durante o processo, Natasha relatou ter sofrido manipulação psicológica durante o relacionamento. Já Kaylane afirmou em depoimento ter sido agredida pelo então padrasto quando era criança.

Natasha descreveu a condenação como uma mistura de alívio e medo. Segundo ela, existe o receio de possíveis consequências por ter tornado pública a história da família, mas também a sensação de que outras pessoas não serão mais vítimas. Ela afirmou que, desta vez, conseguiu ajudar a filha a buscar justiça, algo que não havia conseguido fazer anteriormente por medo.

Kaylane preferiu não comentar diretamente a sentença. De acordo com a mãe, a jovem evita falar sobre o assunto desde que revelou as agressões que afirma ter sofrido na infância. Natasha disse que a filha conviveu durante anos com o peso dessas lembranças e acreditava que, caso os fatos tivessem sido denunciados antes, a morte de Henry talvez pudesse ter sido evitada.

O caso Henry Borel ganhou repercussão nacional e teve como desfecho a condenação de Jairinho a mais de 43 anos de prisão, decisão vista pelas testemunhas como um marco na responsabilização pelos crimes denunciados ao longo dos anos.

Fonte: OGLOBO

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BrasilSegurança

Mulher de 37 anos fingiu ser adolescente, foi adotada e viveu por 14 meses com família em SC

por Redação 3 de junho de 2026

Uma mulher de 37 anos foi presa na terça-feira (2) em Joinville, no Norte de Santa Catarina, suspeita de estelionato e falsa identidade após confessar que se passou por uma adolescente de 12 anos e viveu por 14 meses como filha adotiva de uma família da cidade.

Segundo a Polícia Civil, a suspeita, que utilizava o nome falso de Gabriele, convenceu a família de que havia fugido do Pará após sofrer maus-tratos. Comovidos pela história, os moradores a acolheram em casa e passaram a tratá-la como filha.

Durante o período em que manteve o disfarce, a mulher recebeu diversos cuidados da família. Ela chegou a ganhar uma festa para celebrar o suposto aniversário de 12 anos, além de um quarto decorado com brinquedos infantis e até remédios para emagrecer.

A investigação teve início após uma denúncia feita por um parente da família. As apurações revelaram que a mulher já teria aplicado golpes semelhantes em outros estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

De acordo com o delegado Rodrigo Bueno Gusso, a suspeita procurou inicialmente uma igreja em Joinville, onde afirmou ter fugido de casa por sofrer abusos. Sem apresentar documentos e alegando ser menor de idade, ela recebeu apoio financeiro da comunidade religiosa. A família que posteriormente a acolheu também frequentava a mesma igreja.

Para sustentar a farsa, a mulher afirmava falsamente ter autismo e outras condições clínicas. Também alegava que sua aparência adulta seria consequência do uso forçado de hormônios durante a infância. Segundo a polícia, ela adotava comportamentos infantilizados, utilizava mamadeiras, chupetas e um objeto de apego para dormir.

As investigações apontaram ainda que a suspeita simulava crises de pânico durante a noite, afinava a voz e demonstrava carência para obter atenção. Conforme relatado pelo delegado, ela também convenceu a família de que não poderia frequentar a escola porque seu suposto pai abusador descobriria seu paradeiro.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

Fonte: G1

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