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INSS

Fraudes no INSS

PF encontra dinheiro em mala em nova fase da operação contra fraude no INSS

por Redação 27 de maio de 2026

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram nesta quarta-feira (27) uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS.

Ao todo, estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, além de 8 medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras medidas constritivas autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. As ações acontecem em Pernambuco, São Paulo, Paraíba e no Distrito Federal.

Segundo a PF, a nova etapa da operação apura entidades que ainda não haviam sido alvo das investigações. Os investigadores miram núcleos regionais do esquema de descontos associativos em São Paulo, Brasília e Pernambuco, além dos dirigentes dessas instituições.

Um dos vídeos divulgados pelos agentes mostra malotes de dinheiro sendo encontrados dentro de uma mala durante as buscas. A investigação envolve entidades como Amar Brasil Clube de Benefícios, Master Prev, AASAP e ANDAPP. Em Brasília, os responsáveis pela Unibap e pela Abenprev também são alvos da operação. Já em Pernambuco, a PF investiga servidores e ex-servidores do INSS.

De acordo com a Polícia Federal, esta fase busca aprofundar as investigações sobre possíveis crimes contra a Administração Pública, incluindo organização criminosa, estelionato previdenciário, ocultação de patrimônio e dilapidação patrimonial.

Fonte: CBN

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INSS

INSS restringe novos pedidos de aposentadoria, pensão e BPC para reduzir fila de análise

por Redação 28 de abril de 2026

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a proibir a abertura de novos pedidos de aposentadoria, pensão e Benefício de Prestação Continuada (BPC) quando já houver um processo em análise ou dentro do prazo de recurso administrativo para o mesmo tipo de benefício.

A medida foi oficializada pela Instrução Normativa nº 203, publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira (24), e já está em vigor. A mudança altera regras internas de tramitação e busca evitar a duplicidade de solicitações em um mesmo CPF.

Com a nova norma, o segurado não poderá abrir um novo pedido enquanto o anterior estiver pendente de análise ou dentro do prazo de recurso — geralmente de 30 dias após uma negativa. Nesse período, o processo ainda é considerado “em curso”.

Antes da mudança, não havia uma proibição expressa para a abertura de novos requerimentos do mesmo benefício durante a análise, o que permitia a repetição de pedidos para tentar corrigir erros, incluir documentos ou acelerar a fila.

A restrição não se aplica a pedidos de revisão, que continuam permitidos normalmente.

Segundo o INSS, a medida tem como objetivo tornar o sistema mais eficiente e reduzir o acúmulo de processos duplicados. O órgão afirma que há um “desequilíbrio estrutural relevante” na fila e que a multiplicidade de pedidos gera retrabalho e aumenta o tempo de análise.

Dados internos indicam que 41,41% dos pedidos são reapresentados entre 1 e 30 dias após a conclusão do processo inicial. Em alguns casos, como o salário-maternidade urbano, a taxa de reapresentação no mesmo dia chega a 8,45%.

O INSS afirma ainda que o volume de solicitações duplicadas contribui para a sobrecarga do sistema.

A mudança ocorre em meio ao esforço do governo federal para reduzir a fila de análise de benefícios previdenciários, que chegou a 2,7 milhões de pedidos em março, após ter atingido 3,1 milhões no período anterior.

A gestão do órgão passou por mudanças recentes. O governo trocou o comando do INSS em meio à pressão sobre o tempo de espera na concessão de benefícios. A nova presidente, Ana Cristina Viana Silveira, assumiu com a missão de acelerar a análise dos processos e reduzir a fila.

Fonte: G1

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INSS

INSS inicia pagamento do 13º para 35 milhões e injeta R$ 78 bilhões na economia

por Redação 24 de abril de 2026

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) começou nesta sexta-feira (24) o pagamento do décimo terceiro salário para 35,1 milhões de aposentados e pensionistas em todo o país. A primeira parcela será depositada até o dia 8 de maio, seguindo o mesmo calendário dos benefícios mensais, conforme o número final do cartão — desconsiderando o dígito verificador.

A segunda parcela já tem data definida: será paga entre 25 de maio e 8 de junho. Somando os dois repasses, o governo deve injetar R$ 78 bilhões na economia, sendo R$ 39 bilhões em cada etapa de pagamento.

O cronograma segue a lógica tradicional do INSS. Cada benefício possui um número de 10 dígitos (formato 999.999.999-9), e o pagamento é definido pelo penúltimo número, ou seja, o último antes do dígito verificador. Esse detalhe é essencial para que o segurado identifique corretamente a data de recebimento.

Para quem deseja consultar o valor antes do depósito, o acesso pode ser feito pelo site ou aplicativo Meu INSS, utilizando CPF e senha. No menu, basta selecionar “Extrato de Pagamento” e baixar o documento em PDF. Já quem não tem acesso à internet pode obter informações pela Central 135, disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h, mediante confirmação de dados cadastrais.

Têm direito ao décimo terceiro os beneficiários que, em 2026, receberam aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, salário-maternidade ou auxílio-reclusão. Por outro lado, não recebem o abono pessoas contempladas pelo BPC (Benefício de Prestação Continuada) e pela Renda Mensal Vitalícia.

O pagamento antecipado do 13º mantém a estratégia dos últimos anos de estimular a economia com a liberação de recursos em larga escala, especialmente em um cenário de alta dependência de renda previdenciária em diversas regiões do país.

Fonte: valorinveste

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Fraudes no INSS

Empresário confessa fraudes e firma delação com a PF em investigação sobre esquema no INSS

por Redação 10 de abril de 2026

O empresário Maurício Camisotti, preso desde setembro por envolvimento em um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, confessou a existência de fraudes e assinou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (9/4) pelo portal Metrópoles.

Segundo a apuração, a PF já colheu os depoimentos do empresário, que atua no setor de seguros e planos de saúde, e encaminhou o acordo ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, responsável pela análise e validação dos termos.

As investigações apontam que Camisotti controlava três entidades — Ambec, Unsbras e Cebap — que teriam sido usadas no esquema. De acordo com a PF, os diretores formais dessas organizações seriam funcionários e familiares ligados ao grupo empresarial do investigado.

Somadas, as entidades teriam faturado cerca de R$ 580 milhões apenas no último ano, com um total que chega a R$ 1 bilhão desde 2021.

Esta é a primeira delação firmada no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga o esquema de desvios em benefícios previdenciários. A defesa do empresário busca, com o acordo, possível autorização para prisão domiciliar.

O lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, além de ex-dirigentes do instituto, também negociam acordos de colaboração.

O caso ganhou repercussão após uma série de reportagens que revelou o aumento expressivo de arrecadações de entidades envolvidas e levou à abertura de investigação pela PF e pela CGU, resultando em medidas administrativas e demissões na cúpula do INSS e do Ministério da Previdência.

Fonte: METRÓPOLES

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CPMI do INSS

CPMI do INSS propõe indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo “Lulinha” e ex-ministros de Lula e Bolsonaro

por Redação 27 de março de 2026

O relator da CPMI do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), deputado Alfredo Gaspar (União Brasil‑AL), iniciou nesta sexta-feira (27) a leitura do relatório final da comissão, que propõe o indiciamento de cerca de 220 pessoas, incluindo parlamentares, ex-ministros, dirigentes de estatais, empresários e o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”.

O relatório ainda não é definitivo, pois precisará ser votado pela comissão para aprovação das recomendações. Entre os nomes citados estão ex-ministros de governos Lula e Bolsonaro, como Carlos Lupi, José Carlos Oliveira (Mohamad Oliveira Andrade), José Sarney Filho e ex-presidentes do INSS de diferentes gestões. Parlamentares como Euclydes Pettersen, Gorete Pereira e Weverton Rocha também aparecem no documento, além de executivos de bancos e dirigentes de entidades associativas envolvidas nas fraudes.

Segundo Gaspar, o relatório detalha o funcionamento de uma organização criminosa que operava descontos indevidos em benefícios previdenciários, destacando o papel de Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e outros operadores, familiares e parceiros empresariais. O documento tem 4.400 páginas e baseia-se em investigações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União.

Durante a sessão, parlamentares da oposição interromperam a leitura do relatório com questionamentos e xingamentos, em um bate-boca que levou à rejeição de pedidos para excluir anotações taquigráficas e remover deputados da sessão. A leitura foi brevemente suspensa por problemas técnicos, mas retomada após disponibilização do documento on-line.

A CPMI foi criada em 2025 para apurar cobranças indevidas em benefícios previdenciários, com base em evidências de falhas de fiscalização e fragilidades no sistema de autorização de descontos. Ao longo de seis meses, a comissão ouviu servidores do INSS, representantes de entidades investigadas, aposentados, integrantes da PF, CGU e Ministério da Previdência. O relatório final será votado no sábado (28), com possibilidade de pedido de vista.

Fonte: G1

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INSS

Governo prepara voto paralelo na CPI do INSS e mira Bolsonaro por avanço de fraudes

por Redação 27 de março de 2026

A bancada governista deve apresentar um voto em separado na CPI do INSS atribuindo ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a consolidação das fraudes investigadas pela comissão. O documento será apresentado como contraponto ao relatório oficial do relator Alfredo Gaspar e sustenta que os descontos indevidos em benefícios previdenciários não foram episódios isolados, mas resultado de um esquema estruturado e sistêmico.

Segundo a tese defendida no texto, as irregularidades teriam operado de forma organizada ao longo de uma década, entre 2015 e 2025, com omissões do governo bolsonarista que teriam permitido a continuidade do esquema. A argumentação central aponta que o avanço das fraudes foi favorecido por falhas institucionais e mudanças normativas.

O voto paralelo destaca que, desde 2017, órgãos como o Ministério Público e entidades de defesa do consumidor já alertavam para irregularidades, mas não teria havido resposta institucional considerada proporcional. Ainda de acordo com o documento, a partir de 2020 alterações em regras internas e decretos ampliaram o acesso de entidades ao sistema do INSS e flexibilizaram exigências de controle, criando ambiente propício para a expansão das práticas fraudulentas.

Entre os atos normativos que devem ser citados estão a mudança de atribuições de diretorias do INSS, que teria permitido atuação mais direta de associações fraudulentas, a sanção de lei que autorizou descontos associativos e contratação de crédito consignado para beneficiários do então Auxílio Brasil, além da extinção da obrigatoriedade de revalidação de autorizações para descontos associativos a partir de 2022.

A estratégia repete a linha adotada por governistas ao longo das sessões da comissão, defendendo que, embora o aumento dos descontos tenha ocorrido durante o governo Lula (PT), a gestão Bolsonaro teria sido permissiva em diversos aspectos relacionados às fraudes. Um dos principais argumentos é de que alertas feitos a autoridades não teriam sido seguidos por ações eficazes para conter o problema.

Fonte: OGLOBO

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Fraudes no INSS

Aliança inesperada? Caso CPI do INSS aproxima PT e Centrão e gera tensão política

por Redação 19 de março de 2026

O avanço das investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o escândalo de desvios de aposentadorias ligados ao Banco Master passou a provocar uma aproximação política incomum entre PT e partidos do Centrão no Congresso Nacional. O movimento tem como objetivo barrar a prorrogação dos trabalhos da CPI do INSS, cujo prazo termina na próxima semana.

Apesar de estarem em lados opostos na maioria das disputas recentes, lideranças governistas e dirigentes do bloco passaram a atuar nos bastidores para evitar a continuidade das apurações. Sem ambiente político favorável para avançar no Legislativo, integrantes da comissão recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) em busca de garantir a sobrevida do colegiado.

A avaliação entre parlamentares é que o caso deixou de representar apenas um problema para o governo e passou a atingir figuras relevantes do centro e da direita, após a divulgação de mensagens e registros que indicariam a rede de relações do banqueiro Daniel Vorcaro com lideranças nacionais. O cenário contribuiu para aproximar interesses que até então caminhavam separados.

De um lado, o Palácio do Planalto tenta conter o desgaste provocado pela proximidade das investigações com o entorno do presidente Lula. De outro, partidos do Centrão buscam evitar novas revelações em pleno ano eleitoral. Nos últimos dias, líderes dessas siglas intensificaram a pressão sobre deputados e senadores para que retirem assinaturas do pedido de prorrogação da CPI.

O requerimento, apresentado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), conta com 175 deputados e 29 senadores — número suficiente para sustentar a continuidade da comissão. No entanto, o documento segue sem andamento há meses, diante da resistência da presidência da Casa em dar seguimento à tramitação.

Até agora, não houve retirada formal de assinaturas. Parte do Centrão aposta na estratégia de isolar a oposição nas cobranças pela prorrogação, o que enfraqueceria o movimento. O entendimento de Alcolumbre é que não há precedente que obrigue o chefe do Legislativo a estender os trabalhos de uma CPI.

O apoio à continuidade está concentrado principalmente em parlamentares do PL, do Novo e em setores da direita. O PT não assinou o requerimento e, segundo relatos, atua em sintonia com a presidência do Senado para manter o pedido parado.

Governistas argumentam publicamente que a comissão enfrenta dificuldades para avançar em investigações relacionadas a figuras da direita e citam decisões do STF que desobrigaram convocados a depor. O deputado Rogério Correia (PT-MG) afirmou que não há motivos para prorrogar os trabalhos.

No Centrão, o desconforto aumentou após a divulgação de mensagens que indicariam proximidade entre o banqueiro Daniel Vorcaro e lideranças como o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o presidente do União Brasil, Antônio Rueda. Interlocutores relatam que há um consenso interno pela necessidade de reduzir a tensão política.

A federação União Brasil-PP, que reúne dezenas de parlamentares signatários do pedido de prorrogação, passou a ter papel central nas articulações. Reservadamente, integrantes admitem que o avanço das investigações elevou o risco político e reforçou a pressão pelo esvaziamento da CPI.

O vazamento de informações sigilosas recebidas pela comissão também deteriorou o ambiente no Congresso e passou a ser citado como um dos fatores contrários à extensão dos trabalhos. Em siglas como PSD e Republicanos, o clima é de menor tensão. O senador Cleitinho (Republicanos-MG) afirmou não haver orientação formal do partido, embora defenda a prorrogação.

Na cúpula do Congresso, cresce o entendimento de que a comissão já produziu seus principais efeitos políticos e que uma eventual extensão teria impacto prático limitado. Em contrapartida, manter a CPI ativa significaria prolongar o desgaste em meio ao calendário eleitoral de 2026.

A decisão de recorrer ao STF agravou o cenário. O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), ingressou com mandado de segurança ao lado do relator Alfredo Gaspar (União-AL) e do deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), pedindo que o ministro André Mendonça determine a prorrogação.

No recurso, os parlamentares alegam omissão da Mesa Diretora e do presidente do Senado, sob o argumento de que o requerimento protocolado em dezembro não foi sequer lido em plenário. A judicialização foi recebida com irritação por lideranças do Congresso, que veem na iniciativa uma tentativa de contornar a condução interna do Legislativo.

Fonte: OGLOBO

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Fraudes no INSS

PF mira deputada em nova fase de operação sobre desvios bilionários no INSS

por Redação 17 de março de 2026

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (17) a Operação Indébito, nova etapa da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS. A ação coloca sob suspeita a deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE), que passou a ser monitorada por tornozeleira eletrônica, conforme informações obtidas pela TV Globo.

A ofensiva também resultou na prisão do empresário Natjo de Lima Pinheiro e da advogada Cecília Rodrigues Mota, ex-presidente de associações de aposentados e pensionistas no Ceará. Ambos são investigados por suposto envolvimento no esquema de fraudes.

Durante a operação, mandados também foram cumpridos contra o diretor de Relacionamento e Negócios da Dataprev, Alan Santos, que foi afastado do cargo. Outros três servidores do INSS também foram afastados de suas funções, embora seus nomes não tenham sido divulgados.

As investigações conduzidas pela PF e pela Controladoria-Geral da União (CGU) apontam que o esquema criminoso ocorreu entre 2019 e 2024 e pode ter causado prejuízo de até R$ 6,3 bilhões. O objetivo da nova fase é aprofundar apurações sobre crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação e dilapidação patrimonial.

Policiais federais e auditores da CGU cumprem 19 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão e outras medidas cautelares no Ceará e no Distrito Federal. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro André Mendonça.

Segundo relatório da PF divulgado pela Comissão Mista Parlamentar de Inquérito do INSS, o empresário Natjo Pinheiro teria sido beneficiário de cerca de R$ 400 mil em múltiplas operações provenientes de empresas ligadas a Cecília Rodrigues Mota, apontada como uma das operadoras do esquema.

As investigações também indicam possível ligação da deputada Gorete Pereira com a associação Aapen, presidida por Cecília, no contexto dos descontos indevidos aplicados aos benefícios de aposentados e pensionistas. De acordo com os investigadores, a parlamentar teria participado ativamente das fraudes, recebido recursos oriundos dos desvios e aberto empresas em nome de laranjas para facilitar a atuação do grupo.

Em depoimento prestado à CPI do INSS em novembro do ano passado, Cecília Rodrigues Mota afirmou conhecer parte dos investigados. Ela reconheceu ser proprietária de empresas suspeitas de lavagem de dinheiro e confirmou ter movimentado milhões de reais, mas negou origem ilícita dos recursos.

Em nota, a defesa da deputada afirmou que ela “não praticou qualquer ato ilícito” e que as informações divulgadas “não refletem a realidade dos fatos”. O advogado Waldir Xavier informou que irá se manifestar após análise detalhada da decisão e reiterou confiança no devido processo legal.

Já o advogado de Natjo Pinheiro classificou a prisão preventiva como “desnecessária e desproporcional”, alegando que medidas anteriores, como busca e apreensão e bloqueio de bens, já seriam suficientes. A defesa informou que ingressará com os recursos jurídicos cabíveis para tentar revogar a prisão.

Fonte: G1

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CPMI do INSS

Ministro do STF proíbe acesso a dados da CPMI do INSS e determina ação da PF

por Redação 17 de março de 2026

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, proibiu o acesso ao material armazenado na sala cofre da CPMI do INSS relacionado ao investigado Daniel Vorcaro. A decisão determina que a Polícia Federal retire os equipamentos do local para uma nova análise e separação dos dados.

O objetivo é preservar conteúdos ligados exclusivamente à vida privada do investigado antes de eventual compartilhamento com a comissão parlamentar. Entre os registros identificados estão mensagens íntimas trocadas com a modelo Martha Graeff.

A defesa da influenciadora afirmou que ela sofre exposição ilegal e estuda medidas judiciais. A CPMI investiga descontos indevidos em aposentadorias e pensões e recebeu menos de 1% dos documentos após decisões judiciais sobre a quebra de sigilo.

Fonte: G1

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CPMI do INSS

Flávio Dino anula quebra de sigilo de Lulinha aprovada pela CPMI do INSS

por Redação 6 de março de 2026

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, decidiu nesta quinta-feira (5) estender a anulação das quebras de sigilo aprovadas pela CPMI do INSS para Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão também alcança outros requerimentos aprovados na mesma votação pela comissão.

Na quarta-feira (4), o ministro já havia atendido a um pedido da defesa da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, suspendendo a quebra de sigilos bancário e fiscal dela. Agora, Dino determinou que a anulação se aplique a todos os requerimentos aprovados no mesmo bloco de votação realizado pela CPMI.

Na decisão, o ministro argumenta que a votação ocorreu “em globo”, em um único momento, durante a sessão do dia 26 de fevereiro de 2026, o que impediria a manutenção da validade para alguns casos e a anulação para outros.

“Com efeito, como equivocadamente houve a votação ‘em globo’ em um único momento na Sessão do dia 26 de fevereiro de 2026, é impossível – inclusive em face do princípio lógico da não contradição – que o referido ato seja nulo para alguns e válido para outros. Tal situação geraria insegurança jurídica e intermináveis debates tanto na seara administrativa (no Banco Central e na Receita Federal), quanto na judiciária, com a altíssima probabilidade de desconsideração das provas colhidas no relevante Inquérito Parlamentar”, afirmou o ministro.

Dino também destacou que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito poderá deliberar novamente sobre as quebras de sigilo, desde que realize nova votação individualizada e devidamente fundamentada.

“A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito deve, se desejar, proceder à nova deliberação das quebras de sigilo em relação a todos os alcançados pela equivocada votação ‘em globo’ e imotivada do dia 26 de fevereiro de 2026”, escreveu.

Na decisão inicial relacionada ao pedido de Luchsinger, o ministro já havia apontado que a votação conjunta de 87 requerimentos violou o devido processo constitucional. Segundo ele, apesar de terem poderes semelhantes aos de autoridades judiciais, as CPIs precisam apresentar fundamentação individual para cada medida invasiva, como quebras de sigilo bancário e fiscal.

A votação que aprovou o bloco de requerimentos ocorreu no dia 26 de fevereiro e foi marcada por confusão. O procedimento foi realizado por contraste visual — método em que não há contagem exata dos votos, mas avaliação visual de parlamentares em pé ou com as mãos levantadas.

A forma de votação gerou forte reação de parlamentares governistas. Durante a sessão, houve protestos na mesa da comissão, empurra-empurra e até troca de socos entre congressistas.

Posteriormente, parlamentares da base do governo recorreram à presidência do Senado para contestar a decisão da CPMI. No entanto, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), rejeitou o pedido e manteve a decisão da comissão.

Fonte: G1

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