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Categoria:

Brasil

Segurança

Lula prepara pacote bilionário contra facções e quer endurecer combate ao crime organizado

por Redação 11 de maio de 2026

O governo federal deve lançar nesta semana o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, uma ofensiva bilionária voltada ao combate às facções criminosas e ao fortalecimento da segurança pública no país. O anúncio está previsto para terça-feira (12), em cerimônia no Palácio do Planalto.

A proposta prevê cerca de R$ 11 bilhões em investimentos, sendo R$ 1 bilhão do Orçamento da União ainda neste ano e outros R$ 10 bilhões por meio de empréstimos do BNDES destinados aos estados que aderirem ao programa.

O pacote será regulamentado por um decreto presidencial e quatro portarias, com foco em quatro principais frentes: enfrentamento ao tráfico de armas, asfixia financeira do crime organizado, aumento da taxa de esclarecimento de homicídios e reforço da segurança no sistema prisional.

Na área penitenciária, o governo pretende implementar nos presídios estaduais medidas semelhantes às utilizadas nas penitenciárias federais, incluindo bloqueadores de celular, equipamentos modernos de raio-x e sistemas mais rígidos de revista.

O objetivo é impedir que líderes de facções continuem comandando crimes de dentro das prisões. A proposta também prevê a criação de um centro nacional de inteligência para coordenar ações integradas entre União e estados dentro do sistema penitenciário.

Outro eixo considerado estratégico pelo governo é o combate financeiro às organizações criminosas. O decreto deve criar uma Força Integrada de Combate ao Crime Organizado Nacional, com estrutura permanente para centralizar operações entre órgãos de segurança pública.

O programa também tenta enfrentar um dos principais gargalos da segurança pública brasileira: a baixa resolução de homicídios. Segundo dados do Instituto Sou da Paz, apenas 36% dos homicídios são esclarecidos no Brasil, percentual muito abaixo da média mundial, de 63%.

Para tentar melhorar os índices, o governo quer padronizar registros de homicídios, ampliar o compartilhamento de dados entre estados e fortalecer as polícias científicas e os serviços de perícia.

Inicialmente, o projeto incluía ações específicas voltadas à proteção da Amazônia, fronteiras e prevenção da ocupação territorial por facções criminosas. Esses pontos, porém, devem ser apresentados em uma etapa posterior.

Nos bastidores do Planalto, a segurança pública passou a ser tratada como pauta prioritária diante da pressão eleitoral sobre o tema. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nas redes sociais que o objetivo do plano é “destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções”.

Em declaração recente após encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Lula afirmou que organizações criminosas “viraram empresas multinacionais”, com atuação em setores como futebol, política, empresariado e até no Judiciário.

Fonte: G1

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8 de janeiro

Moraes barra redução de pena de Débora do Batom e suspende nova Lei da Dosimetria

por Redação 11 de maio de 2026

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de redução de pena apresentado por Débora Rodrigues dos Santos, conhecida nacionalmente como “Débora do Batom”. A defesa tentava aplicar a recém-promulgada Lei da Dosimetria para diminuir a condenação da ré pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

Débora foi condenada a 14 anos de prisão por participação nos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília. Atualmente, ela cumpre prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.

O caso ganhou repercussão nacional após a mulher pichar com um batom a frase “Perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, localizada em frente ao prédio do STF durante a invasão à Corte.

No sábado (9), Moraes decidiu suspender a aplicação da chamada Lei da Dosimetria até que o plenário do Supremo analise duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIns) protocoladas contra a norma. As ações foram apresentadas pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela federação PSol-Rede.

Relator dos processos, Moraes afirmou que a existência das ações no controle concentrado de constitucionalidade representa um “fato processual novo e relevante”, capaz de impactar diretamente pedidos de revisão de pena feitos por condenados pelos atos de 8 de janeiro.

“A superveniência de interposição de ação direta de inconstitucionalidade e, consequentemente a pendência de julgamento em controle concentrado de constitucionalidade, configura fato processual novo e relevante”, escreveu o ministro na decisão.

Apesar de ter sido promulgada pelo Senado na sexta-feira (8), a nova legislação fica sem efeitos práticos até definição definitiva do STF sobre sua validade constitucional.

A Lei da Dosimetria prevê redução de penas para condenados pelos atos antidemocráticos e pode beneficiar diversos réus envolvidos nos ataques às instituições, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), citado nos debates sobre os impactos da medida.

Fonte: METRÓPOLES

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caso Master

Triplex de R$ 22 milhões, mansão de luxo e “emenda Master”: PF mira Ciro Nogueira em investigação bilionária

por Redação 11 de maio de 2026

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) comprou uma cobertura triplex avaliada em R$ 22 milhões em um dos endereços mais luxuosos de São Paulo apenas 26 dias antes de apresentar a chamada “emenda Master”, apontada pela Polícia Federal como parte do esquema investigado envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Na última quinta-feira (7), o parlamentar foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a quinta fase da Operação Compliance Zero. A PF suspeita que Ciro atuava em favor de Vorcaro em troca de “vantagens econômicas indevidas”. Segundo os investigadores, o senador recebia pagamentos mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil. Ciro nega todas as acusações e afirma ser vítima de perseguição política.

O triplex adquirido pelo senador fica na Rua Oscar Freire, na zona oeste paulistana, uma das regiões mais valorizadas da capital paulista. O imóvel possui 514 metros quadrados, três suítes e três vagas de garagem, e ainda está em fase final de construção. A negociação ocorreu em julho de 2024 diretamente com a incorporadora RFM.

Pouco menos de um mês depois, em 13 de agosto de 2024, Ciro apresentou uma emenda à PEC nº 65/2023 propondo ampliar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Segundo a PF, o texto teria sido elaborado pela assessoria do Banco Master e protocolado “de forma integral” pelo senador no Congresso.

Mensagens obtidas pela investigação mostram que Daniel Vorcaro comemorou a apresentação da emenda afirmando que o texto “saiu exatamente como mandei”. A PF também cita conversas entre Vorcaro e o primo Felipe Vorcaro sobre pagamentos mensais ligados à empresa CNLF Empreendimentos Imobiliários, apontada como holding patrimonial ligada a Ciro.

Ao Metrópoles, o senador afirmou que o triplex foi negociado legalmente. Segundo ele, o pagamento envolve a entrega de outro apartamento no mesmo prédio, avaliado em R$ 8 milhões, além de parcelas em dinheiro. Ciro declarou que o imóvel foi adquirido “100%” por sua empresa, a CNLF, citada pela PF como possível veículo para recebimento de recursos ilícitos.

O senador também revelou que já trocou o triplex por uma mansão de alto padrão no Jardim Europa, bairro conhecido por concentrar imóveis milionários em São Paulo. A casa, de 878 metros quadrados, está sendo construída com projeto assinado pelo arquiteto Arthur Casas e contará com piscina aquecida, academia, SPA e espaço para festas com bar e mesa de DJ.

Segundo fontes ligadas à obra, Ciro e sua namorada, Lorena Furtado, participaram diretamente de alterações no projeto da mansão. O senador teria a intenção de usar o imóvel como uma “casa de negócios”. A negociação foi feita com o empresário Antônio Rocha Neto, conhecido como Rochinha, amigo de Ciro e atuante nos setores de educação e transportes.

As investigações apontam ainda que Ciro teria se tornado sócio indireto de Daniel Vorcaro em abril de 2024, quando a CNLF adquiriu 30% de ativos da Green Investimentos por R$ 1 milhão, apesar das ações serem avaliadas em R$ 13 milhões. Para a PF, o negócio gerou uma “vantagem negocial” de R$ 12 milhões ao senador enquanto ele defendia interesses do Banco Master no Congresso.

O Banco Master acabou liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, após o avanço da Operação Compliance Zero. Segundo a PF, cerca de 800 mil investidores serão ressarcidos pelo FGC em aproximadamente R$ 40 bilhões.

Após a operação, Ciro Nogueira afirmou nas redes sociais que sofre “perseguição política” e disse que tentam atingir sua imagem em períodos eleitorais. O senador declarou ainda que acusações semelhantes já teriam ocorrido em eleições anteriores e afirmou confiar na reação do eleitorado do Piauí.

Fonte: METRÓPOLES

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Segurança

Bruno Fernandes é preso após dois meses foragido e volta ao centro de caso que chocou o país

por Redação 8 de maio de 2026

O ex-goleiro Bruno Fernandes foi preso no fim da noite de quinta-feira (7), em São Pedro da Aldeia, após passar cerca de dois meses foragido da Justiça. Condenado pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, Bruno teve um mandado de prisão expedido em março por descumprir regras da liberdade condicional.

Segundo a Justiça, o ex-jogador viajou em fevereiro para o Acre sem autorização judicial para atuar pelo Vasco-AC e não retornou ao regime semiaberto quando determinado. O Ministério Público do Rio de Janeiro também apontou outras irregularidades, como falta de atualização de endereço por três anos, descumprimento de horários de recolhimento e viagens não autorizadas.

Entre os episódios citados está a presença do ex-atleta em um jogo no Maracanã e em um estádio de Minas Gerais, locais considerados incompatíveis com as restrições impostas pela Justiça.

Bruno foi condenado em 2013 a mais de 22 anos de prisão por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio. O crime teve repercussão internacional e marcou uma das páginas mais violentas e midiáticas do futebol brasileiro.

A investigação concluiu que Eliza foi assassinada após cobrar o reconhecimento de paternidade do filho que teve com o goleiro, Bruninho Samudio. Atualmente, Bruninho atua nas categorias de base do Botafogo.

Bruno permaneceu preso em regime fechado entre 2010 e 2019, quando conseguiu progressão para o semiaberto. Em 2023, recebeu liberdade condicional.

De acordo com a Polícia Militar, a prisão ocorreu no bairro Porto da Aldeia. O ex-goleiro não apresentou resistência e colaborou com os policiais durante toda a abordagem.

Inicialmente, Bruno foi levado para a 125ª Delegacia de Polícia. Depois, o caso foi encaminhado para a 127ª Delegacia de Polícia, responsável pelos procedimentos legais.

A operação foi realizada em conjunto pelo setor de inteligência do 25º BPM, em Cabo Frio, e pela Polícia Militar de Minas Gerais.

Fonte: G1

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Brasil

Renda do brasileiro bate recorde histórico e chega a R$ 3.367 em 2025, aponta IBGE

por Redação 8 de maio de 2026

A renda média dos brasileiros atingiu o maior nível da série histórica em 2025. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o rendimento médio mensal considerando todas as fontes chegou a R$ 3.367, alta real de 5,4% em relação a 2024, quando o valor era de R$ 3.195.

Os números fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua e mostram também avanço no número de brasileiros com alguma fonte de renda. No ano passado, 67,2% da população residente no país — cerca de 143 milhões de pessoas — receberam recursos vindos de trabalho, aposentadoria, programas sociais ou outras fontes.

O mercado de trabalho continua sendo o principal motor da renda nacional. Sozinha, a massa salarial dos trabalhadores alcançou R$ 361,7 bilhões por mês em 2025. Segundo o analista do IBGE, Gustavo Geaquinto Fontes, o país acumula quatro anos consecutivos de crescimento da renda do trabalho acima de 6% ao ano.

O rendimento médio mensal do trabalho chegou a R$ 3.560, com crescimento real de 5,7% em relação a 2024 e avanço de 11,1% na comparação com 2019, período anterior à pandemia da Covid-19.

Além dos salários, a pesquisa aponta que o orçamento das famílias brasileiras depende de diferentes fontes de renda. O trabalho representa renda para 47,8% da população. Já aposentadorias e pensões atendem 13,8%, enquanto programas sociais federais, como Bolsa Família e BPC-LOAS, alcançam 9,1% dos brasileiros.

Os dados também mostram forte desigualdade regional. O Sul registrou o maior rendimento domiciliar per capita do país, com média de R$ 2.734, seguido pelo Centro-Oeste, com R$ 2.712. O Sudeste aparece acima da média nacional, com R$ 2.669.

Na outra ponta, Norte e Nordeste continuam com os menores níveis de renda do país, com médias de R$ 1.558 e R$ 1.470, respectivamente. Apesar disso, as duas regiões acumulam os maiores crescimentos desde 2019, com altas de 33,6% no Norte e 23,8% no Nordeste.

O levantamento revela ainda que as desigualdades sociais permanecem elevadas. Pessoas brancas tiveram rendimento médio de R$ 4.577 em 2025, enquanto pessoas pretas receberam R$ 2.657 e pessoas pardas R$ 2.755.

As diferenças também aparecem entre homens e mulheres. Enquanto os homens tiveram rendimento médio mensal de R$ 3.921, as mulheres receberam R$ 3.085.

A escolaridade segue como o principal fator de impacto na renda. Trabalhadores sem instrução tiveram rendimento médio de R$ 1.518. Já entre pessoas com ensino superior completo, a média chegou a R$ 6.947 — mais de quatro vezes maior.

Fonte: G1

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Penduricalhos

STF aperta cerco contra supersalários e ameaça punir gestores por novos “penduricalhos”

por Redação 8 de maio de 2026

Os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes publicaram nesta sexta-feira (8) novas decisões para reforçar a proibição de manobras administrativas usadas para driblar o teto do funcionalismo público por meio dos chamados “penduricalhos”.

As medidas atingem o Poder Judiciário, Tribunais de Contas, Ministério Público, Advocacia Pública e Defensoria Pública. O teto salarial do funcionalismo corresponde atualmente ao salário de um ministro do STF: R$ 46.366,19.

Na última quarta-feira (6), o Supremo já havia reiterado a proibição absoluta da criação, implantação ou pagamento de parcelas remuneratórias ou indenizatórias que permitam remunerações acima do limite constitucional. Agora, os ministros reforçaram o entendimento ao vedar mudanças estruturais internas que possam gerar benefícios extras de forma indireta.

Na prática, o STF proibiu ações como alteração da classificação de comarcas, criação de novas gratificações, mudanças em regras de plantão e divisão artificial de funções para ampliar pagamentos adicionais. A Corte também apontou exemplos específicos considerados tentativas de contornar a decisão, como declarar regiões como locais de “difícil provimento” apenas para justificar adicionais salariais.

As decisões determinam ainda que todos os pagamentos sejam registrados em um único contracheque, refletindo exatamente os valores depositados nas contas dos servidores e membros atingidos pela medida.

O Supremo também endureceu o tom ao prever responsabilização penal, civil e administrativa de gestores que autorizarem novos pagamentos considerados irregulares. Entre os notificados estão presidentes de tribunais, procuradores-gerais, advogados-gerais e defensores públicos da União e dos estados.

Além disso, tribunais, Ministérios Públicos, Tribunais de Contas e Defensorias deverão publicar mensalmente em seus sites os valores recebidos por cada integrante, detalhando todas as rubricas pagas. Divergências entre os valores divulgados e os efetivamente depositados também poderão gerar punições.

A reação do STF ocorre após reportagens apontarem novas tentativas de criação de benefícios extras em órgãos públicos. Um dos casos citados envolve o Tribunal de Justiça do Paraná, que criou a função de “magistrado tutor”, prevendo pagamento adicional de até R$ 14 mil mensais para orientação de residentes jurídicos e estagiários.

Outra medida do tribunal paranaense criou unidades digitais com possibilidade de pagamento extra por acúmulo de jurisdição, chegando a até R$ 15 mil adicionais.

Em março deste ano, o STF já havia decidido que parcelas indenizatórias e auxílios criados por decisões administrativas, resoluções ou leis estaduais sem respaldo constitucional são inconstitucionais e devem ser interrompidos imediatamente.

A Corte também proibiu a conversão em dinheiro de benefícios como licença-prêmio e licenças compensatórias não autorizadas expressamente. Pela decisão, apenas verbas específicas continuam permitidas até que uma lei nacional regulamente o tema, incluindo diárias, ajuda de custo por mudança de domicílio, gratificação por comarca de difícil provimento e indenização limitada de férias não gozadas.

Fonte: G1

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PL da Dosimetria

Alcolumbre promulga Lei da Dosimetria e abre brecha para redução da pena de Bolsonaro

por Redação 8 de maio de 2026

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, promulgou nesta sexta-feira a chamada Lei da Dosimetria, medida que pode reduzir penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo a do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão no julgamento da trama golpista.

A nova lei será publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) e passou a valer após o Congresso derrubar o veto integral imposto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O veto havia sido assinado em 8 de janeiro deste ano, exatamente na data em que os ataques completaram três anos.

Na última quinta-feira (30), Câmara e Senado decidiram pela derrubada do veto presidencial. Na Câmara dos Deputados, foram 318 votos favoráveis e 144 contrários. Já no Senado, 49 parlamentares votaram pela derrubada, enquanto 24 foram contra. Para reverter o veto, eram necessários pelo menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado.

Após a derrota no Congresso, o Palácio do Planalto já articula uma reação no Supremo Tribunal Federal. O líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai, afirmou que a base governista pretende judicializar a decisão. Entre os argumentos estudados está o possível questionamento sobre o “fatiamento” do veto integral de Lula, procedimento considerado controverso por aliados do governo.

Mesmo com a movimentação política, integrantes do Planalto avaliam que o STF tende a evitar interferência direta na disputa entre Executivo e Legislativo, mantendo a decisão aprovada pelos parlamentares.

Antes da votação, Alcolumbre adotou uma manobra considerada incomum para evitar conflito entre a Lei da Dosimetria e a chamada Lei Antifacção, que endureceu regras para progressão de regime. O presidente do Senado retirou da análise um trecho do projeto que facilitaria a progressão para condenados por crimes graves, como feminicídio e crimes hediondos.

A estratégia funcionou como um “desmembramento” do veto presidencial. Como Lula havia vetado integralmente o texto, o procedimento padrão seria votar todo o projeto. Porém, ao declarar a “prejudicialidade” de um trecho específico, Alcolumbre impediu que a parte mais branda fosse reinserida automaticamente no ordenamento jurídico.

A medida foi vista como uma tentativa de preservar o endurecimento das regras para crimes graves, ao mesmo tempo em que garantia a aprovação da nova legislação sobre dosimetria das penas ligadas aos atos golpistas de 8 de janeiro.

Fonte: G1

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Brasil

PF prende suspeitos de esquema de migração ilegal aos EUA que movimentou R$ 240 milhões

por Redação 8 de maio de 2026

Uma operação da Polícia Federal contra grupos envolvidos em migração ilegal para os Estados Unidos prendeu quatro pessoas em Goiás nesta quinta-feira (7). Entre os alvos está Maria Helena de Sousa Netto Costa, apontada pela investigação como líder de um dos grupos criminosos que teria movimentado cerca de R$ 45 milhões.

Segundo a PF, os cinco grupos investigados movimentaram aproximadamente R$ 240 milhões entre 2018 e 2023. As organizações são suspeitas de promover entrada ilegal de brasileiros nos EUA, além de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Maria Helena foi presa em casa, em Goiânia. De acordo com a investigação, ela passou a ser monitorada em 2022, após um grupo de migrantes interceptado no aeroporto de Congonhas mencionar seu nome às autoridades.

A suspeita é sogra do vice-governador de Goiás, Daniel Vilela. Em nota, o político afirmou que a investigação não possui qualquer relação com ele, sua esposa ou o Governo de Goiás.

Outras três pessoas foram presas em Goiânia. Já no Amapá, dois suspeitos considerados chefes da organização não foram localizados e acabaram incluídos na lista da Interpol.

A Polícia Federal estima que mais de 600 pessoas possam ter sido levadas ilegalmente aos Estados Unidos ao longo de mais de duas décadas. Segundo as investigações, cada migrante pagava cerca de US$ 20 mil para participar do esquema.

Os grupos atuavam de forma estruturada e eram responsáveis por organizar toda a logística da viagem clandestina, incluindo saída do Brasil, passagem por países como México e Panamá e chegada ao território americano.

As investigações também apontaram atuação de integrantes em outros estados e no exterior, responsáveis por suporte logístico, recepção dos migrantes e intermediação financeira.

Além disso, a PF identificou indícios do uso de empresas de fachada, laranjas e esquemas de lavagem de dinheiro para ocultar a origem dos recursos movimentados.

A TV Anhanguera teve acesso a mensagens atribuídas a Maria Helena nas quais ela orientaria migrantes sobre as rotas ilegais. Em um dos trechos, a suspeita afirma que o caminho escolhido por ela teria maior taxa de sucesso na entrada clandestina nos EUA.

A defesa de Maria Helena afirmou que recebeu as medidas cautelares com surpresa e classificou a prisão preventiva como desnecessária. Os advogados disseram aguardar acesso integral aos autos para análise técnica do caso.

Em nota, Daniel Vilela afirmou que os fatos investigados remontam aos anos 2000 e reforçou que não há qualquer envolvimento dele ou do governo estadual nas apurações.

Fonte: G1

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Segurança

Terceirizado da Sabesp é preso suspeito de estuprar cliente durante atendimento em SP

por Redação 8 de maio de 2026

Um funcionário terceirizado da Sabesp foi preso na quarta-feira (6) suspeito de estuprar uma cliente durante a prestação de serviço na Cidade Líder, na Zona Leste de São Paulo.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o crime aconteceu no dia 29 de abril e é investigado pela 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). O suspeito, de 36 anos, foi localizado no bairro São Lucas, também na Zona Leste, após ser considerado procurado pela Justiça.

De acordo com a SSP, policiais militares foram acionados para atender a ocorrência e, no local, a vítima relatou que o homem se apresentou como prestador de serviço de uma concessionária para conseguir entrar no imóvel. Após o crime, ele fugiu.

A prisão ocorreu durante uma operação da Polícia Civil. O suspeito foi encaminhado à 8ª DDM, onde a captura foi formalizada.

Em nota, a Sabesp afirmou que acompanha o caso e disse colaborar integralmente com as investigações conduzidas pelas autoridades.

A companhia informou ainda que está oferecendo assistência psicológica, social e jurídica à vítima.

“A concessionária está prestando auxílio e proporcionando assistência psicológica, de assistência social e jurídica à vítima”, declarou a empresa.

A Sabesp também afirmou repudiar qualquer tipo de violência ou assédio e destacou que a segurança e o bem-estar de clientes e colaboradores são prioridade.

O caso reacende discussões sobre protocolos de identificação, fiscalização de prestadores terceirizados e segurança de clientes durante atendimentos realizados dentro de residências.

Fonte: G1

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Golpe

Golpe romântico com cantor inglês faz mulher perder R$ 50 mil no interior de SP

por Redação 8 de maio de 2026

Uma mulher de 57 anos, moradora de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, perdeu cerca de R$ 50 mil após acreditar que mantinha um relacionamento virtual com o cantor inglês James Blunt. O golpista se passou pelo artista durante um ano e três meses e convenceu a vítima a enviar dinheiro diversas vezes.

Segundo relato da mulher ao portal Metrópoles, o criminoso dizia que queria vir ao Brasil para conhecê-la pessoalmente, mas alegava enfrentar problemas com o empresário.

“Ele falou que queria vir ao Brasil me conhecer. O empresário dele falou que não podia deixar ele vir. Aí, ele falou pra mim: ‘Se você me arrumar R$ 3 mil, eu consigo o restante e vou’”, contou a vítima, que preferiu não ser identificada.

Para ajudar o suposto cantor, a mulher chegou a fazer um empréstimo bancário e transferiu R$ 3 mil. Depois disso, o golpista continuou inventando histórias para pedir mais dinheiro. Em uma delas, afirmou que desembarcou em São Paulo, mas teve as malas roubadas no aeroporto enquanto fazia uma refeição.

O contato começou após a mulher comentar em uma live do verdadeiro James Blunt. Pouco depois, recebeu uma mensagem do criminoso se passando pelo cantor. Em um momento de fragilidade emocional, após perder a mãe e o irmão, ela acabou acreditando no relacionamento.

Segundo a vítima, as conversas aconteciam diariamente e o suposto artista enviava fotos de shows, gravações e da rotina na Inglaterra. O golpista dizia estar separado da esposa e hospedado em um hotel em Londres.

Em outra fase do golpe, o falso James Blunt afirmou que estava no Brasil e pediu R$ 900 para pegar um táxi de São Paulo até São João da Boa Vista. No entanto, ele nunca apareceu. O criminoso alegava ter sido roubado por taxistas, dormir em postos de gasolina e rodoviárias e seguia solicitando transferências bancárias.

A mulher só começou a desconfiar após pesquisar na internet e descobrir que o verdadeiro James Blunt estava em turnê pela Europa naquele período. Depois disso, decidiu bloquear o criminoso.

Mesmo assim, segundo ela, o golpista ainda tenta contato por diferentes aplicativos. O caso foi registrado como estelionato.

A vítima afirmou que o golpe abalou profundamente sua saúde emocional e autoestima.

“Parece que a minha autoestima… Não tem mais autoestima. Parece que ele me deixou assim, para baixo, sabe? Sem vontade de fazer nada”, lamentou.

Fonte: METRÓPOLES

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