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Categoria:

Saúde

SUS

Comissão do Ministério da Saúde é contra oferta do Wegovy e Saxenda no SUS; sociedade médica critica falta de opções de tratamento

por Redação 15 de maio de 2025

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) recomendou barrar a inclusão dos medicamentos Wegovy (semaglutida) e Saxenda (liraglutida) na rede pública de saúde para o tratamento da obesidade. Os remédios são conhecidos como canetas emagrecedoras.

A reunião do Conitec aconteceu no dia 8 de maio, mas o vídeo do encontro só foi publicado nesta terça-feira (13) no canal do órgão no Youtube.

Os membros da comissão fizeram a apreciação inicial do pedido de inclusão da semaglutida para o tratamento da obesidade graus dois e três em pacientes sem diabetes com idade a partir de 45 anos e com doença cardiovascular estabelecida. Eles recomendaram o encaminhamento à consulta pública, mas com parecer desfavorável.

No caso da liraglutida, a apreciação inicial foi para a inclusão no tratamento da obesidade e diabetes mellitus tipo 2. A recomendação e o parecer foram iguais ao da semaglutida.

A partir de julho, por decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), será obrigatória a retenção de receita médica para venda de medicamentos como Ozempic, Wegovy, Saxenda e similares.

Custo elevado para o SUS
O custo elevado dos medicamentos foi uma das justificativas da comissão para dar parecer contrário. A análise de impacto financeiro apresentado na reunião mostrou que a inclusão da semaglutida representaria um gasto de, no mínimo, R$ 3,4 bilhões em cinco anos, podendo chegar até R$ 7 bilhões.

Outro argumento foi que, para a utilização eficaz desses medicamentos, é necessário um acompanhamento especializado como suporte psicológico e mudanças no estilo de vida, por exemplo. Isso, segundo a Conitec, poderia dificultar a implantação em larga escala no SUS.

Para Maria Edna de Melo, membro da Comissão de Relações Institucionais e Políticas Públicas da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a decisão do Conitec preocupa porque os pacientes do SUS vão continuar sem acesso a tratamento por meio dos medicamentos. “O que se tem de tratamento estruturado para obesidade, hoje, é a cirurgia bariátrica, mas conseguir uma é muito difícil”, diz a especialista.

O que acontece agora
O parecer da Conitec não é definitivo. As contribuições recebidas durante a consulta pública serão incluídas em um relatório técnico. Esse documento é analisado pela comissão, que pode confirmar ou mudar o parecer contrário inicial.

A decisão, então, é encaminhada para a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Sectics), responsável pela Política Nacional de Ciência e Tecnologia em Saúde.

Poderá haver novas audiências públicas e outra discussão na Conitec, mas a decisão final é da Sectics.

Fonte: G1 

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Saúde

Tadalafila: para que serve, como age e quais os riscos do medicamento contra disfunção erétil que foi incluído em bala gummy

por Redação 15 de maio de 2025

A tadalafila é um dos medicamentos mais conhecidos para o tratamento da disfunção erétil, mas também possui usos aprovados para outras condições clínicas, como hiperplasia prostática benigna e hipertensão arterial pulmonar (HAP). Comercializada sob nomes como Cialis e Adcirca, pertence à classe dos inibidores da enzima fosfodiesterase tipo 5 (PDE-5), a mesma da sildenafila (Viagra).

Na quarta-feira (14), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma resolução que proíbe a distribuição, fabricação, manipulação, propaganda e uso do medicamento Metbala, à base de tadalafila.

“Cuidado! A automedicação coloca sua vida em risco. Esses produtos não são inofensivos. Quem faz a propaganda de produtos irregulares também comete infração sanitária e está sujeito a penalidades, incluindo multas”, informou a Anvisa.

O uso da tadalafila no Brasil ganhou ainda mais destaque após ser mencionada por celebridades e incorporada até mesmo em letras de músicas populares. No entanto, entidades como o Conselho Federal de Farmácia (CFF) e órgãos de saúde pública alertam para o uso recreativo indevido da substância — o que pode trazer riscos importantes à saúde, especialmente sem acompanhamento médico.

Como age e quando é indicada
A tadalafila relaxa os vasos sanguíneos e aumenta o fluxo de sangue, facilitando a ereção durante a estimulação sexual. Além da disfunção erétil, também pode ser indicada para:

Hiperplasia prostática benigna (HPB): alivia sintomas como jato urinário fraco e necessidade de urinar várias vezes à noite;
Hipertensão arterial pulmonar (HAP): melhora a capacidade funcional em pacientes com pressão elevada nas artérias pulmonares (em formulação específica).
No caso da HAP, a Conitec recomendou não incorporar o medicamento ao SUS, após avaliar que não há superioridade clínica frente à sildenafila e que o custo por paciente seria significativamente mais alto.

Popularidade e riscos do uso indevido
Um relatório da consultoria Close-Up International, divulgado pela BBC, aponta que a tadalafila ficou em terceiro lugar entre as moléculas mais vendidas no ano de 2024, atrás apenas de losartana e metformina. Levantamento feito pela Anvisa mostrou que foram vendidas 21,4 milhões de caixas de tadalafila no país em 2020. Três anos depois, esse número havia subido para 47,2 milhões.

A substância virou tema de músicas, sendo a canção “Tadalafila”, lançada por Os Barões da Pisadinha e Alanzim Coreano, uma das mais virais: “Sabe qual é o segredo pra aguentar a noite todinha? Tadalafila! Tadalafila!”

Especialistas apontam que esse tipo de conteúdo pode incentivar o uso recreativo e sem prescrição, especialmente entre homens jovens saudáveis, o que representa um grave risco à saúde pública. De acordo com o CFF, o crescimento da exposição midiática coincidiu com um aumento de 38,9% nas vendas do medicamento em 2023.

Uso nas academias e mito do ganho muscular
Nos últimos anos, a tadalafila passou a ser usada por frequentadores de academias — homens e mulheres — como um suposto aliado no ganho de massa muscular, embora não haja comprovação científica que sustente essa finalidade.

A justificativa para esse uso fora da bula parte da ideia de que a substância promoveria relaxamento do endotélio, a camada interna das artérias, favorecendo o aumento do fluxo sanguíneo durante o exercício. Esse aumento da irrigação nos músculos seria, segundo essa teoria, um estímulo para a hipertrofia.

Em fevereiro, o Profissão Repórter conversou com médicos que prescrevem tadalafila para a prática de exercícios.

Efeitos adversos e contraindicações
O uso da tadalafila pode causar:

Dor de cabeça, dor nas costas, rubor facial, dores musculares, congestão nasal e indigestão;
Efeitos graves como priapismo, perda de audição ou visão, queda de pressão arterial e eventos cardiovasculares.
É contraindicada para:

Pacientes que utilizam nitratos (para angina, por exemplo);
Indivíduos com doença cardíaca que contraindique atividade sexual;
Pessoas com hipersensibilidade à substância.
“O paciente de qualquer idade, jovem, adulto ou mesmo um senhor de idade, que não tem nenhum tipo de disfunção erétil, a droga é absolutamente contraindicada”, explica Joaquim Francisco de Almeida, coordenador da Câmara Técnica de Urologia do Cremesp.

Prescrição obrigatória e risco de dependência psicológica
A tadalafila é um medicamento de tarja vermelha e exige receita médica obrigatória. O uso sem avaliação profissional — motivado por modismos ou busca por desempenho sexual — pode mascarar doenças de base e levar à dependência psicológica.

Fonte: G1 

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Saúde

Efeito sanfona: como a ciência explica o vai e vem do peso?

por Redação 12 de maio de 2025

Engorda, emagrece, engorda de novo. O chamado efeito sanfona é mais comum do que se imagina — e não tem a ver apenas com força de vontade. O Fantástico deste domingo (11) acompanhou, por quatro meses, a rotina de uma paciente que vive esse ciclo desde a infância. A reportagem mostrou como fatores biológicos e hormonais podem influenciar diretamente no desafio de manter o emagrecimento.

A biologia por trás do efeito sanfona
O endocrinologista Bruno Halpern, pesquisador da Unicamp, explica que o corpo humano tem mecanismos que dificultam a manutenção do peso após o emagrecimento.

“Os neurônios que controlam a fome são super ativados nas pessoas magras, nas pessoas obesas não funciona tanto isso. O sinal de saciedade na pessoa portadora de obesidade é menor e depois que ela emagrece não fica perfeito como uma pessoa magra e estudos que sucederam nosso estudo mostram que existe inclusive morte de neurônios e esse mecanismo nunca mais se recupera perfeitamente”, afirma.
Além disso, o tecido adiposo — onde ficam as células de gordura — produz menos leptina após o emagrecimento. Esse hormônio é responsável por sinalizar saciedade ao cérebro.

“É como se o corpo soltasse as rédeas e incentivasse a pessoa a comer mais”, explica Halpern.
Um estudo recente do Instituto de Tecnologia de Zurique, na Suíça, revelou que as células de gordura “lembram” da obesidade passada. Mesmo após a perda de peso, elas mantêm a predisposição genética para voltar ao tamanho anterior.

Tratamento e esperança
Tatiana tem 46 anos e está com índice de massa corporal acima de 30, o que caracteriza a obesidade. Ela chegou a ter um princípio de infarto.

“Minha pressão estava quase 24. Foi quando eu acordei para a vida”, conta.
Ela iniciou tratamento pelo SUS, mas depois buscou ajuda de um nutrólogo particular. Com acompanhamento médico, reorganização alimentar e uso de medicamentos — como as chamadas “canetinhas” emagrecedoras — ela começou a ver resultados.

Em 60 dias, perdeu quase 6 quilos e reduziu medidas importantes.

“Essa gordura abdominal é a mais perigosa, aumenta o risco cardiovascular”, explica o nutrólogo Dr. Athos.
A força do ambiente e do comportamento
A obesidade é influenciada por três fatores principais: comportamento, genética e ambiente. O Dr. Alfio, nutrólogo de Tatiana, compartilha sua própria experiência com os pacientes.

“Eu já pesei 140 quilos. Precisei me conhecer e mudar o ambiente ao meu redor”, diz.
Tatiana também mudou. Passou a planejar as refeições e a se movimentar mais.

“Se você deixa pra escolher o que comer no meio do dia, vai acabar pegando um salgadinho. Ele tem gordura, sal e açúcar — tudo que estimula o sistema de recompensa do cérebro”, alerta o médico.

Fonte: FANTÁSTICO 

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Saúde

Saiba qual é o item usado diariamente que pode ser 75 vezes mais sujo que vaso sanitário

por Redação 12 de maio de 2025

Você já parou para pensar qual é o objeto mais sujo da sua casa? Se você apostou no assento do vaso sanitário, errou feio. Segundo estudos recentes, um item doméstico comum — e usado o tempo todo — pode abrigar até 75 vezes mais bactérias do que o próprio vaso do banheiro: o sofá!

Todos os dias, você e seus familiares, visitas, e até mesmo os pets usam o sofá. O número elevado de bactérias se dá por partículas de restos de alimentos, pele morta, entre outras coisas que se acumulam no local — e nós nem percebemos. São mais de 500 mil bactérias aeróbicas mesófilas por 100cm quadrados. Já o vaso sanitário tem “apenas” 6.800 bactérias deste tipo por 100cm quadrados, enquanto o lixo da cozinha soma 6.000.

Outros itens que podem te surpreender são o notebook, capaz de carregar 5.800 bactérias aeróbicas mesófilas por 100cm quadrados, e o controle remoto de televisão, com 3.700. Outro exemplo é a maçaneta de portas, que apresenta 1.800 desses microrganismos por 100cm quadrados.

Como manter a higiene em casa?
De acordo com recomendações do Ministério da Saúde, as medidas básicas para manter sua casa higienizada são:

Lave bem as mãos: Capriche na lavagem. Esfregue dedos, unhas, punhos, palma e dorso com água e sabão. E nada de toalha de pano — seque com papel descartável para evitar acúmulo de bactérias.

Álcool gel é seu aliado: Além de higienizar as mãos quando não der para lavar, o álcool 70% também serve para desinfectar objetos que você vive encostando, como celular, teclado, controle remoto, maçaneta, etc.

Evite o tocar no rosto: Sabia que a gente encosta no rosto sem perceber dezenas de vezes por dia? Evite levar a mão aos olhos, nariz e boca sem garantir que ela está limpa — é por aí que muitos vírus e bactérias entram no corpo.

Como limpar seu sofá?
Aposte em uma mistura simples de água morna com vinagre branco e algumas gotinhas de detergente neutro. Umedeça um pano limpo (não encharque!) e passe suavemente sobre o tecido. Finalize com um pano seco. E se o sofá for de couro, vale usar um hidratante específico depois da limpeza.

Fonte: r7 

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Saúde

Família encontra escorpião mais perigoso do Brasil dentro de casa: “Atrás do berço do bebê”

por Redação 8 de maio de 2025

Uma família de Foz do Iguaçu, no Paraná, levou um susto ao encontrar um escorpião preso no rodapé da parede da casa. E a preocupação foi ainda maior por encontrarem o aracnídeo em um lugar próximo ao berço de Helena Liz, de apenas 1 ano. O escorpião foi identificado como tityus serrulatus, também conhecido como escorpião amarelo, que é considerada a espécie mais perigosa do Brasil, podendo ser letal principalmente para crianças pequenas.

Em vídeo viral, a mãe, a dona de casa Milena Ketlin Deniz dos Santos, de 19 anos, mostra o momento em que seu sogro quebra o rodapé e já é possível ver um pedaço da cauda e o ferrão do animal aparecendo. Logo depois, um escorpião amarelo sai e o marido de Milena, que já estava a postos, mata o animal com um chinelo. Em seguida, eles pegam o aracnídeo com um alicate e o colocam em um pote de vidro com outro escorpião amarelo que tinham encontrado na sala, mais cedo, naquele mesmo dia. Então, examinam o local e percebem que há pequenos buracos na parede, por onde o animal pode ter entrado.

Publicado em 26 de abril, o vídeo viralizou, alcançando mais de 4,4 milhões de visualizações. Os internautas ficaram chocados com a cena. “Novo pânico desbloqueado com sucesso”, diz um. “Pronto, agora eu estou correndo e verificando cada canto do rodapé daqui de casa”, conta outro. “Meu Deus, que perigo”, escreve um terceiro.

‘Já apareceram várias espécies de tamanhos diferentes’
Essa não foi a primeira vez que Milena encontrou escorpiões na sua casa. “Nos mudamos para essa casa em junho de 2023. Dia 17 de agosto de 2023 achamos o primeiro escorpião. Chamamos o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e fizemos a abertura do prontuário”, diz a mãe em entrevista à CRESCER. No entanto, nada foi feito e os escorpiões continuaram a aparecer. “Desde agosto de 2023 aparecem escorpiões. Já apareceram várias espécies de tamanhos diferentes”, afirma.

No dia anterior, o casal tinha encontrado um escorpião no quarto deles e, no mesmo dia em que encontrou o escorpião no rodapé, a mãe de Milena já havia achado outro da mesma espécie embaixo do tapete da sala, o que deixou os pais com uma pulga atrás da orelha. “À noite, meu esposo teve um sexto sentido do nada de afastar o berço da bebê para ver se havia algum escorpião por ali escondido. Foi aí que o encontramos preso no rodapé do nosso quarto, atrás do berço da nossa bebê”, lembra.

Ela logo pediu a ajuda do sogro para quebrar o rodapé enquanto seu marido já se posicionava para matar o aracnídeo. Milena ficou de olho em Helena Liz e gravou toda a cena. “Na hora em que estávamos fazendo a retirada do escorpião, eu coloquei minha filha dentro do berço para ela não descer no chão”, explica.

Milena ficou extremamente preocupada por encontrar um escorpião tão próximo do berço em que a bebê dorme. “E se por ventura ele chegasse a entrar dentro do berço dela e atacar? Deus que nos protegeu mesmo, eu acredito muito nisso. O que passou na minha cabeça no momento em que vi o animal era que precisava olhar em tudo e tirar minha neném dali, pois era um lugar perigoso”, recorda. A mãe também temeu pela sua própria segurança, ainda mais por estar grávida de três meses.

‘A gente sempre anda em alerta’
Milena explica que eles não têm certeza de como o escorpião ficou preso no rodapé, mas suspeitam que ele tenha entrado por alguma infiltração. Para evitar que mais episódios como esse ocorram, a família arrumou o rodapé e passou veneno na casa. Eles também trocaram os ralos, escolhendo um modelo que abre e fecha, tentando impedir a entrada de mais aracnídeos.

Mesmo com tantas aparições de escorpiões na região, nunca aconteceu nenhum acidente. “Graças a Deus nunca fomos picados por escorpiões! A gente sempre anda em alerta”, finaliza.

O que fazer se encontrar um escorpião em casa?
Como precisam de água para sobreviver, os escorpiões costumam se esconder em locais úmidos, como banheiros e lavanderias. Eles entram nas residências por ralos, calhas, tubulações e caixas de fiação que não estão devidamente vedadas.

Caso encontre um escorpião na sua casa, a primeira coisa a se fazer é manter a calma e garantir a segurança das crianças. A captura do aracnídeo só deve ser feita se houver confiança em como fazê-la. Caso contrário, o ideal é acionar a prefeitura para realizar a remoção.

Se for necessário capturá-lo:

Use um objeto longo e fino para empurrá-lo até um local mais seguro para a captura.
Mantenha pelo menos 30 cm de distância entre a mão e o objeto utilizado.
Se o escorpião se prender ao objeto, descarte-o sem chacoalhar.
Utilize um frasco plástico fundo com tampa e deslize um papel rígido para fechá-lo.
Para maior proteção, vista luvas de raspa de couro, camisa de manga longa e calças compridas ajustadas nos tornozelos.
Se a captura não for possível, um golpe firme com um objeto plano e resistente pode ser uma alternativa para eliminá-lo.

O que evitar?
Não tente capturá-lo com as mãos ou com luvas comuns.
Não faça a captura sozinho; a presença de outra pessoa pode ser útil.
Não use inseticidas ou produtos químicos, pois a quantidade necessária para matá-lo pode ser prejudicial à saúde da família.

Fonte: Instituto Butantan

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Saúde

Isolamento social pode aliviar sintomas de ansiedade e depressão, mostra estudo

por Redação 7 de maio de 2025

Assim como outras espécies sociais, os seres humanos se desenvolvem essencialmente por meio da convivência e das trocas sociais ao longo da vida. Então, muito se fala sobre os riscos da solidão para a saúde física e mental. Mas será que a socialização é mesmo sempre tão necessária e positiva?

Quem vive com alguns tipos de transtornos de ansiedade, frequentemente, enfrenta desafios intensos nas relações interpessoais. É comum essas pessoas relatarem uma sensação de alívio na diminuição do convívio com outras, ou até mesmo no isolamento completo. Mas, afinal, até que ponto esse desejo de evitar o contato social é saudável, ou deve ser combatido?

Para entender esse mecanismo psicossocial e desenvolver intervenções mais eficazes, é essencial compreender as bases neurobiológicas das interações sociais. Esse é um dos focos do nosso grupo, no Laboratório de Neurociência Comportamental do Departamento de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Modelos animais de ansiedade e depressão
Ansiedade e depressão estão entre os transtornos mentais mais prevalentes no mundo e frequentemente aparecem caminhando lado a lado na vida dos indivíduos afetados. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a ansiedade se caracteriza pelo medo excessivo, preocupação constante e comportamentos de esquiva diante de ameaças, muitas vezes infundadas.

Já a depressão, manifesta-se por um estado de tristeza persistente, vazio ou irritabilidade, além da perda de interesse em atividades antes prazerosas. Ambos os transtornos causam comprometimento funcional significativo.

Algumas pessoas têm uma especial predisposição à ansiedade, conhecida como “ansiedade-traço”. Essa característica influencia a forma como enfrentam o estresse, aumenta a vulnerabilidade à depressão e afeta resposta ao tratamento.

No entanto, ela tem sido frequentemente negligenciada em modelos animais usados para estudar transtornos ansiosos. Essa lacuna é preocupante, especialmente quando esses modelos são aplicados na triagem de fármacos e na investigação dos mecanismos neurobiológicos da ansiedade.

Portanto, há mais de 16 anos, nosso grupo desenvolve linhagens de ratos geneticamente modificados com perfis distintos de ansiedade, visando criar modelos robustos e confiáveis que permitam a translação de achados laboratoriais para contextos pré-clínicos e, futuramente, clínicos.

Atualmente na 48ª geração, os ratos Cariocas com Alto Congelamento (CHF) e Cariocas com Baixo Congelamento (CLF) receberam esses nomes em referência à cidade onde foram desenvolvidos e quanto à principal característica que os distingue: a resposta de congelamento ao medo, um marcador clássico da ansiedade em animais.

Essas linhagens apresentam diferenças consistentes no comportamento, assim como em aspectos farmacológicos, fisiológicos e neurobiológicos, se consolidando como modelos exemplares no estudo dos transtornos de ansiedade generalizada e ansiedade-traço.

O que os resultados apontam?
Em estudos recentes do nosso grupo, testamos a reação de ratos com diferentes níveis de ansiedade para entender como o isolamento social afeta o comportamento deles. Por 14 dias, colocamos ratos muito ansiosos, pouco ansiosos e comuns em gaiolas sozinhos, ou em grupos com outros iguais a eles. No 15º dia, todos passaram por um teste de “natação forçada”, onde observamos por quanto tempo eles tentam nadar para sair da bacia. Quanto mais rápido o rato desiste, é um sinal de maior comportamento depressivo.

Assim, vimos que o isolamento social piora o estado emocional dos ratos comuns ou pouco ansiosos, mas aqueles mais ansiosos tiveram uma melhora significativa. Estes passaram a demorar mais tempo a desistir de nadar, parecendo menos deprimidos. Uma possível explicação para esse comportamento é que, como compartilhavam gaiolas com seus familiares, o convívio com outros ratos igualmente ansiosos tenha causado um ambiente de estresse compartilhado. Então, quando eles ficaram sozinhos, se sentiram melhor.

Uma revisão recente da literatura científica, conduzida por nossa equipe, confirma o que nossos estudos têm observado: o isolamento social pode, de fato, proporcionar alívio temporário ao estresse social. Em alguns casos, ele funciona como estratégia de enfrentamento para aliviar a sobrecarga emocional. No entanto, é preciso cautela.

O melhor caminho: relações saudáveis
Embora pessoas ansiosas possam se beneficiar de uma certa distância social, o isolamento excessivo não é uma solução saudável a longo prazo. Relações sociais de qualidade têm um papel protetor crucial, promovendo autoestima, senso de pertencimento e regulação emocional. Quando esses vínculos são fragilizados — por fatores internos ou externos — aumenta-se a vulnerabilidade ou o agravamento de transtornos psíquicos.

Evidências indicam que o isolamento social eleva os níveis de cortisol, hormônio do estresse, e reduz a produção de dopamina, neurotransmissor ligado ao prazer, motivação e recompensa. Essas alterações no sistema de recompensa do cérebro podem reduzir o interesse por interações sociais, agravando o desejo de afastamento.

Assim, o isolamento prolongado compromete a capacidade de obter satisfação nos vínculos, alimentando um ciclo persistente de ansiedade e depressão.

Portanto, o isolamento pode aliviar temporariamente, mas não resolve o problema. A verdadeira recuperação passa pela reconexão — consigo mesmo, com o outro e com o mundo. É preciso avaliar cada caso individualmente, considerando o contexto clínico e a história de vida do paciente, mas as intervenções clínicas devem priorizar a promoção de vínculos sociais saudáveis.

O tratamento mais eficaz integra técnicas de regulação emocional, desenvolvimento de habilidades sociais, treino de flexibilidade cognitiva e, quando necessário, a combinação de abordagens psicológicas e medicamentosas.

Acreditamos que os estudos desenvolvidos por nossa equipe — com o apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) — trazem contribuições valiosas para a prática clínica e para a construção de caminhos mais eficazes no enfrentamento da ansiedade e depressão.

J. Landeira Fernandez recebe financiamento da FAPERJ, CNPq e CAPES

Amanda Peçanha recebe financiamentos da FAPERJ, CNPq e CAPES.

Thomas Eichenberg Krahe recebe financiamentos da FAPERJ, CNPq e CAPES.

Fonte: r7

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Mounjaro

Sem aval, clínicas de estética oferecem caneta emagrecedora Mounjaro em dose fracionada e até por delivery

por Redação 2 de maio de 2025

O medicamento Mounjaro só estará disponível nas farmácias do Brasil a partir da segunda quinzena de maio, mas algumas clínicas de estética já lucram com a comercialização irregular da chamada caneta emagrecedora.

O g1 encontrou o remédio sendo vendido por dose fracionada, sem receita médica, em dois estabelecimentos, um no Maranhão e outro no Piauí. As clínicas anunciam o produto nas redes sociais ou pelo WhatsApp.

Elas ainda oferecem “bioimpedância grátis” e “consulta”, não com um médico, mas com a proprietária do estabelecimento, em Teresina, ou com uma biomédica, em São Luís, onde é feita também entrega delivery.

De acordo as regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), há um combo de irregularidades:

apenas farmácias e drogarias podem vender o medicamento;
o Mounjaro não pode ser vendido por dose, porque a embalagem registrada na Anvisa não é fracionável;
o medicamento só pode ser vendido com receita e apenas médicos podem prescrever.
Procurada, a dona da clínica de Teresina alegou que tem equipe multidisciplinar. A clínica de São Luís não respondeu.

Fabricante denuncia venda ilegal
Segundo uma carta aberta divulgada pela farmacêutica norte-americana Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, nenhum estabelecimento está vendendo o remédio legalmente no Brasil, porque ele ainda não foi disponibilizado para o mercado brasileiro.

Em resposta ao g1, a empresa disse que versões falsificadas ou manipuladas representam “riscos de segurança potencialmente fatais aos pacientes”.

Autorizado pela Anvisa em 2023 para tratamento do diabetes tipo 2, o Mounjaro é produzido a partir do ingrediente ativo tirzepatida. Ele ficou conhecido como “Ozempic de rico”, por ser mais caro e prometer mais resultados e menos efeitos colaterais do que o concorrente.

A fabricante do medicamento ainda aguarda a liberação de uso do remédio para emagrecimento no Brasil, mas médicos já podem prescrevê-lo com este fim, se avaliarem que os benefícios do tratamento superam os riscos.

‘Fiz primeiro em mim para depois vender’
Legalmente, apenas pessoas físicas podem adquirir o Mounjaro por meio de importação ou comprando diretamente nos países onde o produto já é vendido, apresentando uma receita médica.

No caso das clínicas encontradas pelo g1, em Teresina (PI), e em São Luís (MA), a reportagem confirmou que o medicamento era vendido sem qualquer prescrição. Na primeira clínica, o g1 viu a caneta de Mounjaro. Na outra, recebeu uma foto por WhatsApp. Os números de lote foram enviados à fabricante, que não confirmou se o medicamento é original.

No início de março, a clínica de Teresina anunciou a oferta da caneta, dizendo que clientes poderiam agendar uma consulta para garantir uma dose de Mounjaro.

Procurada, a clínica disse que “desenvolveu um método próprio de emagrecimento patenteado denominado Peso Certo” e que o método é feito por uma equipe multidisciplinar “com acompanhamento médico, nutricional, fisioterapeuta, psicólogo e nutricionista”.

A informação é diferente da que foi repassada por Whatsapp pela atendente da clínica. Sem saber que falava com uma jornalista, ao ser questionada se era agendada consulta com médico, a funcionária disse que a dona da clínica, que é nutricionista, faz o acompanhamento e a bioimpedância — avaliação física feita por um aparelho que estima a composição corporal, como o percentual de massa magra, gordura e água.

A clínica justificou que as conversas referiam-se ao “convite para uma consulta e a propaganda da tirzepatida, caso tenha indicação médica do Mounjaro, quando estiver disponível para liberação pelos órgãos de controle”. Mas o anúncio da clínica fala em “estoque limitado”.

O g1 não encontrou nenhum médico na clínica quando esteve lá. Sem saber que falava com uma repórter, a proprietária, Lanna Coelho, também não citou equipe multidisciplinar. Seu conhecimento sobre como funciona o Mounjaro foi adquirido por experiência própria.

Ela ainda explicou como funciona o tratamento. “O protocolo é de um mês. Eu fecho, geralmente, com tudo: a suplementação [de vitaminas e minerais] e as quatro aplicações”, disse.

Para quem quer perder pouco peso, ela orienta outro protocolo: tomar duas doses e depois fazer aplicação de enzimas na gordura localizada que restar.

Segundo a médica Simone Van de Sande Lee, diretora do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, esses protocolos não são indicados.

“Não é um produto de uso recreativo para quem quer perder alguns quilos. A titulação de dose deve ser feita conforme prescrição médica, com aumento gradual da dose de acordo com a bula ou mais lentamente, de forma individualizada, dependendo da tolerância do paciente”, explicou a endocrinologista.

‘Enviamos a dose na seringa’
Na clínica de São Luís, a entrega do Mounjaro é delivery. Por WhatsApp, sem saber que falava com uma jornalista, a atendente explicou que o medicamento é extraído da embalagem original com uma seringa, e entregue em um isopor com gelo.

Segundo a endocrinologista Sande Lee, isso traz riscos de eventos adversos imprevisíveis. “Não há qualquer garantia de que o produto é original. Além disso, há risco de contaminação, pelo possível manuseio inadequado”.

O g1 foi até a clínica, mas a funcionária não mostrou o produto, alegando que ele estava em local refrigerado. Posteriormente, atendendo a um pedido pelo WhatsApp, ela enviou uma foto da caneta de 15 mg.

Procurada, a clínica não respondeu aos questionamentos.

Fonte: G1

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Saúde

‘Costuraram a minha artéria no meu ureter’: vítima de violência obstétrica diz que médica postou seu vídeo como ‘exemplo’ de parto humanizado

por Redação 23 de abril de 2025

O Fantástico deste domingo (20) mostrou histórias de violência em partos realizados pela médica influencer Anna Beatriz Herief. A obstetra teve o registro profissional suspenso pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro. Ela nega as acusações.

Em um dos relatos, a nutricionista Roberta Rodrigues Mendes contou que precisou passar por uma cesariana de emergência. Durante o procedimento, uma artéria foi costurada ao ureter — estrutura que liga o rim à bexiga.

Depois de sair do hospital, as dores que ela sentia continuaram e ainda pioraram: “Parece que a minha costela está quebrada, eu tinha dificuldade para respirar”, contou.

Poucos dias depois, de volta ao hospital, uma tomografia revelou o que aconteceu durante a cirurgia. “Costuraram a minha artéria no meu ureter, né? Ureter é onde liga o rim à bexiga. Então, ali foi costurado. Eu sinto dores e são coisas que vou carregar pra sempre”, diz a vítima.

A defesa de Roberta contratou um perito médico, o obstetra Ivo Costa Júnior. Ele diz no parecer que a cesariana dela foi marcada por demora, duração atípica, significativa perda sanguínea, erro cirúrgico com lesão do ureter, falta de comunicação e indícios de negligência, imprudência e imperícia por parte da equipe médica.

A médica diz que o que aconteceu está dentro dos riscos do parto.

Consequências das denúncias
No ano passado, o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro suspendeu a médica por seis meses. A interdição foi renovada na última terça-feira por mais seis meses, enquanto o processo de cassação do registro continua.

A advogada Roberta Milanez, que defende as vítimas, diz que quer a reparação por danos morais e materiais.

A defesa da médica negou as acusações. “Não há que se falar em nenhum aspecto de negligência e imprudência em perícia que possa eventualmente configurar qualquer descuido por parte da doutora em relação aos partos que ela conduziu profissionalmente”, afirma Matheus Chiocheta, advogado da dra. Beatriz

A Federação Nacional das Associações de Ginecologia e Obstetrícia enfatiza que o parto normal é o mais seguro e o mais recomendado na grande maioria dos casos.

Fonte: FANTÁSTICO

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Saúde

‘Pílula do exercício’ engana o corpo para queimar gordura e melhorar a resistência

por Redação 17 de abril de 2025

Imagine por um momento que você pudesse obter os benefícios do exercício sem mover um único músculo. Pode parecer ficção científica, mas uma equipe de pesquisadores desenvolveu um composto que pode imitar os efeitos do treinamento físico.

Seu nome é SLU-PP-332, e estudos recentes mostraram que ele pode ativar vias metabólicas semelhantes às do exercício, fazendo com que o corpo funcione como se estivesse no meio de um treino.

Pesquisa publicada na “ACS Chemical Biology” em 2023 revelou que esse composto ativa os receptores ERR (α, β e γ), principais reguladores do metabolismo energético. Dessa forma, ele aumenta a eficiência mitocondrial e promove a queima de gordura.

De acordo com o pesquisador Thomas Burris, professor de farmácia da Saint Louis University, na Flórida (EUA), “esse composto diz ao músculo esquelético para fazer as mesmas alterações observadas durante o treinamento de resistência”.

Entretanto, os efeitos do SLU-PP-332 vão além da resistência. Em 2024, outro estudo publicado no “Journal of Pharmacology and Experimental Therapeutics” mostrou que o composto poderia ajudar no tratamento da obesidade e da síndrome metabólica.

Quando a “pílula do exercício” estará disponível?
Apesar dos avanços, o composto ainda está longe de estar disponível para a sociedade. Ele só foi testado em células e modelos animais e portanto, por enquanto, não pode ser usado em seres humanos.

O desenvolvimento de medicamentos é um processo longo. De acordo com Burris, são necessários mais estudos de segurança e eficácia, otimização de sua administração (atualmente em injeções) e testes em humanos antes de chegar ao público em geral.

Para acelerar o processo, os cientistas fundaram a startup Pelagos Pharmaceuticals, que tem como objetivo levar o SLU-PP-332 a testes clínicos. Atualmente, versões melhoradas estão sendo testadas em modelos de obesidade, insuficiência cardíaca e insuficiência renal, além de explorar seu potencial em doenças neurodegenerativas.

Como o nosso corpo reagiria ao SLU-PP-332?
Se aprovada, a “pílula do exercício” poderá ter efeitos fisiológicos significativos. Os possíveis benefícios incluem:

Metabolismo aprimorado: ela aumenta a queima de gordura e o gasto energético basal, o que poderia ser útil no tratamento da obesidade e do diabetes.
Manutenção da massa muscular: em estudos com animais, evitou a perda muscular, o que poderia ajudar pessoas com mobilidade reduzida ou adultos mais velhos.
Maiores benefícios em órgãos vitais: a ativação dos receptores ERR pode fortalecer o coração e ter efeitos neuroprotetores.
Por outro lado, embora melhore o metabolismo e a resistência, não fortalece os ossos e as articulações, nem é conhecido por reproduzir os benefícios psicológicos do exercício, como a redução do estresse ou a melhora do humor.

Portanto, com o que foi testado até agora, não se pode dizer que esse composto possa substituir completamente o exercício.

Efeitos além da medicina
O impacto dessa “pílula do exercício” pode ir além dos limites da medicina. Embora possa melhorar a qualidade de vida de pessoas com doenças metabólicas, ela também apresenta riscos sociais.

Um deles é a percepção errônea de que o exercício não é mais necessário. Se for comercializada como uma solução fácil, algumas pessoas podem abandonar a atividade física, o que pode prejudicar a cultura do esporte e levar a problemas de saúde associados a um estilo de vida sedentário.

Outra preocupação seria o seu possível abuso em esportes competitivos. No passado, compostos como GW501516 e AICAR, que também aumentavam a resistência, foram proibidos pela Agência Mundial Antidoping.

Se o SLU-PP-332 se mostrar eficaz em humanos, é provável que seja proibido em competições, e as agências antidoping teriam de desenvolver testes específicos para detectá-lo.

Também há dúvidas sobre a acessibilidade. Como acontece com tratamentos inovadores, seu custo inicial provavelmente será alto, o que pode levar a desigualdades entre os que podem pagar e os que não podem.

Além disso, surge a pergunta: os sistemas de saúde devem cobri-lo? Se for usado para tratar doenças graves, o financiamento pode ser justificado. Mas se for simplesmente para melhorar o desempenho físico, sua cobertura seria questionável.

Se aprovado, a sociedade deve decidir como integrá-lo de forma responsável. As próximas fases da pesquisa serão fundamentais para definir se esse composto será um aliado da saúde ou uma desculpa para a inatividade. Trata-se de uma revolução ou de um conforto perigoso? O tempo e a ciência darão a última palavra.

Há também indicações de que o composto pode ter efeitos sobre o coração e o cérebro. Na reunião anual da American Chemical Society em 2024, os pesquisadores relataram que compostos como o SLU-PP-332 poderiam fortalecer o coração em caso de insuficiência cardíaca e ter propriedades neuroprotetoras em doenças como o Alzheimer.

Fonte: G1

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Saúde

Necrose após harmonização em partes íntimas: fisioterapeuta investigado cobrava R$ 4 mil por procedimento que custava R$ 30 mil, diz delegada

por Redação 14 de abril de 2025

O fisioterapeuta Darlan Carlos, de 38 anos, preso em Curitiba após a denúncia de um paciente que relatou ter sofrido necrose em parte íntima, cobrava valores muito abaixo do mercado para realizar o procedimento de harmonização, segundo investigações da Polícia Civil (PC-PR).

De acordo com a delegada Aline Manzatto, os valores giravam em torno de R$ 4 mil e R$ 4,5 mil por procedimento que, se realizado por um médico, custaria cerca de R$ 30 mil.

Na sexta-feira (11), a polícia informou que Darlan responde o caso em liberdade.

Segundo o boletim de ocorrência do paciente de 41 anos, dois dias após o procedimento de preenchimento, o homem iniciou um quadro de inchaço e fortes dores. Ele relatou ainda que buscou a orientação de outro profissional, que constatou a presença de uma inflamação e risco de necrose.

Darlan foi preso suspeito de falsificar medicamentos, armazenar e vender produtos impróprios para consumo e também por exercício ilegal da medicina, segundo a Polícia Civil.

Em nota, a defesa do fisioterapeuta disse que ele nega com veemência as acusações e afirma que sempre agiu com ética e respeito, dentro das normas do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito).

Investigações
Depois da denúncia, policiais e fiscais da Vigilância Sanitária foram até o consultório de fisioterapia pélvica do homem e encontraram diversas irregularidades como transporte de materiais médicos descartáveis (seringas e agulhas) em mochila, armazenamento de Botox sem refrigeração e sem nota fiscal e lixo hospitalar descartado em lixo comum.

O suspeito atuava, além de Curitiba, nos municípios de Balneário Camboriú (SC), Campinas e São Paulo (SP), e Rio de Janeiro.

No consultório, a delegada explicou que produtos como cânulas, ácido hialurônico e anestésicos estavam sem registros da Anvisa.

A delegada informou ainda que foram localizados também materiais vencidos, frascos sem identificação e hialuronidase manipulada para preenchimento intradérmico, que é proibido para esse fim. A Vigilância Sanitária interditou o local.

O que diz o Crefito
O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 8ª Região (Crefito-8) informou que repudia qualquer prática que coloque em risco a saúde da população ou que configure exercício irregular da profissão da fisioterapia.

Disse também que, após tomar conhecimento do caso, designou o Chefe de Procuradoria Jurídica e um agente fiscal para colheita de dados junto à autoridade policial.

Por fim, o Crefito informou ainda que Darlan é registrado como atuação no município de Londrina, no norte do Paraná, e que não comunicou ao Conselho a alteração do endereço profissional para Curitiba, conforme exige a legislação.

Fonte: G1

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