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Brasil

Comando Vermelho

CV investe em drones gigantes para transportar até 20 fuzis entre favelas do Rio

por Redação 21 de maio de 2026

Traficantes do Comando Vermelho (CV) passaram a utilizar drones de grande porte para transportar armas e drogas entre comunidades controladas pela facção no Rio de Janeiro. Segundo a polícia, os equipamentos têm capacidade para carregar até 80 quilos — o equivalente a cerca de 20 fuzis FAL ou AR-15.

A descoberta foi feita após a câmera de uma aeronave da Polícia Militar registrar um treinamento com um drone de aproximadamente três metros de comprimento no Complexo do Alemão, na Zona Norte da capital fluminense. A data do voo não foi divulgada pelas autoridades.

De acordo com informações da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria estadual de Segurança Pública, o treinamento estaria sendo conduzido por um brasileiro que retornou da guerra na Ucrânia, onde teria atuado como voluntário no conflito contra a Rússia. Segundo a investigação, ele também estaria repassando aos traficantes técnicas de combate militar aprendidas durante o período em que permaneceu no Leste Europeu.

Ainda segundo a polícia, o homem teria presenteado Edgar Alves de Andrade, o Doca, um dos integrantes da cúpula do CV, com uma placa balística usada por ele durante a guerra.

As imagens monitoradas pela polícia mostram pelo menos dez pessoas ao lado do drone momentos antes da decolagem. O equipamento utilizado é do tipo empregado em pulverização agrícola e transporte de carga, com autonomia de até 12 quilômetros e custo estimado em mais de R$ 200 mil.

Segundo os investigadores, a partir do Complexo do Alemão, os drones conseguem alcançar outras comunidades dominadas pelo CV, como Cidade de Deus, Jacarezinho, Complexo do Lins e Complexo do Chapadão. O equipamento também teria autonomia para percorrer o trajeto entre Gardênia Azul e Muzema, áreas estratégicas da facção na Zona Oeste do Rio.

A polícia afirma que o objetivo agora é impedir que a facção use os drones para ampliar o fluxo de armas e drogas sem risco de interceptação policial.

Os treinamentos estariam sendo realizados em áreas do Complexo do Alemão e do Complexo da Penha, locais apontados como esconderijos de integrantes da alta cúpula do CV ainda foragidos da Justiça. Entre eles estão Doca, Carlos da Costa Neves, conhecido como Gardenal, Pedro Paulo Guedes, o Pedro Bala, e Luciano Martiniano da Silva, o Pezão. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os quatro somam 82 mandados de prisão.

A utilização de militares ou ex-militares para operar drones da facção não é inédita. Em setembro de 2024, o então cabo da Marinha Rian Maurício Tavares foi preso pela Polícia Federal suspeito de operar drones para o CV. Segundo a investigação, uma dessas aeronaves teria sido usada para lançar granadas na Gardênia Azul meses antes.

Em outubro de 2025, drones menores voltaram a ser usados por criminosos durante uma operação policial nos complexos da Penha e do Alemão. Segundo a polícia, os equipamentos monitoravam movimentações de viaturas da Polícia Civil e Militar. O confronto durou cerca de nove horas e terminou com 117 suspeitos mortos e cinco policiais mortos.

Diante do avanço tecnológico do crime organizado, a Polícia Civil criou em maio de 2026 a Coordenadoria de Operações com Aeronaves Não Tripuladas (Coant), responsável por coordenar o uso de drones em ações de investigação e inteligência.

Os equipamentos adquiridos pela corporação foram importados da China e incluem drones com sensores térmicos, câmeras noturnas, reconhecimento facial, leitura de placas e capacidade de transmissão de imagens em tempo real para a Cidade da Polícia. Segundo a corporação, os investimentos em tecnologias e softwares de inteligência somam R$ 2,1 milhões nos últimos dois anos.

Fonte: OGLOBO

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Brasil

Justiça condena Airbus e Air France por tragédia do voo AF447 após 17 anos

por Redação 21 de maio de 2026

A Justiça francesa condenou nesta quinta-feira (21) a Airbus e a Air France por homicídios culposos no caso do voo AF447, acidente aéreo que matou 228 pessoas em 2009 durante a rota entre Rio de Janeiro e Paris. A decisão acontece quase 17 anos após a maior tragédia aérea da história da França.

O tribunal considerou as duas empresas como “únicas responsáveis” pelo desastre e aplicou a multa máxima prevista: 225 mil euros para cada companhia, valor equivalente a cerca de R$ 1,3 milhão. A decisão acompanha o entendimento apresentado pelo Ministério Público francês durante o julgamento, que durou oito semanas.

A condenação reverte a decisão de 2023, quando um tribunal inferior havia absolvido Airbus e Air France. Na ocasião, os magistrados reconheceram “imprudências” e “negligências”, mas afirmaram não existir nexo causal suficientemente comprovado entre as falhas e o acidente.

No entanto, o Ministério Público mudou seu posicionamento e, em novembro do ano passado, pediu formalmente a condenação das duas empresas por homicídios culposos.

Durante o julgamento, Airbus e Air France negaram responsabilidade criminal e sustentaram que o acidente ocorreu em razão de decisões equivocadas tomadas pelos pilotos durante uma situação de emergência em voo.

Familiares das vítimas acompanharam a leitura da sentença, encerrando mais um capítulo da longa disputa judicial que mobiliza parentes de passageiros e tripulantes franceses, brasileiros e alemães desde 2009.

Apesar da condenação, familiares classificaram as multas como simbólicas, já que representam apenas uma fração do faturamento das empresas. Ainda assim, associações de vítimas afirmaram que a decisão representa um reconhecimento oficial das falhas apontadas durante anos.

Advogados franceses avaliam que novos recursos ainda podem ser apresentados ao tribunal superior do país, prolongando o caso por mais alguns anos.

O voo AF447 desapareceu dos radares em 1º de junho de 2009, transportando passageiros de 33 nacionalidades. As caixas-pretas só foram encontradas dois anos depois, no fundo do Oceano Atlântico.

As investigações conduzidas pela BEA, agência francesa responsável por acidentes aéreos, concluíram em 2012 que a aeronave entrou em estol após os pilotos reagirem de forma incorreta ao congelamento das sondas Pitot, sensores responsáveis pela medição da velocidade do avião.

Segundo os investigadores, o Airbus A330-200 atravessava uma região de forte instabilidade climática próxima à Linha do Equador quando as sondas congelaram, comprometendo os dados de velocidade exibidos à tripulação.

A acusação apontou falhas tanto da Airbus quanto da Air France. A fabricante foi acusada de minimizar os problemas relacionados às sondas Pitot e de não alertar rapidamente as companhias aéreas sobre os riscos. Já a Air France foi responsabilizada por treinamento inadequado dos pilotos e falta de orientação clara às tripulações sobre situações semelhantes.

Para o Ministério Público, as falhas das duas empresas contribuíram diretamente para a ocorrência do acidente.

Fonte: G1

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Segurança

Deolane volta a ser presa e relembra operação bilionária de 2024 envolvendo jogos ilegais

por Redação 21 de maio de 2026

A nova prisão de Deolane Bezerra, realizada nesta quinta-feira, trouxe novamente à tona a operação policial que colocou a influenciadora atrás das grades em 2024, durante uma investigação sobre lavagem de dinheiro ligada a jogos de azar.

Na ocasião, Deolane foi presa no Recife em uma ação da Polícia Civil de Pernambuco que apurava um esquema suspeito de movimentar cerca de R$ 3 bilhões por meio de apostas ilegais e ocultação de patrimônio. A mãe da influenciadora, Solange Bezerra, também acabou detida durante a operação.

Segundo as autoridades, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 2,1 bilhões em ativos financeiros e autorizou o sequestro de bens dos investigados, incluindo carros de luxo e aeronaves.

Inicialmente, Deolane ficou presa na Colônia Penal Feminina do Recife. Dias depois, obteve habeas corpus e passou para prisão domiciliar, mediante medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica e proibição de conceder entrevistas ou se manifestar nas redes sociais.

A situação, porém, ganhou um novo capítulo logo após a saída da prisão. Ao deixar a unidade prisional, a influenciadora falou com jornalistas e publicou uma foto nas redes sociais com a boca coberta por uma fita adesiva em formato de “X”. O gesto foi interpretado pela Justiça como descumprimento das restrições impostas.

No dia seguinte, durante comparecimento ao fórum para assinatura dos documentos da prisão domiciliar, Deolane foi informada de que o benefício havia sido revogado. Na mesma noite, acabou transferida para a Colônia Penal Feminina de Buíque, no Agreste de Pernambuco.

O caso teve ampla repercussão nacional devido aos valores bilionários investigados e à exposição do patrimônio atribuído aos envolvidos.

Quase dois anos depois, Deolane voltou a ser alvo de uma grande operação policial. Desta vez, a investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista, teria sido usada pela cúpula da facção criminosa para movimentações financeiras ilegais.

Além de Deolane, a operação também teve como alvos Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC, o operador financeiro Everton de Souza, conhecido como “Player”, e familiares ligados à organização criminosa.

Fonte: OGLOBO

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Segurança

Deolane presa: bilhetes escondidos em presídio deram início à investigação sobre esquema do PCC

por Redação 21 de maio de 2026

A prisão da influenciadora Deolane Bezerra na Operação Vérnix, realizada nesta quinta-feira (21), teve origem em bilhetes e manuscritos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) encontrados há sete anos em um presídio de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo.

A operação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil investiga um esquema de lavagem de dinheiro que utilizava uma transportadora de cargas fantasma para movimentar recursos da facção criminosa. Segundo os investigadores, duas contas em nome de Deolane teriam sido usadas para receber valores ligados ao esquema.

De acordo com a investigação, a influenciadora também mantinha vínculos pessoais e comerciais com um dos gestores fantasmas da empresa investigada. A polícia afirma ainda não ter encontrado prestação de serviços compatível com os valores recebidos por ela.

Além de Deolane, a Justiça expediu mandado de prisão contra Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC e já preso no sistema federal.

As apurações começaram após agentes penitenciários encontrarem manuscritos escondidos em caixas de esgoto das celas de Gilmar Pinheiro Feitoza e Sharlon Praxedes da Silva, conhecido como “Maradona”, durante uma revista realizada em julho de 2019. Os documentos continham ordens internas da facção, referências a ataques contra servidores públicos e detalhes sobre o tráfico de drogas comandado dentro da penitenciária.

Durante a análise do material, investigadores identificaram menções a uma “mulher da transportadora”, apontada como responsável por levantar endereços de agentes públicos para possíveis ataques planejados pela organização criminosa. A partir disso, foi aberto um novo inquérito para investigar a ligação entre a empresa e o PCC.

As investigações concluíram que a transportadora funcionava como empresa de fachada para lavagem de dinheiro da facção. Ao todo, a Justiça expediu seis mandados de prisão preventiva, além de buscas e apreensões. Também foram determinados bloqueios de R$ 357,5 milhões e de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões. No caso de Deolane, o bloqueio judicial alcança R$ 27 milhões em bens e valores.

Em 2021, a Operação Lado a Lado aprofundou as investigações após a apreensão do celular de Ciro Cesar Lemos, apontado como operador financeiro do esquema. Segundo a polícia, o aparelho revelou movimentações ligadas à empresa Lado a Lado Transportes, usada para administrar recursos da cúpula do PCC.

Os investigadores afirmam que o celular continha imagens de depósitos feitos para contas de Deolane e de Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado como operador financeiro da facção. A polícia sustenta que valores da transportadora eram destinados a Marcola, ao irmão dele Alejandro Camacho e a familiares por meio de contas ligadas aos investigados.

Entre os familiares citados estão Alejandro Camacho, já preso em Brasília; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola presa na Espanha; e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, alvo de mandado de prisão e que estaria na Bolívia.

Segundo o relatório policial, entre 2018 e 2021 Deolane recebeu R$ 1.067.505 em depósitos fracionados inferiores a R$ 10 mil, prática conhecida como “smurfing”, utilizada para dificultar o rastreamento financeiro. As investigações também identificaram quase 50 depósitos destinados a duas empresas ligadas à influenciadora, totalizando R$ 716 mil.

A polícia afirma não ter encontrado comprovação de serviços jurídicos ou operações comerciais que justificassem os valores movimentados. Para os investigadores, a imagem pública e as empresas da influenciadora teriam sido usadas como “camadas de aparente legalidade” para ocultar recursos da facção criminosa.

Ao autorizar as prisões, a Justiça apontou risco de destruição de provas, ocultação de patrimônio, interferência nas investigações e possível fuga dos investigados.

Fonte: G1

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Brasil

Catarinense Isabella Diener garante vaga na final da Copa do Mundo de patinação artística na Itália

por Redação 19 de maio de 2026

A catarinense Isabella Diener está confirmada na grande final da Copa do Mundo de patinação artística. A atleta assegurou classificação após a etapa de Garmisch-Partenkirchen, na Alemanha, e agora disputará a decisão entre os dias 1º e 7 de junho, em Cesena, na Itália.

Isabella terminou a etapa alemã na sexta colocação e ficou entre as oito melhores do circuito, critério necessário para avançar à final da competição internacional.

A patinadora já vinha de uma sequência positiva de resultados. Na etapa de Buenos Aires, na Argentina, ela chamou atenção ao subir da oitava posição e conquistar a medalha de prata na classificação geral após a apresentação no programa longo.

Após confirmar a vaga, a atleta celebrou o desempenho e destacou o orgulho de representar o Brasil e o estado de Santa Catarina no cenário internacional.

— Para mim é uma honra representar meu Estado e o Brasil, e poder mostrar para o mundo todo o trabalho que estamos fazendo — afirmou Isabella.

A atleta também ressaltou sua preparação mental antes das apresentações, destacando o foco como parte essencial da performance.

— Antes de entrar em pista, eu sempre lembro de uma frase que é muito importante para mim: “Entrar para fazer!”. Porque tudo o que está no meu programa foi muito bem trabalhado — disse.

Com a classificação, Isabella entra na elite da competição e disputará o título mundial na Itália contra as melhores patinadoras do circuito.

Fonte: GE

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Entretenimento

Cristiano Ronaldo acumula fortuna bilionária e ostenta mansões, carros de luxo e jatinho particular

por Redação 19 de maio de 2026

Muito além dos recordes dentro de campo, Cristiano Ronaldo consolidou uma das maiores fortunas já vistas no esporte mundial. Aos 41 anos, o atacante português é apontado por rankings internacionais como Bloomberg e Forbes como um dos primeiros atletas do futebol a atingir o status de bilionário ainda em atividade.

A fortuna do jogador é estimada em cerca de US$ 1,4 bilhão, o equivalente a aproximadamente R$ 7,5 bilhões. O patrimônio é resultado de uma combinação de salários elevados, contratos publicitários globais e investimentos fora dos gramados.

Parte do interesse em torno de Cristiano Ronaldo está na exposição controlada de sua rotina luxuosa, frequentemente compartilhada nas redes sociais. Viagens, carros, imóveis e momentos com a família costumam viralizar e ampliar a curiosidade sobre seu estilo de vida.

Um dos principais destaques é sua mansão em Cascais, região nobre de Portugal. A propriedade é considerada uma das mais luxuosas do país e inclui estrutura de alto padrão, com design moderno e sistemas automatizados.

O imóvel conta ainda com academia profissional, spa, sauna, piscina aquecida, cinema privativo e até um campo de futebol exclusivo, utilizado pelo atleta para manter sua rotina de treinos.

Outro ponto que chama atenção é a garagem da residência, projetada para abrigar cerca de 20 veículos. Cristiano possui uma coleção de supercarros que inclui marcas como Bugatti, Ferrari, Rolls-Royce, Lamborghini e McLaren, alguns avaliados em milhões de dólares.

Além da casa principal, o jogador também possui uma cobertura em Lisboa, imóveis na Ilha da Madeira e propriedades em outros países europeus, reforçando seu perfil de investidor no mercado imobiliário.

Fora dos campos, grande parte da renda vem de contratos comerciais e da marca própria CR7, que inclui hotéis, perfumes, roupas, academias e outros produtos. O atleta também mantém contrato vitalício com a Nike e parcerias globais com grandes empresas.

Desde sua ida para o Al-Nassr, na Arábia Saudita, Cristiano passou a figurar entre os atletas mais bem pagos do mundo, com um acordo que envolve salário, direitos de imagem e projetos ligados ao esporte e turismo no país.

Nas redes sociais, onde tem uma das maiores audiências do planeta, o jogador transforma a própria rotina em vitrine de sucesso, exibindo parte de seu patrimônio e estilo de vida, o que reforça sua imagem global de disciplina, luxo e exclusividade.

Fonte: GE

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Saúde

Café aumenta a pressão? Estudos mostram efeito temporário, mas baixo risco de hipertensão

por Redação 19 de maio de 2026

O café pode provocar aumento temporário da pressão arterial, mas não há evidências consistentes de que o consumo moderado da bebida cause hipertensão. É o que indicam pesquisas que analisaram centenas de milhares de pessoas ao longo dos anos.

A cafeína age como estimulante do sistema cardiovascular, podendo acelerar os batimentos cardíacos e contrair vasos sanguíneos, especialmente em pessoas que não consomem café com frequência ou que já têm pressão alta. O efeito, no entanto, tende a ser passageiro.

A pressão arterial é medida por dois valores: a sistólica (quando o coração se contrai) e a diastólica (quando relaxa). Valores abaixo de 120/80 mm Hg são considerados normais. Quando atingem ou ultrapassam 140/90 mm Hg de forma constante, configuram hipertensão.

A doença é considerada silenciosa porque geralmente não apresenta sintomas, mas aumenta o risco de infarto, AVC e complicações renais. Estima-se que cerca de 31% dos adultos tenham hipertensão, e metade não saiba disso.

Após o consumo de café, os níveis de cafeína no sangue atingem o pico entre 30 minutos e duas horas, com efeito que pode durar de três a seis horas. Nesse período, a pressão pode subir de forma leve a moderada.

Revisões científicas indicam que a cafeína pode elevar a pressão sistólica entre 3 e 15 mm Hg e a diastólica entre 4 e 13 mm Hg logo após o consumo. O impacto tende a ser maior em pessoas com hipertensão ou doenças cardiovasculares.

Apesar disso, estudos de longo prazo com cerca de 315 mil participantes não encontraram relação direta entre consumo de café e maior risco de desenvolver pressão alta. Em alguns casos, até foi observada possível redução de risco, embora com ressalvas metodológicas.

Outro estudo, realizado no Japão, acompanhou adultos por quase duas décadas e encontrou maior risco de morte cardiovascular apenas em pessoas com hipertensão grave que consumiam duas ou mais xícaras por dia. Em indivíduos com pressão normal ou leve, essa associação não foi observada.

Além da cafeína, o café contém compostos como melanoidinas e ácido quínico, que podem ter efeitos benéficos sobre a regulação da pressão e a saúde dos vasos sanguíneos.

A conclusão geral dos especialistas é que, para a maioria das pessoas, não há necessidade de abandonar o café. A recomendação é moderação e atenção ao histórico de saúde individual.

Entre as orientações estão evitar cafeína antes de medir a pressão, reduzir o consumo à noite quando houver impacto no sono e limitar a ingestão a cerca de quatro xícaras por dia. Pessoas com hipertensão mais grave devem buscar orientação médica.

Fonte: OGLOBO

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Saúde

Nova NR-1 pode gerar multas acima de R$ 200 mil para empresas que ignorarem saúde mental

por Redação 19 de maio de 2026

A partir de 26 de maio, empresas brasileiras passarão a ser fiscalizadas pela nova Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que inclui oficialmente os riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). A medida obriga companhias, especialmente as com mais de cem funcionários, a adotarem ações concretas de prevenção ao adoecimento mental no ambiente de trabalho.

Com a mudança, saúde mental deixa de ser tratada como benefício opcional e passa a integrar as exigências legais de segurança do trabalho. O descumprimento pode resultar em multas entre R$ 670 e R$ 100 mil por infração. Em casos graves ou com irregularidades acumuladas, os valores podem ultrapassar R$ 200 mil.

Especialistas avaliam que boa parte das empresas de médio porte ainda não está preparada para a nova exigência. Para a professora Ana Carolina Motta, da Unigranrio/Afya, a principal dificuldade não é técnica, mas cultural.

Segundo ela, ainda existe forte estigma em torno de transtornos como ansiedade, depressão e exaustão emocional. Muitos trabalhadores enxergam o sofrimento mental como fraqueza individual, enquanto empresas deixam de reconhecer o problema como consequência do ambiente organizacional.

“Sinalizar para a empresa que está passando por questões de exaustão, de depressão, de assédio moral acaba sendo erroneamente percebido pelo funcionário como uma fraqueza dele”, afirma Motta.

A nova norma permite que fatores como assédio moral, metas abusivas, conflitos internos e ambientes tóxicos passem a ser tratados com a mesma seriedade aplicada a riscos físicos e químicos.

A psicóloga Ana Carolina Peuker, pesquisadora e coordenadora da adaptação da ISO 45003 no Brasil, explica que a NR-1 não tem foco no diagnóstico individual de doenças, mas sim na identificação das causas organizacionais do sofrimento.

“A empresa, às vezes, acha que a norma está relacionada ao controle das emoções ou a alguma questão de saúde mental do indivíduo, quando, na realidade, os fatores de risco psicossociais são aspectos da própria empresa”, afirma.

Entre os principais sinais de ambientes tóxicos estão aumento da rotatividade de funcionários, crescimento de afastamentos por transtornos mentais, absenteísmo elevado, conflitos frequentes e queda no engajamento das equipes.

Especialistas alertam ainda que a falta de documentação dos riscos no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) pode enfraquecer a defesa das empresas em processos judiciais.

Além das multas administrativas, o Ministério Público do Trabalho poderá mover ações civis públicas por dano moral coletivo e até interditar setores ou empresas em casos extremos.

Para cumprir a norma, especialistas recomendam que as empresas realizem diagnósticos internos, utilizem pesquisas organizacionais, acompanhem indicadores de saúde mental, capacitem lideranças e mantenham registros formais das medidas adotadas.

Fonte: revistapegn

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caso Master

Renan diz que Vorcaro fez 24 visitas ao BC na gestão Campos Neto e chama caso Master de “maior escândalo do planeta”

por Redação 19 de maio de 2026

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou nesta terça-feira que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, realizou 24 visitas ao Banco Central durante a gestão de Roberto Campos Neto, encerrada em 2024. Segundo o senador, os encontros somaram 21 horas e 45 minutos de permanência na instituição.

De acordo com Calheiros, a reunião mais longa ocorreu em 30 de outubro de 2024, das 9h às 12h38, totalizando 2 horas e 44 minutos dentro do BC. O senador afirmou que os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

Durante audiência na CAE com o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, Renan classificou o caso envolvendo o Banco Master como o “maior escândalo financeiro do planeta”.

Em resposta, Galípolo afirmou que não participou da maior parte das reuniões relacionadas ao caso Master porque, até dezembro de 2024, ocupava a diretoria de Política Monetária e não estava diretamente envolvido no tema.

Ainda assim, o presidente do BC reconheceu que a frequência das reuniões refletia a complexidade da situação do banco.

“É super comum que bancos que estejam em dificuldade tenham reuniões longas e extensas”, declarou Galípolo.

O presidente do Banco Central afirmou ainda que surgiram diversas comunicações indicando um cenário de “asfixiamento financeiro” do grupo Master. Segundo ele, o BC adotou um acompanhamento mais próximo justamente por causa da gravidade da situação.

Galípolo informou que, ao longo de 2025, o Banco Master registrou captação líquida negativa de R$ 11,5 bilhões. Segundo os dados apresentados, a captação líquida coberta pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ficou negativa em R$ 9 bilhões, enquanto houve um aporte de R$ 2,5 bilhões.

Durante a audiência, Galípolo também negou que o Banco Central tenha atuado para facilitar a venda do Master ao Banco de Brasília (BRB).

“Seria preciso não ter TV a cabo ou acesso à internet para concluir que o Banco Central trabalhou para viabilizar a venda do Master ao BRB”, afirmou.

Ele ainda agradeceu à imprensa e disse que a reação pública e jornalística contra a operação foi determinante.

“Poucas vezes eu vi uma reação tão rápida e virulenta contra decisões de uma instituição como o Banco Central como a rejeição da compra do BRB e a liquidação do Master”, declarou.

Galípolo afirmou que o Banco Central e seus servidores sofreram pressão e ataques após rejeitarem a operação. Segundo ele, houve até propostas para afastar a diretoria da instituição após a decisão.

“Coincidentemente, na semana em que o BC rejeitou compra do BRB foi colocada proposta de voto para mandar embora o presidente do BC e seus diretores”, disse.

O presidente do BC também defendeu a atuação do Fundo Garantidor de Crédito, afirmando que o FGC agiu corretamente ao honrar os pagamentos que venciam no período de crise.

Galípolo revelou ainda que, em novembro de 2024, antes de assumir a presidência do Banco Central, o Banco Master já havia recebido prazo de seis meses para se adequar às exigências de governança, capital e liquidez.

Fonte: valor

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Bolsonaro

Vorcaro bancou mais de 90% de filme sobre Bolsonaro e prisão abalou produção

por Redação 19 de maio de 2026

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi responsável por mais de 90% dos recursos utilizados no filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A informação foi confirmada pela produtora Karina Ferreira da Gama, dona da GoUp, em entrevista exclusiva à GloboNews e à TV Globo.

Segundo Karina, o orçamento já executado do longa está em cerca de US$ 13 milhões. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, já havia admitido que Vorcaro aportou pouco mais de US$ 12 milhões no projeto, valor que representa aproximadamente 92% do custo atual da produção.

A produtora afirmou que o filme está em fase de pós-produção, com trabalhos de efeitos especiais e sonorização, e ainda necessita de recursos, embora em menor escala.

Karina relatou que a prisão de Vorcaro provocou uma corrida em busca de novos apoiadores financeiros para evitar a paralisação das filmagens.

“Quando ele foi preso, a gente já estava filmando. Eu tinha folha de pagamento para pagar, eu já tinha profissionais para pagar. E nenhum deles sentiu o impacto porque todo mundo arregaçou as mangas”, afirmou.

Segundo ela, integrantes da equipe passaram a buscar apoio junto à iniciativa privada para manter o projeto em andamento. A última gravação de “Dark Horse” ocorreu em 8 de dezembro de 2025, 21 dias após a primeira prisão do banqueiro.

Karina também afirmou que Vorcaro atuava como intermediador dos recursos, e não como investidor direto. De acordo com a produtora, Flávio Bolsonaro procurou o banqueiro em 2024, quando ainda não havia acusações públicas contra ele.

Em declarações anteriores, no entanto, Flávio citou Vorcaro como investidor e patrocinador do filme.

A produtora disse ainda que a GoUp não recebeu dinheiro diretamente de Vorcaro nem de empresas ligadas ao banqueiro. Segundo Karina, os valores chegaram à produtora por meio do fundo Heavengate, sediado nos Estados Unidos e administrado pelo advogado Paulo Calixto, aliado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Apesar disso, investigações da Polícia Federal apontam que a empresa Entre Investimentos e Participações, ligada a Vorcaro, seria a origem dos recursos utilizados no longa.

Karina também revelou que outra empresa dela, a Academia Nacional de Cultura, recebeu R$ 2,4 milhões em emendas PIX para produzir a série documental “Heróis Nacionais – Filhos do Brasil que não se rendem”, sobre figuras históricas como José de Anchieta e Dom Pedro I.

As emendas foram destinadas pelos deputados Marcos Pollon (PL-MS), com R$ 1 milhão; Bia Kicis (PL-DF), R$ 150 mil; Alexandre Ramagem (PL-RJ), R$ 500 mil; e Carla Zambelli (PL-SP), R$ 750 mil.

Segundo Karina, o projeto não avançou após o bloqueio da emenda enviada por Carla Zambelli. A decisão foi tomada pelo ministro Flávio Dino, do STF, por descumprimento de requisitos estabelecidos para emendas PIX. De acordo com a produtora, o bloqueio inviabilizou a série.

Fonte: G1

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