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Categoria:

Segurança

Comando Vermelho

CV investe em drones gigantes para transportar até 20 fuzis entre favelas do Rio

por Redação 21 de maio de 2026

Traficantes do Comando Vermelho (CV) passaram a utilizar drones de grande porte para transportar armas e drogas entre comunidades controladas pela facção no Rio de Janeiro. Segundo a polícia, os equipamentos têm capacidade para carregar até 80 quilos — o equivalente a cerca de 20 fuzis FAL ou AR-15.

A descoberta foi feita após a câmera de uma aeronave da Polícia Militar registrar um treinamento com um drone de aproximadamente três metros de comprimento no Complexo do Alemão, na Zona Norte da capital fluminense. A data do voo não foi divulgada pelas autoridades.

De acordo com informações da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria estadual de Segurança Pública, o treinamento estaria sendo conduzido por um brasileiro que retornou da guerra na Ucrânia, onde teria atuado como voluntário no conflito contra a Rússia. Segundo a investigação, ele também estaria repassando aos traficantes técnicas de combate militar aprendidas durante o período em que permaneceu no Leste Europeu.

Ainda segundo a polícia, o homem teria presenteado Edgar Alves de Andrade, o Doca, um dos integrantes da cúpula do CV, com uma placa balística usada por ele durante a guerra.

As imagens monitoradas pela polícia mostram pelo menos dez pessoas ao lado do drone momentos antes da decolagem. O equipamento utilizado é do tipo empregado em pulverização agrícola e transporte de carga, com autonomia de até 12 quilômetros e custo estimado em mais de R$ 200 mil.

Segundo os investigadores, a partir do Complexo do Alemão, os drones conseguem alcançar outras comunidades dominadas pelo CV, como Cidade de Deus, Jacarezinho, Complexo do Lins e Complexo do Chapadão. O equipamento também teria autonomia para percorrer o trajeto entre Gardênia Azul e Muzema, áreas estratégicas da facção na Zona Oeste do Rio.

A polícia afirma que o objetivo agora é impedir que a facção use os drones para ampliar o fluxo de armas e drogas sem risco de interceptação policial.

Os treinamentos estariam sendo realizados em áreas do Complexo do Alemão e do Complexo da Penha, locais apontados como esconderijos de integrantes da alta cúpula do CV ainda foragidos da Justiça. Entre eles estão Doca, Carlos da Costa Neves, conhecido como Gardenal, Pedro Paulo Guedes, o Pedro Bala, e Luciano Martiniano da Silva, o Pezão. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os quatro somam 82 mandados de prisão.

A utilização de militares ou ex-militares para operar drones da facção não é inédita. Em setembro de 2024, o então cabo da Marinha Rian Maurício Tavares foi preso pela Polícia Federal suspeito de operar drones para o CV. Segundo a investigação, uma dessas aeronaves teria sido usada para lançar granadas na Gardênia Azul meses antes.

Em outubro de 2025, drones menores voltaram a ser usados por criminosos durante uma operação policial nos complexos da Penha e do Alemão. Segundo a polícia, os equipamentos monitoravam movimentações de viaturas da Polícia Civil e Militar. O confronto durou cerca de nove horas e terminou com 117 suspeitos mortos e cinco policiais mortos.

Diante do avanço tecnológico do crime organizado, a Polícia Civil criou em maio de 2026 a Coordenadoria de Operações com Aeronaves Não Tripuladas (Coant), responsável por coordenar o uso de drones em ações de investigação e inteligência.

Os equipamentos adquiridos pela corporação foram importados da China e incluem drones com sensores térmicos, câmeras noturnas, reconhecimento facial, leitura de placas e capacidade de transmissão de imagens em tempo real para a Cidade da Polícia. Segundo a corporação, os investimentos em tecnologias e softwares de inteligência somam R$ 2,1 milhões nos últimos dois anos.

Fonte: OGLOBO

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Segurança

Deolane volta a ser presa e relembra operação bilionária de 2024 envolvendo jogos ilegais

por Redação 21 de maio de 2026

A nova prisão de Deolane Bezerra, realizada nesta quinta-feira, trouxe novamente à tona a operação policial que colocou a influenciadora atrás das grades em 2024, durante uma investigação sobre lavagem de dinheiro ligada a jogos de azar.

Na ocasião, Deolane foi presa no Recife em uma ação da Polícia Civil de Pernambuco que apurava um esquema suspeito de movimentar cerca de R$ 3 bilhões por meio de apostas ilegais e ocultação de patrimônio. A mãe da influenciadora, Solange Bezerra, também acabou detida durante a operação.

Segundo as autoridades, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 2,1 bilhões em ativos financeiros e autorizou o sequestro de bens dos investigados, incluindo carros de luxo e aeronaves.

Inicialmente, Deolane ficou presa na Colônia Penal Feminina do Recife. Dias depois, obteve habeas corpus e passou para prisão domiciliar, mediante medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica e proibição de conceder entrevistas ou se manifestar nas redes sociais.

A situação, porém, ganhou um novo capítulo logo após a saída da prisão. Ao deixar a unidade prisional, a influenciadora falou com jornalistas e publicou uma foto nas redes sociais com a boca coberta por uma fita adesiva em formato de “X”. O gesto foi interpretado pela Justiça como descumprimento das restrições impostas.

No dia seguinte, durante comparecimento ao fórum para assinatura dos documentos da prisão domiciliar, Deolane foi informada de que o benefício havia sido revogado. Na mesma noite, acabou transferida para a Colônia Penal Feminina de Buíque, no Agreste de Pernambuco.

O caso teve ampla repercussão nacional devido aos valores bilionários investigados e à exposição do patrimônio atribuído aos envolvidos.

Quase dois anos depois, Deolane voltou a ser alvo de uma grande operação policial. Desta vez, a investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista, teria sido usada pela cúpula da facção criminosa para movimentações financeiras ilegais.

Além de Deolane, a operação também teve como alvos Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC, o operador financeiro Everton de Souza, conhecido como “Player”, e familiares ligados à organização criminosa.

Fonte: OGLOBO

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Segurança

Deolane presa: bilhetes escondidos em presídio deram início à investigação sobre esquema do PCC

por Redação 21 de maio de 2026

A prisão da influenciadora Deolane Bezerra na Operação Vérnix, realizada nesta quinta-feira (21), teve origem em bilhetes e manuscritos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) encontrados há sete anos em um presídio de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo.

A operação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil investiga um esquema de lavagem de dinheiro que utilizava uma transportadora de cargas fantasma para movimentar recursos da facção criminosa. Segundo os investigadores, duas contas em nome de Deolane teriam sido usadas para receber valores ligados ao esquema.

De acordo com a investigação, a influenciadora também mantinha vínculos pessoais e comerciais com um dos gestores fantasmas da empresa investigada. A polícia afirma ainda não ter encontrado prestação de serviços compatível com os valores recebidos por ela.

Além de Deolane, a Justiça expediu mandado de prisão contra Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC e já preso no sistema federal.

As apurações começaram após agentes penitenciários encontrarem manuscritos escondidos em caixas de esgoto das celas de Gilmar Pinheiro Feitoza e Sharlon Praxedes da Silva, conhecido como “Maradona”, durante uma revista realizada em julho de 2019. Os documentos continham ordens internas da facção, referências a ataques contra servidores públicos e detalhes sobre o tráfico de drogas comandado dentro da penitenciária.

Durante a análise do material, investigadores identificaram menções a uma “mulher da transportadora”, apontada como responsável por levantar endereços de agentes públicos para possíveis ataques planejados pela organização criminosa. A partir disso, foi aberto um novo inquérito para investigar a ligação entre a empresa e o PCC.

As investigações concluíram que a transportadora funcionava como empresa de fachada para lavagem de dinheiro da facção. Ao todo, a Justiça expediu seis mandados de prisão preventiva, além de buscas e apreensões. Também foram determinados bloqueios de R$ 357,5 milhões e de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões. No caso de Deolane, o bloqueio judicial alcança R$ 27 milhões em bens e valores.

Em 2021, a Operação Lado a Lado aprofundou as investigações após a apreensão do celular de Ciro Cesar Lemos, apontado como operador financeiro do esquema. Segundo a polícia, o aparelho revelou movimentações ligadas à empresa Lado a Lado Transportes, usada para administrar recursos da cúpula do PCC.

Os investigadores afirmam que o celular continha imagens de depósitos feitos para contas de Deolane e de Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado como operador financeiro da facção. A polícia sustenta que valores da transportadora eram destinados a Marcola, ao irmão dele Alejandro Camacho e a familiares por meio de contas ligadas aos investigados.

Entre os familiares citados estão Alejandro Camacho, já preso em Brasília; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola presa na Espanha; e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, alvo de mandado de prisão e que estaria na Bolívia.

Segundo o relatório policial, entre 2018 e 2021 Deolane recebeu R$ 1.067.505 em depósitos fracionados inferiores a R$ 10 mil, prática conhecida como “smurfing”, utilizada para dificultar o rastreamento financeiro. As investigações também identificaram quase 50 depósitos destinados a duas empresas ligadas à influenciadora, totalizando R$ 716 mil.

A polícia afirma não ter encontrado comprovação de serviços jurídicos ou operações comerciais que justificassem os valores movimentados. Para os investigadores, a imagem pública e as empresas da influenciadora teriam sido usadas como “camadas de aparente legalidade” para ocultar recursos da facção criminosa.

Ao autorizar as prisões, a Justiça apontou risco de destruição de provas, ocultação de patrimônio, interferência nas investigações e possível fuga dos investigados.

Fonte: G1

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caso Master

Renan diz que Vorcaro fez 24 visitas ao BC na gestão Campos Neto e chama caso Master de “maior escândalo do planeta”

por Redação 19 de maio de 2026

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou nesta terça-feira que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, realizou 24 visitas ao Banco Central durante a gestão de Roberto Campos Neto, encerrada em 2024. Segundo o senador, os encontros somaram 21 horas e 45 minutos de permanência na instituição.

De acordo com Calheiros, a reunião mais longa ocorreu em 30 de outubro de 2024, das 9h às 12h38, totalizando 2 horas e 44 minutos dentro do BC. O senador afirmou que os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

Durante audiência na CAE com o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, Renan classificou o caso envolvendo o Banco Master como o “maior escândalo financeiro do planeta”.

Em resposta, Galípolo afirmou que não participou da maior parte das reuniões relacionadas ao caso Master porque, até dezembro de 2024, ocupava a diretoria de Política Monetária e não estava diretamente envolvido no tema.

Ainda assim, o presidente do BC reconheceu que a frequência das reuniões refletia a complexidade da situação do banco.

“É super comum que bancos que estejam em dificuldade tenham reuniões longas e extensas”, declarou Galípolo.

O presidente do Banco Central afirmou ainda que surgiram diversas comunicações indicando um cenário de “asfixiamento financeiro” do grupo Master. Segundo ele, o BC adotou um acompanhamento mais próximo justamente por causa da gravidade da situação.

Galípolo informou que, ao longo de 2025, o Banco Master registrou captação líquida negativa de R$ 11,5 bilhões. Segundo os dados apresentados, a captação líquida coberta pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ficou negativa em R$ 9 bilhões, enquanto houve um aporte de R$ 2,5 bilhões.

Durante a audiência, Galípolo também negou que o Banco Central tenha atuado para facilitar a venda do Master ao Banco de Brasília (BRB).

“Seria preciso não ter TV a cabo ou acesso à internet para concluir que o Banco Central trabalhou para viabilizar a venda do Master ao BRB”, afirmou.

Ele ainda agradeceu à imprensa e disse que a reação pública e jornalística contra a operação foi determinante.

“Poucas vezes eu vi uma reação tão rápida e virulenta contra decisões de uma instituição como o Banco Central como a rejeição da compra do BRB e a liquidação do Master”, declarou.

Galípolo afirmou que o Banco Central e seus servidores sofreram pressão e ataques após rejeitarem a operação. Segundo ele, houve até propostas para afastar a diretoria da instituição após a decisão.

“Coincidentemente, na semana em que o BC rejeitou compra do BRB foi colocada proposta de voto para mandar embora o presidente do BC e seus diretores”, disse.

O presidente do BC também defendeu a atuação do Fundo Garantidor de Crédito, afirmando que o FGC agiu corretamente ao honrar os pagamentos que venciam no período de crise.

Galípolo revelou ainda que, em novembro de 2024, antes de assumir a presidência do Banco Central, o Banco Master já havia recebido prazo de seis meses para se adequar às exigências de governança, capital e liquidez.

Fonte: valor

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caso Master

Flávio admite visita a Vorcaro em prisão domiciliar e crise expõe desgaste no PL

por Redação 19 de maio de 2026

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, confirmou ter visitado o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, no fim do ano passado, enquanto ele cumpria prisão domiciliar em São Paulo. A informação já havia sido divulgada pelo site Metrópoles e foi confirmada pelo parlamentar nesta terça-feira.

Segundo Flávio, o encontro aconteceu porque Vorcaro estava impedido de sair do estado. O senador afirmou que a conversa teve como foco o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

— Fui sim até o encontro dele. Ele estava restrito e não podia sair do estado de São Paulo, então fui até ele — declarou. — Eu fui sim ao encontro dele para botar um ponto final nessa história. Dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo e o filme não correria risco.

Flávio afirmou ainda que todas as conversas com Vorcaro, por telefone ou presencialmente, trataram exclusivamente do longa sobre o pai. O senador vinha cobrando pagamentos atrasados relacionados ao projeto por meio de mensagens.

Daniel Vorcaro foi preso preventivamente em 17 de novembro no Aeroporto de Guarulhos, quando embarcava para Dubai em um jatinho particular. Em 29 de novembro, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região autorizou a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica e restrição de contato com outros investigados. As visitas, no entanto, estavam liberadas. Em 4 de março, ele voltou a ser preso por ordem do ministro André Mendonça, do STF, após suspeitas de tentativa de obstrução de Justiça.

A confirmação da visita ocorre em meio a uma crise política dentro do PL. Flávio participou nesta terça-feira de uma reunião em Brasília com cerca de 70 parlamentares do partido, numa tentativa de reorganizar sua pré-campanha presidencial após a divulgação de mensagens e áudios envolvendo cobranças de recursos a Vorcaro para o financiamento do filme.

Nos últimos dias, o senador também se reuniu reservadamente com Jair Bolsonaro, Valdemar Costa Neto e Rogério Marinho. Participaram do encontro desta terça lideranças como Sostenes Cavalcante, Carlos Portinho, Altineu Côrtes e Efraim Filho.

Nos bastidores, integrantes do PL avaliam que houve falhas de comunicação e desencontro de versões durante a crise. Parte do desgaste interno aumentou após Flávio inicialmente negar relação com Vorcaro antes de admitir os pedidos de recursos para o filme. Também geraram ruído declarações divergentes de aliados ligados à produção do longa, como Mario Frias, que chegou a negar o financiamento do banqueiro enquanto Flávio já reconhecia os aportes.

A entrevista concedida pelo senador à GloboNews na última semana também foi alvo de críticas internas. Aliados avaliam que Flávio respondeu sem estratégia definida e ampliou dúvidas sobre a relação com Vorcaro.

O episódio ainda provocou desconforto entre aliados da família Bolsonaro. O influenciador Paulo Figueiredo afirmou que a oposição enfrenta um problema de “comunicação e política”, enquanto Eduardo Bolsonaro admitiu em uma live que o grupo demorou a reagir para evitar contradições.

Agora, a direção do PL tenta reorganizar a ofensiva política do senador. A estratégia inclui ampliar agendas públicas, intensificar viagens pelo país e reforçar encontros com empresários para reduzir os impactos da crise.

Fonte: OGLOBO

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Segurança

CCJ retoma debate sobre redução da maioridade penal enquanto Brasil tem mais de 11 mil jovens no sistema socioeducativo

por Redação 19 de maio de 2026

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados retomou nesta terça-feira (18) o debate sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos. A discussão ocorre em meio a dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que apontam 11.542 adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas de restrição e privação de liberdade no Brasil até o fim de abril.

A proposta foi apresentada em 2015 pelo então deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) e tem relatoria do deputado Coronel Assis (PL-MT). O tema voltou à pauta após ser retirado da PEC da Segurança Pública para tramitação separada.

Atualmente, adolescentes que cometem atos infracionais cumprem medidas socioeducativas, e não penas do sistema prisional comum. Entre as medidas previstas estão internação, internação provisória, semiliberdade e internação-sanção.

Defensores da proposta afirmam que a mudança endureceria o combate a crimes violentos cometidos por adolescentes. Já especialistas em infância e juventude criticam a iniciativa e argumentam que o debate costuma se apoiar em casos extremos para justificar alterações na legislação.

A pesquisadora Mariana Chies, professora do Insper, afirmou que os principais atos infracionais cometidos por adolescentes atualmente estão relacionados ao tráfico de drogas e crimes patrimoniais. Segundo dados do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE), roubo e tráfico representam mais de 58% dos registros em 2024.

Para a especialista, o sistema socioeducativo oferece acesso a políticas públicas que muitos jovens não tinham antes do ato infracional, como assistência social e saúde. Ela defende que o Estado falha em atuar preventivamente antes da entrada desses adolescentes no sistema.

O presidente do Fórum Nacional da Justiça Juvenil (FONAJUV), juiz Rafael Souza Cardoso, também questionou a proposta e afirmou que a taxa de retorno ao sistema entre adolescentes é menor que no sistema prisional adulto. Segundo ele, a reincidência entre jovens no socioeducativo é de 24%, enquanto no sistema adulto esse número seria o dobro.

Especialistas também apontam preocupação com as condições do sistema prisional brasileiro. A coordenadora do Cedec-CE, Marina Araújo, citou o reconhecimento do STF sobre o “estado de coisas inconstitucional” nas prisões brasileiras e questionou o impacto da inclusão de adolescentes nesse cenário.

Além das discussões práticas, juristas também debatem a constitucionalidade da proposta. Parte da doutrina entende que a maioridade penal aos 18 anos é cláusula pétrea da Constituição Federal e não poderia ser alterada nem mesmo por PEC.

Fonte: G1

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Segurança

Jovem filha de diplomata morre atropelada em Ipanema após chegar ao Rio para novo emprego

por Redação 19 de maio de 2026

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga o atropelamento que matou a jovem Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, e deixou outras duas pessoas feridas em Ipanema, na Zona Sul da capital. O acidente aconteceu na tarde de sábado (16).

Segundo testemunhas, o motorista de uma van de entregas tentou desviar de um ciclista, perdeu o controle do veículo e invadiu a calçada, atingindo pedestres. As vítimas foram socorridas e levadas ao Hospital Miguel Couto, na Gávea.

Mariana não resistiu aos ferimentos e morreu no domingo. A mãe dela, Ana Patricia Neves Abdul Hak, e um homem também ficaram feridos. Ana Patricia já recebeu alta hospitalar, mas segue utilizando cadeira de rodas e deverá passar por um check-up em São Paulo.

Mariana era filha de Ibrahim Abdul Hak Neto, diplomata de carreira e assessor especial na Assessoria Especial da Presidência da República. Em entrevista à TV Globo, o pai contou que a jovem havia acabado de chegar ao Rio de Janeiro após anos vivendo na Europa.

Ela havia assinado contrato para trabalhar em uma multinacional do setor de cosméticos e iria morar na cidade. Segundo o diplomata, Mariana havia acabado de deixar as malas no apartamento quando saiu para passear com a mãe, que chegou de Buenos Aires, na Argentina, onde atua como vice-cônsul.

De acordo com o pai, a jovem sofreu múltiplas fraturas e morreu em decorrência de traumatismo craniano.

O embaixador esteve no Rio nesta segunda-feira acompanhando a família, auxiliando na liberação do corpo e organizando o translado para São Paulo, onde vive grande parte dos familiares.

A van envolvida no atropelamento foi apreendida e o caso está sendo investigado pela 14ª DP (Leblon).

Fonte: G1

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Segurança

Mulher desaparecida é encontrada enterrada no quintal de casa e irmão acaba preso no ES

por Redação 18 de maio de 2026

Uma mulher de 39 anos, identificada como Miriam de Oliveira Soares, foi encontrada morta e enterrada no quintal da própria casa no bairro Serra Dourada I, na Serra, Grande Vitória, na tarde deste sábado (16). O principal suspeito do crime é o irmão dela, Abraão de Oliveira Soares, de 43 anos, que foi preso.

Miriam estava desaparecida havia cinco dias. Durante esse período, familiares e amigos fizeram buscas pela Grande Vitória e divulgaram cartazes nas redes sociais na tentativa de localizar a vítima.

O corpo foi encontrado pela própria mãe de Miriam e do suspeito, Magali Morais de Oliveira Soares, de 65 anos. Segundo ela, o cadáver estava enterrado em um canteiro de plantas no quintal da residência.

“Eu tava botando roupa na corda. De repente, eu vi a areia subindo e senti aquele mau cheiro forte. Fui mexendo na terra e vi a barriga da minha filha”, relatou.

A Polícia Militar informou que os familiares apontaram Abraão como suspeito do desaparecimento. Os agentes encontraram o corpo parcialmente desenterrado e acionaram a Polícia Científica.

De acordo com a Polícia Civil, testemunhas relataram que o homem matou a irmã após uma desavença familiar e enterrou o corpo para ocultar o crime. Miriam apresentava diversas perfurações provocadas por arma branca.

Segundo a família, a discussão teria começado por causa de plantas cultivadas pela vítima no quintal da casa. A mãe contou que os irmãos tinham conflitos frequentes.

“Ela não gostava de ver coisa errada. Falava que ele precisava assumir as responsabilidades dele”, afirmou Magali.

Ainda de acordo com a mãe, o suspeito permaneceu normalmente na residência enquanto familiares procuravam pela vítima.

“Ele tava tranquilo lá em cima, sentado vendo televisão. Frio, frio, frio”, disse.

A Polícia Civil informou que o crime aconteceu na terça-feira (12), mas o homem não pôde ser autuado por homicídio em flagrante porque o prazo legal já havia passado. Mesmo assim, ele foi preso em flagrante por ocultação de cadáver, considerado crime permanente.

A delegada Gabriela Enne, do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), informou que o suspeito será indiciado por homicídio ao fim das investigações. Segundo a polícia, ele já possui histórico relacionado ao crime de ameaça.

Após a prisão, moradores se revoltaram e se aglomeraram na rua enquanto aguardavam a saída do suspeito da residência.

O corpo de Miriam foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Vitória. Já o suspeito foi levado ao Centro de Triagem de Viana, onde permanece à disposição da Justiça.

A mãe da vítima afirmou que não pretende ajudar o filho judicialmente. “Não vou pagar advogado, não vou visitar. Ele vai pagar pelo que fez com a minha filha”, declarou.

Fonte: G1

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Segurança

Jovem que teve mãos amputadas em ataque de foice inicia fisioterapia; namorado e cunhado viram réus

por Redação 18 de maio de 2026

Os irmãos Ronivaldo Rocha dos Santos e Evangelista Rocha dos Santos se tornaram réus por tentativa de feminicídio contra a estudante Ana Clara Oliveira, vítima de um ataque brutal ocorrido na madrugada do dia 1º em Quixeramobim, no sertão do Ceará. A jovem sobreviveu após passar por uma cirurgia de 12 horas para reimplantar as duas mãos — uma delas havia sido decepada e a outra quase totalmente arrancada.

Segundo a investigação da Polícia Civil, Ronivaldo, namorado da vítima na época, atuou como coautor ao planejar e ordenar o crime, enquanto Evangelista executou os golpes de foice. De acordo com o delegado Júlio César Grelli Lobo, ambos respondem como coautores da tentativa de feminicídio.

Evangelista foi preso no mesmo dia do ataque na casa onde morava. Já Ronivaldo foi localizado e detido em outra cidade, a mais de 60 quilômetros de Quixeramobim.

Ana Clara relatou que o relacionamento de quase dois anos era marcado por agressividade e crises de ciúmes. Na noite do crime, após uma discussão em frente à residência do casal, ela atirou uma pedra contra o carro do namorado, quebrando o para-brisa. Em seguida, Ronivaldo saiu do local para buscar o irmão.

Câmeras de segurança registraram o momento em que os dois retornaram. Segundo a vítima, Evangelista pulou o muro da casa com uma foice, enquanto Ronivaldo permaneceu no carro e incentivou as agressões.

“Ele pulou a janela e já foi atacando, amputou minha mão. Foi atacando nos braços, costas. Eu me fiz de morta”, relembrou Ana Clara. Ela sofreu ferimentos graves nos braços, pernas, costas, rosto e pescoço.

O delegado informou que Evangelista confessou a intenção de matar a estudante. Segundo a polícia, o suspeito chegou a sofrer esgotamento físico devido à quantidade de golpes desferidos.

Após a fuga dos agressores, Ana Clara conseguiu pedir socorro aos vizinhos. A equipe do Samu realizou o primeiro atendimento e destacou que o acondicionamento correto da mão amputada foi fundamental para o sucesso do reimplante.

A jovem foi transferida para um hospital de referência em Fortaleza, onde uma força-tarefa médica mobilizou 15 profissionais, incluindo especialistas em cirurgia da mão e microcirurgia. O procedimento utilizou dois microscópios cirúrgicos para operar os membros simultaneamente.

Na última sexta-feira (15), Ana Clara iniciou sessões de fisioterapia e terapia ocupacional e conseguiu realizar os primeiros movimentos voluntários com os dedos.

“Será que eu vou ficar com as minhas mãos? A felicidade é enorme de conseguir mexer meus dedos”, declarou.

Os médicos afirmam que a recuperação será lenta, mas avaliam de forma positiva a possibilidade de reabilitação motora. Após sobreviver ao ataque, Ana Clara disse que pretende usar sua história para alertar outras mulheres sobre violência doméstica.

“Não esconda. Eu escondi muitas vezes. Procurem ajuda. Eu quero levar isso em frente”, afirmou.

Fonte: FANTÁSTICO

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caso Master

Zema chama áudio de Flávio Bolsonaro para Vorcaro de “imperdoável” e Caiado cobra explicações do senador

por Redação 14 de maio de 2026

Os pré-candidatos à Presidência da República Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) reagiram nesta quarta-feira (13) à divulgação de mensagens e áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.

O material revelado mostra Flávio Bolsonaro cobrando recursos de Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O caso ampliou a crise política em torno do escândalo envolvendo o Banco Master e provocou críticas até mesmo entre nomes da direita e possíveis aliados do senador.

Romeu Zema divulgou um vídeo nas redes sociais condenando a postura de Flávio Bolsonaro e afirmou que o episódio compromete o discurso político do grupo bolsonarista contra o PT.

“Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando o dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”, declarou o ex-governador de Minas Gerais.

A fala de Zema ganha peso político porque ele vinha sendo citado nos bastidores como possível candidato a vice-presidente em uma eventual chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro em 2026.

Outro presidenciável, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), também se manifestou após a repercussão do caso e cobrou esclarecimentos públicos do senador.

As críticas surgem depois da divulgação de conversas reveladas pelo portal Intercept Brasil, que apontam que Daniel Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões para financiar a produção cinematográfica “Dark Horses”, inspirada em Jair Bolsonaro.

Segundo a reportagem, os contatos entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro ocorreram entre setembro e novembro de 2025. Em um dos áudios, o senador demonstra preocupação com pagamentos atrasados e afirma que a equipe do filme estava sob pressão.

A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas ligadas às apurações a autenticidade do áudio e das mensagens.

Após a divulgação do conteúdo, Flávio Bolsonaro admitiu que pediu recursos a Vorcaro, mas afirmou que se tratava apenas de um “patrocínio privado para um filme privado”. O senador negou ter recebido vantagens pessoais e afirmou que adversários políticos tentam associá-lo indevidamente ao escândalo do Banco Master.

O caso provocou forte repercussão no cenário político nacional, especialmente porque Flávio vinha defendendo publicamente a criação de uma CPI para investigar o Banco Master e associando o escândalo ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Fonte: G1

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