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Segurança

Crime por motivo fútil: mulher tenta simular acidente após matar marido por discussão de wi-fi

por Redação 1 de abril de 2026

Um caso chocante no interior do Paraná ganhou novos desdobramentos após a Polícia Civil concluir que a morte de Valdir Schumann, de 44 anos, não foi acidental, como inicialmente alegado. A principal suspeita, Jaqueline Francisca dos Santos Schumann, de 32 anos, teria matado o marido com um tiro de espingarda após uma discussão por causa do wi-fi e tentado encobrir o crime.

O episódio ocorreu na zona rural de Cafelândia. Segundo a investigação, Jaqueline afirmou que o marido havia disparado contra si mesmo enquanto limpava a arma. No entanto, inconsistências na cena levaram a polícia a descartar a versão de acidente cerca de 15 dias após o ocorrido, culminando na prisão preventiva da suspeita.

De acordo com laudo da Polícia Científica, o disparo não condiz com a hipótese de suicídio ou acidente. A vítima, que era destra, foi atingida no braço esquerdo, além de não haver indícios de tiro à curta distância. Outro ponto determinante foi a constatação de que a posição da arma havia sido alterada após o disparo.

O caso ganhou ainda mais peso com o depoimento do filho da vítima, de 13 anos, que testemunhou o crime e confirmou ao Conselho Tutelar que a mãe foi a autora do tiro. A investigação também aponta que, após o primeiro disparo, a suspeita tentou atirar novamente, mas a arma falhou.

Segundo o delegado responsável, o motivo do crime foi considerado fútil: a recusa da vítima em consertar o wi-fi da residência naquele momento. A polícia enquadrou o caso como homicídio qualificado.

Em nota, a defesa de Jaqueline contesta a versão apresentada pelas autoridades, afirmando que há elementos que a contradizem. Os advogados também alegam que a prisão é precipitada e destacam que a suspeita não possui antecedentes, tem residência fixa e colaborou com as investigações.

O caso segue sob análise da Justiça e levanta discussões sobre violência doméstica e a banalização de conflitos que podem terminar em tragédia.

Fonte: G1

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caso Master

Fortuna de R$ 10 bilhões pode sumir e acelera corrida de ex-banqueiro por delação

por Redação 1 de abril de 2026

A tentativa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, de fechar um acordo de delação premiada em até 60 dias tem uma motivação central: o risco de perder uma fortuna bilionária espalhada por fundos no Brasil e no exterior. Preso desde o dia 4, o executivo enfrenta desconfiança de investigadores, que consideram o prazo otimista diante da complexidade do caso.

Segundo fontes ligadas à defesa, Vorcaro teme que mais de R$ 10 bilhões distribuídos em uma rede sofisticada de fundos de investimento seja gradualmente dilapidado. Sem controle direto sobre os recursos após a prisão, ele acredita que gestores, investidores e credores possam acessar e esvaziar os valores antes da formalização da colaboração com a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

A estrutura financeira, criada para dificultar o rastreamento do dinheiro e de seus beneficiários, agora se tornou um risco para o próprio ex-banqueiro. Com a delação, a estratégia seria revelar a localização dos ativos para que sejam bloqueados, garantindo uma moeda de troca relevante: a devolução de valores em troca de redução de pena.

Nos bastidores, investigadores e advogados convergem em um ponto: sem a restituição de quantias expressivas, dificilmente o acordo avançará. A preocupação se intensifica diante do perfil do relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, cuja trajetória acadêmica é voltada à recuperação de ativos oriundos de corrupção.

O caso envolve cifras ainda maiores. Apenas a fraude relacionada às carteiras de crédito negociadas com o BRB é estimada em R$ 12,2 bilhões. Há também investigações sobre recursos provenientes de fundos de pensão estaduais e municipais, além de outros possíveis esquemas ainda em apuração.

No contexto local, a liquidação do Banco Master pelo Banco Central, em novembro passado, agravou a situação. O processo está sob responsabilidade de um liquidante que já identificou ao menos R$ 4,8 bilhões desviados antes mesmo da intervenção.

A corrida contra o tempo, portanto, não é apenas jurídica, mas financeira. Quanto mais as negociações se prolongam, maior o risco de dissipação do patrimônio que poderia sustentar o acordo.

Em Brasília, o caso é acompanhado com atenção por integrantes dos Três Poderes. Uma eventual delação pode expor a origem e o destino de recursos bilionários, com potencial para atingir figuras do sistema político e desencadear novos desdobramentos institucionais.

Fonte: OGLOBO

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Segurança

Dor e revolta: pai de menino morto em acidente no Rio critica cidade e cobra mudanças urgentes

por Redação 1 de abril de 2026

A morte de Francisco Farias Antunes, de 9 anos, e de sua mãe, Emanoelle Martins Guedes de Farias, de 40, em um acidente com bicicleta elétrica no Rio de Janeiro, provocou comoção e um forte desabafo do pai do menino, o humorista Vinicius Antunes. Durante o enterro do filho, realizado nesta quarta-feira (1º), ele cobrou responsabilização e criticou duramente as condições de segurança na cidade.

Visivelmente abalado, Vinicius afirmou que espera punição caso haja culpados, mas ressaltou a irreversibilidade da perda. “Espero que as pessoas vejam isso e punam, se tiver que punir alguém. Mas o certo é que ele não vai voltar”, declarou. Em tom crítico, ele descreveu o cotidiano no Rio como marcado pela insegurança: “O Rio de Janeiro não é uma cidade que a gente vive, é uma cidade que a gente sobrevive. Todo dia pessoas saem de casa e não voltam mais.”

O humorista, conhecido nas redes sociais como Cacofonias, reforçou a necessidade de melhorias urgentes tanto na segurança do trânsito quanto na segurança pública, destacando que situações como essa não podem continuar sendo recorrentes.

Além da tragédia, Vinicius relembrou aspectos pessoais do filho, como a paixão pelo futebol. Francisco era torcedor do Vasco, mas também tinha forte ligação com o Botafogo, clube onde jogava. “A gente foi muito feliz”, disse, emocionado.

O pai também trouxe à tona outra questão sensível: as dificuldades enfrentadas no tratamento de saúde do menino, que tinha diabetes tipo 1. Ele criticou a falta de suporte adequado no país e os altos custos, apontando que pacientes ainda estão à margem do sistema. Defendeu maior investimento e políticas públicas voltadas ao cuidado com a doença.

Em meio ao luto, Vinicius agradeceu ao Colégio Pedro II, onde o filho estudava, destacando a estrutura e o suporte oferecidos, especialmente pela equipe de enfermaria. Segundo ele, todas as instituições de ensino deveriam estar preparadas para atender alunos com necessidades de saúde específicas.

O velório reuniu familiares e amigos desde a manhã, no Cemitério da Penitência, no Caju, Zona Portuária do Rio. Os corpos foram sepultados no início da tarde. Durante a despedida, relatos reforçaram o perfil do menino como uma criança alegre e ativa. “Uma luz que se apagou e que não será fácil”, disse um parente.

A tragédia reacende o debate sobre segurança urbana e infraestrutura na capital fluminense, em meio a cobranças por respostas concretas das autoridades.

Fonte: G1

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Segurança

Médico preso no RS é suspeito de série de abusos contra pacientes e polícia fala em “enxurrada de vítimas”

por Redação 1 de abril de 2026

Um cardiologista de 55 anos foi preso preventivamente em Taquara, no Rio Grande do Sul, sob suspeita de importunar sexualmente pacientes durante consultas médicas. Identificado como Daniel Kollet, o médico é investigado por abusos que teriam ocorrido ao longo de pelo menos dois anos, segundo a Polícia Civil.

Até o momento, 14 vítimas já foram identificadas, mas o número pode ser maior. O delegado responsável pelo caso, Valeriano Garcia Neto, afirmou que há uma “enxurrada de vítimas” e que novas denúncias ainda estão sendo apuradas.

De acordo com as investigações, o médico se aproveitava de momentos em que as pacientes se despiam para exames cardiológicos, como o ecocardiograma. Relatos indicam que ele adotava um padrão de comportamento, aproximando-se das mulheres para abraços, beijos e toques em regiões íntimas sem consentimento.

Em um dos depoimentos, a vítima afirmou que foi abraçada por trás enquanto se vestia, após o exame, momento em que o médico teria tocado seus seios. Em outro caso, uma paciente relatou que o cardiologista alegou estar realizando uma “sessão de mediunidade” enquanto a tocava e pedia sigilo sobre o ocorrido.

Uma das vítimas, esposa de um amigo do investigado, teria sido abusada em duas consultas, em 2024 e 2025. Inicialmente, ela hesitou em denunciar por medo, mas posteriormente levou o caso à polícia.

A investigação aponta que o médico costumava pedir que as pacientes não revelassem os episódios. O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul informou que abriu procedimento administrativo e classificou o caso como grave, destacando que adotará medidas cabíveis caso as denúncias sejam confirmadas.

A defesa do cardiologista afirma não ter tido acesso ao inquérito até o momento e sustenta que ele possui quase 30 anos de carreira, com atuação pautada pela ética e responsabilidade.

O caso segue em investigação, com a polícia buscando identificar possíveis novas vítimas e aprofundar as apurações sobre a conduta do profissional.

Fonte: OGLOBO

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Segurança

“Foi negligência”: mãe relembra morte de filho de 3 anos após acesso a arma dentro de casa em SP

por Redação 31 de março de 2026

Nove anos após a morte do filho Lorenzo, de apenas 3 anos, a mãe Sabrina Pinheiro Lopes voltou a falar sobre a tragédia ocorrida em 2017, em Santos (SP), e destacou que, apesar da dor, conseguiu preservar a capacidade de perdoar. O menino m0rr3u após encontrar uma arma em uma gaveta no apartamento da avó materna e disparar acidentalmente contra si mesmo.

Segundo Sabrina, o caso não deve ser tratado como acidente, mas como consequência de negligência. A arma, pertencente ao padrasto dela, que era policial, estava na mesa de cabeceira. Enquanto ele tomava banho e a avó fazia café, Lorenzo saiu da sala, foi até o quarto, mexeu na gaveta e o disparo aconteceu. O pai da criança encontrou o menino caído no chão, já sem reação.

Na época, a família havia retornado temporariamente ao imóvel por compromissos profissionais e médicos. Sabrina saiu para o trabalho, enquanto o marido também deixou o local pouco depois. Ao chegar ao hospital, ela encontrou o filho já sem vida. “Vi meu amor ali, numa maca, tão fria quanto aquela mãozinha linda”, relembrou.

Após a tragédia, o casal se mudou para Portugal, onde teve outro filho. Sabrina conta que não conseguiu viver o luto imediatamente, pois precisava cuidar de um bebê recém-nascido. Com o tempo, encontrou no trabalho e na convivência com outras pessoas uma forma de seguir em frente, embora afirme que a dor permanece diária.

Apesar de afirmar que perdoou a mãe e o companheiro dela, Sabrina reforça que houve falha grave de cuidado. “Uma criança dentro de um apartamento precisa de 100% de supervisão”, disse. Hoje, a relação familiar foi mantida, mas nunca voltou a ser a mesma.

A mãe afirma que decidiu compartilhar a história para alertar sobre os riscos da presença de armas em casa. A família mantém a memória de Lorenzo viva com homenagens anuais. “É importante falar sobre isso para que nenhuma outra família passe pelo que passamos”, concluiu.

Fonte: revistacrescer

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Segurança

Tragédia na Tijuca: mãe e filho morrem após colisão com ônibus e polícia busca motorista envolvido

por Redação 31 de março de 2026

Um grave acidente na tarde desta segunda-feira (30) terminou com a morte de uma mulher de 40 anos e do filho dela, de 9, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. A colisão envolveu um ônibus e uma bicicleta elétrica na Rua Conde de Bonfim, na altura da Rua Pinto de Figueiredo, pouco depois das 13h.

As vítimas foram identificadas como Emanoelle Martins Guedes de Farias, que morreu ainda no local, e Francisco Farias Antunes. O menino chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu e morreu a caminho do Hospital do Andaraí.

De acordo com o relato do motorista do ônibus, mãe e filho trafegavam pela faixa da esquerda quando teriam sido fechados por um carro ainda não identificado. Com a manobra, ambos caíram na faixa do meio da pista e foram atingidos pelo coletivo. Testemunhas afirmam que o veículo que teria provocado a situação é de cor escura.

O motorista do ônibus prestou depoimento à polícia e afirmou que não conseguiu evitar o atropelamento após a queda das vítimas. Já o condutor do carro citado ainda não foi localizado nem identificado até a última atualização do caso.

A perícia foi realizada no local ainda na tarde de segunda-feira, e o caso está sendo investigado pela 19ª DP (Tijuca) como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A principal linha de investigação busca esclarecer se a manobra do carro foi determinante para a queda e, consequentemente, para o desfecho fatal.

A Polícia Civil informou que aguarda imagens de câmeras de segurança da região para ajudar na reconstituição da dinâmica do acidente.

O caso também ganhou repercussão pela identidade das vítimas. Francisco era filho do humorista e roteirista Vinicius Antunes, conhecido nas redes sociais como Cacofonias. Em publicação, ele descreveu o episódio como o pior dia de sua vida e afirmou que divulgaria informações sobre o velório.

O humorista também compartilhou uma imagem do último momento com o filho, ao levá-lo para a escola. “Nossa última foto juntos, indo ao Pedro II. Foram quase 10 anos de felicidade plena”, escreveu. O menino costumava participar dos vídeos do pai, e ambos dividiam a paixão pelo Vasco.

A tragédia reforça o alerta sobre os riscos no trânsito urbano e a necessidade de investigação rigorosa para identificar responsabilidades no caso.

Fonte: G1

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Segurança

Corpo de jovem desaparecida é encontrado em freezer na Bahia e caso choca moradores

por Redação 30 de março de 2026

O corpo da jovem Manuela Vieira Matos Silva, de 23 anos, foi encontrado dentro de um freezer em uma residência no bairro Alto Maron, em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, na tarde de domingo (29). A vítima estava desaparecida desde o dia 24, e o caso gerou forte comoção na cidade.

De acordo com a Polícia Militar, equipes da 77ª Companhia Independente (CIPM) foram acionadas após denúncia sobre a presença de um corpo no imóvel. Ao chegarem ao local, os policiais confirmaram a ocorrência.

O corpo da jovem foi localizado em estado de congelamento dentro do eletrodoméstico, o que reforça a gravidade do caso e levanta questionamentos sobre as circunstâncias da m0rt3.

O desaparecimento de Manuela já mobilizava familiares e conhecidos desde a semana passada. A localização do corpo encerra as buscas, mas abre uma nova etapa na investigação para esclarecer o que ocorreu.

O caso deve ser apurado pelas autoridades competentes, que irão analisar as circunstâncias do crime e eventuais responsabilidades.

Fonte: METRÓPOLES

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Segurança

Djalminha é assaltado na porta de clube no Rio enquanto acompanhava jogo do filho

por Redação 30 de março de 2026

O ex-jogador Djalminha foi vítima de um assalto na porta do Centro Comercial e Industrial de Pilares (CCIP), na Zona Oeste do Rio de Janeiro, enquanto acompanhava o filho em uma partida de futsal. O caso ocorreu no momento em que ele chegava ao local, frequentado por famílias durante atividades esportivas.

De acordo com relato do próprio ex-atleta, criminosos armados em uma motocicleta abordaram o veículo e levaram o carro e o celular. A ação foi rápida e, apesar do susto, ninguém ficou ferido.

O filho de Djalminha atua na categoria sub-9 do Barra Futsal, que disputava jogos no clube no momento do crime.

Procurada, a Polícia Militar informou que não há registro oficial da ocorrência na região. O ex-jogador também foi procurado, mas não respondeu até a última atualização desta reportagem.

Djalminha foi revelado pelo Flamengo e teve passagens de destaque pelo Palmeiras, consolidando-se como um dos jogadores mais técnicos do futebol brasileiro nos anos 1990. Filho do ex-jogador Djalma Dias, teve o auge da carreira no Deportivo La Coruña, sendo peça-chave na conquista do Campeonato Espanhol na temporada 1999/2000. Também acumulou convocações para a seleção brasileira, ficando marcado pela habilidade e estilo irreverente.

Fonte: OGLOBO

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Lei Felca

Lei Felca muda regras dos games no Brasil e pode banir loot boxes para menores

por Redação 30 de março de 2026

A entrada em vigor do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, conhecido como Lei Felca, em março de 2026, já começa a impactar diretamente o universo dos jogos eletrônicos no Brasil. A nova legislação impõe regras mais rígidas para a proteção de menores de 18 anos, forçando empresas a adaptarem produtos, sistemas e até modelos de negócio.

Entre as primeiras respostas do setor, a Riot Games — responsável por títulos como League of Legends e Teamfight Tactics — anunciou a implementação de ferramentas de controle parental e a reclassificação indicativa de jogos. As mudanças afetam principalmente jogadores menores, com novas restrições de acesso e uso.

Segundo o advogado Max Kolbe, a lei passa a enquadrar jogos eletrônicos como produtos de tecnologia sujeitos a regras específicas de proteção infantojuvenil. Na prática, isso obriga desenvolvedores a pensarem em segurança, privacidade e bem-estar desde a criação dos jogos.

Um dos pontos mais sensíveis envolve as chamadas loot boxes, sistemas de recompensas aleatórias mediante pagamento. De acordo com o especialista, a tendência é que essas mecânicas sejam eliminadas em jogos acessíveis a menores, por apresentarem características semelhantes a jogos de azar.

Além disso, jogos com interação entre usuários — como chats e modos multiplayer — passam a exigir moderação mais rigorosa e possíveis limitações para menores de idade, ampliando o controle sobre comportamentos tóxicos e riscos online.

A legislação também levanta debates sobre limites. Para o professor de Direito Constitucional Antônio Kozikoski, a medida é juridicamente válida, já que há obrigação constitucional de proteger crianças e adolescentes. No entanto, ele alerta para o risco de excessos: “O processo deve ser pautado pela razoabilidade e não virar pretexto para censura”.

Especialistas destacam ainda o papel dos pais na supervisão do uso das plataformas. Há, inclusive, a possibilidade de uso de inteligência artificial para monitorar interações em tempo real e identificar comportamentos nocivos, embora o desafio seja equilibrar segurança e privacidade.

Do ponto de vista psicológico, a medida é vista como positiva, mas com ressalvas. A psicóloga Emily Verde alerta para o chamado “efeito rebote”, em que restrições muito rígidas podem levar jovens a buscar alternativas como contas falsas ou uso de VPNs.

Ainda assim, ela defende que as limitações funcionam como estratégia de redução de danos, ao incentivar maior participação familiar. A especialista também destaca riscos do uso excessivo de jogos, como isolamento social, problemas de sono e prejuízo no desenvolvimento emocional.

Segundo ela, ambientes competitivos e tóxicos, comuns em jogos populares, podem intensificar ansiedade e normalizar comportamentos agressivos, especialmente entre adolescentes.

Com isso, a Lei Felca inaugura um novo cenário regulatório para os games no Brasil, colocando em pauta o desafio de proteger jovens sem comprometer a liberdade digital.

Fonte: METRÓPOLES

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Segurança

Caso do açaí envenenado em SP: leite condensado vira peça-chave e contradições marcam investigação

por Redação 30 de março de 2026

A investigação sobre o caso de envenenamento com açaí em Ribeirão Preto (SP) ganhou novos desdobramentos após divergências nos depoimentos e análise de imagens de segurança. O leite condensado citado pela principal suspeita pode ser determinante para esclarecer o crime.

Larissa de Souza, de 26 anos, foi indiciada por tentativa de homicídio qualificado após a confirmação da presença de terbufós — substância associada ao chamado “chumbinho” — em um dos copos de açaí. O produto foi consumido por seu namorado, Adenilson Ferreira Parente, de 27 anos, que passou mal e precisou ser internado na UTI, mas se recuperou e já recebeu alta.

Em depoimento à polícia, Larissa afirmou que adicionou leite condensado ao açaí, alegando que o item havia sido entregue separadamente pela loja. No entanto, funcionárias do estabelecimento e o gerente contestam essa versão, afirmando que todos os ingredientes — morango, leite condensado e amendoim — foram misturados diretamente nos copos durante o preparo.

O comprovante do pedido e imagens das câmeras internas, segundo a investigação, corroboram a versão da loja e indicam que não houve entrega de itens extras. Desde o início, a hipótese de envenenamento dentro do estabelecimento foi descartada pelas autoridades.

Imagens de câmeras de segurança de imóveis vizinhos mostram Larissa adicionando algo em um dos copos ainda dentro do carro, antes de entregá-lo ao namorado. A polícia também aponta que ela teria descartado um pequeno saco plástico na via pública logo após a ação.

O caso teve início em 5 de fevereiro, quando o casal comprou dois copos de açaí em uma loja na zona Leste da cidade. Após consumir o produto, Adenilson apresentou sintomas como queimação na garganta, tontura, sonolência intensa e gosto semelhante a óleo de motor.

Ele chegou a ser atendido em uma UPA e, posteriormente, transferido para o Hospital das Clínicas, onde ficou internado na UTI. Mesmo assim, em depoimento, afirmou acreditar na inocência da namorada e disse que o relacionamento entre os dois sempre foi harmonioso, sem motivação aparente para o crime.

A Polícia Civil segue apurando o caso, e o Ministério Público solicitou novas oitivas para esclarecer pontos técnicos, como o funcionamento do lacre dos copos. A intenção é verificar se seria possível abrir e fechar a embalagem sem deixar vestígios.

O MP também quer detalhes sobre o material utilizado no lacre e imagens de produtos similares para análise. As datas das novas oitivas ainda não foram definidas.

A defesa de Larissa e de Adenilson não se manifestou até a última atualização. A jovem nega qualquer envolvimento no caso e não há mandado de prisão contra ela.

Fonte: G1

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