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Segurança

caso Master

Laudos toxicológicos indicam ausência de drogas em caso de morte de investigado ligado a Daniel Vorcaro

por Redação 23 de abril de 2026

A Polícia Federal concluiu o inquérito sobre a morte de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” do banqueiro Daniel Vorcaro, e apontou que não houve uso de drogas antes do óbito. O resultado foi encaminhado nesta quinta-feira (23) ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo apuração, os exames toxicológicos realizados pela PF e pelo Instituto Médico-Legal (IML) de Minas Gerais deram negativo para substâncias entorpecentes. Também foram analisadas as roupas do investigado, sem identificação de vestígios de drogas.

Mourão e Vorcaro haviam sido presos no dia 4 de março, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. Preso em Belo Horizonte, Mourão foi encaminhado à carceragem da Polícia Federal na capital mineira, com previsão de transferência para unidade prisional, o que não chegou a ocorrer.

Após o episódio, ele recebeu atendimento de agentes da PF e de equipes do Samu, sendo posteriormente levado ao Hospital João XXIII, onde teve a morte cerebral confirmada dois dias depois.

A entrega do relatório ao STF foi feita pessoalmente pelo superintendente da PF em Minas Gerais e pelo delegado responsável pelo inquérito, no contexto das investigações relacionadas ao Banco Master, ligado a Daniel Vorcaro, que permanece preso em Brasília e negocia acordo de delação premiada.

O inquérito segue sob sigilo judicial.

Fonte: METRÓPOLES

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Segurança

Morte com 23 tiros em abordagem da PM na Pavuna levanta suspeitas de excesso

por Redação 22 de abril de 2026

A morte do empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira, de 29 anos, durante uma abordagem da Polícia Militar na madrugada desta quarta-feira (22), na Pavuna, Zona Norte do Rio, gerou questionamentos sobre a conduta dos agentes. Segundo familiares, o carro em que ele estava foi atingido por 23 disparos.

Daniel voltava de um pagode com três amigos quando foi baleado. Dono de uma loja de eletrônicos na região, ele não resistiu aos ferimentos. A irmã, Thaís Oliveira, contestou a versão de ação policial padrão e afirmou que não houve reação por parte das vítimas. “Foram 23 tiros. Então, 23 tiros não é ordem de parada. Não teve revide, porque não tinha arma dentro do carro. Meu irmão é mais uma vítima do Estado”, declarou.

De acordo com a Polícia Militar, agentes do 41º BPM (Irajá) realizavam patrulhamento quando abordaram o veículo, momento em que um homem foi baleado. A corporação não detalhou o que motivou a abordagem nem confirmou a quantidade de disparos efetuados.

A Polícia Civil realizou perícia no local e investiga o caso por meio da Delegacia de Homicídios da Capital, que busca esclarecer as circunstâncias da ação. O comando da PM informou que abriu um procedimento interno para apuração.

Morador da Pavuna há 22 anos, Daniel deixa esposa e uma filha de 4 anos. A mãe dele, Elaine Oliveira, afirmou ter presenciado a cena e criticou a atuação dos policiais. “Eu vi o despreparo. Eu vi todos os policiais aqui parados, vendo o absurdo que eles tinham feito”, disse.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). O caso reacende o debate sobre abordagens policiais e uso da força em áreas urbanas do Rio de Janeiro.

Fonte: G1

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Segurança

Ataque brutal em MG expõe crime por possível ciúme e deixa perguntas sem resposta

por Redação 22 de abril de 2026

A morte da jovem Íris Cândida, de 24 anos, após um ataque com fogo em Delfinópolis (MG), levanta questionamentos sobre a motivação e as circunstâncias do crime. A vítima morreu no domingo (19), depois de oito dias internada com cerca de 40% do corpo queimado. O enterro ocorreu na segunda-feira (20).

Íris trabalhava como caixa no mercado do tio, no distrito de Olhos d’Água, zona rural do município. O crime ocorreu no dia 11 de abril, por volta das 13h, quando uma jovem entrou no estabelecimento, comprou um frasco de álcool, pagou e, em seguida, jogou o líquido sobre a vítima. Na sequência, perseguiu Íris, que tentou fugir, e ateou fogo com um isqueiro. A ação foi registrada por câmeras de segurança.

Após o ataque, a suspeita deixou o local a pé. Vizinhos ouviram os gritos de socorro e prestaram os primeiros atendimentos até a chegada do resgate. Íris foi levada inicialmente ao hospital de Delfinópolis e depois transferida para a Santa Casa de São Sebastião do Paraíso, referência em tratamento de queimados.

A principal suspeita é Marcela Alcântara Santos, de 18 anos, que, segundo a Polícia Militar, não era moradora da comunidade e havia chegado à região para trabalhar na lavoura. Ela foi presa na tarde de segunda-feira (20), localizada em uma casa abandonada nas proximidades do distrito.

A motivação do crime ainda está sob investigação, mas a principal linha aponta para ciúmes. De acordo com a PM, o namorado da suspeita relatou ter estado no mercado horas antes do ataque e conversado com Íris no caixa, o que teria provocado a reação. A hipótese, no entanto, ainda precisa ser confirmada.

As investigações seguem em andamento. A polícia utilizou imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas para identificar a suspeita e realizou buscas em cidades de Minas Gerais e também em Franca (SP). Até o momento, não há informações sobre depoimento formal da suspeita ou posicionamento de defesa, o que mantém lacunas relevantes sobre o caso.

Fonte: G1

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Segurança

Foragido por mais de 9 anos por estupro de vulnerável é capturado no interior do Piauí

por Redação 20 de abril de 2026

Um homem de 57 anos, identificado pelas iniciais C.V. de C., foi preso neste domingo (19) na zona rural de Queimada Nova, no Sul do Piauí, após mais de nove anos foragido da Justiça de São Paulo. Ele é suspeito de estupro de vulnerável cometido na cidade de Guarulhos (SP).

Segundo a Polícia Militar, o mandado de prisão foi expedido pela 5ª Vara Criminal de Guarulhos. O suspeito foi localizado em sua residência, no assentamento Quilombo Pitombeira, e não apresentou resistência no momento da abordagem.

A ação foi resultado de uma operação conjunta entre equipes da Força Tática do 20º Batalhão da PM, com sede em Paulistana (PI), e policiais civis do Departamento de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), de Teresina.

Após a prisão, o homem foi encaminhado à 12ª Delegacia Regional de Polícia Civil, em Paulistana, onde foram realizados os procedimentos legais. De acordo com a delegada Tânia Miranda, o Judiciário já foi comunicado para a realização da audiência de custódia.

O caso reforça a atuação integrada entre forças de segurança de diferentes estados na localização e captura de foragidos por crimes graves, mesmo após longos períodos fora do radar das autoridades.

Fonte: G1

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Segurança

Caso Henry Borel: Monique Medeiros se entrega após ordem do STF e volta à prisão

por Redação 20 de abril de 2026

Monique Medeiros, mãe de Henry Borel e ré no processo pela morte do filho em 2021, se entregou à polícia do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (20), após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para seu retorno à prisão preventiva.

A professora se apresentou na 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, três dias após o ministro Gilmar Mendes ordenar sua volta à cadeia, decisão mantida no sábado (18) após rejeição de recurso da defesa. Por volta das 12h, Monique foi transferida para a penitenciária de Benfica, unidade que funciona como porta de entrada do sistema prisional fluminense.

Segundo a defesa, ela decidiu se apresentar assim que teve conhecimento do mandado de prisão. Os advogados reiteraram que Monique não teve participação na morte do filho e sustentam que ela também foi vítima do ex-companheiro, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho.

O caso remonta à madrugada de 8 de março de 2021, quando Henry Borel, de 4 anos, morreu em um apartamento na Barra da Tijuca. De acordo com perícias, a causa da morte foi hemorragia interna e laceração hepática. A versão inicial apresentada — de que a criança teria caído da cama — foi descartada pelos peritos. O Ministério Público afirma que Henry foi vítima de agressões de Jairinho e que Monique foi omissa.

O processo segue em curso. Em março, o julgamento de Monique e Jairinho foi suspenso após a defesa dele abandonar o Tribunal do Júri. A juíza Elizabeth Machado Louro classificou o episódio como uma interrupção indevida e remarcou o julgamento para 25 de maio. Na ocasião, também havia determinado a soltura de Monique, posteriormente revertida por decisão do STF.

O caso Henry Borel segue como um dos mais emblemáticos do país, com desdobramentos judiciais que continuam a gerar forte repercussão pública.

Fonte: G1

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Segurança

Operação contra chefes do CV fecha Niemeyer, deixa turistas ilhados e expõe caos no Vidigal

por Redação 20 de abril de 2026

Uma operação policial realizada na manhã desta segunda-feira (20) no Vidigal, Zona Sul do Rio, provocou um intenso tiroteio, interdição da Avenida Niemeyer e deixou cerca de 200 turistas ilhados no alto do Morro Dois Irmãos. A ação teve como alvo chefes do Comando Vermelho ligados ao tráfico no sul da Bahia.

Coordenada pelo Ministério Público da Bahia, com apoio da Polícia Civil do Rio e participação da Core, a operação mirava principalmente Edinaldo Pereira Souza, o “Dada”, apontado como líder do tráfico em Caraíva e Trancoso. Durante a ação, criminosos reagiram e bloquearam a Niemeyer com um ônibus atravessado e contêineres da Comlurb. A via, que liga São Conrado ao Leblon, só foi liberada por volta das 6h50, com escolta da Polícia Militar.

Moradores relataram momentos de pânico com troca de tiros em diferentes pontos da comunidade. Imagens registraram helicópteros da polícia sobrevoando a região em voos rasantes, evidenciando a intensidade da operação.

No alto do Morro Dois Irmãos, um dos pontos turísticos mais procurados da cidade, cerca de 200 visitantes ficaram impedidos de descer durante o confronto. O grupo só conseguiu deixar o local por volta das 7h20, após a situação ser controlada, descendo sob escolta policial. Segundo relatos, guias orientaram os turistas a permanecerem abaixados durante os disparos.

De acordo com as investigações, Dada havia fugido de um presídio na Bahia em 2024 com outros 15 detentos e vinha se escondendo na Rocinha. Nos últimos dias, alugou uma casa no Vidigal, onde realizava uma festa com familiares e amigos. Monitorado pelo MP baiano, teve sua localização identificada, o que motivou a operação. Na fuga, utilizou uma passagem secreta e deixou pessoas próximas para trás.

Três pessoas foram presas. Núbia Santos de Oliveira, apontada como responsável financeira da facção e ligada ao traficante Patola; Patrick Cesar Tobias Xavier, conhecido como “Bart”, considerado de alta periculosidade e procurado em Goiás, foi detido com drogas, rádio comunicador e identidade falsa; e Christian Fernandes Rodrigues da Silva, preso com um fuzil e uma pistola com numeração raspada.

A operação escancara, mais uma vez, o impacto direto de ações contra o crime organizado em áreas urbanas densas e turísticas, levantando questionamentos sobre segurança pública e os riscos para moradores e visitantes.

Fonte: G1

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Segurança

Ex é presa por mandar matar dono de lava-rápido e plano para simular roubo expõe execução

por Redação 17 de abril de 2026

A Polícia Militar prendeu, na quarta-feira (15), Andressa da Silva Balduino, de 32 anos, acusada de mandar matar o ex-marido, o empresário José Leandro de Oliveira, de 40 anos, em Osasco, na Grande São Paulo. O crime ocorreu em novembro do ano passado e, segundo o Ministério Público, foi planejado para simular um latrocínio e dificultar a investigação.

Andressa se entregou sem resistência em um sítio na zona rural de Juquitiba. No mesmo local, o noivo dela, Edson Alves Caetano, de 52 anos — apontado como autor dos disparos — foi morto durante a operação. De acordo com a PM, ele tentou fugir e reagiu atirando contra os policiais, que revidaram. Edson chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

Imagens de câmeras de segurança registraram o assassinato do empresário, dono de um lava-rápido. A investigação aponta que Andressa teria ordenado o crime porque o ex-marido estaria interferindo em sua relação com Edson. Para encobrir a motivação, o plano era fazer o homicídio parecer um roubo seguido de morte.

A dinâmica do crime envolveu outros suspeitos. Segundo a Polícia Civil, Danilo Barbosa de Souza, sobrinho de Edson, participou dos disparos e teria pago R$ 150 a Ivan Almeida da Silva para ajudar na ação, conduzindo o veículo utilizado na fuga. Após o crime, os executores levaram o carro da vítima, uma BMW, localizada pela PM cerca de quatro horas depois, a dois quilômetros do local.

Ivan foi preso em dezembro do ano passado, enquanto Danilo segue foragido. Os quatro envolvidos são réus por homicídio qualificado. A Justiça já havia decretado a prisão preventiva de Andressa e Edson, que estavam sendo procurados até a operação desta semana.

A defesa de Andressa não foi localizada. O caso segue sob investigação, enquanto as autoridades buscam capturar o último suspeito foragido.

Fonte: G1

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Segurança

Ligação ao 190 minutos antes de crime expõe falhas e agrava caso de execução de casal no ES

por Redação 17 de abril de 2026

Novos detalhes sobre o assassinato de um casal em Cariacica, na Grande Vitória, levantam questionamentos sobre a atuação policial no caso. Menos de 20 minutos antes de ser morta, Francisca Chaguiana Dias Viana, de 31 anos, ligou para o 190 pedindo ajuda. Ainda assim, ela e a companheira, Daniele Toneto, 45, foram executadas no dia 8 de abril por um policial militar.

De acordo com informações repassadas pela família, a ligação foi feita às 9h46. Às 10h02, uma viatura chegou ao local, e a vítima chegou a acenar para os agentes. No entanto, um minuto depois, o cabo Luiz Gustavo Xavier do Vale apareceu a pé, acompanhado de outros quatro policiais e já com a arma em mãos. Na sequência, o crime foi cometido.

A motivação do assassinato ainda é investigada, mas a principal linha de apuração aponta para um desentendimento envolvendo a ex-companheira do policial, vizinha das vítimas. A discussão teria sido relacionada ao uso de ar-condicionado e à divisão de energia entre os imóveis. Antes do crime, a ex-mulher do cabo teria acionado o militar relatando a situação, o que o levou a deixar seu posto e ir até o local. Ele foi preso após o ocorrido.

A Polícia Militar informou que os detalhes sobre o acionamento das viaturas e a dinâmica da ocorrência serão apurados por meio de Inquérito Policial Militar. A dúvida central é se o atendimento foi adequado diante do pedido de socorro feito minutos antes do crime.

A história das vítimas também evidencia o impacto da tragédia. Francisca havia se mudado do Maranhão para o Espírito Santo em 2018 para ajudar a irmã e, desde então, construiu vida ao lado de Daniele, com quem mantinha um relacionamento há sete anos. Juntas, empreendiam na venda de alimentos, como molhos de pimenta e biscoitos, e planejavam o futuro — inclusive com intenção de adoção.

Familiares contestam versões que sugerem conflito com o filho do policial e descrevem as vítimas como pessoas afetuosas e próximas das crianças da família. A notícia da morte chegou de forma abrupta, pela televisão, o que intensificou a revolta.

O caso segue sob investigação, enquanto familiares cobram responsabilização. O episódio reforça preocupações sobre o uso da força e a condução de ocorrências envolvendo agentes de segurança, especialmente quando há indícios de conflito pessoal.

Fonte: G1

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Polícia Federal

Justiça mantém prisões de MC Ryan SP e outros alvos de operação da PF que investiga lavagem de R$ 1,6 bilhão

por Redação 17 de abril de 2026

A Justiça Federal manteve as prisões do cantor MC Ryan SP e de outros investigados alvos da megaoperação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal na última quarta-feira (15). O caso apura um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas estimado em R$ 1,6 bilhão.

Parte dos 33 presos passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (16), sob responsabilidade da 5ª Vara Federal de Santos. Segundo a PF, nenhum dos detidos foi liberado até o momento. As audiências seguem de forma virtual e têm como objetivo avaliar a legalidade das prisões e eventuais abusos na abordagem policial.

Ao todo, foram expedidos 39 mandados de prisão, sendo que seis investigados continuam foragidos. As prisões ocorreram em diferentes estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Santa Catarina.

Entre os detidos estão MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, o influenciador Chrys Dias, sua esposa Débora Paixão e Raphael Sousa, responsável pela página Choquei. Os investigados são apontados pela Polícia Federal como parte de uma organização criminosa que teria utilizado o setor do entretenimento para ocultar recursos ilícitos.

De acordo com a investigação, o esquema envolvia tráfico internacional de drogas, apostas ilegais, rifas digitais e uso de empresas de fachada, além da conversão de valores em criptoativos para dificultar o rastreamento. A PF também aponta a utilização de eventos musicais e redes sociais como canais de movimentação financeira.

Segundo decisão judicial, MC Ryan SP é apontado como líder e principal beneficiário do grupo, utilizando estruturas ligadas à produção musical para integrar receitas lícitas e ilícitas.

Durante a operação, foram apreendidos 55 carros de luxo e motocicletas, 120 armas, joias, eletrônicos, celulares e cerca de R$ 300 mil em espécie, além de valores em dólar. Apenas os veículos estão avaliados em mais de R$ 20 milhões.

As defesas dos investigados negam irregularidades e afirmam que os valores têm origem lícita ou que os clientes irão se manifestar nos autos. Em alguns casos, advogados ainda não tiveram acesso completo ao processo.

Fonte: G1

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Polícia Federal

Operação da PF apreende 55 carros de luxo, armas e R$ 300 mil em ação contra esquema de lavagem ligado a MCs e influenciadores

por Redação 17 de abril de 2026

A Polícia Federal deflagrou na quarta-feira (15) a Operação Narco Fluxo, que investiga uma organização criminosa suspeita de lavar mais de R$ 1,6 bilhão oriundos do crime organizado. A ação resultou em prisões e na apreensão de um grande volume de bens de alto valor.

Entre os alvos estão os funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além dos influenciadores Chrys Dias e Raphael Sousa, ligado à página Choquei. Segundo a PF, o grupo utilizava o setor do entretenimento digital como fachada para movimentação de recursos ilícitos.

O balanço da operação aponta a apreensão de 55 carros de luxo e motocicletas, avaliados em mais de R$ 20 milhões, além de 120 armas e munições, 56 joias e relógios, 53 celulares, 56 mídias eletrônicas e cerca de R$ 300 mil em espécie. Também foram encontrados US$ 7,3 mil, documentos e registros financeiros.

Entre os itens de maior destaque estão uma Mercedes-Benz G63 rosa avaliada em R$ 2 milhões e uma réplica de um carro de Fórmula 1 da McLaren, localizados na residência de investigados. Em outra apreensão, foi encontrado um colar de ouro com a imagem de Pablo Escobar na casa de MC Ryan SP.

A operação mobilizou 200 policiais federais para o cumprimento de 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão em oito estados e no Distrito Federal. As ordens foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos, que também determinou o bloqueio de ativos e o sequestro de bens.

De acordo com a investigação, o esquema envolvia tráfico internacional de drogas, apostas ilegais e rifas clandestinas, além de mecanismos como fracionamento de transferências, uso de empresas de fachada e conversão em criptoativos para ocultação dos valores.

Após a operação, perfis de investigados com milhões de seguidores foram retirados do ar. A Meta informou que não comentará o caso.

As defesas dos citados negam irregularidades e afirmam que os valores e atividades possuem origem lícita ou vínculos apenas profissionais, além de que irão se manifestar nos autos do processo.

Fonte: G1

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