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Categoria:

INSS

INSS

Número 2 da Previdência recebeu R$ 50 mil em suposto repasse do “Careca do INSS”, aponta PF

por Redação 18 de dezembro de 2025

A Polícia Federal identificou um suposto repasse de R$ 50 mil ao ex-secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo Portal, apontado como número 2 da pasta. A informação consta em uma planilha apreendida com Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, principal alvo do esquema de fraudes investigado pela Operação Sem Desconto.

Adroaldo Portal teve a prisão domiciliar decretada nesta quinta-feira (18) e foi exonerado do cargo após a deflagração de uma nova fase da operação. A investigação apura descontos irregulares em aposentadorias e pensões do INSS entre 2019 e 2024, com prejuízo estimado em até R$ 6,3 bilhões.

Segundo a Polícia Federal, a anotação na planilha é datada de 23 de abril deste ano e indica o pagamento de R$ 50 mil em favor de “Adro”, o que os investigadores consideram indício de pagamento de propina. Além disso, a PF identificou movimentações financeiras consideradas suspeitas nas contas do ex-secretário.

Entre 23 de outubro de 2023 e 29 de janeiro de 2024, Adroaldo Portal teria recebido R$ 249 mil em depósitos em espécie, valores considerados incompatíveis com sua renda declarada, segundo os investigadores.

A apuração também aponta conexões políticas no esquema. Registros de entrada no Ministério da Previdência indicam que o lobista conhecido como “Careca do INSS”, o empresário Gustavo Marques Gaspar e um ex-assessor ligado ao senador Weverton Rocha (PDT-MA) estiveram no gabinete de Adroaldo Portal.

Portal atuou como assessor do senador Weverton Rocha entre 2019 e 2023. Em seguida, ocupou cargos estratégicos no Ministério da Previdência, primeiro como secretário do Regime Geral de Previdência Social e, posteriormente, como secretário-executivo da pasta.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, o filho de Adroaldo, Eduardo Silva Portal, trabalha como assessor parlamentar no gabinete do senador desde junho de 2023. A PF afirma ter identificado movimentações financeiras suspeitas envolvendo Adroaldo, o filho e a chefe de gabinete do Ministério da Previdência.

Na decisão que determinou o afastamento e a prisão domiciliar de Adroaldo Portal, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que há “fortes indícios da prática de ilícitos” com ampla e grave repercussão.

A nova fase da Operação Sem Desconto foi autorizada pelo STF e ocorre em diversos estados, além do Distrito Federal. Além de Adroaldo Portal, a PF prendeu Romeu Carvalho Antunes, filho do “Careca do INSS”, e Éric Fidélis, filho do ex-diretor de Benefícios do INSS, André Fidélis.

Fonte: G1

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Fraudes no INSS

PF pediu prisão de Weverton Rocha em investigação sobre fraudes no INSS, mas PGR foi contra

por Redação 18 de dezembro de 2025

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta quinta-feira (18) o sigilo da decisão que autorizou uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema bilionário de fraudes em aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

De acordo com a decisão, a Polícia Federal solicitou a prisão do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e de Adroaldo Portal, então secretário-executivo do Ministério da Previdência Social. A Procuradoria-Geral da República (PGR), no entanto, se manifestou contrária às prisões.

Diante do posicionamento da PGR, o ministro autorizou apenas mandados de busca e apreensão contra o senador Weverton Rocha. Já Adroaldo Portal foi afastado do cargo, teve prisão domiciliar decretada e passou a usar tornozeleira eletrônica. Ele foi exonerado do ministério após a deflagração da operação.

As investigações da Polícia Federal apontam que, entre 2019 e 2024, um esquema criminoso realizou descontos associativos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. O prejuízo estimado pode chegar a R$ 6,3 bilhões.

Na decisão, Mendonça afirma que o senador Weverton Rocha ocupa um “capítulo extenso” das apurações, diante da suspeita de que teria exercido papel de liderança política e possível comando dentro da organização criminosa. Segundo a PF, o parlamentar teria se beneficiado de valores ilícitos e mantido relações próximas com integrantes do grupo investigado.

Ainda conforme os investigadores, Weverton Rocha teria atuado como beneficiário final de operações financeiras estruturadas pelo esquema, recebendo recursos por meio de interpostas pessoas, incluindo assessores parlamentares. A PF também aponta que o senador seria um “sustentáculo político” da organização, ampliando a influência e a blindagem institucional do grupo.

Em nota, a assessoria de Weverton Rocha informou que o senador recebeu “com surpresa” o cumprimento do mandado de busca e apreensão em sua residência e afirmou que ele está à disposição para prestar esclarecimentos assim que tiver acesso integral à decisão.

No caso de Adroaldo Portal, o ministro explicou que a prisão domiciliar foi determinada por se tratar de uma pessoa com deficiência, que necessita de cuidados especiais e contínuos, o que inviabilizaria a permanência em ambiente prisional comum.

A nova fase da Operação Sem Desconto também resultou na prisão de Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e de Éric Fidélis, filho do ex-diretor de Benefícios do INSS, André Fidélis.

Ao todo, estão sendo cumpridos 52 mandados de busca e apreensão, 16 mandados de prisão preventiva e diversas medidas cautelares, em ações realizadas nos estados de São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais, Maranhão e no Distrito Federal.

O esquema foi revelado em abril, quando a Polícia Federal apontou que entidades cobravam mensalidades indevidas diretamente nos benefícios de aposentados, sem autorização, simulando filiação a associações que não prestavam os serviços prometidos.

O governo federal anunciou a devolução dos valores descontados indevidamente, em parcela única, e prorrogou até 14 de fevereiro de 2026 o prazo para que beneficiários contestem os descontos e solicitem o ressarcimento.

Fonte: G1

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INSS

INSS divulga calendário de pagamentos de benefícios para 2026; confira as datas completas

por Redação 18 de dezembro de 2025

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) divulgou o calendário oficial de pagamentos de aposentadorias e pensões para o ano de 2026. As datas foram anunciadas pelo Ministério da Previdência Social e já orientam milhões de beneficiários em todo o país, incluindo aposentados e pensionistas da cidade de São Paulo.

Para quem recebe até um salário mínimo, os depósitos referentes ao mês de janeiro começam no dia 26 de janeiro e seguem até 6 de fevereiro. Já os segurados que recebem acima do piso nacional terão os créditos liberados a partir de 2 de fevereiro.

Ao longo de 2026, os pagamentos seguem o seguinte cronograma: em janeiro, de 26/1 a 6/2; fevereiro, de 23/2 a 6/3; março, de 25/3 a 8/4; abril, de 24/4 a 8/5; maio, de 25/5 a 8/6; junho, de 24/6 a 7/7; julho, de 27/7 a 7/8; agosto, de 25/8 a 8/9; setembro, de 24/9 a 7/10; outubro, de 26/10 a 9/11; novembro, de 24/11 a 7/12; e dezembro, de 22/12 a 8/1 de 2027.

O calendário leva em consideração o número final do cartão do benefício, desconsiderando o dígito verificador, que aparece após o traço. Para quem recebe até o salário mínimo, os pagamentos começam pelos cartões com final 1. Já para valores acima do mínimo, o cronograma inicia com os finais 1 e 6, avançando nos dias seguintes conforme a numeração.

Os beneficiários podem consultar os valores a receber por meio do aplicativo Meu INSS, disponível para celulares, ou pelo site oficial meu.inss.gov.br. Também é possível obter informações pela central telefônica 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, mediante informação do CPF e confirmação de dados cadastrais.

Com o reajuste anual do salário mínimo previsto para 1º de janeiro, o valor atualizado dos benefícios será pago apenas no final de janeiro ou no início de fevereiro, conforme o calendário oficial do INSS.

Fonte: G1

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CPMI do INSS

CPI do INSS aprova quebra de sigilos e convoca dono do Banco Master

por Redação 4 de dezembro de 2025

A CPI mista do INSS aprovou nesta quinta-feira (4) a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O colegiado também decidiu convocá-lo para prestar depoimento, ainda sem data definida. A medida ocorre em meio às investigações sobre operações de crédito consignado voltadas a aposentados e pensionistas.

O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirma que Vorcaro precisa esclarecer práticas adotadas pelo Banco Master no mercado de consignados. O empresário foi preso no dia 17 em uma operação da Polícia Federal que investiga fraudes em papéis vendidos pelo Master ao Banco de Brasília (BRB). Ele foi solto no dia 28 por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, mas o Ministério Público Federal recorreu e pediu a manutenção da prisão.

Segundo a Polícia Federal, o Banco Master emitia Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com promessa de retorno até 40% acima da taxa básica do mercado — índice considerado irreal pela corporação. Estima-se que o esquema tenha movimentado cerca de R$ 12 bilhões.

No mesmo dia da operação que prendeu Vorcaro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do conglomerado e colocou o Banco Master sob administração especial temporária por 120 dias. A decisão foi anunciada um dia após a Fictor Holding apresentar uma proposta de compra da instituição.

O Banco Master já enfrentava risco de falência devido ao alto custo de captação e a investimentos considerados arriscados. Entre as práticas adotadas estavam a compra de precatórios e investimentos em empresas em situação financeira delicada. Para evitar a quebra, tentativas de venda foram realizadas, incluindo uma proposta do BRB, mas todas foram canceladas em meio a questionamentos, pressões políticas e falta de transparência.

Fonte: G1

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INSS

Propina paga pela Conafer teria rendido R$ 4 milhões ao ex-presidente do INSS, aponta PF

por Redação 14 de novembro de 2025

A Polícia Federal afirma que o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto recebeu ao menos R$ 4 milhões em propina da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) durante o período investigado pela Operação Sem Desconto. Stefanutto foi preso na última quinta-feira (13).

Segundo a PF, o ex-presidente do INSS recebia repasses mensais de R$ 250 mil — valores que eram ocultados por meio de empresas de fachada e de um escritório de advocacia ligado aos investigados. A investigação aponta que os pagamentos começaram ainda em maio de 2023, um mês antes de sua nomeação para a presidência do instituto pelo então ministro Carlos Lupi, e se estenderam até setembro de 2024.

A decisão do ministro do STF André Mendonça, que autorizou a operação, não esclarece por que os repasses não continuaram até abril de 2025, quando ocorreu a primeira fase da operação que revelou o esquema de descontos fraudulentos nas aposentadorias. Na época, Lupi se recusou a exonerar Stefanutto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu pela demissão.

Somados, os valores pagos entre maio de 2023 e setembro de 2024, além de um repasse isolado de R$ 250 mil feito em 2022 — quando Stefanutto era procurador-geral federal na AGU — chegam a aproximadamente R$ 4 milhões. De acordo com fontes da investigação, antes de assumir a presidência, ele já recebia entre R$ 50 mil e R$ 100 mil mensais. Com a promoção, a quantia teria sido reajustada para R$ 250 mil por mês.

A PF aponta que o ex-presidente exercia “papel de facilitador institucional” do grupo criminoso ao atuar para garantir a continuidade administrativa e jurídica do convênio irregular entre o INSS e a Conafer. A suposta participação de Stefanutto integraria o núcleo político-institucional do esquema, responsável por assegurar o funcionamento e a proteção das fraudes dentro do órgão.

Em nota enviada à imprensa, a defesa de Stefanutto afirmou que ele “irá comprovar a inocência”, classificando a prisão como “completamente ilegal”. Os advogados argumentam que o ex-presidente do INSS colaborou com as investigações e não tentou obstruir o trabalho da Polícia Federal.

Fonte: OGLOBO

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Fraudes no INSS

PF detalha três núcleos em esquema que desviou R$ 640 milhões de aposentados via Conafer

por Redação 14 de novembro de 2025

A Polícia Federal identificou três núcleos estruturados — de comando, financeiro e político-institucional — na suposta organização criminosa responsável por desvios de R$ 640 milhões de aposentados e pensionistas do INSS por meio da Conafer (Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais). A entidade é uma das investigadas no esquema de cobranças indevidas em folhas de pagamento, que, somado a outras associações, pode ter alcançado R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

A apuração integra a quarta fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta quinta-feira (13) com autorização do ministro do STF André Mendonça. Segundo a PF, mais de 600 mil beneficiários foram atingidos pelas fraudes, sustentadas por convênios irregulares que permitiam descontos automáticos nos benefícios do INSS.

Núcleo de comando
No topo da estrutura, segundo a investigação, estava Carlos Lopes, presidente da Conafer, apontado como “líder e mentor intelectual” do esquema. Ele orientaria funcionários a coletar assinaturas de idosos para uso em fichas falsas de filiação, simulando autorização para descontos. Foragido até a noite de quinta-feira, Carlos teria autoridade sobre todos os núcleos e participação no controle do fluxo de recursos ilícitos.

Seu irmão, Tiago Abraão Ferreira Lopes — vice-presidente e Diretor-Secretário-Geral de Finanças e Administração da Conafer — foi preso. Ele teria acesso indevido ao sistema da Dataprev/INSS, por onde enviava listas fraudulentas de beneficiários para aplicar descontos sem autorização dos segurados. Entre 2019 e 2024, recebeu R$ 5,5 milhões da entidade, além de outros repasses ligados ao esquema.

Núcleo financeiro
A PF atribui a Cícero Marcelino de Souza Santos a função de operador financeiro. Ele teria criado empresas de fachada para movimentar valores desviados e repassá-los aos beneficiários do esquema. Mensagens apreendidas mostram diálogos com Carlos Lopes sobre pagamentos ilícitos. Em planilhas, os destinatários das propinas eram chamados de “heróis” e “amigos”.

Outro investigado é Vinícius Ramos da Cruz, presidente do Instituto Terra e Trabalho (ITT), entidade parceira da Conafer. Ele seria responsável pela execução técnica das transações ilegais, controlando fluxos de dinheiro e distribuindo recursos a beneficiários, entre eles o deputado federal Euclydes Petersen (Republicanos-MG).

Núcleo político-institucional
A PF afirma que o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, atuou como facilitador institucional para garantir a manutenção dos convênios irregulares que permitiam os descontos diretos nos benefícios. Ele teria recebido até R$ 250 mil mensais disfarçados como honorários de consultoria, por meio de empresas relacionadas ao operador Cícero Santos.

Outro nome destacado é o de Virgílio Antônio de Oliveira Filho, ex-procurador-chefe do INSS, que emitia pareceres favoráveis aos repasses. Quebras de sigilo bancário apontam recebimento de R$ 6,57 milhões em propinas, segundo o STF.

O deputado Euclydes Petersen também é citado como beneficiário do esquema. Ele teria recebido R$ 14,7 milhões para oferecer proteção política e evitar fiscalizações que poderiam interromper o convênio da Conafer com o INSS. A PF solicitou medidas cautelares contra o parlamentar, mas o STF autorizou apenas busca e apreensão.

A investigação ainda aponta que o esquema seguia ativo no governo Jair Bolsonaro. José Carlos Oliveira — ex-diretor de Benefícios do INSS e ex-ministro do Trabalho e Previdência — teria sido favorecido com repasses, identificado nas planilhas como “São Paulo” e “Yasser”.

A PF afirma que o conjunto de evidências mostra a atuação coordenada dos três núcleos para manter o esquema em funcionamento por anos, apesar de reclamações, processos judiciais e alertas sobre irregularidades.

Fonte: G1

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INSS

PF investiga fraude de R$ 7 milhões no FGTS que atingiu Paolo Guerrero, Gabriel Jesus, Ramires, Felipão e outros ex-jogadores

por Redação 13 de novembro de 2025

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (13), no Rio de Janeiro, a 3ª fase da Operação Fake Agents, que investiga um esquema de saques fraudulentos de valores do FGTS em nome de jogadores, ex-atletas e treinadores de futebol.
O prejuízo estimado chega a R$ 7 milhões.

Entre as vítimas identificadas estão Paolo Guerrero, Gabriel Jesus, Ramires, João Rojas, Titi, Raniel, Christian Cueva, Donatti, Tarouco, Obina e Paulo Roberto Falcão.
A PF também apura indícios de irregularidades envolvendo o ex-técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari (Felipão).

Como funcionava o esquema

De acordo com as investigações, a organização criminosa era chefiada pela advogada Joana Costa Prado Oliveira, que utilizava contatos em agências da Caixa Econômica Federal para liberar valores indevidos.
Ela teve a carteira da OAB suspensa em setembro, após decisão do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-RJ. Segundo a entidade, já havia um processo ético-disciplinar em andamento.

O golpe começou a ser investigado depois que um banco privado denunciou uma conta aberta com documentos falsos em nome de Paolo Guerrero, que teve R$ 2,2 milhões desviados do seu FGTS.
A partir daí, a PF descobriu que o esquema era mais amplo e contava com a participação de funcionários da Caixa, responsáveis por facilitar os saques irregulares.

Operação e desdobramentos

Nesta fase da operação, os agentes cumpriram quatro mandados de busca e apreensão — três em residências de empregados da Caixa, nos bairros da Tijuca, Ramos e Deodoro, e um em uma agência no Centro do Rio.
Foram apreendidos celulares, computadores e documentos.

As apurações indicam que a quadrilha atuava desde 2014, com o envolvimento de empresários, bancários, advogados e ex-jogadores.
O grupo se aproveitava de atletas recém-desligados de clubes, falsificava assinaturas e documentos para acessar o FGTS junto à Caixa, e abria contas falsas em nome das vítimas para realizar as transferências.

Os suspeitos podem responder por falsificação de documento público, estelionato, associação criminosa e outros crimes.

Fonte: OGLOBO

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Fraudes no INSS

Ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto é preso em operação da PF que investiga esquema bilionário de fraudes em aposentadorias

por Redação 13 de novembro de 2025

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (13) o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, durante a quarta fase da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões.

Segundo a PF, o grupo investigado teria movimentado cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, desviando valores de beneficiários do INSS sem autorização. Até o momento, nove pessoas foram presas, incluindo ex-dirigentes do instituto e empresários ligados a associações de aposentados.

Presos e investigados

Entre os presos estão:

Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS;

Antônio Carlos Antunes Camilo, o “Careca do INSS”;

André Paulo Félix Fidélis, ex-diretor de Benefícios;

Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do INSS;

Thaisa Hoffmann, empresária e esposa de Virgílio;

Vinícius Ramos da Cruz, presidente do Instituto Terra e Trabalho (ITT);

Tiago Abraão Ferreira Lopes, diretor da Conafer;

Cícero Marcelino de Souza Santos e Samuel Chrisostomo do Bonfim Júnior, ambos ligados à Conafer.

A operação também cumpriu 63 mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares no Distrito Federal e em 14 estados.

O ex-ministro da Previdência Ahmed Mohamad (José Carlos) Oliveira foi alvo de busca e passará a usar tornozeleira eletrônica. Já o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o deputado estadual Edson Araújo (PSB-MA) foram alvos de busca, mas não de prisão.

Esquema e devolução dos valores

As investigações apontam que as associações envolvidas realizavam descontos mensais não autorizados nos benefícios de aposentados, simulando filiações a entidades de assistência. Os aposentados, sem saber, perdiam parte da renda mensal.

Em julho, o governo federal iniciou a devolução dos valores descontados indevidamente, beneficiando 4,8 milhões de segurados aptos ao programa. O prazo para contestar os descontos foi prorrogado até 14 de fevereiro de 2026.

A contestação pode ser feita:

Pelo aplicativo ou site Meu INSS (“Consultar Descontos de Entidades Associativas”);

Pela Central 135, de segunda a sábado;

Em agências dos Correios.

Defesa

A defesa de Stefanutto afirmou que não teve acesso à decisão judicial e classificou a prisão como “ilegal”, alegando que o ex-presidente tem colaborado com as investigações. Disse ainda confiar que ele comprovará sua inocência.

Os advogados de outros investigados, como o “Careca do INSS” e Virgílio Oliveira, também informaram que ainda não tiveram acesso aos autos.

Fonte: G1

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Fraudes no INSS

Sindicato ligado a irmão de Lula é alvo da PF em nova fase de operação contra fraudes no INSS

por Redação 9 de outubro de 2025

O Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), cujo vice-presidente é José Ferreira da Silva (Frei Chico), irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi um dos alvos nesta quinta-feira (9) da nova fase da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que investiga fraudes em aposentadorias e benefícios do INSS.

Foram expedidos 66 mandados de busca e apreensão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), cumpridos em oito estados e no Distrito Federal. Frei Chico não é investigado, mas o presidente da entidade, Milton Baptista de Souza Filho, teve sua residência alvo da operação.

Em nota, o Sindnapi afirmou estar “surpreso” com a ação e negou irregularidades, reforçando que comprovará a lisura e legalidade de sua atuação em prol dos associados.

A operação investiga crimes como estelionato qualificado, peculato, corrupção ativa, uso de documento falso, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo a PF, associações de aposentados cadastravam pessoas sem autorização para descontar mensalidades de benefícios do INSS, causando um prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

Na ação desta quinta, foram apreendidos carros de luxo, dinheiro em espécie e uma arma, incluindo modelos Porsche, Ferrari, Land Rover e até um carro de Fórmula 1.

A primeira fase da operação, realizada em setembro, levou à prisão de Antônio Carlos Camilo Antunes (“Careca do INSS”) e do empresário Maurício Camisotti, suspeitos de envolvimento nas fraudes e beneficiários do esquema.

Fonte: G1

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CPMI do INSS

CPMI do INSS prende presidente da Conafer por falso testemunho; dirigente foi liberado após pagar fiança

por Redação 30 de setembro de 2025

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS prendeu, no início da madrugada desta terça-feira (30), o presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes.

Lopes depôs na segunda-feira (29), em uma sessão que durou cerca de nove horas, e foi acusado de mentir e omitir informações relevantes às investigações. Esta é a segunda prisão decretada pela comissão: na semana passada, Rubens Oliveira, ex-diretor financeiro de empresas ligadas ao “Careca do INSS”, também foi detido.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse que as contradições de Lopes configuraram “mentira deliberada” e tentativa de prejudicar os trabalhos da comissão. O relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que o dirigente teria papel de articulador em fraudes que desviaram recursos de aposentados e pensionistas.

Segundo Gaspar, mais de R$ 800 milhões passaram pelas mãos da Conafer, sendo que R$ 140 milhões teriam sido destinados a um assessor de Lopes, Cícero Marcelino, apontado como operador do esquema. A comissão também apura vínculos de Lopes com empresas no Brasil e uma offshore em Delaware, nos Estados Unidos.

Apesar da prisão em flagrante por falso testemunho, Ferreira Lopes foi liberado ainda na madrugada, após pagar fiança cujo valor não foi divulgado.

Entre as suspeitas investigadas pela CPMI está a inclusão anormal de quase 96 mil novos descontos em benefícios previdenciários durante a pandemia, entre abril e agosto de 2020, período em que postos da Conafer alegavam estar fechados.

Fonte: G1

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