Brasileira reencontra irmã biológica no Japão após 36 anos e emociona com história de adoção

por Redação

A empresária e influenciadora Leila Donária, de 41 anos, moradora de Londrina (PR), viveu um reencontro marcante ao descobrir e localizar uma irmã biológica que morava no Japão após 36 anos de separação. A busca começou quando ela decidiu conhecer suas origens depois de adotar uma menina e compreender a importância da história de vida de uma criança adotada.

Leila sempre soube que havia sido adotada. Segundo ela, foi deixada na maternidade e acolhida por uma família quando tinha apenas três dias de vida. Sua mãe adotiva era gerente do hospital onde nasceu.

“Minha mãe, que me adotou, era gerente do hospital que nasci. Ela me deu muito amor e uma vida muito digna”, contou. Durante anos, ela evitou procurar a família biológica por sentir que isso poderia representar uma traição à família que a criou.

A mudança aconteceu quando adotou a filha Bia, aos 9 anos. Ao conhecer a trajetória da menina antes da adoção, Leila passou a refletir sobre sua própria história e decidiu buscar informações sobre seus parentes biológicos.

Com documentos que continham o nome da mãe biológica e um antigo endereço, ela iniciou a investigação. Após muita pesquisa, conseguiu localizar uma irmã por telefone. Durante a conversa, perguntou se a mãe daquela mulher havia entregue uma bebê para adoção em 1984. Ao receber a confirmação, revelou: “Essa bebê sou eu”.

O reencontro trouxe uma nova descoberta. Os irmãos contaram que outro integrante da família, Leo, passou cerca de 30 anos tentando localizar Leila e também Mariana, outra irmã que havia sido entregue para adoção três anos depois do nascimento dela.

Leila passou a conviver com os cinco irmãos biológicos e conheceu sobrinhos, cunhados e outros familiares. No entanto, ainda faltava encontrar Mariana.

Depois de seis meses de buscas sem sucesso, uma coincidência mudou a história. Em novembro de 2021, uma sobrinha de Leila, fisioterapeuta, atendeu uma paciente e descobriu que o marido dela era o pai adotivo de Mariana. A informação permitiu que as irmãs finalmente entrassem em contato.

Leila descobriu que Mariana havia sido adotada por uma família brasileira quando também tinha apenas três dias de vida e atualmente mora no Japão com o marido e o filho. As duas conversaram por telefone e relataram uma conexão imediata.

“Foi uma sensação de alívio, de saber que ela estava bem, que ela tinha sido bem cuidada”, afirmou Leila. Ela destacou que muitas crianças encaminhadas para adoção carregam histórias difíceis e que a incerteza sobre o destino de um familiar provoca sofrimento.

As irmãs também descobriram outras coincidências: ambas engravidaram no mesmo ano e seus filhos têm a mesma idade. Segundo Leila, a ligação entre elas é diferente de tudo que já viveu.

“É uma relação surreal, não consigo explicar. A gente viveu a mesma história, ela foi doada também e uma família a adotou, então tudo que eu senti, ela sentiu também”, declarou.

Embora mantenham contato há cinco anos, elas ainda não conseguiram se encontrar pessoalmente. O reencontro deve acontecer ainda este ano, quando Mariana retornará ao Brasil.

Além da busca pelas origens, Leila também compartilha sua experiência como mãe adotiva. Ela já era mãe de Gabriel, hoje com 11 anos, que nasceu com uma síndrome rara, mas afirma que o desejo de adotar existia muito antes.

Ela e o marido optaram pela adoção legal de uma criança maior e foram apresentados à Bia, que chegou à família com 9 anos e 10 meses. Hoje, aos 16 anos, a adolescente mantém uma relação próxima com os pais.

Leila reforça que a adoção deve ser compreendida como um vínculo de parentalidade e não como um ato de caridade.

“A adoção não é caridade, é via de parentalidade. Assim, a gente completou a nossa família”, concluiu.

Fonte: revistacrescer

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